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Competição GoFly Prize tornará o transporte aéreo pessoal uma realidade

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Com premiação de até US$ 2 milhões, competição incentiva desenvolvimento de dispositivos de voo pessoal

FORT WORTH, TEXAS26 de Setembro de 2017 — Uma nova competição deixará os seres humanos mais próximos de viabilizar o desenvolvimento de dispositivos pessoais de voo. Realizada pela companhia GoFly com patrocínio da Boeing, a competição GoFly Prize reunirá projetos de equipes de todo o mundo. Elas terão o desafio de utilizar os recentes avanços da indústria aeroespacial nas áreas de propulsão, energia, materiais leves e sistemas de controle e estabilidade para criar tecnologias capazes de tornar o transporte aéreo pessoal realidade. A competição foi lançada hoje durante o Congresso e Feira AeroTech SAE 2017, uma das principais conferências de tecnologia e engenharia da indústria aeroespacial, realizada nos Estados Unidos.

Os projetos serão executados no decorrer de dois anos, sendo que às equipes mais inovadoras serão concedidos prêmios que, somados, chegam a USD 2 milhões. Como ponto central, a competição incentivará a criação de dispositivos de voo pessoal que possam ser utilizados por qualquer pessoa, em qualquer lugar. Além de seguros, deverão ser ultracompactos, silenciosos, adequados ao ambiente urbano, com decolagem e pouso possível na vertical ou em ângulo próximo e capazes de transportar uma pessoa por cerca de 30 quilômetros sem a necessidade de reabastecimento ou recarga. Para respaldar o desenvolvimento dos projetos, as equipes terão acesso a mentores e mestres experientes em design, engenharia, finanças, direito e marketing. O design e a funcionalidade dos projetos finais, contudo, ficarão por conta da imaginação dos participantes.

“Talvez não haja um sonho mais universal do que o sonho do voo humano. A GoFly vai transformar esse sonho em realidade”, disse Gwen Lighter, CEO do GloFly Prize. “A GoFly oferece soluções inovadoras para expandir o desejo de explorar o desconhecido e nos impulsionar a patamares. Hoje, nós olhamos para o céu e dizemos ‘olhe aquele avião voando’, mas em dois anos vamos olhar e dizer ’olhe aquela pessoa voando’”.

Opinião similar é partilhada por Gred Hyslop, diretor de tecnologia da Boeing. “A competição GoFly Prize está alinhada aos objetivos da Boeing de inspirar pessoas em todo o mundo e permitir transformações por meio da inovação aeroespacial. Estamos ansiosos para ver como os visionários do futuro irão encarar esse desafio”.

Os prêmios da competição serão concedidos em três fases: a Fase I incluirá dez prêmios de USD 20 mil, concedidos com base em especificações técnicas por escrito; A Fase II incluirá quatro prêmios de USD 50 mil atribuídos às equipes com os melhores protótipos e materiais revisados da Fase I; finalmente, a Fase III irá revelar o vencedor final, premiado durante o Final Fly-Off, a ser realizado no segundo semestre de 2019. O Final Fly-Off será julgado por uma equipe de especialistas da Boeing e outras organizações importantes.

As equipes terão a oportunidade de competir por prêmios adicionais durante o Final Fly-Off, incluindo um prêmio de USD 100 mil concedido com base em avanços disruptivos para tecnologias de última geração, um prêmio de USD 250 mil para o projeto mais silencioso e um prêmio de USD 250 mil para o projeto de menor tamanho. O grande vencedor receberá USD 1 milhão pela melhor pontuação geral no Fly-Off, calculada pela medição de velocidade, ruído e tamanho.

Pessoas com diferentes formações poderão participar da competição, incluindo amadores, acadêmicos, engenheiros e estudantes. O prazo de inscrição para a primeira fase é 4 de abril de 2018, seguido de um prazo de inscrição para a segunda fase que se estenderá até 8 de dezembro de 2018. Para mais informações sobre o GoFly Prize, ou para se inscrever na competição, visite http://www.goflyprize.com.

Sobre o GoFly Prize
O GoFly Prize é uma competição internacional de dois anos, com prêmios de US$ 2 milhões, para criar um dispositivo pessoal de voo que pode ser usado com segurança por qualquer pessoa, em qualquer lugar. Tendo a Boeing como única patrocinadora, o Prêmio GoFly oferecerá às equipes expertise, mentoria, prêmios e exposição global à medida que competem para criar o primeiro dispositivo do mundo de voo pessoal seguro, ultracompacto e compatível com o ambiente urbano. A competição em várias fases incentiva concorrentes de todo o mundo a participar na realização do sonho do transporte aéreo pessoal. Para mais informações visite http://www.goflyprize.com.

Sobre a Boeing
A Boeing é a maior empresa aeroespacial do mundo e líder na fabricação de aviões comerciais, sistemas de defesa, espaço e segurança, e fornecedora de serviços de suporte pós-venda. Como a maior exportadora de produtos manufaturadas dos Estados Unidos, a empresa oferece suporte para clientes-companhias aéreas e governos aliados- em mais de 150 países. Os produtos e os serviços sob medida da Boeing incluem aeronaves comerciais e militares, satélites, armas, sistemas eletrônicos e de defesa, sistemas de lançamento, sistemas avançados de informação e comunicação, logística e treinamento.

DIVULGAÇÃO: Ideal H+K Strategies

26 COMMENTS

  1. Até Galante. RS.
    Mas essa competição mostra a lógica que defendo.
    Muita gente e empresas participarão.
    Idéias, novidades e tecnologias virão. Por falar nisso, a Uber e a Embraer têm uma parceria para desenvolver transporte aéreo…
    Certamente, nenhum desses desenvolvimentos custará 5 bilhões.
    O governo não pagará nada por isso.
    Qual o custo dessas tecnologias?
    São necessários dez mil engenheiros pesquisando por 20 anos ou basta alguém ou um pequeno grupo com boas idéias para colocar no papel?
    Sobre o que Galante falou não se trata de eu saber fazer mas de analisar esses contextos.
    Eu não sei fazer nem um aeromodelos.
    Mas eles estão aí, alguns até a jato…
    Podem ser comprados a partir de mil reais.
    Ou minidrones por 200 reais.
    Voam, são pilotados remotamente.
    Alguns têm tecnologia anticolisão…
    Ooohhh. Mas isso é alta tecnologia. Só países altamente desenvolvidos conseguem. Coisa de bilhões de dólares de pesquisa…
    Só quando querem e tem quem pague, né…
    😏

  2. Nonato 26 de setembro de 2017 at 14:41
    Lamento dizer, mas o amigo vai ter que aguentar a gozação um bocado de tempo por conta do “tubo de metal com combustível dentro” …! 😉
    Mas concordo com sua argumentação de que os orçamentos de desenvolvimentos de meios militares e armas são absurdamente altos, tanto aqui quanto nos países desenvolvidos! Existem fatos e circunstâncias que explicam e legitimam o custo muito mais elevado do desenvolvimento de tecnologia militar, mas é certo que as empresas do ramo também botam um bocado de ‘gordura’ na coisa, aproveitando que o setor público pouco ou nada contesta os valores na mesa quando se trata de ‘defesa ‘ , seja porque estão acostumados com valores inflacionados, seja porque simplesmente a conta “vai pra viúva”….! Eu me lembro de ter lido uma vez sobre o absurdo superfaturamento dos componentes do bombardeiro B-2…!
    Voltando ao tópico: o maior problema para criar dispositivos ‘pessoais’ de voo que sejam práticos é a autonomia de voo — porque voar demanda muuuuuita energia! É preciso que a fonte de energia a usar tenha altíssima densidade energética… Então, enquanto o ‘reator de arco’ do Homem de Ferro não for realidade, nada feito…!

  3. Essa tecnologia, pelo menos de uma forma rudimentar, não é novidade alguma e já foi utilizada na marquês de Sapucaí…
    Certamente procuram aperfeiçoamento…

  4. Essas gozações, Inclusive com palavras de baixo calão, considero injustas.
    Para qualquer entendedor meia palavra basta.
    Qualquer um pode concordar ou não.
    Reitero que um míssil não deixa de ser apenas um cilindro com combustível…
    Ah, sim, mas tem asas, aletas, etc.
    Precisa de um altimetro, espoletas, ogiva, computador, datalink.
    Bom lembrar que o Hezbollah disparou uns 2 mil foguetes contra Israel em poucos dias.
    Todo mundo sabe disso.
    Para quem já tem o conhecimento não é nada do outro mundo.
    Dezenas de países os fabricam.
    Alguns mais sofisticados do que outros.
    Na década de 1960 os vietnamitas já os disparavam com sucesso contra caças americanos.
    Já se passaram 50 anos…
    Vai dizer que qualquer empresa ou país com um mínimo de capacidade não pode desenvolve-los…
    Ninguém está reiventando a roda…
    2 milhões por um cilindro descartável…
    Não justifica.
    A tecnologia é amplamente dominada.
    Sistemas de guiagem, etc…

  5. Boa tarde Bosco.
    Sugiro você acrescentar um rotor contra-rotante senão vais ficar bem zonzo.
    Pode ser complicado , mas é bem melhor que acrescentar um rotor na cauda(?) ! rsrsrs

  6. RR, n”ao apenas lembro, mas recentemente fui presenteado com a obra completa dos quadrinhos do Rocketeer em formato de graphic novel. Fantástico! E estou bastante ansioso em relação ao que pode surgir desse GoFly Prize.

  7. Nunão meu caro,

    rindo léguas aqui com sua ironia….hehehe

    Nonato meu caro, perdoe mas o amigo creio forçou um pouco a mão com “um míssil é basicamente um tubo de metal com combustível”….mas, de resto suas elucubrações fazem sentido sim. Leva na esportiva, acredite, não lhe querem mal!

    Abraço.

  8. Jota,
    Boa Ideia! Também tô pensando em colocar algum tipo de alça que passe por baixo do queixo do piloto pra ele poder ficar firme no “veículo”.

  9. Imaginem que tudo isso dê certo e torna-se popular. Agora imaginam o controle dos corredores de voo dessas geringonças!!!!

  10. Leandro Costa,

    Bacana! 🙂

    Quanto ao filme, tá aí um clássico que merecia um remake ( muito embora seja o tipo de filme que pode até estragar se fizerem isso… ).

  11. Ô LucianoSR71, eu ia até corrigi-lo face aos grandes clássicos da aviação que estão no filme mas… não dá. F-Connelly é o avião mais vistoso do filme mesmo! LOL 😛

  12. André Bueno 26 de setembro de 2017 at 18:55
    Pesquisa-se a maneira como varias espécies de animais que voam em bandos (andorinhas, gafanhotos, morcegos) se comunicam/organizam para que nenhum deles esbarre no outro! Cardumes de peixes, como sardinhas, também são outro exemplo da Natureza: é certo que existe uma espécie de ‘data link’ unindo todos os indivíduos, de forma que todos nadam como se fossem um único organismo! 🙂
    A mesma tecnologia poderia ser usada no futuro para o trânsito de automóveis em vias expressas, aumentando a segurança, a velocidade média do tráfego, a eficiência energética (quanto menos um carro tiver que frear & acelerar, menor será seu consumo médio de combustível!) e diminuindo a poluição (menos tempo dispendido no trânsito, menos CO2 e demais poluentes emitidos!); enfim, seria um progresso fantástico! 🙂
    Abraços!

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