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Força Aérea da Rússia recebe mais seis caças Su-35S

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Um dos novos Su-35S (matrícula 21), atribuído ao 159º Regimento – Foto: Vladimir Smertin

De 28 a 29 de novembro, seis caças Su-35S produzidos em Komsomolsk-on-Amur voaram com paradas intermediárias em Novosibirsk e Perm e chegaram ao 159º Regimento de Caças, estacionado no aeródromo de Besovets, na Carélia, perto da Finlândia.

Dos seis Su-35S que chegaram em Besovets, quatro aeronaves com matrículas em vermelho “21”, “22”, “23” e “24” são as máquinas da fábrica de aviões Komsomolsk-on-Amur recém-construída (KnAAZ, empresa “Sukhoi”), transferidas para a Força Aérea Russa no programa de 2017.

Duas outras aeronaves com matrículas “03” e “05” e coloração escura são máquinas construídas pela KnAAZ em 2014 e anteriormente faziam parte do 23º Regimento de Aviação de Combate da 303ª Divisão Aérea Mista da 11ª Força Aérea do distrito militar oriental, estacionado no aeródromo Dzemgi em Komsomolsk-on-Amur.

Anteriormente, no final de outubro de 2017, o 159º Regimento recebeu os seis primeiros caças Su-35S fabricados pela KnAAZ no âmbito do programa 2017 – aeronaves com matrículas em vermelho “61”, “62”, “63”, “64”, “67 “e” 68 “.

Os dez caças Su-35S construídos e entregues ao 159º Regimento foram feitos pela KnAAZ no novo contrato de cinco anos para a entrega de 50 aviões de combate Su-35S, concluído em dezembro de 2015 pelo Ministério da Defesa da Rússia com a companhia Sukhoi. As primeiras dez aeronaves Su-35S ao abrigo deste contrato foram construídas pela KnAAZ em 2016 (os dez caças com matrículas de “50” a “59”).

Anteriormente, a empresa Sukhoi implementou com sucesso o primeiro contrato de 2009 para o fornecimento de 48 caças Su-35S ao Ministério da Defesa da Rússia. Todos os 48 aviões foram entregues às VKS no final de 2012 até o início de 2016

COLABOROU: Rustam Bogaudinov / FOTOS: Vladimir Smertin

118 COMMENTS

  1. Esse avião é um dos caças mais lindos que já ví voar (na minha opinião). Sei que os malabarismos que ele e seus irmão derivados do Su27 fazem nas demonstrações aéreas tem pouco ou nenhum valor tático nos combates atuais, mas ainda assim… Ver um aparelho desses quase “parado no motor” na vertical é algo fascinante. Não nego, gostaria muitíssimo de ver alguns desses quebrando vidraças em brasília com a pintura da FAB, ou mesmo alguns mig35, apesar do custo de operação mais alto. Fantástico avião.

  2. Pelo que entendi são 50contrato novo e mais 48 já entregues.
    Alguém saberia dizer qual a diferença dos escuros? Só a camuflagem?

    Sds
    GC

  3. este caça é o que deve ser adquirido pela Marinha do Brasil para realizar defesa aeronaval a partir de bases terrestres.

  4. Quem falou que a SUPER MANOBRABILIDADE não importa em combate? Isso eh papo de forista que tem alergia à produtos russos.

    O F-35 não eh tão ágil porque foi projetado para mil coisas, ai vira um PATO, que anda, nada e voa, mas não eh excelente em nada.

    F-22, Su-57 e J-20 os três possuem requisitos de suas respectivas forças aéreas para serem SUPER MANOBRAVEIS.
    O F-22 possui TVC 2D e o Su-57 possui TVC 3D.

  5. Atentem para o seguinte:
    Um 5g como o F-35 combatendo um 4g ou um 3g de um país de terceiro mundo, eh fácil. Não vai precisar de agilidade. Vai detetar a longa distância e disparar um BVR.

    MAS o que acontece em um combate de 5g contra 5g??

    O combate poderá se tornar MAIS PRÓXIMO.

    Por isso os EUA continuarão com os F-22 para a superioridade aérea. E estes voarão JUNTOS com os F-35 para PROTEGE-LOS de ameaças mais sérias…

  6. Senhor Galante, o site está em diminuta com notícias dos KC 390 e o programa Gripen.!!por gentiliza, mais informações sobre estes. Agradecido, sou apenas um admirador da aviação e do seu jornal virtual. Bom final de semana.

  7. Luis,
    Você parece que entende bem como os caças de 5ª G funcionam mas ignora como os mísseis ar-ar de 5ª G funcionam. rrsss

  8. Luis, somente para entender melhor o seu raciocínio : por que os combates entre caças de quinta geração se tornarão mais próximos?

  9. Rinaldo Nery 1 de dezembro de 2017 at 20:25
    Porque sendo ambos invisíveis eles acabarão se aproximando para poderem se enxergar

  10. Não me parece muito lógico. Os mísseis BVR de ambos vão falhar? O avião é furtivo, não é invisível. Mas, enfim…

  11. Estou imaginando o cenário tático. Em que momento os transponder são desligados? Mesmo com data link, na saída os tráfegos deverão ser colaborativos, ou seja, transponder ligado. O controle de tráfego e a Defesa Aérea precisam “vê -los”. Em algum, momento, previsto no ACP (Airspace Control Plan), o transponder será desligado. O AWACS controlará o caçador via data link, é a unica maneira. O inimigo poderá vê -los pelo IRST e lançar seu armamento.

  12. Rinaldo Nery 1 de dezembro de 2017 at 20:51
    Cel, para leigos como eu raciocinarem validamente sobre essas questões, teríamos que saber:
    1) qual a probabilidade de detecção da emissão de um moderno radar AESA (caça) por uma suíte moderna RWR-ESM. O que eu vi certa vez foi que normalmente a emissão confunde-se com o noise, tornando difícil a tarefa da suíte defensiva, que eventualmente poderia determinar a DOA (acho que é essa a sigla) de algum ou outro pulso. Não sei como está hoje;
    2) como está a eficiência do armamento BVR atual contra as suítes EW;
    3) se o tal do IRST é mesmo essa Brastemp toda. Ouvi de gente da FAB que esses sensores térmicos no A-1 e no Guardião (não é IRST eu sei), conseguiam se sair melhores em noites frias…
    Há mais pontos. Mas esses 3 são fundamentais.
    Abraços

  13. MATHEUS 1 de dezembro de 2017 at 21:49
    O pessoal é muito volúvel. Se dependesse dessas opiniões teríamos uma força aérea mais “diversificada” que a indiana

  14. Gallina, essas respostas são os segredos aeronáuticos militares da atualidade. Quem conseguir um resultado de ensaio de furtividade ganha o combate. Creio (é só um chute) que essas aeronaves furtivas não são tão furtivas assim, e, de alguma forma, podem ser detectadas.

  15. Caro Rinaldo Nery.

    Os caças de 5a geração são projetados para possuírem uma capacidade de sobrevivência muito superior aos caças mais antigos.

    Os cuidados não se resumem à baixa detectabilidade por radares, mas também baixa detectabilidade por sensores IRST, etc.

    Dependendo do porte do caça e das capacidades de seus sensores uma aeronave inimiga de 4g pode ser detectada a 200 km de distância ou mais. Armamentos como o míssil Meteor podem ser utilizados no alcance máximo.
    Contra uma aeronave de 5g os sensores só conseguirão detectar a ameaça a uma distância BEM MENOR.

    O modus operandi de caças 5g eh voar com radar desligado para não EMITIR. Ou em modos de operação cujas emissões sejam mínimas, mas que obviamente não garantem o alcance máximo do equipamento.

    Contra um caça furtivo qual será a distância de detecção?

    Por isso eu digo que os combates se tornarão mais próximos.

    Você mesmo citou o uso do sensor IRST.
    Os mais modernos falam em alcance de detecção de cerca de 100 km. Mas sabemos que estes dados se referem ao melhor caso e contra as tubeiras dos motores.
    No mundo real com contra-medidas dos dois lados e principalmente contra caças 5g que possue medidas para reduzir as emissora IR, os alcances de detecção serão menores.

    O colega BOSCO citou o emprego de mísseis ar-ar de 5a g.
    Eu entendo que eh impossível um caça tripulado superar um míssil 5g em manobrabilidade. Também entendo que mísseis ar-ar 5g possuem capacidade de serem disparados até para trás, logo não precisa manobrar tanto para disparar.

    Mas eu vou dar apenas um exemplo do uso da super manobrabilidade de um caça:

    Imaginem um caça A 5g detecta o caça B 5g a 90 km de distância utilizando seu sensor IRST.
    Ambos os caças estão indo no mesmo sentido. O sensor IRST do caça A detectou a emissão IR dos motores do caça B. O caça A dispara um míssil BVR Meteor. A suíte de guerra eletrônica do caça B entra em ação e alerta que um míssil esta vindo em sua direção pela traseira.
    Com a capacidade de ‘parar’ no ar e direcionar o bico da aeronave para outra posição rapidamente, o caça B posiciona o bico na direção do míssil e fica com as tubeiras dos motores escondidos o que degrada qualquer IRST em aproximadamente 40 ou 50%. Só ai eh provável que o caça B desapareça da tela do caça A por um tempo. Em seguida o caça B com o radar ligado pode detectar de forma precisa o míssil Meteor e provavelmente o caça A( cada vez mais perto). Agora o caça B pode disparar um míssil ar-ar de curto alcance tendo como alvo o Meteor inimigo e quase instantaneamente disparar um míssil BVR contra o caça A.

    Bom. Eu dei apenas um exemplo do uso da super manobrabilidade. Mas caso ainda não acreditem na utilidade, usem a LÓGICA.
    Porque o F-22, o Su-57 e o J-20 que são os principais caças de superioridade aérea das três SUPER-potencias militares do planeta foram projetadas para possuírem SUPER MANOBRABILIDADE ???

  16. A Supermanobrabilidade nunca mostrou a que veio. Na verdade a quase totalidade dos últimos kill se quer fez uso de toda a manobrabilidade já proporcionada pela 4 geração como F-15 e Mig-29. Mesmo que a maioria dos kill n sejam no BVR, uma quantidade ínfima será próxima o suficiente e em velocidade lenta o suficiente para se tirar proveito da SM. A verdade é que vence quem entra melhor posicionado no engajamento. Não sei pq essa fé em algo que nunca mostrou seu valor. Para que manobrar forte se vc pode só olhar e atirar ? Se o primeiro míssil falhar vc olha e atira novamente. É mais fácil perser o míssil para a contramedidas do que para a manobrabilidade do adversário. (Mísseis WVR de 5 geração).

  17. Ok, talvez a supermanobrabilidade não seja o fator preponderante, mas é um dos fatores que pode, em determinadas situações, contribuir para que se obtenha vantagem sobre o inimigo. Então, melhor tê-la do que não tê-la

  18. Se não se pensasse na hipótese de um mano-a-mano old school, creio que nem F22 nem Su35 nem o Su57 trariam canhões. Chegando a esse ponto, quem manobrar melhor com menor perda de energia tem vantagens significativas.

  19. “Com a capacidade de ‘parar’ no ar e direcionar o bico da aeronave para outra posição rapidamente”
    Luis Henrique, SIMPLESMENTE isso non eczisteee.
    Nessa manobra, e em qualquer outra, os aviões de 5ºgeração NÂO param no ar em nenhum momento. E mesmo assim perdem muita energia preciosa nesses preciosismos de alta manobrabilidade de shows aéreos.
    E,
    Todas as manobras para combate aproximado devem ser o mais dinâmicas possíveis. Qualquer perda de velocidade (energia cinética) é aproveitada pelo adversário para colocar o inimigo dentro da mira, ou para dar no pé caso não tenha mais munição.

    Estude mais colega, depois volte aqui sem absurdos. Combate aéreo não é essa moleza que alguns pensam que é. Os atuais pilotos de caças (poucos são selecionados) precisam estudar muito e terem elevada capacidade física e mental para se saírem bem no combate aéreo moderno.

    O TVC só será útil se for usado com a mínima perda de energia cinética, ou para facilitar uma decolagem mais curta (a confirmar), no mais não facilita a vida de seu operador (piloto do caça) confrontando os demais aviões. Usar ele para manobras lentas (parado rsrs) é facilitar muito o desempenho dos mísseis e pilotos inimigos (suicídio).

    Outra coisa que vc precisa saber é que a tendência dos futuros combates aéreos é que serão todos em rede (ninguém vai colocar um caça caríssimo sozinho numa missão). E quem tiver os caças com melhor computação e sistema em rede plenamente efetivo serão os donos do campinho nas nuvens. Combate mano a mano e a curta distância está ficando cada vez mais no passado. O TVC no fim é algo que apenas aumenta o custo do caça e sua manutenção. (Já pensou se ele trava?!!)
    O mais útil são velocidade de supercruzeiro, mísseis BVR e ótima eletrônica para atuar em rede, por acaso coisas que nossos GripenNGBR terão.

    Abç!

  20. Sacanagem…
    Implantar nos caças “Romulanos com TVC” um vírus que trave o tal TVC, numa das tubeiras, ou nas duas, em uma posição oblíqua fixa, na missão do caça inimigo.
    É o Vírus: Hasta la vista, baby. Rsrsrs!!!
    Sem precisar dar um só tiro.

  21. Acho que em um cenário como a Síria onde os aviões de diversas nações estão perigosamente muito próximos, a supermanobrabilidae seria de grande valia

  22. Senhores
    Nao é só o caça Q combate. São vários caças, há GE, há AWACS, logística, qualidade da manutenção, treinamento etc
    Esse pacote Q ganha a guerra.
    Rússia e China estão apostando em uma força 5G, mas investem na 4G.
    Neste ponto, os EUA já parou de fabricar o F-22 e tem seus 4G já bem “desgastados”.
    Creio Q seja imperarivo aos EUA fabricar novamente o F-22 e criar uma alternativa aos 4G.
    Sem duvida, eles têm suas cartas na manga, como o F-117 Q um dia surpreendeu todos, ou o Silent Hawk Q, se não caísse na missão do Bin Laden, não saberíamos Q existe.
    Sds

  23. Bom dia Farroupilha. Concordo com sua opnião “O mais útil são velocidade de supercruzeiro, mísseis BVR e ótima eletrônica para atuar em rede, por acaso coisas que nossos GripenNGBR terão.”
    Acredito que no TO futuro , quem acionar pos-combustao no momento errado perecerá.
    Vejam esse video do FLIR filmando um F22 em Farnborough: https://www.youtube.com/watch?v=58N6Plr17GU .
    Em 1.00 ele aciona o pos combustor : do ponto de vista de visibilidade aquilo parece um radio-farol kkkk.
    Acredito tambem que a operaçao em rede combinado com a possibilidade de controlar um drone farao que o drone ilumine os alvos a frente , se tornado um alvo (ou isca) , mas envia as info para o grupo de ataque propriamente dito , que estara por perto.

  24. Não existe isso de supermanobrabilidade. A fisiologia humana limita a manobrabilidade a 9 g e isso pode ser conseguido de forma tradicional sem TVC. TVC não serve só para manobrabilidade, têm várias funções, uma delas é “supermanobralidade” em baixa velocidade em shows aéreos. Em velocidades típicas de combate (por volta de 1000 km/h) não há nada que um TVC possa fazer que as superfícies aerodinâmicas de controle não façam e se não houver limite de manobrabilidade em altas velocidades imposta pelo FBW o piloto “morre”. Se for “supermanobrável” a estrutura do caça desmorona.

  25. Bosco, 9G é apenas um limite prático adotado nas aeronaves militares. Afinal, sustentar alto G maltrata muito a estrutura e fazer uma aeronave capaz de sustentar acima disso sairia mais caro e pesado do atualmente já são. Basta notar o ganho de peso dos caças dos anos 50, limitados à 7,33G com os dos anos 70/80 feitos para 9G, o F-16 sendo um perfeito exemplo.
    .
    Aeronaves desportivas da categoria do Extra 200 e Sukhoi 26 vão muito alem de 9G e seus pilotos em competição sustentam isso (que eu saiba) sem o auxílio de trajes anti-G.

  26. A regra diz que se um míssil puder puxar 5 x mais “gs” não tem jeito deste escapar mas um caça “gira” mais e mais rápido puxando 9 g a 500 nós que um míssil puxando 50 g a Mach 3 e poderia escapar manobrando, mas na distância típica de combate aproximado de míssil de curto alcance (em torno de no máximo 5 km) o tempo de reação é muito curto, se resumindo a poucos segundos e fica difícil escapar. Sem falar que há mísseis de 5ª Geração que puxam 100 g e aí complica muito pro defensor.
    Já escapar manobrando de um míssil BVR é mais fácil. Salvo engano o Amraam puxa 40 g na NEZ. Sem falar que não raro o míssil BVR é lançado fora da NEZ. Mas o fator complicador é que os mísseis BVR de 3ª Geração como o Meteor e o AIM-120D possuem uma NEZ bem ampliada.

  27. Pessoalmente, num cenário onde eu e os oponentes possuíssem mísseis IR de 5ª geração, capazes de fazer curvas de 180°, jamais perderia minha energia curvando atrás de alguém.
    .
    Mandava o meu na primeira passagem e sairia dali na maior velocidade possível, para sair do envelope de engajamento dos mísseis do meu oponente, que diminui para apenas uma pequena fração do que é possível no aspecto frontal.

  28. Clesão,
    Nunca ouvi falar disso. Pra mim as manobras acrobáticas desses aviões “acrobáticos” não passavam de 7 g.

  29. Depende da categoria. A “F-1” dos campeonatos de acrobacia aérea não é chamada de “unlimited” à toa. Se bem que quando eu disse “sustentam” é apenas por poucos segundos, obviamente. No lado dos militares, o falecido piloto de testes da General Dynamics, Bill Driden, se gabava de sustentar 9G por 45s no F-16.
    .
    Voltando aos caças, dos 3 eurocanards, o Typhoon operado pelos britânicos é o que mais se aproxima do que eu considero o ideal no combate aéreo, já que ele prioriza o supercruise e a manobrabilidade em velocidades supersônicas, por isso a configuração dos canards “loose coupled” diferente do Rafale e Gripen. Isso somado ao ASRAAM, míssil feito para ter um envelope maior e mais veloz que o normal em mísseis IR.
    .
    O meu projeto de caça de 5ª geração “de pobre” totalmente seguiria essa filosofia.

  30. Fabiano,
    Mas sempre os mísseis poderão ser mais manobráveis. Se se combinar tubeira de escape TVC com foguetes de controle de atitude pode-se conseguir níveis de manobrabilidade incríveis (raio de curva, etc.) que não poderão ser superadas por caças não tripulados devido a estes terem um limite de resistência que os mísseis não têm. Hoje, há projéteis guiados lançados por canhão que suportam mais de 10.000 g no lançamento e continuam funcionando.
    Sem falar que as armas de energia direta estão chegando e aí realmente a manobrabilidade não terá importância.

  31. Eu acho curioso que Na Russia ou na URSS os caças são concebidos por uma empresa/Bureau mas não necessariamente são fabricados por ela…

  32. Farroupilha,
    1) antes de vomitar sua arrogância e pedir para eu estudar mais, estude você, pelo menos interpretação de texto.
    O exemplo que eu dei, me refiri à um combate de LONGA distância. Até coloquei a hipotética distância de 90 KM.

    2) Envie um currículo para a Eurofighter, Dassault, Saab, Sukhoi, etc.
    E explique que todos eles não entendem nada de caças. Pois Gripen NG, Eurofighter, Rafale, Su-35, MiG-35, Su-57, J-10, J-11, J-15, J-20, F-22, etc. Todos eles foram projetados para possuírem EXCELENTE CAPACIDADE DE MANOBRA.
    Melhor. Sugira para abandonarem os caças da forma como são e instalarem uma grande quantidade de mísseis BVR em aeronaves AEW como o E-3.

    3) sobre a inutilidade ou inexistência dos combates PRÓXIMOS, sugiro que você ESTUDE sobre a guerra do vietna. Era exaltante o pensamento da USAF.
    E o inimigo aproveitou exatamente O PONTO FRACO.

    Se você apostar suas fichas em um caça pouco manobravel, dependendo das diferenças tecnológicas e em outras áreas em relação ao caça inimigo, você poderá até ter sucesso.
    Mas se o inimigo maximizar suas vantagens e utilizar TÁTICAS justamente levando em conta o PONTO FRACO do seu caça, a coisa complica.

    Imagine um inimigo invada o Brasil com caças F-35.
    Nossa força aérea vai encarar a ameaça com Gripen E.
    Quais táticas serão utilizadas???
    Patrulha com pouco apoio e tentar vencer o combate bvr?
    Ou caças escondidos, longe das bases, que só decolarão quando os F-35 estiverem próximos. ( detectados por radares em solo ou após realizarem algum ataque)??

    Se você tem um ponto fraco, isso será utilizado pelo inimigo. Melhor não ter.

  33. Wagner,
    O dogfight não está ultrapassado por vários motivos, um deles é que o canhão ainda está lá e se está, poderá ser utilizando eventualmente, embora todos os dados indicam que cada vez mais os combates estão se resolvendo no BVR ou pelo menos,com mísseis BVR. ]
    Outro motivo é que nem 1% dos mísseis de curto alcance em uso em todo o mundo são de 4ª ou 5ª G. A imensa maioria é de mísseis de 2ª e 3ª G.
    Igualmente os caças. A imensa maioria ainda são de caças de 3ª e 4ª G.
    Quando os caças todos do mundo forem de 5ª G e armados com mísseis de 5ªG continuará existindo combate aproximado (inclusive é mais provável que todos sejam mesmo no alcance visual) mas não irá configurar o que se convencional chamar de dogfight, onde um caça tenta se colocar na posição de 6 h do outro tanto para colocá-lo na mira do canhão quanto para enquadrá-lo com mísseis não “all aspect” ou com reduzido campo de visão.
    Ninguém acha que o combate aproximado irá acabar um dia mas muitos acham que ter o que se chama de “supermanobrabilidade” é irrelevante tendo em vista as evoluções tecnológicas que permitem que um caça engaje outro sem ter que manobrar muito, do mesmo modo que manobrar não é defesa eficaz no caso de mísseis com superagilidade. Tanto é assim que o super hiper manobrável Su-57 tem dois domos projetores de laser para cegar mísseis com cabeça de busca IR.

  34. A regra é que as chances do combate fechar para o visual é diretamente proporcional na medida em que ocorre combates entre caças de mesma geração. Num combate assimétrico o mais provável é que o combate ar-ar se decida no BVR em favor do mais avançado.
    Agora, há um fator complicador que é a atualização de caças com sensores, armas, sistemas defensivos, etc. , que faz com que a classificação de caças em “gerações” fique embolada. Não há na Bíblia nada que dia que um caça de 3ª G não possa ter HMD, mísseis de 5ªG, radar AESA, ou o pod Khibini russo que desvia até torpedos de plasma romulanos.
    E tem uma outra coisa que alguns não entendem que é o fato de um caça ter TVC não significa que seja para supermanobrabilidade em combate. Há uma série de outros usos para o TVC, principalmente num caça de 5ªG que não têm nada a ver com a supermanobrabilidade. Além do fato de que para o caça ser altamente manobrável em velocidade de combate (e não em shows aéreos a baixa velocidade) bastam as velhas, boas e eficientes superfícies aerodinâmicas.
    E vamos ser sinceros, o que se chama de supermanobrabilidade é o caça poder puxar 9 g enquanto um caça sem essa tal de supermanobrabilidade puxa 7 g. E daí????

  35. Há uma série de outros fatores que não a capacidade de “puxar” g que define se um caça é mais ou menos manobrável nas mesmas condições de temperatura e pressão. rsss
    Um caça pode muito bem fazer uma curva mais rápida e mais fechada puxando 7 g que um outro que puxa 9 g e quase arranca o bloco de ouro do piloto.
    Não quer dizer que um Super Hornet calibrado para 7,5 g não seja mais manobrável que um Su-35 com TVC que puxa 9 g. Em show aéreo faz diferença!

  36. Há uma matéria no site mostrando o resultado de Todos os combates BVR conhecidos na história. Me espantei com o resultado: em torno de 50% de Pkill. Ou seja, aqueles mísseis BVR não foram tão efetivos assim. Embora a moderna geração de mísseis seja (em tese) mais efetiva, também o são os novos sistemas de defesa.
    O combate BVR é bem complexo. Não é somente decolar, achar, acoplar e lançar.

  37. Pra mim, na minha cabeça de leigo, faz todo o sentido raciocinar que dois caças com baixa capacidade de detecção combaterão em distâncias mais curtas do que dois caças de gerações diferentes, e à medida que as distâncias diminuem, na minha cabeça de mero entusiasta, ter alta capacidade de manobra ainda é um fator importante.

    A discussão se passa toda em cima da capacidade do míssil, mas essa capacidade de NEZ a longuíssimas distâncias ainda precisa ser provada, o que temos de dados reais é que o pk dos melhores BVR chegam, com muito esforço, a 60%.

    Outro dia foi divulgado aqui que o Super Hornet da marinha americana errou um disparo, com o 5g AIM-9X, na considerada zona sem escapatória. Então o míssil também precisa provar sua eficácia antes que os caças abandonem os seus conceitos.

    Eu acho que o grande problema, quando se discute isso, é enxergar o combate da forma que os caças russos se apresentam nos shows aéreos, será que a alta capacidade de manobra só serve para fazer aquele tipo de apresentação ou ela pode ser utilizada de outra maneira no combate aproximado?

    Minha referência, como caça de superioridade aérea, ainda é o F-22, e ele possui a chamada super manobrabilidade.

  38. J. Silva,
    O AIM-9X falhou mas não se sabe se por quê? Pode muito bem ter falhado por conta de falha da cabeça de busca ou mesmo por conta de ter sido lançado muito distante do alvo e estar fora da NEZ.
    Mas o ponto é: precisa ser “supermanobrável” para fugir de um míssil além da NEZ?
    Aliás, o que é supermanobrabilidadel? É ter TVC? É fazer a manobra “cobra” em shows aéreos? Será que isso é relevante para os pilotos ou só para nós, entusiastas? Será que um Su-35 (9 g e TVC) com um monte de mísseis dependurados é realmente tão mais manobrável assim que um F-35B (que tem limite de 7 g) sem nenhum penduricalho que possa fazer diferença num hipotético dogfight?

  39. Luis Henrique,
    Arrogância é um comentarista despejar aqui abobrinhas e querer que ninguém lhe retruque.
    Mas já que vc sabe tudo de “pontos fracos” para combate aéreo “moderno”, tenha certeza que todos os fabricantes de caças do mundo lhe agradecerão se vc explicar a abobrinha de como um caça fica “parado no ar”. Qual a mágica para aquela manobra, do bico virado para o missil, por vc citada?

    Não afirmei que combate aéreo aproximado já está eliminado, mas que está ficando cada vez mais no passado.

    Numa guerra moderna simétrica, plena, entre duas grandes potências, no seu início dificilmente haverá caças com seus radares AESA se confrontando, mas chuvas de mísseis iniciais. Na sequência quem ainda estiver de pé praticamente já ganhou. É provável que não teremos o tal dogfight. Os abates que recentemente ocorreram por lá incluindo do caça russo pelos turcos foi em doutrina dogfight?
    E Guerra do Vietnam (Coreia também) não foi romanticamente EUA X Vietnam como entrou para a História, foi EUA contra China e URSS mais Imprensa livre ocidental. Ou, como os vietcongues conseguiriam sustentar anos de guerra sem dinheiro mas com farto abastecimento de armas dos seus comunistas vizinhos de fronteira?
    Enquanto isso os militares americanos pisando em ovos, sem poderem largar umas duas ou três nucs e acabarem com aquela palhaçada. Sem o farto apoio bélico comunista de graça os vietcongues não passariam nem do primeiro ano de guerra, pois nem dinheiro para comida eles tinham.
    E, a tecnologia dos caças daquela época evoluiu, não parou, “pontos fracos” se altenuam ou são eliminados com os avanços da indústria de armas.

    Detalhe, os entusiastas vivem querendo a volta da fabricação do F-22, que tem TVC 2D, já a USAF se contentou com a paralisação de sua produção com menos de 200 entregues, porque ele é extremamente caro de manter e com manutenção demorada, e em mais quantidade acabaria sugando uma verdadeira montanha de recursos do orçamento da Força. O novo F-35 da USAF não vai ter TVC.

    Com os radares AESA, que estão sendo colocados nos caças atuais, que dão uma ampla consciência situacional, quem vai se aproximar para dogfhts? E, como já falaram, ainda teremos drones num futuro próximo, participando do cenário do combate aéreo. Manter distância será melhor.

    Para finalizar: Os mísseis deveriam ter TVC pois teríamos bem mais que supermanobrabilidade mas hipermanobrabilidade. A indústria precisa acordar para isto. (modo irônico ligado).

    Abç!

  40. “Os abates que recentemente ocorreram por lá incluindo do caça russo pelos turcos foi em doutrina dogfight?”
    Corrigido:
    Os abates que recentemente ocorreram no Oriente Médio, incluindo do caça russo pelos turcos ali perto, foi em doutrina dogfight?

  41. Rinaldo Nery 1 de dezembro de 2017 at 22:40

    Pois é, Cel. Furtividade (continuando na seara do “chute”) talvez funcione melhor no cenário ar-terra. No cenário ar-ar entram mais variáveis, dentre elas (além daquelas que eu citei antes), a possibilidade em tese de rastrear ou perceber que existem transmissões – transponder, datalink. Os suecos, que são bastante sérios, dizem nos materiais oficiais do próprio Gripen, que se emitiu, será detectado. Não há detalhes, claro. Mas afirmam isso. Da mesma forma, afirmam que o MAW é bastante preciso na detecção de mísseis, precisão que também haveria nas contramedidas lançadas para a frente (como aquele casulo novo da Saab, ESTL), para evasão desses mísseis.
    Ademais, pode existir a tática de povoar o espaço aéreo com pequenos drones/VANTs (ou seja lá qual for o termo), forçando a aproximação para identificação visual, já que ninguém teria munição BVR para disparar contra todos eles.
    Isso posto, e mais uma vez usando o talvez… talvez tudo o que foi dito ajude a explicar o “case” F-35. Custos nas alturas (aquisição e operação), com grandes falhas de projeto (sanáveis, a princípio, é verdade), para ser usado 100% conforme o projeto apenas para ataque ao solo, poderiam explicar todos os questionamentos contra o projeto. Eu mesmo, para amenizar as ácidas críticas contra o F-35, já citei o caso problemático de outros caças, como o F-4; mas não haviam dúvidas quanto a este caça ser capaz de “cumprir o que prometeu”.
    São apenas especulações de um leigo.

    Abraços

  42. Farroupilha 2 de dezembro de 2017 at 16:27

    Os abates que recentemente ocorreram no Oriente Médio, incluindo do caça russo pelos turcos ali perto, foi em doutrina dogfight?

    Foi em doutrina trairagem e perfídia. Não tem nada a ver com dogfight.

  43. Meu caro “Teacher” o Su-24 russo foi derrubado por um F-16 turco por ter violado o espaço aéreo do país. Simples assim! O resto é lenga-lenga….,

  44. Cel Nery, boa noite
    Há um tempão atras, vi um documentário, no qual se dizia q no Vietnã os pilotos atiravam o Sidewinder e o Sparrow um após o outro nos combates, para garantir o acerto.
    O Sparrow era pra BVR e o sidewinder pra dogfight, como o senhor bem sabe.
    Qual a explicação disso pra um infante q gosta de aviação entender?
    Obrigado

  45. Professor, boa noite
    Mas, pelo pouco q entendo, não se combate mais como dois samurais se apresentando antes da batalha.
    Quem está no campo de batalha q abra o olho maior q a cara, ou volta pro jardim.
    E quem quer atacar alguém, q se prepare pra resposta.
    Sds

  46. Agnelo, ante a pouca confiabilidade dos misseis da época tal procedimento visava aumentar as chances de abate. E o míssil IR era disparado primeiro para evitar que o mesmo se deixasse levar pelo calor do míssil BVR.

  47. Agnelo,
    Sem prejuízo da resposta do Rinaldo, mas no Vietnã as regras de engajamento não permitiam o combate BVR devendo obrigatoriamente haver confirmação visual, portanto, mesmo quando utilizavam o Sparrow era no alcance visual. Vale salientar que naquela época o alcance do Sparrow era de não mais que 40 km.
    A tática de se lançar um BVR e depois um WVR era porque o Sparrow tinha orientação por radar semiativo o que obrigava o avião lançador a permanecer voltado ao alvo e como o alcance era curto (inclusive devido às regras de engajamento) logo o alvo entrava no alcance do seeker do Sidewinder, antes mesmo de ser atingido pelo Sparrow.

  48. Pois é Bosco, mas a marinha americana não apresentou nenhuma justificativa para o erro do Aim-9X, eu suponho que se fosse um dos motivos elencados por você eles correriam para explicar.

    Acho que o conceito de supermanobrabilidade é amplo, TVC ajuda para estar lá, mas os eurocanards também não parecem estar muito longe.

    Sobre a “cobra”, estava falando justamente sobre isso, nós ficamos presos a essas manobras de apresentações russas para justificar a irrelevância… será que um caça com alta capacidade de manobra, que tenha um bvr lançado contra si, ao fazer o missil realizar manobras bruscas, e ir perdendo energia durante a corrida, não aumenta suas chances de sobrevência?

    No site sistemasdearmas tem um artigo sobre táticas para evadir de um bvr, uma delas é diminuir a altitude, para o missil fazer o mesmo e perder energia com o arrasto, e depois subir forte. Se o bvr já estiver no estágio final da corrida, voando só com a cinética, ele não vai ter energia para subir de novo e aumentam bastante as chances de ele errar. Então some a essa tática a capacidade de mudar radicalmente de direção com tempo para ganhar velocidade de novo, supondo que o bvr ainda está no meio da corrida, isso não faria o míssil chegar desgastado no final da corrida?

    Poderia citar outros fatores, como: ao fazer manobras que atrasem o missil, daria mais tempo para a suíte eletrônica defensiva trabalhar contra ele.

    Enfim, considerei nestas hipóteses apenas caças de mesma geração se enfrentado, com distâncias de detecção similares, porque se há uma grande diferença de detecção entre um e outro, o de maior detecção lançará sem ser visto e seu bvr só será percebido na curtíssima distância, isso se o adversário tiver um EW digna.

  49. Comentários bastante elucidativos. O combate aéreo moderno está se complicando cada vez mais, e no caso da Síria, há que se observar as ROE de cada situação.
    Agnelo, como sempre, o Bosco já explicou muito bem.
    Um detalhe que eu acho importante para todos termos em mente, o combate sim, é “na trairagem”, na perfídia como disse alguém. A primeira regra de combate que aprendi: quem vai lhe abater é aquele que você não vê. Não ser visto será, sempre, a melhor tática.

  50. J.Silva,
    O combate BVR pressupõe que o inimigo (alvo) será pego de surpresa. Isso ocorre em combates dissimilares (um caça de uma geração contra outro de outra geração).
    Um caça de 4,5ªG pode pegar um caça de 3ª G de surpresa. Um de 5ª G pode pegar um de 4ªG de surpresa. E assim por diante!
    Se o “alvo” souber que está sob ataque ou “na eminência de” o atacante terá que mudar sua tática inicial. Em geral isso implica em se aproximar para lançar um míssil da NEZ , lançar mais mísseis, etc. E estar preparado para o contra-ataque e até mesmo para o combate aproximado.
    Detectar um lançamento de míssil a 100 km ou mesmo detectá-lo se aproximando não é tarefa fácil e só agora existem sistemas confiáveis que podem dar o alerta da aproximação de mísseis ar-ar com os motores desligados, sem emitir e vindos do alto. E eles são ainda raridade e levará anos, talvez, décadas, até que sejam equipamento padrão.
    Radar de caça não foi feito para detectar um míssil ar-ar. O IRST também não! Estes não são os instrumentos certos para dar o alerta. O único alerta confiável até recentemente de que se pode estar sob ataque é o RWR (e tem RWRs e… RWRs, se é que me entendem). Este pode detectar o radar do caça inimigo (quando este o usa) mas o mais importante, é que pode detectar o radar do míssil. O problema é que quando essa detecção acontece o míssil está a poucos segundos do impacto, dando pouco tempo de reação ao piloto. E não raro são enviados dois mísseis BVR. O sujeito até pode escapar de um mas não de outro.
    Essas táticas de escapar manobrando de um ataque BVR (como ilustrado no Sistemasdearmas) não era propriamente escapar de um ataque BVR mas sim de um ataque de míssil de médio alcance guiado por radar (semiativo?) e subentende-se que o ataque foi detectado a tempo e fora da NEZ do míssil. O problema é que hoje há vários fatores a serem considerados, como por exemplo a furtividade, o radar AESA com capacidade LPI, mísseis de longo alcance com NEZ estendido ou com capacidade loft, motor de duplo pulso, etc. Não tem como escapar descendo para um nível mais baixo como você lembrou se o míssil tem um motor “ramjet” ou vem de cima com alta energia cinética ou tem um motor dual pulse.
    E a próxima geração de míssil BVR ainda terá TVC e terá tanta agilidade quanto um míssil de curto alcance de 5ª G.
    O combate BVR é o padrão hoje em dia, o WVR é a exceção e o com canhão então, é mair exceção ainda. rsrsss

  51. Agnelo 2 de dezembro de 2017 at 17:45

    Rinaldo Nery 2 de dezembro de 2017 at 18:28

    Uma coisa é você utilizar táticas de camuflagem ou artimanhas para pegar o adversário, sem que ele o veja, numa guerra. Isto isto é ser guerreiro, é ser inteligente, é ser astuto.

    Outra coisa totalmente diferente é você fazer um acordo e não cumpri-lo. Foi a isso que me referi como “perfídia”.

    Um soldado e um assassino, em tese, fazem a mesma coisa: ambos matam. Mas existe uma grande diferença entre eles.

  52. Obrigado pelas respostas.
    Parte disso eu lembrei q já tinha lido, quando vcs comentaram, mas não entendo por que o Sparrow podia ser disparado em um dogfight, e o AMRAAM q tem melhor perdormace fica so pro BVR?
    Talvez porque se entende q o AIM-9X já cumpriria a missão. Mas houve o erro agora na Síria.
    Sds

  53. Agnelo,
    O AMRAAM pode ser utilizado também na distância visual, utilizando o modo LOBL (trancamento antes do lançamento). Ele ativa o radar e já trava no alvo ainda no lançador.
    Claro que por ser guiado por radar tem menor angulo de visão e não sei de nenhum que seja combinado com capacete HMS, mas pode sim ser utilizado.
    Para alvos mais distantes o Amraam utiliza o modo LOAL (trancamento depois do lançamento) e para alvos mais distantes ainda o modo “atire e atualize”, utilizando o data link.

  54. Professor 2 de dezembro de 2017 at 18:50

    Soldados não matam, é o oponente que morre pela sua pátria.

    Quando soldados estupram, matam civis propositadamente que estão fora do contexto de guerra são assassinos comuns.

  55. Em relação ao abate, dos meus 23 anos de experiência castrense, só posso dizer uma coisa: melhor matar sem ser visto, sem dar sinal.
    O Q me lembro é Q a Turquia havia alertado sobre os voos russos em seu espaço aéreo, mais de uma vez.
    Perdão pela palavra mas… Aquele velho ditado militar: “Quem pirua, quer p*r*.

  56. Agnelo 2 de dezembro de 2017 at 20:30

    Melhor entrar em debate de corintiano vs palmeirense do que debater esse assunto já velho e desgastado com você aqui. Se tem compromisso com a verdade, pesquise nas duas mídias – tanto a Ocidental, que é a mídia tradicional (Rede Globo, Veja, Estadão, NYtimes, CNN, etc) quanto a mídia alternativa (Sputniknews, Souhtfront, etc). Pegue as duas visões antagônicas, junte aos fatos e tire suas próprias conclusões.

  57. Antonio M, boa lembrança das sábias palavras do Gen. Patton acerca da natureza das guerras para lembrar a uns e outros que os turcos estavam apenas defendendo a soberania do seu país quando derrubaram o intruso russo.

  58. Amigo Agnelo, se eu puder lhe dar um conselho fique longe da mídia corrupta russa. Uma vez que trata-se de um país onde não há liberdade de imprensa a mídia de lá serve ao Kremlin. Ademais são famosos pelas falácias e pelas mentiras. A famigerada Sputnik ( que deu origem ao adjetivo “sputnice” para qualificar notícia falaciosa) hoje inventou que a AAA Síria teria interceptado alguns mísseis israelenses. E a Southfront inventou que um S-200 teria danificado um F-35I da Heyl Ha Avir

  59. Professor,
    Desculpe-me a intromissão mas não há comparação entre essas mídias tendo em vista que o Sputniknews é um órgão oficial do governo russo.
    E não há como correlacionar as informações da mídia (qualquer que seja) com os fatos já que somos apenas espectadores. Os “fatos” nos são apresentados pelas mídias.

  60. Pessoal andei buscando uma informação e não a encontro. Talvez alguém aqui saiba. Quando ocorreu o último abate por canhões de um avião de combate?

  61. HMS TIRELESS 2 de dezembro de 2017 at 21:49
    Amigo Agnelo, se eu puder lhe dar um conselho fique longe da mídia corrupta russa. Uma vez que trata-se de um país onde não há liberdade de imprensa a mídia de lá serve ao Kremlin.
    ___

    Leo, are you making yourself a clown again? ) We’re talking about an airplane that goes to the Russian Air Force, and not about your pisikicheskikh concepts of my country! Do you understand!

    Regarding the SU-24 which allegedly crossed the Turkish border, remember Leo – your lie as well as the lies of other clowns about MI-35M in Brazil, about Tigris’ trials in Brazil is no longer interesting
    ___

    Leo, você está se tornando um palhaço de novo? ) Estamos falando de um avião que vai para a Força Aérea Russa, e não sobre seus conceitos pisikicheskikh do meu país! Você entende!

    Quanto ao SU-24, que supostamente atravessou a fronteira turca, lembre-se de Leo – sua mentira, bem como as mentiras de outros palhaços sobre o MI-35M no Brasil, sobre as provas do Tigris no Brasil já não são interessantes

  62. Bem, você pode felicitar a Força Aérea Russa e o complexo industrial militar russo com um avião magnífico, 70 unidades já estão no serviço + 14 já na China

    Sim, lembro-me de alguns anos atrás, muitos palhaços aqui disseram que o Su-35s é um mito e nunca será))
    ___

    Well, you can congratulate the Russian Air Force and the Russian military-industrial complex with a magnificent airplane, 70 units are already in service + 14 already in China

    Yes, I remember a few years ago, many clowns here who said that the Su-35s is a myth, and it will never be)))

  63. Sorry Rusty but “facts first”! Nothing against Russia but don’t exist freedon of press in YouT country And its a fact.

  64. Não, claro que não existe! Aliás, quantas vezes você foi a Rússia caro HMS Tirelles? Eu já fui três vezes e afirmo que você não sabe nada do que aconteceu, acontece e acontecerá naquela nação! Imprensa livre? Por acaso já leu a Tass? O Moscow Times? Frequentemente colocam reportagens críticas e até mesmo duras contra o Kremlin. E o que seria a tal imprensa livre? Talvez a porcaria do The Guardian? A CBS? CNN? Sério?! Talvez o melhor seja ler a Newsweek que relativamente imparcial. Quanto aos Su-35 de Besovets, são hoje a única base de caças na região de St.Peter, já que todas as outras que existiam na área na época da CCCP não existem mais. Para cima temos apenas as bases na VMF e o regimento misto de aviação em Monchegorsk com seus Mig-31 B/BM. Para baixo entramos na área de atuação de Khotilovo com seu regimento misto composto de Su-27 e Mig-31 BM ( penso que deve ser o próximo a trocar os Su-27 pelos novos Su-35 e posteriormente o primeiro a receber os Su-57). A VKS espera contar em futuro próximo com cerca de 120 Su-35 que junto com os Su-30 SM/SM2 e os Su-27SM3 ( dos quais devem ser acrescidos mais 36 jatos modernizados para o mesmo padrão) somam cerca de 300 jatos modernos o que não é nada ruim. Abraço a todos e bom domingo.

  65. O “Teacher” saiu e entrou outra Tiete no meio, agora sedizente visitante frequente da Rússia. E basta ver que quando você afirma que alguns noticiosos colocam “às vezes” colocam críticas contra o Kremlin você termina por admitir que não existe liberdade de imprensa na Rússia.

    E se você tem alguma dúvida basta consultar o ranking da Repórteres sem Fronteiras, no qual a Rússia ostenta um vergonhoso 148 lugar:
    https://rsf.org/pt/ranking-mundial-da-liberdade-de-imprensa-2017-grande-virada

  66. Frequente? Três vezes (2002, 2009 e 2013)?! Não diria isso. Se fui três vezes a Rússia, fui mais de 15 aos EUA pois tenho minha irmã morando lá. Aproveite a Copa do Mundo de 2018 e visite a Rússia, quem sabe assim você para de escrever besteiras..

  67. Meu caro Ypojocan, quem precisa parar com as besteiras é você afinal tipificar o The Guardian ( que tem viés ideológico oposto ao meu mas merece respeito) e a CNN como “porcaria” é de doer o fígado! Só falta agora afirmar que a carta caPiTal é melhor que o jornal inglês….

    A propósito, você observou o ranking da RSF

  68. HMS TIRELESS 3 de dezembro de 2017 at 6:02
    Sorry Rusty but “facts first”!
    __

    Fact in what? )) Your next nonsense, at least once come to Russia, but you can not do this since you hate Russian culture, it’s in your blood – the descendant of the military dictatorship in Brazil …

    The fact is that the Tiger has passed all the tests in Brazil, and your lie that you took from corrupt journalists in Brazil (imagine in Brazil there are false journalists), I congratulate you …)

    can we go back to the Su-35s? You are not by accident one of those …. who here several years ago spoke as a psychopath that Su-35s is a myth and he will never be in a series that Russian industry will not make it?
    _________

    Fato em que? )) Seu próximo insensato, pelo menos uma vez que vem para a Rússia, mas você não pode fazer isso porque odeia a cultura russa, está no seu sangue – o descendente da ditadura militar no Brasil …

    O fato é que o Tigre passou todos os testes no Brasil e sua mentira que você tirou de jornalistas corruptos no Brasil (imagine no Brasil há falsos jornalistas), eu os parabenizo …)

    podemos voltar para o Su-35s? Você não é, por acaso, um daqueles … quem aqui há vários anos falou como psicopata de que o Su-35 é um mito e ele nunca estará em uma série que a indústria russa não conseguirá?

    p.s – Adoro os especialistas brasileiros, quando não conhecem a tecnologia russa, falam sobre o regime totalitário em meu país e a ditadura de Putin))).

  69. Já deu pra ver que o debate descambou.
    Tem muitas outras coisas a discutir do que a mídia russa, americana, brasileira ou zamundiana. Vários comentários falaram de supermanobrabilidade, gerações de caças, de mísseis etc.
    Sugiro que voltem a esses temas.

  70. (PS – futuros comentários insistindo em discutir a mídia ao invés dos temas da matéria serão deletados – vejam as regras do blog, são poucas e não são difíceis de entender)

  71. Já que se falou aqui em supermanobrabilidade, eu acompanho o colega que afirmou que a mesma até hoje não disse a que veio! Embora manobras como o “cobra de Pugachev” sejam muito interessantes de ser em um show aéreo o fato é que em um combate aéreo de verdade a mesma têm o condão de tornar o aparelho vulnerável ao oponente. A verdade é que manobras em baixa velocidade e alto AoA como essa terminam por fazer o caça perder muita energia, basta ver que tal fato acomete os Flankers após executar tais manobras. E ao menos que você esteja em um F-22, que tem a melhor relação empuxo-peso de todos (1:43 com 50% do combustível) e portanto lhe permite recuperar rapidamente a energia, você estará em maus lençóis.

    A verdade é que ganha um combate aéreo que enxerga primeiro o adversário e sabe administrar melhor a equação Energia/Manobrabilidade. Um dado interessante a esse respeito é que o maior às da era do jato, o israelense Giora Epstein (17 kills) além de administrar bem essa equação tinha uma visão privilegiada, tanto que era apelidado “Hawkeye” na Heyl Ha’Avir.

    E uma vez que se falou em supermanobrabilidade é sempre bom trazer à baila a questão do TVC. Nos anos 90, após testar uma série de protótipos nos anos 90 (F-16 VISTA, F-15 ACTIVE, F/A-18 HARV) culminando no X-31 construído em parceria com os alemães os americanos chegaram à conclusão de que tal dispositivo é mais útil em mísseis do que em caças, o que justifica a sua ausência do F-35. E os israelenses foram mais além ao abolir o dispositivo dos Python IV/V ao constatarem que o mesmo, além de roubar 10% do alcance do míssil, era inútil ao final da queima do motor foguete.

  72. Agora sim, voltou a fazer ótimos comentários caro HMS Tireless. Concordo que Giora Epstein foi um piloto e tanto (tenho livro da Osprey Aircraft “Israeli Mirage anda Nesher Aces” onde não só Giora Epstein brilha, mas nomes como Amos Amir, Avraham Salmon, Gidon Dror, entre outros, fazem a festa contra Su-7, Mig-17/21, Il-28, etc..). Mas na contagem dos maiores “aces” figuram um alemão voando Me-262, Kurt Welter com 20 vitórias, e os soviéticos Yevgeny Pepelyaev com 19/20 ou 23 (dependendo da fonte) e Nikolay Sutyagin com 22 vitórias na frente de Giora Epstein. Quanto aos mísseis, interessante notar que nos anos 90 parecia que os mísseis super manobráveis todos fariam uso de TVC, com os Franceses MICA R/IR, ou no final dos anos 90 e começo dos anos 2000 com o desenvolvimento pelos europeus do IRIS-T e mesmo no nosso caso com o A Darter em desenvolvimento com a Africa do Sul, aí os israelenses aparecem na mesma época com os Python IV/V sem TVC mas com inúmeras superfícies de controle (18 no Python V) que fazem em teoria o míssil manobrar até 100g’s pondo a utilização do TVC em questão. Israel sempre inova, por isso vence, isso é fato incontestável.

  73. Essa contagem dos “maiores aces ” é da era do jato, não? Erich Hartmann tinha 352 vitórias. Li em outro local que Epstein tem 11 vitórias. O maior às norte vietnamita tem 9.

  74. Ypojucam,
    O ASRAAM britânico também tem superagilidade (50 g) e não tem TVC. E pior, não tem aquele tanto de superfícies aerodinâmicas do Python.

  75. Sim Rinaldo, “jet aces” mas, como nos caças da I e II GM é muito controvertido o total de abates. Giora Epstein tinha algo incomum para os nobres mortais, visão apurada e reza a lenda que consegui visualizar caças inimigos a 25km/30km (tinha na verdade com a visão um alcance mais apurado do que os radares da época!), portanto se posicionava melhor e conseguia abater os caças inimigos sem que esses pudessem iniciar um dog fight tradicional. Caro Bosco, sabia que era um míssil ágil, mas não sabia que era tão ágil com aquela configuração limpa e sem TVC! Incrível!

  76. Ah! Caro Rinaldo Nery, no seu comentário sobre o Gripen operando em pistas improvisadas, você chamou a atenção sobre os Húngaros aparentemente estarem voando sem o anti-g. Pois e que tal um piloto de Mirage III (Shahak em Israel) decolar e derrubar um bombardeiro Il-28 trajando chinelos, calção e T-shirt?! Foi no dia 24 de Abril de 1970 e o piloto era Amos Amir. Quem respondia as interceptações noturnas já eram os F-4, mas nessa noite quando dois bombardeiros egípcios Il-28 penetraram fundo no Sinai e bombardearam alvos israelenses em El-Arish, os Mirage foram acionados e como não era comum, foi uma correria e na pressa de decolar o mais rápido possível, Amos Amir decolou da base aérea de Refidim do jeito que levantou da cama ( eram 02:00 da madrugada!), vetorado para os alvos, voltou alguns minutos depois com mais uma vitória para seu score! ( Página 58 do livro ” Israeli Mirage and Nesher Aces” da Osprey Aircraft of The Aces – number 59)

  77. Bosco e Ypojucan, o ASRAAM faz uso da tecnologia Body Lift ( O próprio corpo do míssil gera a sustentação necessária) e de pequenas aletas de controle na cauda. A meu ver a capacidade de 50g é mais do que necessária inclusive já foram demonstrados na RAAF lançamentos do ASRAAM pelos F/A-18A Hornets “por cima das costas” ou seja, o míssil após disparado pôde ser apontado pelo HMD do piloto para atingir um alvo atrás do caça. E a meu ver essa capacidade é bem mais útil que poder fazer a manobra “cobra de pugachev”.

    Aliás, outro dado interessante sobre os aussies é que nos seus F/A-18F Super Hornets também os WSO possuem o JHMCD de modo que pode apontar e disparar mísseis ar-ar.

  78. Farroupilha,
    Expressei minha opinião sem ridicularizar ninguém. Não sou o dono da verdade e não me porto assim. Se o que eu disse, para você, são abobrinhas, ok. Não precisa TENTAR me desqualificar.

    O ‘parado’ no ar, eu coloquei ENTRE ASPAS, justamente por isso.

    Devido à alta capacidade de manobra, caças como o Su-35 conseguem APONTAR O NARIZ para qualquer direção de forma MUITO RÁPIDA.

    Isto permite desenvolver NOVAS TÁTICAS mesmo no combate BVR. Como o exemplo que eu citei, onde após algum ALERTA, o piloto realiza a manobra e DIRECIONA O BICO DA AERONAVE, para poder realizar uma varredura tanto com o RADAR como também com o IRST.

    Detectando as ameaças, no exemplo citado um Míssil e um Caça inimigo, ele pode disparar 2 mísseis, 1 para cada ameaça.

    Sem a super manobrabilidade e esta MANOBRA, fica difícil travar no míssil inimigo e no caça inimigo, pois estão ATRÁS de você. E mesmo que fosse possível disparar um míssil ar-ar para combater um míssil inimigo que está vindo POR TRÁS, um míssil 5g pode fazer isso, mas não sei se o RWR teria condições de precisar o alvo para o disparo. Mas mesmo que seja possível o míssil perderia muito em ALCANCE, pois teria que realizar a manobra.

    Eu não digo que a manobrabilidade alta é o fator número 1. Mas considero muito importante, assim como fazem praticamente todos os fabricantes.

  79. Ypojucan, fantástica a história do Amir. Desconhecia. No livro do Iftach Spector tem uma foto dos pilotos dormindo em colchonetes, trajando macacão, numa Base recém conquistada no Sinai, para onde foram movimentados para tirar o Alerta.

  80. Rinaldo Nery 4 de dezembro de 2017 at 9:51

    Excelente livro o de Iftach Spector Cel. Rinaldo! E o mais interessante é que ele acaba com a bobagem segundo a qual o F-4 Phantom seria um avião ruim e inferior ao Mig-21. Ele relata que quando recebeu a incumbência de formar o terceiro esquadrão de Kurnass (apelido local do caça da MDD) a primeira impressão do aparelho foi a pior possível e que demorou 200 horas de vôo para, em suas palavras, sentir um “click” e sentir o aparelho seguir o seu comando. Contudo, uma vez que dominou o avião ele o considerou superior ao Mig-21 e ao Mirage III

  81. Luís Henrique 4 de dezembro de 2017 at 9:44

    “Parar no ar” e apontar o nariz na direção desejada não é um atributo exclusivo dos caças dotados da mítica “Supermanobrabilidade”! Os F/A-18A/B/C/D e os F/A-18E/F fazem esse tipo de manobra com frequência nos shows aéreos e segundo consta em seus testes o tão criticado F-35 teria conseguido alcançar um AoA de 120º, o que inclusive seria superior aos 90º do famigerado “cobra de pugachev”.

    Entretanto, o que você se recusa a aceitar é que um aparelho que faz uma manobra dessas em combate aéreo simplesmente estará em maus lençóis pois “parar no ar” e apontar o nariz em outra direção simplesmente deixa o aparelho sem energia tornando-o vulnerável ao oponente. Como eu escrevi mais acima ganha um dogfight o piloto que melhor administra a equação energia/manobrabilidade e não o que faz as piruetas mais agressivas.

  82. Colega Luis Henrique,
    A cerca de 1 mês pairou por aqui uma ave que nos bombardeou com abobrinhas fragmentadoras bolorentas de estratégias ocas. Foi difícil de aturar.
    Então, acho que não fui arrogante mas certamente impaciente com vc.
    Justo é que tenhamos moderação dos editores e deveria bastar, porém cabe a nós, frequentadores-comentaristas e não apenas frequentadores-leitores, também cortarmos as asinhas e bicos de certas aves migratórias desaclimatadas, senão a área de comentários deste site, que lida com tecnologias avançadas, vai resvalar para um conteúdo vicioso de fantasias, absurdos, e desinformações, coisa muito fácil de ocorrer e que existe em outros sites e mídia em geral.
    Não se sinta ofendido, peço desculpas se o desagradei.
    Estamos em alerta (rsrsrs)… Ao aparecer um absurdo, abobrinha, incoerência, erro, apertamos o botão do alarme.
    E seguido alguém por aqui liga esse alarme contra um colega.
    Mas,
    Mais uma vez…
    Em estado de combate aéreo um caça faz o possível para ter sempre excelente, ou boa, energia cinética, qualquer manobra que o faça gastar segundos mortais em posterior recuperação deve ser evitada. A diferença é que em shows esses segundos não são mortais.
    Abç! E finalizo.

  83. Luiz,
    O “problema” do seu cenário onde o caça B “para” no ar e volta o nariz para o lado contrário do voo é que:
    1- o piloto iria no mínimo perder a consciência com a força g;
    2- mísseis ar-ar de 5ªG nunca foram testados na função antimíssil ar-ar BVR;
    3- leva-se tempo para um radar (mesmo um AESA) varrer uma área, detectar um alvo (míssil e caça?) , rastreá-lo, alimentar o sistema de combate e lançar dois mísseis contra 2 alvos ao mesmo tempo;
    4- o caça A é de 5ªG e não se pode garantir que o radar do caça B irá detectá-lo e muito menos rastreá-lo;
    5- é improvável que o caça B, que virou de repente, possa ter algum tipo de vantagem em relação ao A, que já estava voltado para o alvo e já com uma ação ofensiva em curso;
    6- há muito, mísseis de superagilidade podem atirar “por sobre o ombro” contra alvos no hemisfério traseiro mesmo com o nariz voltado para a direção do voo. Como você disse há degradação do alcance mas como esse tipo de ação é implementada de modo defensivo essa perda de alcance é irrelevante.
    Um abraço.

  84. Alguém tem vídeo do míssel partindo para um alvo na retaguarda?
    Deve ser interessante ver a trajetória.
    Obrigado

  85. Wagner 2 de dezembro de 2017 at 1:05
    Chegando a esse ponto, quem manobrar melhor com menor perda de energia tem vantagens significativas …

    Esse é o problema caro Wagner, simplesmente não existe supermanobrabilidade sem perda substancial de energia, retomada lenta, e ainda limitações humanas a 9g … em outras palavras supermanobrabilidade é a forma mais rápida de se tornar um grande ALVO.

  86. Luiz Henrique … fora do manicômio que tu frequenta ninguém aguenta essa abobrinhas rossofilas que tu prega aos quatro ventos … é ridículo meu caro … é radar de 400 km, é o fuderoso TVC … blá, blá, blá … chega ao absurdo de vc sugerir que a FAB adote o MIG-29 (avião dos anos 60) em lugar do Gripen … cara vc precisa se tratar dessa russomania patológica !

    kaleu – kirk

  87. TIRELESS

    é decepcionante ver vc comemorando o abate do Su 24. Muito lamentável.

    Não tem justificativa não. Vc sabe disso.

  88. Apesar das emocionantes teorias apresentadas aqui pelos comentaristas, alguns deles com uma certa raivinha dos russos, o importante é que a VKS está em plena recuperação, já provou do que é capaz, e segue se reconstruindo.

    Não há dúvidas de que os russos fizeram um grande trabalho em reconstruir e melhorar. A reportagem acima prova isso.

  89. Tanta Gente falandoTanta asneira pensando que sabevalguma coisa.
    1. Manobralidade é tudo em um caça de superioridade aerea, pois um combate aereo não dura mais do que 5 minutos.
    2. Os misseis de ultima geração de curto ou BVR não são 100% efetivos, e suas probabilidade de acertos não ultrapassa 25 % ( fatos passados em outras querras e até recente na Siria demostrou isso).
    3. Há tantas variaveis em questão que é até infantil opinar sobre o assunto sem coloca-las em questão.

  90. Bruno 5 de dezembro de 2017 at 15:00
    Tanta Gente falandoTanta asneira pensando que sabevalguma coisa.
    1. Manobralidade é tudo em um caça de superioridade aerea, pois um combate aereo não dura mais do que 5 minutos.
    2. Os misseis de ultima geração de curto ou BVR não são 100% efetivos, e suas probabilidade de acertos não ultrapassa 25 % ( fatos passados em outras querras e até recente na Siria demostrou isso).
    3. Há tantas variaveis em questão que é até infantil opinar sobre o assunto sem coloca-las em questão.

    Caro Bruno, eu realmente acho que sei alguma coisa, mas não tanto quanto você, ó profunda sabedoria … vamos lá então :

    1 – “”Manobralidade”” non ecxiste … pelo menos não conheço tal palavra, muito menos sua grande importância a ponto de ser “tudo” no combate aéreo ou em termos de superioridade aérea … mesmo porque se uma banheira gigante como o SU-35S ficar dando piruetas acrobáticas à baixíssima velocidade não vai conseguir retomar energia e vai parecer uma árvore de natal até diante de radares pesa, quanto mais em um AESA … vira alvo fácil …

    2 – 25% ? … de onde tirou tal informação da guerra do Vietnã ou da Coréia ??? … sensores evoluíram um pouquinho de lá pra cá meu amigo … ademais atualmente mísseis como o Meteor por exemplo são guiados por D-link, podendo inclusive alterar o alvo após lançado, assim não conte com essa falha diante de um “Landau” voador como o SU-27 modernizado.

    3 – Concordo, há muitas variáveis, porém nada muda o fato de que com a expressiva melhoria dos sensores, IR, D-link e redução de RCS as antigas banheironas como SU-35 e F-15 perderam eficiência, o tal Silent Eagle não colou na USAF, apesar de ser uma lenda, são projetos antigos e foram superados e não importa quantas piruetas e firulas conseguem fazer no ar que serão derrotados por caças ágeis e inteligentes como o nosso futuro vetor.

    Cordiais Saudações !

  91. Bruno,
    Pk de 25%?
    Do Amraam é de 68%. Em 14 engajamentos houve o lançamento de 19 amraams resultando em 12 abates, 1 avaria e 1 “evasão”.
    Se levarmos em conta que nenhum caça armado com Amraam foi sequer danificado e que quando não atingiu o alvo o pôs para correr pode-se falar em 100% de “aproveitamento”.
    Se também imaginarmos que quando mais de um míssil é lançado ao mesmo tempo contra um alvo e o primeiro atinge o alvo não há o que se falar em “erro” do outro (s) que o segue.
    Se colocarmos os dados em termos de “engajamentos”, houve um desempenho de 92%.
    Ou seja, pode escolher a metodologia que não vai dar nunca esse tal de 25% que você citou.

  92. Belo post…
    PARABÉNS a todos q comentaram…
    Deu suador só de ler…
    E PARABÉNS aos editores pelo sangue frio…

  93. Porque sera que quando o assunto e Su-35, a conversa fica tao agressiva? Entao quer dizer que se eu admiro esse aviao sou Russofulo? Quer dizer que qualquer produto da Russia nao presta? Quer dizer que qualquer noticia da Russia e Sputnice?

    Como Brasiliero e ridiculo…

  94. Bosco 6 de dezembro de 2017 at 0:18
    Em parte o Bruno tem razão. Na Guerra entre a Etiópia e a Eritréia (1997), os dois lados usavam aviões modernos de origem russa (SU-27 e Mig-29) pilotados por mercenários. E também usavam o míssil R-27. Nos combates aéreos foram disparados mais de 20 misseis ao total e desses 20 mísseis, só um acertou o alvo…

  95. Os Sukhois fazem coisas como ter desempenho, manobrabilidade e autonomia, com uma carga bélica notável.
    O problema é que são… russos.
    O Cel. Nery sabe melhor sobre os prós e contras dos Sukhoi no F-X1 e até alguns casos envolvendo tal opção.

  96. Farroupilha, Bosco, Kaleu e Rinaldo Nery.

    Em momento nenhum afirmei que a super manobrabilidade é o fator número 1.
    Existem muitas variáveis e o caça que reunir o melhor CONJUNTO estará em vantagem. E em combate é mais que isso, uma vez que os caças não combatem sozinhos, fazem parte de um SISTEMA, e quem possuir o melhor sistema vence.

    Agora, possuir supre manobrabilidade É SIM importante. Mesmo hoje em dia com as evoluções tecnológicas. Da mesma forma que um radar melhora o alcance e um míssil BVR mais moderno é desenvolvido, as DEFESAS, contra-medidas eletrônicas, furtividade, redução de assinatura térmica, etc TAMBÉM EVOLUEM.

    Acredito que nenhum dos senhores vai contestar que em um combate WVR a super manobrabilidade faz diferença. Mas se fizerem, não vou estranhar.

    No combate BVR NOVAS TÁTICAS ESTÃO SENDO ESTUDADAS.

    Sobre os colegas da Força Aérea, precisam abrir os olhos para isso.
    Treinar com F-5, AMX e A-29 é uma coisa.
    Treinar com caças super manobráveis e de nova geração AMPLIA as possibilidades.

    Um F-18 Standard demorou 44 segundos para terminar uma manobra. Enquanto que o F-18 modificado com TVC realizou a mesma manobra EM MENOS DE 8 SEGUNDOS.

    Quanto MAIS TEMPO você demora para realizar a manobra MAIS VELOCIDADE VOCÊ PERDE.

    Ficar sem energia? Um caça com super manobrabilidade vai executar a mesma manobra EM BEM MENOS TEMPO e perderá BEM MENOS ENERGIA.

    Nesse mesmo estudo perceberam que em COMBATE, onde o F-18 Standard PRECISOU REALIZAR MANOBRA para disparar o míssil, o F-18 Modificado com TVC APENAS APONTOU O NARIZ e disparou.

    Para quem realmente QUER abrir os olhos, deixo uma tese de doutorado que fala mais sobre o tema:
    http://www.maxant.co.uk/phd/ant_kutschera_phd_thesis.pdf

    Sobre o desuso do combate WVR hoje e no futuro, deixo uma parte do texto, retirado da tese que postei acima:

    Guetter, Friehmelt, and Haiplik[2]
    give the main reasons behind the implicit
    assumption that within visual range/close in combat will still develop in combat in the
    future, as opposed to a BVR only restriction. These are,
    1. The dynamic merge during prolonged engagements will eventually bring the
    aircraft close together,
    2. Measures to enhance low observability may conceal aircraft until they are detected
    visually in a WVR regime,
    3. Various optical and electronic counter measures (ECM) can limit sensors in their
    ability to detect aircraft BVR,
    4. Limits on number and types of stores carried as well as failed missiles may drive
    aircraft into a WVR arena,
    5. Special rules of Rules of Engagement (RoE) especially concerning target
    identification, i.e. Identification Friend or Foe (IFF), requirements can make an
    approach into WVR necessary,
    6. And last but not least fighting outnumbered, surprised, or having to defend fixed
    assets on the ground may require WVR engagement.

    Agora, se você não tem paciência de ler, use a LÓGICA:
    Por que F-22, Su-57 e J-20 (os 3 principais caças de SUPERIORIDADE AÉREA) das 3 maiores potências militares e Eurofighter, Rafale e Gripen (os 3 principais caças de 4a geração da Europa), TODOS possuem altíssima capacidade de manobra. E os mais novos de 5a geração estão AUMENTANDO essas capacidades e não diminuindo ???

  97. A Rússia volta a fazer treinamento conjunto com a Indonésia, desde o periodo comunista que terminou com sangrenta revolução a relação entre os dois países nunca esteve tão boa, mesmo com a compra dos Su-27/30 e blindados da Marinha eram raras operações entre as Forças Armadas dos dois países.
    Agora as relações se estreitam a a Força Aérea comprou caminhoes russos e está fazendo um treinamento em Biak entre os Boeing 737 MPA da Indonésia e os Tu-95 Bear da Rússia. Para a Russia é importante estreitar as relações e ter um ponto para reabastecer seus Tu-95 em missões de patrulhamento no Pacífico podendo esticar suas missões até o Sudeste da Ásia.
    . https://youtu.be/H2SdW8AhOqA

  98. Luís Henrique 7 de dezembro de 2017 at 13:58

    Eu não sei se você mesmo leu o documento que você menciona, mas as conclusões dele são bem diferentes das suas. Veja este trecho:

    “Traditional metrics such as the turn rate plot can show an advantage to an aircraft that can sustain a higher AoA. However the reality will not necessarily be a better performing aircraft, since the increased usage of energy might lead to a disadvantage. (…)”

    O que ele está afirmando aqui – muito grosso modo – é que as manobras com elevado ângulo de ataque podem consumir muita energia da aeronave, o que pode ser desvantajoso. Agora aplique a teoria ao caso concreto e assista a um vídeos de qualquer avião, russo ou americano, de manobras com elevado ângulo de ataque: você vai perceber que a aeronave perde muita velocidade.

    E velocidade é energia. Se a manobra faz a aeronave perder velocidade então ela faz o avião perder energia.

  99. Jacinto, leia mais e verá que o texto fala das VANTAGENS de possuir super manobrabilidade.

    E destaca que o piloto SABERÁ dosar o uso.

    Dependendo da situação tática, ele não realizará uma manobra que deixará a aeronave quase parada.
    Ele utilizará a super manobrabilidade parar manobrar melhor que as aeronaves normais.

    Um bom piloto sabe utilizar os benefícios A SEU FAVOR e não o contrário.

    Peço que dê uma boa lida no texto antes de tirar conclusões equivocadas.

  100. Luis Henrique, já que “precisamos abrir os olhos” e você é graduado na Fighter Weapons School, em Nellis AFB, vou dar a dica pro TB Egito te convidar pruma palestra no COMPREP, em Brasília. Faça-me o favor… É muita pretensão.

  101. Luís Henrique 7 de dezembro de 2017 at 18:08

    Eu insisto, você não está sabendo interpretar o que está lendo porque você não está compreendendo o conceito de energia.

    Você entende energia como a capacidade de manobrar rapidamente, mas energia, em verdade, é uma função que relaciona a massa da aeronave com a sua velocidade (além de altitude e gravidade). Praticamente todas as manobras reduzem a energia de uma aeronave e quanto mais acentuada a manobra, mais energia é perdida. É por isso que a supermanobrabilidade que é obtida em prejuízo da velocidade faz a aeronave perder energia. Claro, em alguns casos isso pode ser vantajoso, mas na grande maioria das vezes a aeronave mais energizada tem a vantagem.

  102. Caro Rinaldo Nery, não sei se você leu meu primeiro texto nesta página. Não fui pretensioso, nem arrogante, nem desqualifiquei ninguém. Coloquei minha opinião.

    Em seguida fui convidado a estudar. Um colega disse que eu escrevo abobrinhas, etc.

    Portanto não sou eu que me portei como dono da verdade.

    Após a CARTEIRADA, tentei responder a altura.

    A diferença é que apresento ARGUMENTOS SÓLIDOS.
    Apresentei teses de doutorado.
    E as respostas são que eu falo besteira e mais carteiradas.
    Não me refiro especificamente ao senhor, mas deve ter lido o que outros escreveram…

    Acho, no mínimo engraçado ter citado o Justin Case.
    A não ser que se refira à outro Justin.

    Se for o Justin Case mesmo, eu o conheço há muitos anos em fóruns que participo.
    E me lembro que ele era totalmente a favor do Rafale e contra o Super Hornet e Gripen.
    Inclusive sempre deu a entender que preferia um caça MAIS MANOBRÁVEL como o Rafale do que um caça menos manobrável como o Super Hornet.
    Tem texto dele dizendo que Rafale, Eurofighter e F-15 são caças de ALTO DESEMPENHO e Super Hornet e Gripen NÃO.
    Tem texto dele dizendo que os lançadores de mísseis franceses possuem 3 ganchos e os americanos possuem apenas 2 ganchos. E que isto confere aos mísseis franceses a possibilidade de serem disparados em fortes manobras, puxando 8 ou 9 G. Segundo ele isso faz MUITA DIFERENÇA em combate WVR.

    Então, a menos que ele tenha mudado de opinião ou você se refira à outro Justin, ele sempre preferiu caças ALTAMENTE MANOBRÁVEIS.
    Inclusive tenho um texto dele que fica evidente que mesmo perdendo energia em uma forte manobra, é preferível pois a manobra pode VENCER o combate, em vez de ser menos manobrável, não perder energia, porém PERDER o combate.

  103. ADORO os post sobre as questões militares russas, só entro pra ler os comentários de ambos vira-latas 🙂

    Em tempo: não sou o “Alex 7 de dezembro de 2017 at 5:08”

    Vou passar a usar Alex II, ele chegou por aqui primeiro.

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