QG Airsoft

Cai Embraer

Na escalada do “Jornal Nacional”, “43 morrem na queda de um avião da Embraer na China”. Antes, manchete do G1, “42 morrem em avião da Embraer”. Na Folha.com, “Acidente com avião da Embraer mata 42″. O UOL evitou citar a Embraer nos enunciados, “Acidente com avião na China mata 43; 53 são resgatados”. E o iG priorizava os resgatados, “49 sobrevivem a queda de avião na China”. O “China Daily” deu mortos e resgatados, falando no texto do “jato E-190 fabricado pelo conglomerado brasileiro Embraer”. Citou que “não há relato oficial”, porém “Hua Jingwei, chefe de publicidade do PCC da cidade de Yichun, disse que o jato se quebrou em duas partes ao se aproximar da pista e alguns passageiros foram jogados para fora antes da queda”. Nos EUA, o “Wall Street Journal” foi o que deu mais atenção, citando a queda nas ações http://online.wsj.com/article/BT-CO-20100824-711542.html da Embraer.

FONTE: Folha de São Paulo (Seção Toda Mídia, de Nelson de Sá), via Notimp

NOTA DO BLOG: selecionamos o ‘clipping’ acima porque o texto, trazendo diversas chamadas do noticiário nacional, convida a uma reflexão. O que é notícia e qual a sua prioridade? Um dos critérios é o de utilidade pública e, em um acidente aéreo, mesmo não sendo no Brasil ou necessariamente envolvendo brasileiros, envolve algumas prioridades: nome da companhia aérea, horário do acidente, número do voo, local, saída e destino, se houve vítimas e seu número. Ou seja, as informações  que mais importam num primeiro momento para o público. Em seguida, vem o fabricante, especulações sobre causas etc.

Convidamos os leitores a refletir sobre o assunto e aproveitamos para informar que, há um mês aproximadamente, a política editorial do Poder Aéreo vem sendo a de apenas selecionar para publicação notícias sobre acidentes aéreos quando envolvem a aviação militar (principal foco do Blog) e, apenas em casos excepcionais, os acidentes da aviação civil (prioritariamente os que que ocorrem no Brasil / envolvendo brasileiros, em situações que contribuam para o debate sobre segurança da aviação, evitando o sensacionalismo que, com frequência, envolve o tema).

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São José dos Campos, 24 de agosto de 2010 – A Embraer expressa profundas condolências e desejo de pronta recuperação a familiares e amigos de pessoas que perderam a vida ou resultaram feridas no acidente de uma aeronave EMBRAER 190, no vôo 8387, da Henan Airlines, quando do pouso no aeroporto de Yichun, na China, hoje, aproximadamente às 22h00 locais.

A Embraer já disponibilizou equipe de técnicos que se dirige ao local, com o intuito de apoiar as autoridades aeronáuticas chinesas na investigação do acidente.

FONTE: Embraer

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Mais de 30 militares da Força Aérea Brasileira (FAB) desembarcaram no Pátio do Grupo Aéreo de Caça 32 (GAC 32) da Força Aérea Boliviana (FABol), no Aeroporto El Trompillo, em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia, no dia 23 de agosto, marcando o início da primeira edição da Operação BOLBRA I.

O Exercício, coordenado pela Força Aérea Numerada 103 (FAe 103), da FAB, vai até o dia 27 de agosto e tem o objetivo de treinar missões de interceptação e ataque ao solo, com vistas a valorizar as relações profissionais entre ambas as Forças Aéreas, realizando ooperações conjuntas.

Durante a cerimônia de abertura, realizada no Salão Nobre do Colégio Militar de Aviação (COMILAV), o Coronel DAEN (Diplomado em Altos Estudos Nacionais) Luis Montaño Pardo, Comandante da Terceira Brigada Aérea da FABol, recepcionou os militares da FAB. Em seguida, o General de Brigada Aérea Lopez Claure Jose, Chefe do Terceiro Departamento de Operações Aéreas da FABol, declarou oficialmente o início do Exercício Operacional BOLBRA I.

Após a solenidade, pilotos de ambas as Forças Aéreas reuniram-se para receberem um brifim inicial da operação, que abordou temas como Programação, Doutrina e Segurança de Voo.

FONTE: Agência Força Aérea

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São José dos Campos, 24 de agosto de 2010 – A Embraer participou de cerimônia ocorrida hoje, em Santiago, no Chile, quando os Ministros da Defesa do Brasil e do Chile assinaram Declaração de Intenções para a participação do Chile no programa do jato de transporte militar KC-390. Com base neste acordo, a Empresa Nacional de Aeronáutica (Enaer), do Chile, engajase nas discussões sobre a participação no desenvolvimento do avião e no fornecimento de parte da estrutura. A declaração também marca o início das negociações visando à futura aquisição de seis aeronaves KC-390 para equipar a Força Aérea do Chile (FACH).

“Tivemos recentemente uma mostra inequívoca de apoio do governo brasileiro ao KC-390, com a declaração de intenção de aquisição inicial de 28 unidades por parte da Força Aérea Brasileira (FAB). É com grande satisfação que vemos o Chile juntar-se nesta direção”, disse Orlando José Ferreira Neto, Vice-Presidente Executivo da Embraer para o Mercado de Defesa.

“Temos um ótimo relacionamento com a Enaer e esperamos expandi-lo ainda mais por meio desta parceria, que não somente demonstra o apreço do governo chileno pelo KC-390, que consideramos um produto vencedor, mas também o interesse mútuo em integrar as bases industriais de defesa dos dois países.”

A bem-sucedida parceria industrial entre Brasil e Chile remonta à década de 1990, quando a Enaer começou a destacar-se como fornecedora de estruturas para o jato regional ERJ 145, com 50 assentos, fabricado pela Embraer. Em 2008, a FACH encomendou 12 aviões Super Tucano da Embraer para missões de treinamento tático de pilotos, todos já entregues e em operação.

“Vemos com muita satisfação e orgulho que a qualidade do trabalho realizado por nossos profissionais seja reconhecida, permitindo-nos assim participar deste novo e relevante programa de produção de uma aeronave como o KC-390”, afirmou o Diretor-Executivo da ENAER, General Pedro Bascuñan. “A participação no projeto não beneficia apenas a Embraer e a ENAER, mas a ambos países, ao gerar fontes de emprego e impulsionar o desenvolvimento industrial. A possibilidade de trabalhar conjuntamente no programa KC-390 se apresenta como uma interessante alternativa para fomentar a fabricação de estruturas aeronáuticas em nossas instalações.

Agradecemos o interesse mostrado pela Embraer de trabalhar conosco cada vez que inicia o desenvolvimento de novas aeronaves, sejam civis, comerciais ou militares.” No último mês de julho, no Show Aéreo Internacional Farnborough, na Inglaterra, a Embraer e a FAB divulgaram uma intenção de compra inicial, pelo governo brasileiro, de 28 jatos KC-390 para renovação da frota. O acordo anunciado hoje marca uma nova etapa no relacionamento entre os dois países e entre a Embraer e Enaer.

FONTE / IMAGEM: Embraer

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A volta da série “teen” na USAF?

Custos altos das novas tecnologias, atrasos nos programas e o famoso “fighter gap” podem ressuscitar a produção do F-15 e do F-16 para a USAF

O que muitos já sinalizavam como uma provável possibilidade agora parece que está tomando forma. O Government Accountability Office (GAO), conhecido como “o braço investigativo do Congresso americano” e “cão de guarda do Congresso”, fez um relatório sobre as opções das Forças Armadas dos EUA na questão da aviação de combate tática.

Dentre as opções da USAF para resolver o problema do “fighter gap”, expostas em dois relatórios da força, temos a modernização dos F-16, o aumento das encomendas de JSF para 80 aeronaves por ano ou a compra de novos caças F-16 e F-15 de última geração.

O relatório original do GAO, na sua versão completa, poder ser lido aqui (arquivo em formato PDF com 80 páginas).

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O ministro da Defesa, Nelson Jobim, destacou hoje a necessidade de ter uma indústria de defesa sul-americana, ao mesmo tempo em que anunciou um acordo com o Chile para a construção do avião cargueiro KC-390, projeto da Embraer e da Força Aérea Brasileira (FAB).

Em visita ao Chile, Jobim foi recebido pelo presidente desse país, Sebastián Piñera, no Palácio de La Moneda (sede do governo), e por seu par chileno, Jaime Ravinet, além do chanceler Alfredo Moreno.

Após o encontro, o ministro brasileiro informou que um dos temas da conversa foi a possibilidade de haver um grande entendimento entre os países do continente.

Em declarações à ANSA, Jobim explicou que o Brasil vive agora um novo momento com a região, para a qual “ficou de costas” por muito tempo, ressaltando ainda que atualmente foi iniciado “um entendimento” e, por isso, o subcontinente precisa ter uma posição “muito clara” nos encontros internacionais.

Sobre o tema da Defesa, ele destacou que há mudanças importantes nos ministérios chileno e brasileiro, na formação orçamentária e na gestão da indústria básica da área.

Por sua parte, Ravinet falou da importância da visita de Jobim, que, segundo ele, permite um incentivo ainda maior à colaboração e ao trabalho em uma indústria comum.

Com o programa KC-390, a Embraer e a FAB pretendem produzir um novo avião para o transporte militar ao custo de US$ 1,3 bilhão. Além do Chile, o Brasil estuda firmar parcerias estratégicas com a Colômbia e a Argentina, entre outros países. O voo do primeiro protótipo está previsto para acontecer em 2014.

FONTE: Ansalatina, via Notimp IMAGEM: Embraer

NOTA DO BLOG: confira a agenda da visita do  Ministro Nelson Jobim no Chile, conforme informações do Ministério da Defesa:

Segunda-feira, 23 de agosto de 2010

  • 11h00 – Reunião Bilateral.
  • 12h00 – Visita de cortesia ao Sr. Sebastián Piñera, Presidente do Chile.
  • 13h30 – Almoço com autoridades do Governo, Parlamentares e personalidades. (Local: Força Aérea do Chile)
  • 15h30 – Visita ao Ministro RR.EE., Sr. Alfredo Moreno.
  • 16h30 – Visita a ENAER. (Empresa Nacional de Aeronáutica).

terça-feira, 24 de agosto de 2010

  • 10h00 – Visita a CECOPAC, Centro de Treinamento Conjunto para Operações de Paz no Chile
  • 16h00 – Decola para Brasília (21h20)

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Drone Irã - R7

Imprensa oficial diz que aeronave pode atingir alvos no solo enquanto voa rapidamente

O governo do Irã apresentou neste domingo (22) seu primeiro drone – avião não tripulado – de longo alance desenvolvido e construído inteiramente dentro do país.

A exibição do Karrar, como foi batizada a arma de guerra, acontece apenas um dia depois da inauguração da usina nuclear de Bushehr, construída com apoio da Rússia e destinada à geração de energia na República Islâmica.

De acordo com a imprensa oficial iraniana, o Karrar pode bombardear alvos no solo enquanto voa em grande velocidade. O drone – que tem 4 m de envergadura (distância da ponta de uma asa à outra) – foi apresentado em cerimônia oficial pelo presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad.

Aviões não tripulados são recursos cada vez mais utilizados por forças armadas do mundo todo, especialmente pelos Estados Unidos. Somente no Afeganistão e no Paquistão, mais de mil supostos insurgentes já foram mortos por bombardeios feitos por drones.

Críticos da arma dizem que os ‘pilotos’ e comandantes das operações, que muitas vezes ficam a milhares de quilômetros de distância enquanto controlam a aeronave por controle remoto, perdem a capacidade de julgar corretamente a necessidade ou não de um bombardeio.

Reportagem do jornal O Estado de São Paulo traz mais dados divulgados na apresentação

O equipamento, batizado de Karrar, ou “atacante” em persa, tem um alcance de mil quilômetros, o que não é suficiente para atingir Israel. Ele pode carregar duas bombas de 115 quilos cada ou uma de 230 quilos, é teleguiado e não pode ser detectado por radares. Durante a apresentação, Ahmadinejad chamou a aeronave de “Mensageiro da Morte”.

Segundo o presidente iraniano, o bombardeiro “carrega uma mensagem de paz e amizade”, mas foi projetado para fins de dissuasão, defesa e para “manter o inimigo paralisado em suas bases”. Ahmadinejad disse ainda que o programa militar do país continuará “até que os inimigos da humanidade percam a esperança de atacar a nação iraniana”.

O Irã lançou um programa de desenvolvimento de armas durante a guerra contra o Iraque, nos anos 80, para compensar o embargo imposto pelos EUA. Agora, Teerã produz seus próprios tanques, veículos blindados, mísseis e até aviões de combate. O país faz frequentes anúncios de novos avanços em tecnologia militar, que não podem ser verificados independentemente.

Na sexta-feira Teerã testou um novo míssil, o Qiam-1, que conta com um avançado sistema direcional. Os iranianos também desenvolveram mísseis com alcance suficiente para atingir Israel e a Europa Oriental. No início do mês, o Debka, site ligado à inteligência israelense, afirmou que o pai do programa de veículos não-tripulados iraniano, Reza Baruni, morreu em um ataque a bomba em sua casa na cidade de Ahwaz, perto da fronteira com o Iraque. Nenhuma fonte confiável confirmou o ataque.

FONTES / FOTOS: R7 e Estadão (com AP e Guardian)

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Cruzex V: e a Venezuela?

A Operação Cruzeiro do Sul (CRUZEX) é um exercício aéreo multinacional de grande porte que reúne meios de diversas as Forças Aéreas seguindo o “modus operandi” empregado pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Neste exercício de dupla-ação, baseado em um conflito simulado de baixa intensidade, as Forças Azuis (Forças da Coalizão) combatem as Forças Vermelhas (Forças Opositoras). As Forças Aéreas dos países convidados compõem a Força de Coalizão no País Azul, contra a Força Oponente, sediada no País Vermelho.

Como nenhum país da América do Sul faz parte da OTAN, esta é uma excelente oportunidade para que as Forças Aéreas destes países tomem contato com as doutrinas e os procedimentos utilizados por aquela orga nização militar, a mais poderosa do planeta. Deve-se destacar que a operação ganha muito com a participação de dois paises membros da OTAN: França e EUA.

Dentre os países sul-americanos que costumam participar da Cruzex temos: Brasil (país sede e organizador), Argentina, Chile, Uruguai e Venezuela. Além deles, outros países comumente mandam observadores.
Entre os dias 3 e 7 de maio ocorreram as reuniões preparatórias da V Operação Cruzeiro do Sul (CRUZEX). Naquela oportunidade, além dos planejadores dos países participantes, incluindo os representantes da Venezuela, estavam presentes três oficiais generais, sendo um deles o General de Brigada Luis Rafael Viana España da Aviación Militar Bolivariana.

Porém, durante a execução da fase final de planejamento (Final Planning Conference), ocorrida entre os dias 16 e 18 de agosto, nenhum representante da Venezuela compareceu. Ao final da reunião, a ata foi assinada por representantes do Brasil, Chile, Uruguai, Argentina, França e EUA. E a Venezuela?

Inicialmente estava programada a vinda de caças F-16A venezuelanos para a Cruzex V, como ocorrido em edições anteriores. Mas também fica a pergunta: por que os Sukhois nunca participam? Só para exemplificar, este ano o Chile estreará seus F-16 Block 50 em um exercício internacional fora do país e pela primeira vez por nestas bandas será visto um Rafale.

Acreditamos que a ausência da Venezuela será sentida por todos e o exercício perderá com este desfalque. Mas o maior prejudicado será mesmo a própria Força Aérea da Venezuela, que perderá a oportunidade de estreitar os laços com países amigos e tomar ciência de técnicas, conceitos e procedimentos no estado da arte com a participação de importantes países do cenário global. Deve-se frisar que exercícios desta natureza no continente sul-americano são escassos e no mesmo nível da Cruzex temos a Salitre no Chile, onde a Venezuela não costuma participar.

LISTA DE AERONAVES PARTICIPANTES
- A-4AR FAA
- KC-130 FAA
- A-29 Super Tucano FAB
- AMX A-1 FAB
- R-99 A AEW FAB
- Mirage-2000 FAB
- F-5 BR FAB
- F-16 C/D USAF
- KC-135R USAF
- F-16 C Block 50M FACH
- F-16 D Block 52+ FACH
- KC-135E FACH
- Dassault Rafale M Armée d´l Air
- Mirage 2000-5F Armeée d´l Air

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Avião trouxe parte do contingente que estava no Haiti

O vôo que está trazendo 121 militares do Haiti para Santa Maria está com atraso de mais de oito horas. O desembarque no Aeroporto Civil da Base Aérea de Santa Maria, que estava marcado para à 0h45min desta segunda-feira, não tem hora para ocorrer. Antes das 6h desta segunda, familiares já esperavam no aeroporto.

O Boing KC-137 da Força Aérea Brasileira (FAB) saiu da capital haitiana, Porto Príncipe, por volta das 23h deste domingo (horário de Brasília), fez um pouso para abastecer em Manaus e viria direto para Santa Maria.

Mas em decorrência de uma pane (ainda não identificada) teve de descer na capital carioca. Por causa do problema no avião, os militares serão transportados por outras duas aeronaves Hércules da FAB, que estão sendo preparadas para a decolagem. Com a troca de aviões, a duração da viagem que seria de duas horas passará para três horas e meia, aproximadamente.

FONTE: Zero Hora

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Faltam comandantes

Demanda no transporte aéreo cresce mais do que número de pilotos novos

Wilson Aquino

O maior poder aquisitivo do brasileiro e as facilidades na compra de passagens aéreas são um indicativo de que teremos voos lotados nos próximos anos. Entretanto, um assento corre o risco de permanecer vago na aeronave: justamente o do piloto. A formação de novos comandantes não vem acompanhando a força da indústria da aviação, que cresceu 27% no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano passado, e deve seguir em ritmo acelerado na próxima década.

São vários os motivos que podem levar a um apagão de pilotos em dois ou três anos. Desde 2005, houve um êxodo de comandantes para o Exterior. Pelo menos 600 se transferiram para a Ásia e o Oriente Médio, onde os salários são bem mais atraentes. A remuneração de um comandante aqui parte de R$ 6 mil e chega a R$ 18 mil. Lá fora, começa em torno de R$ 11 mil e alcança cerca de R$ 27 mil. Outro problema é a desatualização das escolas de aviação. A formação dos pilotos está a anos-luz do que é exigido pelas companhias aéreas. Os aeroclubes não são mais adequados para funcionar como centros de instrução, diz Adalberto Febeliano, diretor de relações institucionais da Azul. Essas escolas deixaram de receber incentivos do governo e praticamente pararam no tempo. Os alunos aprendem a voar em velhos monomotores e em simuladores arcaicos. O sujeito que aprende a andar de bicicleta não está habilitado a dirigir uma moto, compara Febeliano, que no último ano repatriou 33 pilotos brasileiros da Ásia, do Oriente Médio e da Europa para compor os quadros da empresa. Outras quatro pessoas já foram selecionadas.

Com vagas disponíveis para dez copilotos de Airbus 319 e 320, o diretor de treinamento e operações da TAM (agora, Latam), comandante Leonard Grant, também reclama da falta de profissionais bem preparados. Não quero colocar em um Boeing 737-800 um piloto com 300 horas de experiência em outro tipo de avião, provavelmente monomotor com dois lugares ou três, justifica. A Gol, que enfrentou problemas no término das férias escolares e teve de cancelar voos por causa da escala da tripulação, informou, através de nota enviada à ISTOÉ, que seus profissionais passam por frequentes treinamentos, estando sempre atua­lizados e a par das normas do setor aeronáutico nacional e internacional.

A atualização a que a Gol se refere é, na opinião do instrutor de voos Adelmo Louzada, o maior ponto fraco do Brasil hoje. Os aeroclubes nasceram sob as asas do Estado, mas depois foram abandonados, afirma ele, também diretor do Aeroclube do Brasil. Um sinal de que um apagão se aproxima é o número de habilitações para pilotos de Linha Aérea de Avião, os aptos a trabalhar nas grandes companhias aéreas, concedidas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Em 2008, foram habilitados 333 novos pilotos. Em 2009, o número caiu para 230. Nos três primeiros meses deste anos foram 56.

Para obter a licença de piloto comercial são exigidas 150 horas de voo. Mas as grandes empresas não contratam pilotos com menos de 500 horas de voo. E para ser comandante é necessário ter pelo menos mil horas se o candidato tiver formação superior em ciências Aeronáuticas. Se possuir apenas o segundo grau, são necessárias 1.500 horas. Por isso, quem obtém o brevê tem de ganhar experiência por conta própria para estar apto a entrar numa grande companhia. As empresas vão ter de reduzir essas exigências, senão vai faltar gente, acredita o comandante Elones Fernando Ribeiro, diretor da Faculdade de Ciências Aeronáuticas da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio Grande do Sul. Segundo ele, após 2,8 mil horas de aula teórica e 200 horas de voo o formando tem condições de ingressar no mercado. Aqui no Brasil, existe a cultura de que horas de voo representam experiência, independentemente do tipo de avião em que voou. Isso é bobagem, diz. O diretor de segurança operacional da Anac, Carlos Eduardo Pellegrino, pretende conversar com o setor para estruturar a carreira de piloto de modo a reduzir a distância entre a formação e o mercado. As empresas precisam pegar esses pilotos de estágio inicial e ir progredindo com eles, defende.

O custo elevado da formação também limita o acesso ao curso de aviador. Para tornar-se piloto comercial é preciso gastar R$ 70 mil o preço da hora de voo varia entre R$ 240 e R$ 800. O carioca Gabriel Pires, 21 anos, por exemplo, quer se formar piloto comercial e concluir a faculdade. Ele sonha em comandar um Boeing desde os sete anos, quando voou pela primeira vez. Mas seus pais, que bancaram seus estudos até agora, não têm mais como arcar com os custos. Quero uma vaga de instrutor para atingir a meta de horas, diz ele.

Para amenizar a situação, a Anac lançou mão de um artifício usado na década de 1970: vai bancar a formação, com a concessão de bolsas, de 213 novos pilotos, sendo 139 privados e 74 comerciais. Para tanto, firmou convênio com 19 aeroclubes de oito Estados e vai desembolsar R$ 3 milhões, recursos do Programa de Desenvolvimento da Aviação Civil do Ministério da Defesa. Mais de 400 candidatos se inscreveram. Outras medidas estão em estudo, como a abertura do mercado para pilotos profissionais estrangeiros, hoje proibida pelo Regulamento Brasileiro de Homologação Aeronáutica (RBHA), que deve provocar polêmica.

FONTE: Isto É, via Notimp

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Em 2009, a Embraer era responsável, em valor, por 6,4% das vendas de aviões executivos no mundo. Em 2008, esse número passou a ser 4,1%. Se for considerado como critério o número de aeronaves executivas vendidas, o salto é maior. Em 2009 a empresa vendeu 14% das aeronaves executivas do mundo, ante 3,3% em 2008.

As encomendas de aviões executivos da Embraer também mostram que a empresa está recuperando suas vendas.

Neste ano, há 137 aviões executivos encomendados, ante 127, de 2009. Apesar de os aviões executivos representarem apenas cerca de 20% do faturamento da empresa, o vice-presidente da Embraer, Luís Alberto Afonso, diz que o resultado de crescimento das encomendas em um mercado mundial em encolhimento mostra a força da Embraer.

A empresa acredita que as vendas de aviões executivos voltem a aumentar apenas em 2012.

No entanto, prevê que o comércio dessas aeronaves se normalizará no segundo semestre de 2011, quando as vendas devem chegar ao mesmo patamar de 2008, ano da crise que afetou o setor.

Julgamos que os números voltem a patamares normais no segundo semestre do ano que vem.

Nessa oportunidade as vendas devem ser retomadas com mais força espera Afonso.

Reavaliação As vendas do setor de Aviação executiva, que atingiram no mundo US$ 23 bilhões em 2008, caíram para US$ 17 bilhões em 2009. No início do ano, a Embraer estimava que em 2010 esse número cairia para US$ 14 bilhões.

No entanto, o vice-presidente ressaltou que a empresa está reavaliando sua previsão.

Hoje, a nossa estimativa é um pouco mais otimista.

Imaginamos que esse número será superior a US$ 14 bilhões, chegando até a US$ 16 bilhões.

Ainda assim, representaria um encolhimento do mercado no ano passado diz Afonso.

FONTE: Jornal do Brasil, via Notimp

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Lt Col Patrick Higby, USAF – Virginia Military Institute

Introdução

A promessa do combate aéreo além do alcance visual (BVR) faz sentido: matar o inimigo à longa distância – antes que ele possa feri-lo. Desenvolvidas ao longo da Guerra Fria, as capacidades BVR encaixaram-se na estrutura da força americana, que favorecia a qualidade sobre a quantidade.

Esta estrutura vislumbrava uma força altamente treinada (Americana ou Aliada) equipada com armas avançadas derrotando um inimigo numericamente superior (URSS ou Aliado Soviético).

Mas a busca por dispendiosas capacidades BVR, durante a Guerra Fria, não foram correspondidas pelo desempenho BVR real.

Para provar esta tese, este trabalho primeiro fará uma revisão da teoria BVR e sua implementação. Isto será seguido por uma detalhada análise BVR na prática – resultados de combates verdadeiros de quatro conflitos da Guerra Fria, envolvendo combates aéreos BVR documentados.

A parte do trabalho da Operação Desert Storm mostra uma melhora relativa em comparação com o período da Guerra Fria, embora não pelas razões originais supostas pelos especialistas em BVR.

Os dados limitados de BVR pós Desert Storm são revistos na parte dedicada a esse período. Antes de oferecer conclusões e recomendações, este trabalho também apresenta contra-argumentos relevantes.

Teoria BVR

A teoria BVR teve sua gênese no final da Segunda Guerra Mundial, um conflito que testemunhou o uso operacional dos radares, mísseis guiados e jatos. Por exemplo, o primeiro míssil BVR americano ao longo da Guerra Fria foi o AIM-7 Sparrow, que foi desenvolvido pela US Navy, começando em 1946. Embora a Segunda Guerra Mundial em algum grau tenha testemunhado os combates ar-ar BVR noturnos dirigidos por radar, a história dos caças noturnos vai além deste trabalho, que tem como foco as plataformas de mísseis guiados por radar no lugar de plataformas de canhão guiados por radar, em alcances muito curtos.

A teoria BVR implica em caças tecnologicamente sofisticados, equipados com radares poderosos e um sistema de controle de tiro, lançando mísseis guiados por radar contra aeronaves inimigas distantes. No contexto da Guerra Fria, estas aeronaves inimigas podiam ser bombardeiros soviéticos atacando o território americano ou enxames de caças soviéticos tentando estabelecer a supremacia aérea sobre a Europa Ocidental.

Em ambos os casos, o alvos estariam bem fora da mira – além do alcance visual. Alcance visual depende de vários fatores: acuidade visual, melhoramentos visuais (ex.: binóculos e dispositivos de imagem de longo alcance), inibidores visuais (ex.: nuvens e sujeira no canopy), condições de luz, aspecto do alvo e tamanho do alvo.

O coronel James Burton selecionou 5 milhas náuticas (9,26 km) – à luz do dia – como seu limite BVR para avaliar mísseis além do alcance visual. Alternativamente, o critério do Gulf War Air Power Survey (GWAPS) depende do alvo ser identificado visualmente. A tabela 1, adaptada de Stevenson, mostra a distância média (em milhas náuticas) na qual diferentes aeronaves são visíveis à luz do dia, baseada no tamanho delas. Fatores como a fumaça do F-4 Phantom não são incluídos. As linhas pontilhadas mostram as 5 milhas náuticas do critério de Burton.

O radar poderoso buscado pela teoria BVR amplia o alcance no qual um piloto pode detectar aviões inimigos, justificando assim o aumento do tamanho e alcance nos quais seus próprios aviões são perceptíveis. Infelizmente, a história demonstra que o “trade-off” feito para perseguir esse aspecto da teoria BVR é igualmente injustificado, especialmente na era de detectores de radar.

A implementação do BVR

Durante os anos 1950, a USAF adquiriu a série “Century” de caças (F-100, 101, 102, 104, 105, 106), que já exibiam muitas das características buscadas pela teoria BVR. Com algumas exceções, eram significativamente maiores, mais complexos, mais rápidos (quando limpos), e mais caros do que seus antecessores. A Marinha, explorando dois pontos de vista do combate BVR, queria comprar o Douglas Missileer F6D, que era muito complexo, mas uma plataforma de mísseis de baixa velocidade de cruzeiro, projetado para derrotar as ameaças no ar a distâncias de 100 milhas, com enormes mísseis Eagle.

Mas durante este tempo, a Marinha também obteve o caça BVR mais prolífico: o F4H-1 Phantom II. Com o primeiro vôo em 1958, este foi o primeiro caça projetado para transportar os mísseis Sparrow guiados por radar, embora algumas das séries “Century” tenham sido adaptadas para este propóstio.

Finalmente, a USAF aprovou o Phantom da Marinha como F-110A Spectre, a nomenclatura que mais tarde passou a F-4C Phantom II. Outros caças BVR se seguiram: o programa conjunto da Marinha/Força Aérea “TFX” (que tornou-se o F-111), o F-14 e o F-15. Para não ficar atrás, os soviéticos adquiriram grandes caças BVR complexos durante os anos 1960 e 1970, como: Yak-28, Tu-28, e, claro, o MiG-25.

Construídos em torno de grandes radares e complexos sistemas aviônicos, estes caças necessitavam de dois potentes motores para superar não só seu peso excessivo, mas também por causa do arrasto associado ao grande radome montado no nariz.

Seus custos em termos de aquisição e de manutenção, foram surpreendentes. Como mostrado na Tabela 2, por exemplo, a operação e manutenção (O & M), os custos de de um caça capacitado para  BVR, F-4 ou F-15, era significativamente maior que os não-BVR, F-5 ou F-16.

Embora o custo unitário de um F-15 tenha sido mais do dobro de um F-4, o F-15 prometia ter custos muito mais baixos de O & M. Em dólares de 1999, o F-15C estava custando US$ 8.000 por hora de voo (O & M direto) versus US$ 5.000 de um F-4E. A promessa similar está sendo feita agora para o caça BVR de próxima geração, o F-22, vis-à-vis ao F-15.

Tabela 2: Custos O&M por hora de voo de caças selecionados (dados de 1980)
F-5E F-16A F-4E F-15A
Custo direto O&M por hora de voo (dólar de 1980) US$940 US$1.734 US$2.733 US$3.305

O aspecto mais negligenciado da implementação BVR, no entanto, foi o persistente déficit tecnológico na identificação de um inimigo a longas distâncias. A tecnologia de identificação Amigo Inimigo – Friend or Foe – (IFF), ainda hoje não é considerada confiável, conforme evidenciado pela exigência de identificação de outros sistemas, como o AWACS.

Não surpreendentemente, o IFF deficiente criou uma preocupação fratricida, levando ao extremo as restrições sobre o emprego dos recursos BVR. No entanto, os EUA continuaram a pagar um valor significativo para adquirir e operar sistemas com capacidade BVR, embora a capacidade não fosse, geralmente, utilizável na prática.

BVR na Prática

Durante a Guerra Fria, houve oito conflitos nos quais mísseis ar-ar operacionais foram utilizados, representando 407 abates por mísseis conhecidos (mísseis guiados por radar mais mísseis guiados por calor): Formosa Straits (1958), Vietnã / Rolling Thunder ( 1965-1968), Vietnã / Linebacker (1971-1973), Guerra dos Seis Dias (1967), a Índia e Paquistão (1971), Guerra do Yom Kippur (1973), das Malvinas (1982), e Vale do Bekaa (1982). Não há dados confiáveis disponíveis para a Guerra Irã-Iraque (1980-1988, conhecida anteriormente como a Guerra do Golfo).

Como referido na introdução, apenas quatro destes conflitos viram o uso de mísseis guiados por radar projetados para abates BVR: Vietnã / Rolling Thunder (1965-1968), Vietnã / Linebacker (1971-1973), Guerra do Yom Kippur (1973) e Vale do Bekaa (1982).

A Tabela 3 mostra o total de abates (kills) ar-ar documentados pelos EUA ou aliados (ou seja, Israel) em cada um desses conflitos. Dados confiáveis sobre vitórias aéreas para os mísseis norte-vietnamitas ou forças aéreas árabes, não estão disponíveis, mas provavelmente consistiam exclusivamente de canhões e mísseis de busca de calor.

Por exemplo, durante o conflito do Vale do Bekaa, a Síria afirmou ter interceptado a segunda vaga do ataque aéreo israelense inicial, derrubando 19 aviões israelenses, enquanto perderam 16. Israel diz ter abatido 22 jatos da Síria, com zero de perdas. A análise realizada por Burton da USAF fica ao lado das reivindicações de Israel, embora reduzindo algumas vitórias aéreas.

Tabela 3: Abates ar-ar na Guerra Fria envolvendo mísseis guiados por radar
Total deabates ar-ar Canhões Mísseis guiados por calor – a Mísseis guiados por radar – b Outros
EUA: 65-68/Vietnã 117 40 (34%) 51 (44%) 26 (22%) 0
EUA: 71-73/Vietnã 73 11 (15%) 32 (44%) 30 (41%) 0
Israel: 73/Yom Kippur 261 85 (33%) 171 (66%) 5 (2%) 0
Israel: 82/Bekáa Valley 77 – c 8 (10%) 54 (70%) 12 (16%) 3 – d
TOTAL 528 144 (27%) 308 (58%) 73 (14%) 3 (1%)
Notas:
a. AIM-9B até AIM-9M Sidewinder.
b. Primariamente AIM-7D até AIM-7M Sparrow, mas também alguns AIM-4D Falcons no Vietnã.
c. Israel reivindica 85 (com zero perdas).
d. Sem dados.

Apesar do investimento significativo na capacidade BVR durante a Guerra Fria, a Tabela 3 mostra que os mísseis guiados por radar só foram responsáveis por 14% do total da abates. O dobro de kills (27%) foram feitos por canhões e mais de quatro vezes (58%) foram feitos por mísseis guiados por calor.

É interessante refletir sobre o potencial de um caça leve e ágil equipado com canhão e Sidewinders nas mãos de pilotos habilidosos o suficiente para levar a um bom duelo, os F-4 e F-105s, contra o MiG-21.

Tais caças peso leve correspondem em 1960/1970 ao que um P-51 foi na Segunda Guerra Mundial, quando comparados aos mais caros e mais pesados P-38 e P-47.

O que é mais perturbador sobre o desempenho do míssil guiado por radar é que a grande maioria dos kills (69 de 73, ou 95%) foram iniciados e efetivados alcance visual, como mostrado na Tabela 4. O processo de aquisição de sistemas de armas, como o F-4 e de mísseis AIM-7 foi destinado a matar o inimigo com disparos de mísseis BVR precisos.

Infelizmente, a doutrina e as práticas reais de emprego não correspondem (nem mesmo em Israel), devido aos condicionalismos acima referidos ao IFF. No entanto, mesmo quando as deficiências do IFF foram superadas e os disparos BVR foram realizados, apenas quatro de 61 foram bem sucedidos. Isso se traduz em uma probabilidade “de matar” (kill probability) ou PK de apenas 6,6%!

Tabela 4: Dados de combate com mísseis guiados por radar
Total
disparos
Total
Abates
PK BVR
disparos
BVR
Abates
BVR
PK
Sucesso
BVR Total – c
US: 65-68/Vietnã 321 26 8.1% 33 0 0.0% 0.0%
US: 71-73/Vietnã 276 30 10.9% 28 2 – a 7.1% 0.7%
Israel: 73/Yom Kippur 12 5 41.7% 4 1 – b 25.0% 8.3%
Israel: 82/Bekáa Valley 23 12 52.2% 5 1 20.0% 4.3%
TOTAL 632 73 11.6% 61 4 6.6% 0.6%
Notas:
a.De acordo com entrevista de Jeff Ethell com Steve Ritchie, existe uma pequena possibilidade de que um destes abates BVR tenha sido fratricida, contra um F-4E baseado em Korat.
b. Israel não afirma que este seja um abate BVR, mas ele foi feito a mais de 5 milhas.
c. Desde que os sistemas de mísseis guiados por radar foram adquiridos para abates BVR, o sucesso total é a porcentagem de abates BVR em disparos BVR feitos totalmente por radar.

Como mostra a tabela 4, existem apenas quatro abates BVR documentados em toda a história do combate aéreo até antes da Operação Desert Storm. Esta revelação é surpreendente porque, ao longo de toda a era da Guerra Fria, as plataformas de mísseis guiados por radar eram aclamadas como a transformação que iria mudar fundamentalmente o combate aéreo. O combate aéreo iria consistir de plataformas de mísseis (caças complexos, pesados e caros), armados com mísseis guiados por radar, destruindo o inimigo além do alcance visual.

Não havia a necessidade de agilidade, apenas a de alcançar a posição de lançamento de míssil rapidamente. Como exemplos do conceito, temos o F-102, F-106 e o F-4. Baseados na lição do Vietnã, as últimas versões do F-106 e F-4 passaram a ser equipados com canhão interno e o F-4 recebeu slats para melhorar a manobrabilidade em dogfights.

Outro caça da série “Century”, o F-105, foi equipado com um canhão (depois de muito debate, apesar da sabedoria convencional) e, embora fosse uma plataforma projetada para ataque tático nuclear, conseguiu na verdade numerosas vitórias aéreas no Vietnã com seu canhão.

Há três falhas graves associados ao uso de mísseis AIM-7 Sparrow que levaram aos resultados decepcionantes nas mãos de operadores experientes:

  1. o míssil muitas vezes não funcionava adequadamente;
  2. o atirador tinha que manter o nariz da aeronave apontado para o alvo em todo o engajamento (para manter o alvo iluminado) e;
  3. o elemento surpresa era perdido. Uma vez iluminado pelo radar de tiro necessário para guiar o míssil, a vítima era alertada por um receptor de alerta radar e começava a manobrar evasivamente para fazer o míssil ou radar da aeronave perder o travamento. Quando o míssil era visualmente localizado, manobras evasivas também podiam causar uma falha no mesmo, ao exceder a capacidade de manobra do míssil.

Na parte 2 desta matéria: Desert Storm – a virada do BVR?

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