Azul comprará E-190 para voar a partir do Santos Dumont

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    A Azul alterou sua encomenda à Embraer para ter mais aviões adequados à operação no Santos Dumont, aeroporto carioca que tem duas das pistas mais curtas do mundo. A companhia aérea novata, que inicialmente compraria apenas jatos do modelo 195, incluiu no seu pedido aviões do modelo 190 (na foto, um 190 da Jet Blue americana), ligeiramente menores.

    Se fosse hoje, a empresa não poderia operar no Santos Dumont porque o aeroporto está restrito para vôos a Congonhas, em São Paulo, e uso de avião turboélice. A limitação foi criada para estimular o uso do Galeão, mas não tem fundamentos técnicos. A Azul, que fará seu primeiro vôo comercial em 15 de dezembro, conta com a abertura do aeroporto em breve, uma vez que a própria Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) é contra as atuais limitações. Nesta semana, a Anac abre uma consulta pública sobre o assunto.

    ” A possibilidade de usar o 190 só surgiu depois que o Santos Dumont entrou na equação ” , diz Adalberto Febeliano, diretor de relações institucionais da empresa. Segundo ele, a Azul não planejava voar no aeroporto carioca quando foi criada, em março. A perspectiva só mudou em meados deste ano quando o governo acenou com a possibilidade de abrir completamente o local.

    Com plano de servir 22 cidades a partir do aeroporto central do Rio de Janeiro, a Azul fez os cálculos e concluiu que teria limitações para usar o Embraer 195. Como as pistas do Santos Dumont são curtas – a maior mede 1.323 metros, contra 3.180 metros da menor pista do Galeão, por exemplo -, há restrição técnica quanto ao peso dos aviões. Para adequar o 195, a Azul teria que voar com parte das 118 poltronas vazias ou fazer apenas vôos curtos, em que os jatos podem decolar com menos combustível e, portanto, mais leves.

    Já com o modelo 190, que transportará até 106 passageiros, a Azul poderá vender todos os assentos e também partir do Rio para destinos mais longínquos, como algumas capitais nordestinas. A possibilidade de fazer vôos mais longos pode ser uma vantagem competitiva, à medida que empresas como TAM e Gol, cujos aviões levam mais de 140 pessoas, teriam dificuldades de fazer os mesmos trajetos devido ao peso dos jatos.

    Até o fim de 2009, a Azul terá dez aviões 190 e mais seis jatos 195, num total de 16. A Azul já tem dois aviões 190 que alugou da americana JetBlue e receberá sete aeronaves novas até janeiro, sendo cinco 195 e dois 190. ” Não deu tempo de converter esses 195 em 190 porque já estavam sendo fabricados ” , diz Miguel Dau, vice-presidente de operações da Azul. A aérea tem 40 pedidos firmes e mais 36 opções com a Embraer.

    Por ter localização privilegiada na capital carioca, o Santos Dumont é tão atraente quanto Congonhas. Segundo Alexandre Gomes de Barros, diretor da Anac, a agência também vai levar à consulta pública uma regra para distribuir novos horários de vôo no aeroporto. Com a perspectiva de sua abertura completa, TAM e Gol já pediram mais espaço e empresas como a WebJet, cuja sede é no Rio, também têm interesse em crescer no local.

    Fonte: Valor Econômico

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    Corsario-DF
    Corsario-DF
    12 anos atrás

    Até que enfim uma companhia aérea atuante no Brasil usará apenas E-jets!!! Tudo bem que a Rio-Sul começou a operar com o Emb-145, mas aí veio a dissolução e posterior “venda” para a FAB. Vai ser muito bom ver os E-jets voando em céus brasileiros.

    Sds.

    kaleu
    kaleu
    12 anos atrás

    Pois é Corsario, foi necessário vir um estrangeiro abrir uma empresa aérea regional no Brasil para operar os E-Jets, O MUNDO INTEIRO comprovou a eficiência desta família de Jatos, ao que parece os brasileiros ainda tem dúvida.

    Deve ser o velho estigma de Vira Latas.

    Sds

    XR
    XR
    12 anos atrás

    E que os céus da Azul continuem sempre azuis!!!

    paulo s
    paulo s
    12 anos atrás

    sou leigo no assunto,mas alguem poderia me fazer o favor de me informar o indice de nacionalizacao destes avioes.
    obrigado

    Baschera
    Baschera
    12 anos atrás

    Keleu, Não por isto não. Até pode, a princípio, parecer…. mas a realidade é bem outra. Até recentemente um avião fabricado no Brasil, caso dos E-Jets, pagava um alícota de ICMS de 17% ao governo do estado de SP. Isto bastava para colocar o produto nacional acima do preço de outros concorrentes, visto que no segmento reinam os Boeing e Airbus há muitos anos. Alícota revista, agora sim o preço mais ou menos fica equaliado com os aviões importados e então pode-se abrir a janela para as primeiras vendas dos E-Jets da Embraer no País. Agora, ainda há um hiato,… Read more »

    Baschera
    Baschera
    12 anos atrás

    Errata : Onde se lê “equaliado” e “estranjeira” LEIA-SE equalizado e estrangeira….. peço desculpas !!
    Sds.

    XERXES
    XERXES
    12 anos atrás

    Bem, eu li um pouco da biografia do dono da AZUL(que é o mesmo da JET BLUE) e o cara é cidadão americano mas nasceu no brasil(ele é mórmon) e a sua trajetória de ascenção é impressionante, ele lá an empresa nos EUA tira um dia de trabalho e atende os passageiros no embarque, pergunta como estão os serviços da empresa,é algo interessante, se aqui no brasil manter o padrão será muito bom para os passageiros, já que aqui nos não temos os direitos respeitados.

    Corsario-DF
    Corsario-DF
    12 anos atrás

    Até que enfim uma companhia aérea atuante no Brasil usará apenas E-jets!!! Tudo bem que a Rio-Sul começou a operar com o Emb-145, mas aí veio a dissolução e posterior “venda” para a FAB. Vai ser muito bom ver os E-jets voando em céus brasileiros.

    Sds.

    kaleu
    kaleu
    12 anos atrás

    Pois é Corsario, foi necessário vir um estrangeiro abrir uma empresa aérea regional no Brasil para operar os E-Jets, O MUNDO INTEIRO comprovou a eficiência desta família de Jatos, ao que parece os brasileiros ainda tem dúvida.

    Deve ser o velho estigma de Vira Latas.

    Sds

    XR
    XR
    12 anos atrás

    E que os céus da Azul continuem sempre azuis!!!

    paulo s
    paulo s
    12 anos atrás

    sou leigo no assunto,mas alguem poderia me fazer o favor de me informar o indice de nacionalizacao destes avioes.
    obrigado

    Baschera
    Baschera
    12 anos atrás

    Keleu, Não por isto não. Até pode, a princípio, parecer…. mas a realidade é bem outra. Até recentemente um avião fabricado no Brasil, caso dos E-Jets, pagava um alícota de ICMS de 17% ao governo do estado de SP. Isto bastava para colocar o produto nacional acima do preço de outros concorrentes, visto que no segmento reinam os Boeing e Airbus há muitos anos. Alícota revista, agora sim o preço mais ou menos fica equaliado com os aviões importados e então pode-se abrir a janela para as primeiras vendas dos E-Jets da Embraer no País. Agora, ainda há um hiato,… Read more »

    Baschera
    Baschera
    12 anos atrás

    Errata : Onde se lê “equaliado” e “estranjeira” LEIA-SE equalizado e estrangeira….. peço desculpas !!
    Sds.

    XERXES
    XERXES
    12 anos atrás

    Bem, eu li um pouco da biografia do dono da AZUL(que é o mesmo da JET BLUE) e o cara é cidadão americano mas nasceu no brasil(ele é mórmon) e a sua trajetória de ascenção é impressionante, ele lá an empresa nos EUA tira um dia de trabalho e atende os passageiros no embarque, pergunta como estão os serviços da empresa,é algo interessante, se aqui no brasil manter o padrão será muito bom para os passageiros, já que aqui nos não temos os direitos respeitados.