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Austrália completa frota de EA-18G Growler

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EA-18G Growler da RAAF

A Ministra da Defesa da Austrália, senadora Marise Payne, juntamente com o vice-marechal do ar Steven Roberton, Air Commander da Austrália saudaram o recebimento completo da frota de aeronaves de ataque eletrônico EA-18G Growler na Base Amberley da Royal Australian Air Force (RAAF)

Desde que os dois primeiros Growlers chegaram à Austrália em fevereiro de 2017, a frota cresceu até o total de 12 aeronaves.

A ministra Payne disse que a chegada dos Growler fornece uma capacidade nova potente e tecnologicamente avançada para a Força de Defesa Australiana (ADF).

“Nós somos o único país fora dos Estados Unidos que opera o EA-18G Growler e a chegada completa da frota representa um salto significativo na capacidade conjunta de guerra eletrônica”, disse a ministro Payne.

“Esta é uma conquista incrível para a ADF. Essas aeronaves são capazes de suportar todo o espectro de missões da Defesa, incluindo operações com parceiros da coalizão.

“O EA-18G Growlers trabalharão com o Exército e a Marinha para entregar uma força conjunta em rede capaz de manobrar e lutar no espectro eletromagnético.

“A chegada afirma o compromisso do governo de manter a nossa capacidade e se preparar para os conflitos mais complexos e de alta tecnologia do futuro”.

O Chefe da Força Aérea, Marechal do Ar Leo Davies, disse que estava extremamente orgulhoso de todo o pessoal que trabalhou nesse projeto, tanto na Austrália como no exterior.

“A entrega desta capacidade mostra o que nossos membros da Força de Defesa são capazes de operar ao lado de nossos homólogos dos EUA”, disse o Marechal Air Davies.

“A Marinha dos EUA tem sido muito generosa no treinamento de nossas equipes de tripulação e manutenção, e consolidamos nossa reputação como parceiros de coalizão credíveis.

“Os Growlers australianos já realizaram disparos de armas bem sucedidos e voos de integração com F/A-18F Super Hornets da RAAF e EA-18G Growlers da US Navy  como parte do Teste Operacional e Avaliação. Também tivemos a graduação do primeiro curso de transição operacional.

“Através da nossa parceria com a Marinha dos EUA, já estamos planejando manter o Growler na vanguarda da capacidade de ataque eletrônico ao longo da vida da aeronave.

“Gostaria de reconhecer o compromisso da Base Amberley da RAAF, do Estate & Industry Group e das famílias do 6º Esquadrão que geraram a casa desta nova e excitante aeronave”.

O Growler é baseado na estrutura do F/A-18F Super Hornet e é equipado com aviônica adicional, receptores de radiofrequência aprimorados, um conjunto de comunicações melhorado e pods de interferência de radiofreqüência que permitem bloquear sistemas inimigos. Ele proporcionará uma capacidade complementar ao F/A-18F Super Hornet e ao avião F-35A Lightning II.

FONTE/FOTOS: Australian Department of Defence

99 COMMENTS

  1. . Costa Marítima da Austrália: 25.760 km
    . Costa Marítima do Brasil: 7 491 km
    .
    => Eu já opinei aqui que seria mais interessante para o Brasil ao invés de ter porta aviões investir em aviação de longo alcance com aviões como FA-18 E/F Super Hornet somando a uma plataforma baseada neste caça, o EA-18G Growler.
    => Seria viável 2 esquadrões com o FA-18 E/F sendo 12 para cada + 1 esquadrão de 12 EA-18G Growler? O esquadrão com 12 EA-18G Growler poderia também complementar os 36 Gripens NG em missões. Por este motivo um número igual aos 12 adquiridos pela Austrália.
    .
    Opino que, para um país como o Brasil com a eterna falta de recursos para investir em defesa, essa seria a melhor opção do que adquirir NAes e todo o seu custo de aquisição e de operação.
    .
    .36 Gripens NG (com a possibilidade de mais 36 caças no futuro)
    .24 FA-18 E/F SH
    .12 EA-18G Growler
    .
    Finalizando, acho que teríamos uma força considerável e realmente crível sem ter que investir em pelo menos 2 NAes. Até mesmo porque ter um só não é plausível para uma marinha que queira realmente operar esse tipo de sistema de armas e ter operacionalidade crível.
    É o que penso.

  2. once burned, twice shy! Quem enfrentou dificuldades nas guerras mundiais do século passado nunca esquece a lição.

  3. Gonçalo Jr. 8 de julho de 2017 at 12:50
    A não ser que fosse, por alguma razão, alguma espécie de compensação a Boeing, é altamente improvável que, a esta altura, o SH fosse adquirido pela FAB. Já ouvi referências no passado a uma arquitetura Hi Low, mas é muito improvável. Mesmo porque a quinta geração está aí, operacional (não totalmente, é verdade, com muitos bugs, mas é questão de tempo até que tudo esteja ok), e cujo nível prático de stealth vem lhe conferindo uma gigantesca vantagem tática. Ademais, nada tem o condão de ser tão dissuasório quanto um F-35. Saito disse isso para o pasp@lho do Jobim na frente dos yankees, e a resposta foi algo como “é, mas é demais para nós né Saito”…

  4. Gonçalo, a Marinha nem ao mesmo tem navios de superfície para cumprir as responsabilidades de suas operações mais corriqueiras. Não há como pensar em fazer uma aquisição desse monte agora. Seria mais provável, pelo menos, substituir os A-4 por alguma coisa que ainda tenha peças de manutenção pelos próximos 10 a 15 anos e que fosse de segunda mão de novo.

  5. Gonçalo, compartilho sua opinião.
    O Brasil, assim como faz o Japão, mas com uma gigantesca maior tranquilidade (pois não estamos no barril de pólvora que é o sudeste asiático), deveria definir a missão de suas forças armadas.

    Somos uma força de autoproteção ou uma força de projeção de força?

    Nesse escopo, enquanto força de autoproteção, acho muito mais plausível 24 ou 36 aeronaves para ataque naval do que 01 NAE meia boca com A4 obsoleto.

    E acho, inclusive, que a chegada da 5º geração é uma vantagem. Daqui alguns anos, teremos SH dando sopa assim como hoje temos o F16. 36 SH mias 12 Growler, seria excelente.

    Penso tbm no Su 34 para essa missão. Maior autonomia. Maior carga.

    5º geração acho que o caminho para o Brasil é FS2020. Tenho muita fé que o projeto gripen NG terá como consequência o projeto FS2020, em termos de cooperação Brasil Suécia.

  6. A aviação naval baseada em terra com uso de anvs stealth combinados com UCAVS são fatores extremamente dissuatorioios, mas lamentavelmente os iluminados do reino Guanabara Bay entre short drinks e long drinks no clube naval ainda não conseguiram entender….ou talvez nem queiram.

    G abraco

  7. Juarez a previsão é só diminuir diminuir e diminuir.
    Vejo a FAB futuramente só com os 36 gripens e os super tucanos e a marinha virar guarda costeira .

  8. Felipe, concordo com vc. O Brasil deveria centrar as forças de vigilância e defesa marítima em aviaçao baseada em terra. Lógico que isso não significa abdicar de fragatas e navios de patrulha. Porta aviões não seriam a melhor solução, principalmente se consideramos a notória falta de recursos aéreos. E um “aeroporto” carissimo e ineficiente, a menos que de fato se tenha a primazia de dota-lo com demaias e demais meios necessários. Mesmo assim, não acho arlhor solução…

  9. Gallina 8 de julho de 2017 at 13:42
    Gonçalo Jr. 8 de julho de 2017 at 12:50
    . Eu já tinha dado antes de falar do F-35 no meu post. Eu iria opinar também o abaixo:
    => Poderia também ao invés de + 36 caças Gripens NG a mesma quantidade ou pelo menos 24 caças de 5a geração que o Brasil poderia desenvolver em conjunto com a SAAB. Mesmo assim opino que enquanto isso os Hornets FA e EA seriam ainda importantes até este desenvolvimento.
    .
    Obs.: Também iria postar isso:
    => Lembrando que já há equipamentos em desenvolvimento para detecção de caças de 5a Geração e estudos indicam que num futuro não muito próximo a efetividade de tais caças frente a estes equipamentos não seria de fato impossível.
    – Por outro lado há exatamente 18 anos, um F-117 foi abatido na Iuguslávia durante a guerra do Kosovo e, naquele tempo, nem de longe se vislumbrava equipamentos radar para detectar caças Stealth e isso foi conseguido com antiquados sistemas de defesa russos que a Sérvia operava. O F-35 tem mais capacidade de não ser detectado hoje em dia que o F-117? Sim, é óbvio. Mas como tudo na vida e não diferente no que tange à defesa, o F-35 e outros caças também serão detectáveis um dia.
    .
    Quanto à declaração do Brigadeiro Saito, nada mais do que o óbvio. Só que há que se levar em conta que na concorrência FX2 os parâmetros da FAB referentes a uma série de exigências contidas nela não seriam de modo algum atendidos e autorizados pelo governo norte-americano em se tratando do F-35. Um deles e o principal é a abertura dos códigos fonte que, no caso do Gripen NG pelo que eu saiba, foi totalmente autorizado à FAB/EMBRAER. Nem mesmo no caso do FA-18 E/F Super Hornet este quesito, também pelo que eu saiba, seria totalmente cumprido. Como dizia na época a então diretora da Boeing no Brasil, Donna Hrinak. Ela dizia que a Boeing iria cumprir os requisistos de acordo com o autorizado pelo governo dos EUA e isso seria discutido.
    .
    Também devemos nos lembrar que na época do Brigadeiro Saito não era conhecido ou ao menos não se vislumbrava os problemas que hoje o F-35 e suas variantes estão tendo. Serão solucionados? Sim, é claro! Afinal este programa não vai mais voltar atrás e de um modo ou de outro, dinheiro eles arranjam. Aconteceu com vários sistemas de armas das FFAAs norte-americanas, de tanques a caças e sempre houve dinheiro e poder político para isso.

  10. Acima faltou o no começo.
    O post começaria: “Eu já tinha dado antes de falar do F-35 no meu post. Eu iria opinar também o abaixo”:

  11. Felipe Morais 8 de julho de 2017 at 14:21
    Gonçalo, compartilho sua opinião.
    Exato Felipe. Só não compartilho contigo sobre sistemas russos. Trabalho com alguns militares por dever de ofício e tenho amizades com eles. Moro em frente a BACG que ao lado tem o 3º BAvEx. Entre uma cerveja e outra comenta-se sobre equipamentos russos e te digo uma coisa. São bons equipamentos. O problema é a logística deles e o modelo russo de fabricação de peças. Várias fábricas produzem uma mesma peça e isso é um problema.

  12. “Lembrando que já há equipamentos em desenvolvimento para detecção de caças de 5a Geração e estudos indicam que num futuro não muito próximo a efetividade de tais caças frente a estes equipamentos não seria de fato impossível.”

    Gonçalo,
    A blindagem de modernos carros de combate já foi superada por pequenas granadas há muitas décadas mas ninguém pensa em ir para a guerra com um carro de combate feito de lata. Muito pelo contrário. Cada vez os carros de combate estão ficando com blindagem cada vez melhor, em que pese até estarem diminuindo de peso por diversas razões.
    O mesmo ocorrerá com a tecnologia stealth dos caças de 5ªG. Os de 6ª também a terão e mais acentuada ainda, igualmente os de 7ª G. Independente da tecnologia stealth ser superada por um radar da década de 60 no caso do F-117 não se pode mais voltar ao tempo em que um caça tinha a assinatura radar que o fazia ser confundido com um Boeing 747.
    Do mesmo jeito com a camuflagem das vestes dos soldados. Independente de hoje estar se generalizando a detecção térmica, nunca mais um soldado irá à guerra vestido de vermelho vivo e amarelo. A camuflagem é um caminho sem volta. https://2.bp.blogspot.com/-OzQKb4V3wnM/VsZtGaSFmLI/AAAAAAAANQA/XmbuAGFiAdc/s640/Trajes%2Be%2BUniformes%2B-%2BDetalhe.jpg

  13. Aparentemente, posso estar errado, a representação artística na terceira imagem aparenta ter tanques conformais.

    Pelo que lembro o contrato previa aquisição de novos EA-18G Growler e a conversão de alguns F/A-18 em EA-18. Será que foi efetuada tal conversão?!

    Saudações!

  14. Bosco 8 de julho de 2017 at 15:32
    Todos sabemos que tudo tem desenvolvimento continuo. Isso é mais que óbvio. Afinal logo após a entrada em serviço do F-22 em 2010 já estava em andamento estudos sobre caças de 6a geração. Mas quem faz isso é quem tem dinheiro e massa científica crítica, coisa que nós não temos de vamos ainda demorar caso começamos HOJE a investir nisso, décadas.
    .
    Quanto a blindandos, até uma munição de HE de 105 mm perfuram blindagens ativas e reativas de qualquer carro de combate moderno. Um simples infante pode para um tanque de milhões de dólares com um equipamento que custa 1% deste valor.
    . Quanto a soldados, é mais do que óbivio não é mesmo? E faz tempo…

  15. Fiz essa pergunta algum tempo mas nao obtive resposta, alquem sabe me dizer aproximadamente qto um pod de guerra eletronica pode reduzir o rca perto de um aviao steath?
    Nao seria mais interessante investir nisso que em steath?
    Agradeço a resposta.

  16. Há dúvidas quanto à capacidade crescente de radares em detectar aeronaves stealth. Há mais “espaço” para se reduzir a assinatura radar de uma “corpo” do que alterar a física das radiofrequências.
    Por exemplo, caças furtivos podem (??) ser detectados por radares de baixa frequência mas em relação ao B-2 e ao futuro B-21 o que se sabe é que eles são “invisíveis” até mesmo para esses radares.
    Russos se animam com sua tecnologia anti-stealth mas é em relação ao F-22 e ao F-35, mas se calam em relação ao B-2.
    Os caças F-117, F-22 e F-35 têm furtividade otimizada para as frequências mais altas (VLO) ficando visíveis às frequências mais baixas, ainda que mesmo nesse caso há uma redução da distância de detecção. Já o B-2 é considerado um stealth de “banda larga”, ou se preferirem, stealth nível VLO 2. O futuro caça de 6ª e o bombardeiro B-21 deverão ainda se aprofundar mais nessas características.
    O porque disso é muito técnico e eu não faço a mínima ideia mas tem a ver com a reflexão da radiação EM de baixa frequência em superfícies como os estabilizadores verticais e horizontais e uma coisa denominada dispersão de Rayleigh que não faço a mínima ideia do que seja.
    Claro, há também a possibilidade de surgir tecnologias exóticas como as anunciadas por jornalecos e que não têm a mínima correspondência com radares, como por exemplo aquele “radar” de pontinhos mágicos interestelares quânticos. rsrsr
    Em relação à tecnologia conhecida (e não à tecnologia romulana ou klingon) os avanços na tecnologia radar vs stealth são relativos ao desenvolvimento de radares de baixa frequência de varredura eletrônica 3D e à tecnologia de radares AESA com TRMs de nitreto de gálio. O resto é folclore hiperespacial da zona neutra. rsrss

  17. Bosco 8 de julho de 2017 at 15:57
    >Há dúvidas quanto à capacidade crescente de radares em detectar aeronaves stealth. Há mais “espaço” para se reduzir a assinatura radar de uma “corpo” do que alterar a física das radiofrequências.
    Por exemplo, caças furtivos podem (??) ser detectados por radares de baixa frequência mas em relação ao B-2 e ao futuro B-21 o que se sabe é que eles são “invisíveis” até mesmo para esses radares.
    =>R.: isso por um acaso não seira um segreod guardado a 7 mil chaves, por quem detém tal capacidade como sempre foi na história militar?
    .”O porque disso é muito técnico e eu não faço a mínima ideia…”
    =>R.:Então né. Nem eu…
    .
    O que postei acima no 1º post é sobre a realidade brasileira e não dos “Klingons”. Apenas a opinião de quem foi um infante por 7 anos e, como muitos aqui só mais um entusiasta. Apenas saídas para a nossa atual realidade no que se refere a adquirir NAes ou uma aviação de caça de longo alcance tendo como binômio o FA-18 E/F SH e o EA-18 G. Binômio este que a própria US NAVY vai ainda operar por pelo menos 20 a 30 anos, apesar do F-35 e a arma ainda planeja encomendar mais 80 SH. Enfim…
    http://www.aereo.jor.br/2017/06/16/marinha-dos-eua-quer-comprar-mais-80-f-18-super-hornet-por-us-71-bilhoes-nos-proximos-cinco-anos/

  18. “Independente da tecnologia stealth ser superada por um radar da década de 60 no caso do F-117 não se pode mais voltar ao tempo em que um caça tinha a assinatura radar que o fazia ser confundido com um Boeing 747.”

    Corretíssimo amigo Bosco,
    Veja os SU-35 e MiG-35, derivados de caças de quarta geração SU-27 e MiG-29, os Russos alegam ter diminuído a assinatura radar de seus novos caças de quarta geração em relação as versões precursoras dos mesmos. Claro que longe de serem stealth.

    O caso do F-117 foi um excesso de confiança por parte da USAF. Os Sérvios sabiam da presença do F-117 mesmo não podendo localiza-los por radar. Então descobriram que por poucos segundos, quando o F-117 abria suas baias internas ficava exposto ao radar. Esses poucos segundos foram o suficientes para localizar e travar no F-117. E como foi dito era uma tecnologia da década de 60 do século XX.

    Saudações!

  19. Aviação Naval da Ataque baseada em terra, para o Brasil?
    Sério… Qual a utilidade disso?
    O Brasil só virá a ser atacado pelo mar por uma super potência. Hoje, só os EUA podem levar a cabo este conflito e se o fizerem, no que um ou dois esquadrões de caças fariam perante um PA de 100 mil tons+, operando protegido dentro do mais poderoso sistema de defesa área que se tem hoje no mundo?
    .
    Não resolveria nada… Absolutamente NADA!
    Quem precisa de caças baseados em terra, e com urgência é a FAB!
    .
    Se derem caças para a MB que só podem operar a partir da terra firme, sabe o que acontece? Jogam-se bilhões fora…
    Como são caças que operam a partir da costa, no momento que um agressor for estabelecer a superioridade aérea, as aeronaves da MB seriam varridas do mapa por ataques de mísseis de cruzeiro ou pela aviação embarcada inimiga.
    Quem teria que segurar as pontas? Quem?
    A FAB, com a aviação que ainda resta, que estava alocada mais no interior do Brasil e que poderia ser em maior número, se algum iluminado tivesse dado os caças para ela e não para a MB…
    .
    A FAB precisa de mais caças. Qual o caça óbvio para agregar a escala, justificar a linha logística que se pagou para ter e tudo o mais? Gripen E/F, que necessita ser adquirido em maior número para dar baixa em A-1 e F-5. Essa é a prioridade.
    .
    Precisamos mesmo assim de meios para realizar ataque naval partindo de bases terrestres? Vamos com o que se tem: Gripen E/F… Que comprem um míssil que preste e deu. Bilhões que sobram para serem aplicados em outras prioridades.
    .
    E a MB?
    1º Quem vai garantir alguma dissuasão a Marinha são os submarinos. Essa é a prioridade.
    2º A MB precisa absorver de uma vez a aviação de patrulha e renovar estes meios. Essa é a aviação baseada em terra que é extremamente útil a força, pois não opera apenas em ambiente de combate. Tem função ímpar no dia-a-dia e é a mais importante das aviações, pois garante a consciência situacional para ações de defesa.
    .
    Para a MB, ou é caça embarcado ou nenhum caça.
    .
    No mais, quem pensa que o Porta Aviões só serve para projeção de poder, precisa ler mais a respeito da história deste meio e não cair nessa mentira falada mil vezes.

  20. Gonçalo,
    Minha ironia a respeito dos “klingons” não tem nada a ver com algo que você tenha dito. É porque de vez em quando aparecem essas notícias de que inventaram algo que seja anti-stealth pra valer, como se dissessem: agora vai!!! É o tipo de “verdade”que aparece em mídias que publicam provas de que a Terra é plana, que alguém inventou um dispositivo de antigravidade, que fizeram a fusão a frio e a energia do ponto zero, que desenvolveram as armas escalares, etc.
    Aí não tem jeito da tecnologia stealth competir. rsrss

  21. Uma aviação de ataque naval com caças de alto desempenho só seria necessária ao Brasil se houvesse um cenário em que seríamos atacados por alguma nação ou aliança que tenha porta-aviões. Não tendo porta-aviões uma frota pode ser atacado até por aviões de patrulha a hélice ou por helicópteros armados com mísseis OTH. Aliás, temos os três.
    Falta só o tal do míssil Harpoon ser confirmado pela FAB.
    Já se o “agressor” tiver uma cobertura de caças e aviões radar, aí sim precisaríamos de meios mais sofisticados.

  22. Eu realmente não sei o quanto disso é folclore, Bosco. É bom lembrar que a Frota não utilizou muito de redes de detecção de tachyons na guerra contra os Dominion, e suas naves tinham cloaking device melhores do que o que os Romulanos usavam. Talvez os Dominion tivessem encontrado uma forma de não quebrar, ou refletir os tachyons, ou então a Frota Estelar simplesmente não conseguiu encontrar número suficiente de nave emissoras que pudessem estar constantemente em varredura de áreas mais sensíveis. Sei que estudaram o uso de pequenos satélites para emissão permanente de tachyons, como uma grande cerca de arame, mas por algum motivo o projeto foi abandonado.
    .
    Mas ainda acho que nada disso caberia num B.747, que dirá num Su-35 😛

  23. Belo comentário Bardini! É isso aí
    .
    Só completando: acaba com o AF1, cancela a modernização dos A4, dos Trader e usa a verba que sobrar para absorver a patrulha.
    .
    Quanto a PA, larga isto pra lá.

  24. Vamos recorrer a historia: II WW centenas de Brasileiros mortos no mar. Muitos em frente da nossa costa.Brasil nasceu do comercio mundial maritimo 500 anos atras e em cinco seculos nao mudou esta realidade politico-estrategica. Dependenos do mar para nosso petroleo. Vamos ao mapa: grande maioria da industria e populacao esta algumas centenas de Kilometros do mar. Nossa contituicao explicitamente diz que devemos cooperar com ONU e OEA para a pax e cooperacao mundial. Mesmo assim alguns iluminados “pacifistas” advogam que a Marinha do Brasil, que sempre se disse “Aguas Azuis”, e de frente para o Atlantico Sul nao poderia ser diferente, advogam o fim da mobilidade do nosso poder naval(??)! Pode, arnaldo??

  25. Parabéns para Austrália. Está fazendo a lição de casa, o m1a1, padrão. Para adquirir e operar o F-18 tem que ter uma força aérea séria, de verdade, não é para qualquer republiqueta bananeira. As forças aéreas adquirem caças de primeira linha ou não, ou se contentam com outras trakitanas de segunda linha. o Resto é especulação.

  26. Antes de tudo, meu comentario sobre a diminuição das forças armadas não é o que penso ou quero que aconteça e sim o que vai acontecer e esta acontecendo .

  27. zorannGCC,
    .
    O PA é caro?
    É… Extremamente.
    Só que no Brasil, acostumou-se a ver tanto dinheiro ser rasgado com ladroagens, besteiras, projetos burros e pífios que este importante meio diplomático é tido como um destes projetos. Isso é completamente fora da realidade… Deixou-se de se ter uma visão de nação no Brasil.
    .
    Eu tenho esperança de que este Brasil vai se endireitar. Não agora, mas daqui 20 anos, quando muita gente que está ai começar a abandonar a política por velhice ou morrer.
    O pessoal da minha geração para baixo vai estar começando a chegar aos altos cargos do poder, com uma visão mais ampla do que a que se tem hoje, mais instruído, tendo amplo contato com políticas liberais e o povo, em geral, terá maiores ferramentas de escolha via internet.
    .
    O que isso tem haver com o PA?
    Se ele entrar em operação em 2035, é a minha geração que vai usar esse meio até +/- 2085. Por isso eu me recuso, por enquanto a abrir mão dele.

  28. Bardini,
    Mas o Brasil ter um NAe (ainda mais o SP com A-4) é tão inútil quanto ter aeronaves em terra diante de um ataque dos EUA, não?

  29. Prezado Bardini, vou resumir muito: nao enchergo em um PA uma opção adequada, seja de um ponto de vista economico (que é um detalhe) seja de um ponto de vista militar. Concordo plenamente que devemos priorizar o empenho em dotar as FFAA com Gripens, nao necessariamente dedicados a combate naval, mas sim facilmente desdobraveis em bases estrategicamente posicionadas em todo o Brasil. Logicamente, quando falamos em desdobramento de apoio logistico em terra, isso inclui o respectivo armamento, adequado a cada situação; para enfrentar um eventual porta aviões querendo nos impor pesca predatoria de lagostas ja seria possivel pelo menos gerar uma certa respeitabilidade atraves de um Gripen armado com Harpon, muito mais do que um NA SP tendo que zarpar da guanabara escoltado por uma corveta. Claro que tambem temos uma frota de submarinos que sao uma referencia e podem pelo menos controlar o transito entre o norte e sul….tambem é indiscutivel para mim a necessidade urgente de que a MB tenha suas fragatas com Linx etc e os Amazonas complementando o controle das águas azuis e costeiras. Tudo isso inclui uma operação centrada em modernos recursos de integração dos meios, pressupondo a existencia de ARPs de vigilancia, R-190 etc. Nao imagino a MB projetando força; pelo contrario, acho muito valida uma operação no Libano, por exemplo, mas é uma outra abordagem. Grande abraço!

  30. Edcarlos ( 8 de julho de 2017 at 16:09 ),
    .
    As ‘bay doors’ abertas realmente podem contribuir para um aumento momentâneo do RCS, mas é por apenas um momento… No radar, isso seria tão e somente um “vislumbre”, sendo improvável que se fosse capaz de atuar contra o caça americano em tão pequeno ‘flash’. Não há, por exemplo, qualquer evidência de que a defesa iraquiana localizou algum F-117 sobre Bagdad…
    .
    Mas vale lembrar que o caça nunca foi totalmente imune a radar ( independente das portas do porão de bombas ). A própria USAF admitiu isso. Isto é, o F-117 poderia ser eventualmente localizado. Era uma possibilidade.
    .
    No caso do F-117 abatido, muito provavelmente os sérvios fizeram uso de radares VHF para triangular a posição do caça americano. E este, por sua vez, deve ter passado bem dentro do alcance da bateria, que certamente estava com suas unidades de tiro dispostas ao longo da rota tomada pelo avião americano, assim como os radares de vigilância.
    .
    Os próprios americanos já vinham dando sopa, repetindo as mesmas rotas de ingresso, muito provavelmente utilizadas por outros elementos da coalizão, sendo portanto de conhecimento pleno dos sérvios. Era só montar guarda que uma hora apareceriam as presas…
    .
    Quero dizer que foi o F-117 que deu de cara com eles, e não o contrário… Passou muito próximo da bateria. Salvo melhor juízo ( li uma matéria a uns anos atrás na FA ), os próprios sérvios haviam admitido terem localizado o caça americano quando este estava a tão e somente 50km de distância [ do elemento que o localizou ].
    .
    No mais, o uso incorreto de comunicações ( por incrível que pareça, segundo relatado, os americanos não estavam utilizando comunicações seguras na ocasião ) e a ausência de cobertura eletrônica ( mesmo o F-117 atua sob cobertura de aeronaves ECM ), foram fatores que também contribuíram para o ocorrido.

  31. No meu ramo profissional tem um distado que diz que “tudo que é dito pra o cliente antes é explicação e tudo que é dito depois é enganação”. Mesmo que o F-117 tenha sido derrubado de forma padrão pela bateria AA que o derrubou isso não desmerece o caça que fez mais de 2000 surtidas sem ser sequer incomodado e muito menos a tecnologia stealth como um todo.
    Ruim com ela um pesadelo sem ela.
    Como sempre digo e vou dizer pela milésima vez, já descobriram como perfurar a blindagem de carros de combate e nem por isso os carros de combate deixaram de existir ou vêm sem blindagem. O dia que houver um sensor de bolinhas quânticas tachyônica dos Dominions que detecte um B-2 imagine o que ele faria com um B-52?
    Ou seja, os desenvolvedores de tecnologia stealth podem ficar tranquilos que o Bosquinho aqui garante que eles vão continuar mantendo seus empregos independente dos desenvolvedores de radar de bolinhas mágicas estarem querendo jogar areia no ventilador deles.

  32. rdini 8 de julho de 2017 at 16:11

    Aviação Naval da Ataque baseada em terra, para o Brasil?

    Sim para o Brasil, que tem 8.000 km de costa.
    Sério… Qual a utilidade disso?

    ora, posso te citar vairas, vamos lá:

    Recon/Esclarecimento combate ASW, combate ASup, EW, minagem, em fim….

    O Brasil só virá a ser atacado pelo mar por uma super potência. Hoje, só os EUA podem levar a cabo este conflito e se o fizerem, no que um ou dois esquadrões de caças fariam perante um PA de 100 mil tons+, operando protegido dentro do mais poderoso sistema de defesa área que se tem hoje no mundo?

    Um punhado de caças, um punhado de UCAVs, e um “punhados” subs modernos todos operando em rede, comAWACS, doutrina operacional e armamento moderno.
    .
    Não resolveria nada… Absolutamente NADA!

    Eu discordo veementemente.

    Quem precisa de caças baseados em terra, e com urgência é a FAB!

    Está sendo providenciado a medida que o $$$ permite.
    .
    Se derem caças para a MB que só podem operar a partir da terra firme, sabe o que acontece?

    Nós falamos de anvs, não especificamente de caças, mas acho que a combinação P3/FA18 SH seria uma coisa interessante digamos.

    Jogam-se bilhões fora…

    Isto a MB fez nos últimos 15 anos e foi exatamente de nada a lugar algum.

    Como são caças que operam a partir da costa, no momento que um agressor for estabelecer a superioridade aérea, as aeronaves da MB seriam varridas do mapa por ataques de mísseis de cruzeiro ou pela aviação embarcada inimiga.

    É, é uma possibilidade, mas obviamente tudo isto tem que ser combinado com a gente que nós vamos ficar todos paradinhos nas bases, e não faremos dispersão, e ainda vamos combinar com o inimigo o horário para desligar os radares e as anvs AWACS estarem todas no solo.

    Quem teria que segurar as pontas? Quem?
    A FAB, com a aviação que ainda resta, que estava alocada mais no interior do Brasil e que poderia ser em maior número, se algum iluminado tivesse dado os caças para ela e não para a MB…

    Eu já respondi esta tua pergunta no paragrafo anterior.
    .
    A FAB precisa de mais caças. Qual o caça óbvio para agregar a escala, justificar a linha logística que se pagou para ter e tudo o mais? Gripen E/F, que necessita ser adquirido em maior número para dar baixa em A-1 e F-5. Essa é a prioridade.

    Concordo.
    .
    Precisamos mesmo assim de meios para realizar ataque naval partindo de bases terrestres? Vamos com o que se tem: Gripen E/F… Que comprem um míssil que preste e deu. Bilhões que sobram para serem aplicados em outras prioridades.

    Não vejo problema algum de ele ser operado também pelos marinheiros.
    .
    E a MB?
    1º Quem vai garantir alguma dissuasão a Marinha são os submarinos. Essa é a prioridade.

    Sim, junto com ANVs de ataque e UCAVs, de preferêoperando em rede.

    2º A MB precisa absorver de uma vez a aviação de patrulha e renovar estes meios. Essa é a aviação baseada em terra que é extremamente útil a força, pois não opera apenas em ambiente de combate. Tem função ímpar no dia-a-dia e é a mais importante das aviações, pois garante a consciência situacional para ações de defesa.

    Concordo
    .
    Para a MB, ou é caça embarcado ou nenhum caça.

    Discordo veementemente
    .
    No mais, quem pensa que o Porta Aviões só serve para projeção de poder, precisa ler mais a respeito da história deste meio e não cair nessa mentira falada mil vezes.

    Bardini, tu és um “guri” inteligente, e o uso do PA como aram ofensiva só tão somente se, hoje a US Navy o pode exercitar, porque:

    Porque só ela tem hoje PA com tamanho suficiente para agrupar o número de anvs necessárias para se realizar simultaneamente diversas missões, principalmente CAP, pacote de ataque, REVO e AWACS e ainda manter dois helis em voo, um fazendo o “Pedro” e outro busca ASW.
    Nenhuma outra marinha, hoje tem esta condição, os Russos que cantava de galo, voltaram da Síria com o rabo no meio das pernas, porque durante os exercícios com a Maria Fumaça de hélices viram que não conseguiam manter operações de CAP e pacote ao mesmo tempo sem contar o REVO, os Franceses construiram o Belo Antonio torto e mal conseguem fazer operações simultâneas de pouso e decolagem, os Chineses já aprenderam a lição,o terceiro PA vai ser Catobar, e deslocar umas 100.000 tons.
    Bardini, faz mais ou menos uns 7 ou anos, não lembro, a minha memória me trai, e estou velho, mas recebemos a visitar de um oficial da IAF, e em uma conversa no teto zero ele abriu a boca e disse que o PA Indiano, o antigo Hermes que operava Sea Harrier não saia do alcance de cobertura da av. naval baseada em terra, porque???????

    Pelas mesmas razões que elenquei aí em cima.

    Bardini, uma sugestão, para de ler as bobagens daquela coluna “Marolas e mentiras”, aquilo lá é um arrazoado de megalomanias, egocentrismo, bobagens e viagens ao mundo maionese.

    G abraço

  33. Bille 8 de julho de 2017 at 17:36

    Pessoal,
    .
    Tecnologia stealh desenvolvida e full operacional só o avião da mulher maravilha!
    Abraço!

    Bille, os Sírios já pensam diferente, depois que Jacó passeou por cima das baterias de AA lépido,faceiro e incólume com seus F 35A .

    G abraço

  34. O NAe é inútil em um cenário que vamos ter de bater de frente com a US Navy. Contra eles, só a bomba atômica.
    Mas eles são mais aliados do que inimigos. E eles ganhariam muito com um Brasil forte, para fazer frente a expansão econômica da China em todo continente americano. Um Brasil forte preserva o jeito Ocidental de vida.
    .
    O NAe é útil para atuar na nossa região. Para prover o Controle de Área aqui e dar mobilidade a Frota por todo o cone sul. Para fazer nossas vontades serem respeitadas diplomaticamente ou impostas. Sim, impostas… Não tem esse papinho de somos da paz.
    .
    O Brasil tem de sair do comodismo e começar a se redesenhar para assumir o papel de líder no Atlântico Sul, por mais estúpida e furada que seja essa ideia para alguns. Antes nós do que um vizinho ou aventureiro de fora ditando a regra do jogo.
    .
    Vai acontecer agora?
    Nem a pau…
    Isso é coisa que tem de ser implementada e feita para se colher os frutos daqui 20 anos. Até lá, a MB vai encolher ainda mais antes de começar a ser reestruturada.
    .
    Não tem… A MB vai precisar de mais de 10/15 anos para recuperar o que perdeu e vai perder.
    .
    Eu sei que existe muita gente que não concorda com isso. Que acha que esse papinho idealista é furada, que a realidade amarga nunca vai nos fazer sair do buraco. Tudo isso é fruto de décadas calejadas de sonhos frustrados. E muitos dos mais velhos já perderam a esperança de ver o Brasil em uma situação melhor e provavelmente morreram antes disso acontecer. É triste demais. Brasileiro é vacinado pela vida e cai no comodismo…
    Mas uma hora as coisas vão ter que mudar. Quero crer nisso. Pelo menos enquanto sou novo e a vacina não fez efeito, rsrsrsrs…

  35. Por falar no avião invisível da Mulher Maravilha, vocês o viram no filme???
    Eu também não!!!
    rsrssrs
    Piadaaaa!

  36. Bardini, ninguém aqui nega a utilidade de um NAE desde que ele possa ser devidamente operado,devidamente protegido e cumpra a missão, se não vira enfeite de cais.

    G abraço

  37. Meu caro Boscão, nao me venhas com esse papo, porque o senhor conhece muito bem o tal do efeito Rayleigh….kkkkkkkkkkkkkkk. Mas o detalhe é que esse efeito (vejam “Rayleigh scattering” na wikipedia) não só é muito interessante, mas tambem tem tudo haver com o nosso tema. Trata-se da iteração que ocorre entre ondas eletromagneticas e particulas solidas; um dos fatos que caracteriza este efeito é que as particulas das quais estamos tratando possuem dimensões inferiores ao comprimento de onda eletromagnetica, no caso oriundas de um radar, e quando recebem a energia correspondentes reagem elatsticamente. Assim, as ondas de radar acabam sendo defletidas (ou espalhadas, “scatered”) não ortogonalmente, no sentido oposto, mas sim em varias direçoes, atenuando o “eco” que o emissor poderia perceber. Os revestimentos que compoe a”pintura” dos F22 e F35 e os B2 possuem em sua composição elementos cujos atomos se compoe em substancias que atendem essa condição. Mas ate ai alguem poderua dizer: mas a “tinta” do B2 nao e a mesma do F35? Ate pode, mas ai entra uma variavel que é a area da superficie revestida! As parcelas de energia espalhadas pela superficie serao cada vez mais atenuadas (e uma das caracterisicas do efeito Rayleigh) . E um B2 tem uma area equivalente a dezenas de F35… abs

  38. Caros Juarez e Bardini,
    .
    Apenas para fomentar o debate:
    .
    Assumindo que não teremos um NAe no curto prazo, então estar-se-ia restrito a basear a aviação em terra de qualquer jeito… Ponto pacífico.
    .
    Assim sendo, com que propósito manter a aviação naval com caças…? Manter adestramento em operações embarcadas junto a alguma marinha com NAe…? Creio que seria a única razão a parte, porque entendo que não teria qualquer outra relevância ( e somente teria serventia se fosse um modelo específico, o que cai no que disse o Bardini )…
    .
    Fora isso acima, o único argumento plausível para uma aviação de caça a serviço da Marinha, seria encurtar a cadeia de comando, dando a ela acesso direto a uma força de caça, sem que a ordem tenha que passar por todo o percurso até chegar a um esquadrão da Força Aérea, permitindo a Marinha ter mais flexibilidade em suas próprias operações ( sem que precise sempre coordenar com a Força Aérea )… Isso encontra razão no fato de que nem sempre se pode esperar operar dentro de um ambiente onde as comunicações estarão todas funcionando a contento, de modo que quando mais curta a cadeia de comando, mais fácil as ordens chegam…
    .
    Mas no mais, considerando o cenário minguado daqui para os próximos quinze anos, não seria mais lógico manter somente a FAB operando caças, concentrando assim a logística…? Faz sentido do ponto de vista econômico, mas do ponto de vista operacional são outros quinhentos…
    .
    Mesmo que uma aviação de asa fixa tenha um tempo de reação mais curto que os helicópteros, é um fato que navio algum vai se mover mais rápido que estes últimos. Por tanto, se considerarmos o enfrentamento contra uma marinha sem suporte aéreo ( o que é 90% das possibilidades… ), qualquer vaso que ingressar no alcance desses tipos estará invariavelmente sob ameaça de um ataque aéreo… A questão, claro, é o perfil e a “potência” do ataque… Não se pode esperar que um ‘Penguin’ vá fazer o mesmo estrago que um ‘Exocet’ ou RBS-15 e nem que possa ser disparado da mesma distância ( se a combinação ‘Exocet’-UH-15A funcionar a contento, pode-se minimizar a questão da distância e potência do ataque, mas não conto com isso por enquanto )…
    .
    Pelo que disse o amigo Juarez, qualquer marinha que não tenha um NAe com mais de 80 mil toneladas, vai ficar sem uma real capacidade “multifuncional”, independente de operar em CATOBAR ou STOBAR ou V/STOL. Assim sendo, já não seria mais lógico para uma força que pretende ser mediana como a nossa partir de vez para um conceito alternativo ao CATOBAR? Entendo que é algo a ser pensado ( muito embora tenha quase certeza que a MB não vai deixar de lado o CATOBAR de forma alguma )…

  39. Rommelqe, lendo meio por cima e sem pensar muito a respeito desse efeito… Será que a cor dessas pinturas influência a deflexão?
    .
    Pergunto isso pq esse gráfico me deixou curioso:
    https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/6/69/Rayleigh_sunlight_scattering.png
    Já que a luz é radiação eletromagnética…
    .
    De certa forma a cor aplicada no B-2 é algo como azul escuro/ acinzentado, partido pro preto.
    Repare que nunca vimos um F-22 ou F-35 operacional com detalhes coloridos. Até as numerações e cocares seguem o padrão cinza.

  40. Bardini ( 8 de julho de 2017 at 16:11 );
    .
    Apenas acrescento: o elemento de projeção de poder é o CFN, que usa os vasos anfíbios, e não o NAe… Por tanto, pode se dizer que a projeção de força já existe, embora não seja completa sem poderio aéreo embarcado.
    .

    .
    ( 8 de julho de 2017 at 17:17 )
    .
    Infelizmente, o intelecto e cultura de nosso País sofreu sérios revezes pela passagem de uma geração impressionante de intelectuais, cujo apogeu foi nos anos 50, 60 e 70, sem que houvesse uma verdadeira miríade de substitutos a altura…
    .
    Não há uma verdadeira classe pensante no País nos dias atuais; apenas alguns elementos aqui e acolá, remanescentes dessa era perdida… E aquilo que deveria ser a elite da nossa sociedade, nem se reconhece como tal. De momento, o que existe de mais “fiável” é um punhado de “tecnocratas” com uma visão algo limitada do que é, e poderia ser, o verdadeiro Brasil…
    .
    Agora é que estamos começando a recuperar isso, mas temo que ainda levará décadas até termos uma verdadeira elite intelectual, pois a cultura do Brasil está praticamente começando de novo…

  41. _RR_
    .
    A opção de marinha media é algo que eu tenho em mente. Não discordo disso, pelo contrário. É fato que não precisamos de muito. A questão é: o que tem o melhor custo x benefício pelo que podemos pagar e operar pelas próximas décadas?
    .
    Eu não sou contra o NPM + F-35B, por exemplo. Até acho uma saída interessante e mais rápida para o nosso problema, que é restruturar o Núcleo do Poder Naval.
    O NPM não infere em redundância com o NAe, caso surja oportunidade econômica de adquirir um no futuro (bem no futuro, no caso). Caso não surja esta oportunidade, nós ainda temos o “quebra galho”.
    .
    O que nós não podemos neste caso é nos desfazermos do conceito do barato e efetivo NDM. Pq mesmo o NPM podendo executar a operação de asa fixa, ou ele faz isso ou faz outra coisa. É como o caso do LHA americano: Ou atua como NAeL no controle de área, ou atua no suporte dos Fuzileiros. Os dois ao mesmo tempo complica.
    .
    O NAe é caro e até ser adquirido deixará um Gap enorme na força (podemos nos dar ao luxo de ter esse Gap?), mas viria a executar a tarefa do NPM que se imagina, necessitado ser apenas complementado pelo NDM, que não devemos abrir mão.
    .
    A questão é: qual o melhor custo x benefício?
    .
    Eu tendo a usar os franceses como parâmetro, quando penso em uma Marinha enxuta e capaz: https://4.bp.blogspot.com/-GVUF7pLZPkU/WRC9GkxKlXI/AAAAAAAAJmI/yOVZVQiLhLAt2XK6EREt70VE_pLobZrfACLcB/s1600/French%2BNavy%2B2017.jpg
    Talvez seja um bom Norte para a nossa Marinha, guardada as devidas proporções e prazos…

  42. The good and the brave go to ARMY! Depois, nós brasileiros ficamos aguardando a próxima solução estrangeira. Como disse o último comentarista, a última geração de intelectuais no Brasil, que ele cita 50 60 70, nos legou isto! Puta! Se eles nos legaram isto, o que poderíamos nós produzir?

  43. RR, o teu comentário foi perfeito. Eu também acho que a solução passa por algo semelhante a um Juan Carlos I, ou Cavour com F 35 B, quem sabe até lá ele esteja redondo.
    Bardini, eu gosto muito, mesmo com seus tropeças, do modelo de marinha Australiana e Espanhola.

    G abraço

  44. Você quer o que? As últimas gerações de intelectuais e políticos nos legaram isto. Um país completamente sem identidade, ou com uma identidade que não quer assumir, de feio, sujo, antro de malandros e putas, aos olhos internacionais que estamos cansados de saber. O jeitinho glamourizado, o deboche e imposição da aceitação do vulgar na mídia massante. Temos uma geração de burros, filhos e netos de antas. Talvez seja alguma coisa bestial que só o falecido Mario de Andrade poderia explicar. Então… É o que temos para hoje…

  45. O Brasil tem projeto de futuro além de um congelamento de gastos por vinte anos? Um reestudo dos gastos? Nada! É uma geração de decoreba que tomou conta dos gabinetes públicos que sabem exatamente quais opções assinalar, mas que não tem a mínima capacidade de se mover patrioticamente para a solução efetiva de problemas da nação. E o exemplo máximo desta putaria toda vem lá de cima, entre excelências autoridades máximas do país. Então… qual alternativa senão voltar à selvageria?

  46. Juarez, os Australianos são realmente pragmáticos… Fizeram na maioria boas escolhas, outras nem tanto… A diferença para o Brasil é a quantidade de rios que temos que cobrir e uma US Navy para dar cobertura.
    .
    Quanto aos Espanhóis… Prefiro os italianos nesse caso.
    .
    A questão dos franceses é que, mesmo com toda a “Eurobambização”, eles são os únicos que ainda tem capacidade de operar por conta, sem precisar em excesso dos americanos para ir até a esquina.

  47. A questão dos rios Bardini se resolve com GC, conforme eu e tu já debatemos sobre isto, lá, nos rios temos problemas diversos, menos de marinha. No meu entender a MB deve largar o “osso” e voltar a empurrar agua no seu “habitat natural” sem lero lero, sem ecogaypoliticamente correto.
    eu cocnordo sobre os Franceses, se tu tirar de lado os supercarrier do Tio Sam,o belo Antonio é que se tem de menos pior por aí, e ainda as Jean Bart são excelentes escoltas AAW, talvez as melhores da “Eurobambilandia” junto com as De Zeven Provincien.

    g abraço

  48. Perdoe-me o destempero e a impropriedade. Eu tenho visto pessoas revoltadas neste webside e acabo por entrar na onda. Mas é feio. Então eu peço desculpas por usar este webside para expressar meus descontentamentos. Fora do tema. Eu me esforçarei para me manter calado, eu não quero vos importunar. Eu não sou um intelectual respeitável. Eu pretendo usar espelhos para destruir satélites… Sei lá…

  49. Gonçalo Jr. 8 de julho de 2017 at 15:03
    Até onde se sabe, os americanos abriram sim o acesso ao sistema de armas, tal qual faziam e fazem com aliados preferenciais, como OTAN e Israel.
    Quanto ao stealth, saiba que desde o início do desenvolvimento dos aviões com baixa visibilidade, havia ciência para a possibilidade de detecção por radares de baixa frequência. Não há nada de novo nisso. Bom, se seguiram adiante com os programas, certamente é porque, após pesar todos os fatores envolvidos, entendeu-se que o stealth valia (e muito) a pena. E foi desenvolvido um programa de centenas de bilhões de dólares, como é hoje o programa do F-35.
    Gonçalo, por uma série de razões técnicas, a detecção do caça stealth é muito difícil. Se conseguirem detectá-lo, não conseguirão efetuar o track; conseguiriam (os inimigos) efetuar um track numa distância muito curta, se já não estivessem mortos… A tecnologia funciona. Se não funcionasse, não pagariam tão caro por ela. Simples assim.

  50. “Até onde se sabe, os americanos abriram sim o acesso ao sistema de armas, tal qual faziam e fazem com aliados preferenciais, como OTAN e Israel”
    Referência ao F-18 no programa FX2.

    Outra coisa: falou-se por aí na produção de um caça stealth nacional… se os americanos com toda a expertise (F117, B2) sofreram e sofrem com o programa F-35 (assim como passou por grandes atrasos o programa F-22), imagine um caça steath nacional… Alguém sussurrou tempos atrás pelo desenvolvimento de um UCAV stealth nacional, cujo desenvolvimento estaria a cargo da Embraer e seria co-produzido com a Saab. Menos pior, mas ainda algo altamente suscetível a atrasos e complicações financeiras.

  51. Vale salientar que o EA-18G tem capacidade de interferir em radares de qualquer natureza mas tem como alvo principal os radares de “vigilância” ficando os outros caças da força de ataque responsáveis pela sua autoproteção e lidando com os radares de controle de tiro/iluminação e com os mísseis em si.
    Em relação aos radares de vigilância, se estende a todos, ou seja, os de qualquer frequência, inclusive os VHF.
    Já os mísseis HARM não são capazes de trancar em radares VHF, mas a grande antena dos radares que operam nessa banda é vulnerável a uma série de outras armas que os australianos também utilizam, como o AARGM (HARM “E”), JSOW e JDAM-ER.

  52. 1. Ninguém negou a importância da aquisição dos outros meios de superfície para a MB.
    2. Especificamente na questão NAE X aviões baseados no litoral (tratando-se de BRASIL):

    “O Brasil só virá a ser atacado pelo mar por uma super potência. Hoje, só os EUA podem levar a cabo este conflito”:
    – 2º guerra mundial: Nada a fazer com os ataques vindos da ALEMANHA no oceano atlântico;
    – “Guerra da Lagosta”: Nada a fazer diante das ameaças da FRANÇA.
    – Guerra das Malvinas: Ter que jogar por baixo dos panos diante do medo da INGLATERRA.

    Enfim…hoje, pelo que se desenha, existem 03 barris de pólvora no mundo: Oriente Médio, Ucrânia e Sudeste asiático (questão Coreia do Norte e questão China com vizinhos).

    Levantando a hipótese, improvável, mas totalmente possível, de um novo conflito global..e o Brasil novamente tomasse partido, vejo como principal missão fechar o atlântico para o lado adversário.
    Nesse ponto, o que seria mais efetivo para atacar uma força tarefa ou meios de superfície de um país rival navegando pelo atlântico ou em ataque ao litoral brasileiro?

    12 aviões (seja o SH, SU 34 ou o próprio gripen) baseados em natal, 12 no sudeste e 12 no sul OU 01 NAE meia boca, com aeronaves meia bocas navegando em algum ponto do imenso atlântico?

    “No mais, quem pensa que o Porta Aviões só serve para projeção de poder, precisa ler mais a respeito da história deste meio e não cair nessa mentira falada mil vezes”

    O Porta Aviões pode servir para projeção de poder, dissuasão, negação do mar, emergências médicas, filtrar água do mar, estourar pipoca…não interessa.

    No Escopo de negação do mar (autoproteção) e, consequentemente dissuasão, tratando-se do BRASIL e seu imenso litoral, mais vale um grupo de aeronaves de alto desempenho com um míssil bacana, atuando em rede com os outros meios da força, do que um NAE fumacento, navegando na “baixa da égua”, que precise se deslocar do litoral do RJ ao litoral de Natal, para conter um ataque inimigo.
    Por favor né, tenha bom senso.

    Vamos supor que houvesse um novo conflito das Malvinas. Malvinas 2.0. E a Inglaterra resolvesse invadir o continente, após um aviso do Brasil, como ocorreu antes, de que isso não seria tolerado.

    – Hipótese 01:
    Um NAE opera dentro de uma força tarefa. Em uma marinha de orçamento comprometido, como a nossa, se estivéssimos bem, teríamos um força tarefa baseada num NAE, acompanhada de umas duas fragatas e algumas corvetas e alguns submarinos mais um outra força tarefa, nos mesmos moldes, capitaneada por um navio menor, um Bahia da vida (As 02 esquadras que a MB que implementar).

    – Hipótese 02:
    Teríamos a mesmas duas esquadras acima, nos mesmos moldes…Capitânia, 02 fragatas, algumas corvetas e submarinos. Uma capitaneada pelo Bahia e outra, vamos supor, pelo OCEAN. No lugar do NAE, teríamos 36 SH (12 no nordeste, 12 no sudeste e 12 no sul).

    E ai…o que seria mais efetivo contra o ataque vindo da Inglaterra? As duas frentes, com um NAE de operação restrita (como o A12) e aeronaves embarcadas totalmente obsoletas…ou as três frentes, que poderiam cobrir ofensivas inimigas em boa parte do litoral?

  53. Quando vocês argumentam que: “Um NAE também pode ser utilizado para defesa”… parece que vocês acreditam que, em um conflito envolvendo o Brasil, os ataques se concentrariam lá no meio do oceano atlântico.

    A força inimiga teria como missão acabar com toda nossa força naval antes de tentar pisar no nosso território. Com um litoral desse tamanho, é isso mesmo que vocês pensam?

  54. “Vamos supor que houvesse um novo conflito das Malvinas. Malvinas 2.0. E a Inglaterra resolvesse invadir o continente, após um aviso do Brasil, como ocorreu antes, de que isso não seria tolerado.”
    .
    Vamos ter bom senso então…
    A Royal Navy não consegue nem manter seus navios navegando como deveriam, muito por conta da falta de pessoal.
    http://www.savetheroyalnavy.org/wp-content/uploads/2017/07/Royal-Navy-escort-fleet-snapshot-2.jpg
    E os Argentinos vão demorar algumas décadas até ter capacidade de colocar um par de botas nas Malvinas.
    .
    Essa visão do caça baseado em terra para ataque naval poderia ser executada por caças da FAB. Dar um caça para MB exercer essa função em específico é rasgar dinheiro que poderia ser aplicado em algo extremamente mais útil, como a aviação de patrulha.
    .
    Esse argumento do Caça x NAe, na esmagadora maioria das vezes só teve um propósito: Justificar a aquisição de um Sukhoi por aqueles que queriam ver este caça em uma força brasileira. É o último reduto dos muitos que sonham com estas aeronaves “justificarem” sua aquisição.

  55. Bardini, tudo bem. Ao menos no meu caso, nunca mencionei que os caças deveriam ser operados pela MB. Que sejam operados pela FAB. O que importa é a função. E que exista uma estrutura/treinamento específico para essa função.

    E nunca tive pretensão de advogar em prol de material russo. Mas para essa função específica, vejo o SU 34 como um excelente nome. Assim como o SU 35. Mas depois de tanto ouvir sobre o incrível pós venda russo, tenho o pé atrás com qualquer coisa que venha de lá.

    Enfim, acho, no caso do Brasil, mais plausível um força de aeronaves baseada em terra do que um NAE. Agora, se, daqui alguns anos ou décadas, havendo uma melhoria na situação orçamentária das forças e uma melhoria na gestão e na política exercida no Brasil, caso exista o interesse da adquirir um NAE, em plenas condições de funcionamento, com todo o recheio disponível e aeronaves em grau de modernidade atual, sou totalmente a favor.

    Mas, para isso, tem que haver mudanças drásticas na forma como as coisas são pensadas e executadas. Pois, como bem diz o colega Juarez, ter não significa operar.

  56. E esqueci de mencionar…a questão das malvinas, foi uma suposição.

    Hoje, está mais fácil a população das Falklands tomarem uma província argentina que o contrário.

  57. “parece que vocês acreditam que, em um conflito envolvendo o Brasil, os ataques se concentrariam lá no meio do oceano atlântico.”
    .
    Cara, o pensamente em volta da Esquadra é exatamente este, isso desde a época do Império… Levar a guerra para o mar. Com isso, ou se evitam pesados danos ao território ou se ganha algum tempo para preparar a luta que inevitavelmente viria para terra.
    .
    “A força inimiga teria como missão acabar com toda nossa força naval antes de tentar pisar no nosso território.”
    .
    Obviamente. Quanto mais bem defendida for a Esquadra Brasileira, maior o custo da empreitada. Isso é a base da dissuasão. É por isso que se almeja o Submarino Nuclear de Ataque, pois é o meio que maior dificuldade impõe ao inimigo.
    .
    “Com um litoral desse tamanho”
    Por isso o Submarino Nuclear de Ataque, que não fica restrito a defender apenas uma área.
    Por isso se quer um NAe, para dar cobertura aérea na movimentação da Esquadra por essa imensidão toda, e por ai vai.

  58. Caro Felipe, é bem por ai. Prezado Bardini, eu entendo seus argumentos, sao muitos consistentes, mas ainda acho que uns oito Poseidons operados por “aerinheiros” nos seriam mais efetivos. Notar que as mesmas 6 fragatas que escoltariam nosso NA estariam mais independentes e levando o combate para mar adentro sempre acompanhados por uma esquadra de scorpenes, tupis e uns quatro subnucles! E ainda com Gripens com autonomia estendida com auxilio de Kc390. Um NA com deslocamento de umas 40000 t seria muito menos agil, projetaria um poder menor e custaria (sem pensar nos subs) mais do que isso. So uma tripulaçao da ordem de 2000 combatentes embarcados quantidade custa? Abs

  59. Caro Felipe, é bem por ai. Prezado Bardini, eu entendo seus argumentos, sao muitos consistentes, mas ainda acho que uns oito Poseidons operados por “aerinheiros” nos seriam mais efetivos. Notar que as mesmas 6 fragatas que escoltariam nosso NA estariam mais independentes e levando o combate para mar adentro sempre acompanhados por uma esquadra de scorpenes, tupis e uns quatro subnucles! E ainda com Gripens com autonomia estendida com auxilio de Kc390. Um NA com deslocamento de umas 40000 t seria muito menos agil, projetaria um poder menor e custaria (sem pensar nos subs) mais do que isso. So uma tripulaçao da ordem de 2000 combatentes embarcados quant

  60. Rommelqe, nada contra o “Poseidon”.
    .
    “2º A MB precisa absorver de uma vez a aviação de patrulha e renovar estes meios. Essa é a aviação baseada em terra que é extremamente útil a força, pois não opera apenas em ambiente de combate. Tem função ímpar no dia-a-dia e é a mais importante das aviações, pois garante a consciência situacional para ações de defesa.”
    .
    Escoltas sozinhos, sem cobertura aérea, contando apenas com o helicóptero tem vida complicada, no meu entender. A força da Esquadra está na atuação conjunta e o NAe é o complemento, assim como o submarino.
    Gripen ou qualquer caça, mesmo apoiado por KC-390 não tem como fazer cobertura da frota partindo de terra. Para ataque serve, até pq é praticamente vai e volta, mas não tem como manter-se on-station longe da base por muito tempo se ter um custo expressivo.
    .
    Pense nos custos que se agregariam e na monstruosa logística que seria envolvida para manter algo como, uma simples meia dúzia de aeronaves atuando na proteção da Frota, isso a míseros ~500 kms da costa. É inviável. Aeronaves indo e voltando para a zona segura de reabastecimento, enquanto isso outras estão operando e outras estão voltando a terra para manutenção, nosso AEW&C não faz REVO para ficar sempre na cobertura, KCs tendo que ir e voltar também, aeronaves extras para agregar disponibilidade. Se for necessária, uma operação C-SAR seria o inferno nessas condições. Temos visão limitada do assunto, mas tente imaginar.
    .
    Acho que temos que por na linha temporal que os Tupis não vão muito longe. Os 4 SBRs vão acabar substituindo esses U-209 em pouco tempo, restando apenas o Tikuna que é mais novo.
    .
    ” NA com deslocamento de umas 40000 t seria muito menos agil, projetaria um poder menor”
    .
    Penso que a questão não é projetar poder. Vamos pegar a parte do NAe que é a mais importante na minha opinião e especular: a aeronave AEW.
    Com essa aeronave pode-se prover consciência 24/7 do que ocorre no perímetro defensivo da Frota. Se esta aeronave tiver as capacidades de um E-2D, pode-se usa-lo como plataforma para guiar os mísseis dos Escoltas, assim como um F-35, que também poderia estar engajado em atacar o arqueiro quando identificado.
    .
    Mesmo sendo pequeno, até mesmo um NPM + F-35B agregaria e muito a defesa da Frota. Se o EV-22 virar realidade, adiciona-se uma plataforma AEW a conta. Não é o conjunto ideal, mas “quebra o galho”.

  61. Meu amigo Bardini, voltando ao efeito Rayleigh, aos revestimentos e às cores. Como vc sabe, no espectro das emissoes eletromagneticas, o vermelho corresponde a comprimentos de onda mais longas do que o azul (vide o interessante grafico que vc postou). Como a frquencia é inversamente proporcional ao comprimento de onda, temos, por exemplo, os lasers puxando o azul com maiores frequencias e menores comprimentos. Mas como estamos falando de ondas de radar, aquelas de maior frequencia tambem serão de menores comprimentos; em sendo menores, o efeito de dispersão de Rayleght é maior porque o compriment de onda tende a ser menor do que a dimensão tipica dos elementos que compoe o revestimento RAM. Ate aí tudo bem. Mas no espectro visivel, os revestimentos do F35 parecem mesmo ser escuros, meio grafite, enquanto que o F22 me parece mais azulado mesmo. Chuto que no caso do F22 os problemas de perda consideravel de grandes extensões de RAM foi devido a não poder aglutinar muito os pigmentos usando por exemplo meio epoxidico pois isso acaba por aumentar a dimensão das particulas e, consequentemente, perdendo o efeito Rayleigh e a “stealthice” do avião.
    Eu acho que o revestimento RAM deve ser aplicado por meio de uma variante do processo usado em superficies d aço caracterizado pela projeção das particulas a altissima velocidade e temperatura processo que denominamos por HVOF (high velocity oxigen fuel); voces ai em santa Catarina usam muito isso certo? Aqui em Sampa tambem empregamos o HVOF em turbinas, para protege-las contra erosão devida a contaminação do fluxo com particulas solidas (principalmente silt). Os revestimentos mais comuns nestes casos são compostos de carbeto de tungstenio. Mas algo assim pareceter ocorrido no F22, esses revestimentos nao suportam outras condições de ataque fisico, como por exemplo cavitação. Alem disso sao bem rugosos, aumentam o atrito , sao dificeis de aplicar, caros pra bedel, dificilimo de serem usinados, deformam a superficie etc. Nos aplicamos em aço inox ASTM 743 que nos mesmos fundimos aqui. Estou tentando desenvolver alternativas e temos resultados bem auspiciosos….
    Assim, quanto à sua pergunta, acho sim que os componentes das RAMs são escuras por bons motivos, A aderencia ao material composito /e ou aluminio (?) da fuselagem de um F35 me parece que deve ser muito insegura, facil de remover sob a ação da agua da chuva incidindo na superficie do aviao em voo.
    Uma certa vez fiz diversos corpos de prova em pedaços de placa de aço extremamente afetado por corrosão. Na realidade o que compunha esses cps era carepa de ferrugem pura! Esses oxidos de ferro eram muito mais porosos e de menor densdade que o aço, pois eram produto de corrosão causada por bacterias; para analisar quanto de perda na espessura de aço havia d fato ocorrido resolvi testar no espectografo do nosso laboratorio. Fui la e o operdor queimou uma vez, duas , tres e nada. Desesperado por que nao conseguia definir a composiçao quimica. e nem a existencia de ferro…. pois é foi isso. Veja que os americanos ensaiam as RAM como varios elementos e compostos de ferro, etc! Ate onde sabemos esse ainda é um problema nao solucionado. Ja li que ha unidades da USAF que operam F22 sem RAM mesmo, por que reparar o RAM é um trabalho demorado, delicado, caro, e exige equipamento especializado, equipe treinada, pesquisar melhor. Vamos pesquizar. grande abraço.

  62. Quanto ao NAE há anos defendo aqui que não tem a menor lógico no nosso cenário de defesa.
    NAEs fazem muito sentido para os EUA projetarem poder em outros continentes.
    Não são usados lá para a proteção das costas deles…
    Um NAE é um aeroporto no mar.
    No caso usando os A4 aviões de baixíssimo desempenho, autonomia, etc.
    Melhor um aeroporto em terra com aviões de maior desempenho e autonomia.
    Muito mais barato.
    Bom essa é a comparação NAE x aviação em terra.
    Agora se há dinheiro para isso e outra conversa…
    Quanto a esses growlers grunhidores, ou são muito bons mesmo, ou não passam de propaganda enganosa.
    Deveriam ser o primeiro alvo da aviação inimiga.
    O que eles fazem? Cegam os radares dos caças inimigos, os radares dos mísseis e os radares em terra?
    E os radares dos caças amigos não são afetados?
    Se radares são tão suscetíveis a isso, não sei como os russos ainda os usam…
    Afinal de contas, se um caca qualquer consegue cega-los…

  63. Olá Bardini!
    .
    Eu discordo de vc. Não precisamos de Porta Aviões. Talvez num futuro distante, se um dia nos tornarmos uma potência econômica. Mesmo que tenhamos uma frota pequena de escoltas modernas, a cobertura aérea fica com os helicópteros embarcados e com os Gripens no continente. Monitoramento por satélite, aeronaves AEW e de patrulha modernas podem espotar os alvos para a FAB. Se isto não for suficiente é porque em nosso litoral há um PA e aí, obviamente, trata-se de uma Marinha poderosa, contra quem, ter 5 ou 10 escoltas, não fará a menor diferença. Neste caso uma frota de submarinos convencionais e nucleares pode fazer muito mais estrago. Ainda mais quando levamos em conta a situação orçamentária que deve permanecer +- inalterada até metade deste século.
    .
    Olá _RR_!
    .
    Não concordo com vc. Nem do ponto de vista operacional, faz sentido manter caças na MB. Manter a doutrina? O A-4 nem missil anti-navio tem. Além do programa de modernização estar todo atrasado, ainda demos conta de perder uma das aeronaves modernizadas. Pilotos de caça, a FAB forma todo ano e eles voarão Gripens enquanto os pilotos da MB voam A-4 da década de 50. oque a MB deveria fazer era focar na aviação de patrulha. Esta sim deveria estar com a MB. Se há problemas na cadeia de comando, é claro que ela deve ser simplificada, mas só isto, não justifica a MB ter caças. Se o problema é a cadeia de comando, vamos unificar as Forças Armadas de uma vez e acabar com estas picuinhas.
    .
    Olá Juarez!
    .
    Estava lendo estes dias um estudo do EB para a criação do Batalhão de Embarcações Táticas em Manaus. Seriia formada por 4 tipos de embarcações, capazes de acomodar de 8 a 58 homens, algumas embarcações devendo ter autonomia minima de 10 dias, cuja principal missão é patrulhar os rios da região : “Assim sendo, avulta de importância que as Forças Armadas brasileiras, em particular a Força Terrestre, sejam dotadas de modernos meios de transporte fluvial, com flexibilidade de atuação em diferentes tipos de rios, alta mobilidade, elevada autonomia, considerável proteção, volume de fogo compatível e alto poder
    dissuasório. Tudo com o objetivo de, a partir do domínio das hidrovias, controlar as
    principais rotas de entrada no país, coibindo qualquer tentativa de delitos em nossas
    fronteiras.”
    .
    Já que o EB quer, passa tudo pra eles, acaba-se com o 1° e 2° batalhão de operações ribeirinhas, diminui-se o numero de fuzileiros e que a MB vá empurrar mar.

  64. O EA-18G era o triunfo da Boeing para alavancar as exportações do modelo.
    Operando em conjunto com uma frota de AWACS ou AEW decentes, somente um inimigo bem equipado e treinado pode fazer frente.
    Ou seja, perdeu-se a oportunidade de dominarmos o Atlântico Sul – mesmo na FAB.
    Mas são águas passadas. Não vejo a Marinha operando um esquadrão desses, pois a estratégia de combate deles ainda esta nos anos 60.

  65. Uma versão de guerra eletrônica do Gripen F não seria impossível, só não sei se seria viável?! Tanto a FAB quanto o Marinha poderiam operar aeronaves do tipo. Acredito que nossas Forças Armadas são deficitárias nesse tipo de arma e doutrina.

    Saudações!

  66. É… realmente NAe’s não servem para defesa… todo o ano de 1942 no Pacífico, por exemplo, foi apenas uma excessão… ‘tá serto…’

  67. Bom dia Leandro! Mas a historia do TO do Pacifico na WW2 é realmente uma outra excessão dentre as excessões. Tanto os japoneses quanto os americanos batalharam muito longe de casa, numa guerra de altissima intensidade. Assim não so a frente de batalhas tinha que ser abastecida com armas, fuzileiros, etc, como para o proprio apoio aereo era extremamente necessario dispor de NAs. Nao vejo em qualquer cenario que possamos imaginar para o Brasil uma condição similar. Nem de muito longe…xerto?abs

  68. Leandro Costa,

    Nae faz toda a diferença sim, desde que a esquadra esteja completa e opere equipamentos de ponta.
    Não precisa ser de propulsão nuclear.
    Basta haver equipamento, armas e doutrinas adequadas.
    O Nae SP já não atendia aos requisitos operacionais mínimos há mais de dez anos. E toda a tripulação treinada se perdia a cada visita de reparos sem prazo a findar.
    E acima de tudo precisa de muito dinheiro pra bancar uma frota naval completa.
    Não se trata de esquecer de 1942… mas encarar o TÔ do século 21 que demanda outras necessidades.

  69. Vi que foi falado da modernização dos A-4… Óbvio que seria bom contarmos com os A-4 modernizados apenas para complemento da força… mas se isso significar retirar recursos de um futuro caça naval, não concordo. No momento, acredito que o A-4 só se mantenha no inventário para manutenção da doutrina operacional e não acabar novamente com as asas fixas na MB. Ao que me foi dito, a modernização já havia sido cancelada, mas não tenho ctz disso.
    nos tempos magros…
    Resta para a FAB rezar chegar aos 80 Gripens dos 120 planejados, manter 40 A-1M e seus A-29 e investir no gripen F para guerra eletrônica.
    Para a MB, operar NAe está fora de cogitação (infelizmente, pois gosto muito de NAes), a mesma deve mantes bases compartilhadas, operando caças de grande alcance para proteção da costa, visto que a FAB deve transferir toda essa responsabilidade em breve para a marinha, como já foi dito entre os mikes. E torcer para a perspectiva financeira mudar em alguns anos para podermos voltar a operar um NAe.
    No momento NAe não se justifica pois o custo é alto para defesa do litoral, se fosse uma necessidade projetar poder, faria sentido. Mas não é o caso.

  70. Amigos a MB está M com M maiúsculo por decisões completamente erradas tomadas no passado e por que o sistema está arranjado para “ir tocando barco”, enquanto no dia 30 pingar o soldo na conta,segue o baile com gaiteiro cego.
    Eu conversei recentemente com u. Oficial que esteve em intercâmbio no Chile.
    A MACH tem oito esoltas no inventario. Sabem quarta a prontificado para combate???
    Cinco navio 100% Full operário, um em prontificado de cinco dias, um em manutenção leve com prontificacao para 15 dia e outro em manutencao extensa.
    Portanto aquela “lambe botas e segundo um bocal da reserva da MB que debochando deles todo o tempo, eles, eles tem 80% de disponibilidade de escoltas para combate.
    Tem 29% do número de Almirantes que a MB tem, tem prioridades, tem seriedade, tem humildade.
    Souberam repensar seus planos do início da década passada q contemplava navios novos, porém viram q chegariam lá com o dia do e repensaram a estrategia,coisa de marinha tocada por gente seria.

    G abraco

  71. Desculpem os erros de ortografia, isto só acontece quando um ignorante digital tenta fazer o que não sabe direito num tal de “esmartefone”.

    G abraco

  72. Caros Bardini e Juarez,
    .
    O conceito do NPM + F-35B também muito me agrada. O inconveniente, claro, é estar limitado a um único vetor aéreo no futuro previsível. Por isso creio que a MB não tenderá a seguir esse caminho, enveredando para o CATOBAR e uma padronização com a FAB ( se possível ).
    .
    No que tange a composição da frota, concordo com o Juarez. O arranjo da marinha espanhola me é muito mais atrativo:
    .
    https://2.bp.blogspot.com/-xfKjSfnEfiw/WUBJBhfER6I/AAAAAAAAJ1I/4OTulEdzPbQijvx_YUguVouwl6KkYJo4gCLcB/s1600/Spanish%2BNavy%2B2017.jpg
    .
    No que tange aos combatentes, apenas excluiria as ‘Perry’ locais ( de menor tonelagem ) e partiria para uma classe única de 5000 toneladas, dotando os NaPaOc de provisões para capacidade ASuW e alguma AAA de ponto ( bem elementar ). E no restante, acrescentaria mais uma meia dúzia de NaPaCos a essa lista e pronto.
    .
    Isso não significa que o conceito do Bardini seja ruim. Pelo contrário. Num cenário ideal, penso que os franceses se constituiriam realmente em horizonte a ser seguido. Mas mesmo assim, no que tange a composição das escoltas, ainda acredito que os espanhóis estejam mais equilibrados. Por tanto, pensaria em uma composição similar a espanhola, mas com um NAe CATOBAR, no “meu” cenário ideal. Contudo, não vindo o NAe, uma “marinha espanhola” poderia manter-se como “quebra galho”…

  73. “…mesmo apoiado por KC-390 não tem como fazer cobertura da frota partindo de terra. Para ataque serve, até pq é praticamente vai e volta, mas não tem como manter-se on-station longe da base por muito tempo se ter um custo expressivo…”
    .
    Prezados,
    .
    O Bardini tocou num ponto importantíssimo. Apenas complementando-o:
    .
    Um argumento que sempre pesa contra a aviação baseada em terra é o seu TEMPO DE REAÇÃO frente a uma ameaça… Um NAe que já esteja guardando determinada área de mar, sempre poderá reagir nessa área mais rapidamente que uma aviação baseada em terra. Também garante tempo de permanência maior de uma força de aviação de caça e ataque na área a ser defendida.

  74. Caro Nonato ( 9 de julho de 2017 at 5:35 );
    .
    Vamos por partes…
    .
    Creio que nosso amigo Bosco tem uma miríade de conhecimentos para responder-lhe mais adequadamente, mas vamos lá…
    .
    Para se enganar os radares adversários, deve se interferir na banda e frequência adequados. Caso contrário, a interferência não é efetiva. Por isso que os ECMs, de forma geral, não afetam as aeronaves em demasia ( pode até ocorrer, mas é algo tolerável na maioria das vezes ), posto que seus radares normalmente operam em bandas e frequências diferentes dos que são usados no solo.
    .
    Por mais poderoso que seja um ECM, a proteção apenas funciona sob determinadas circunstâncias. A primeira delas, já listei acima… A seguir, resta evidente que quanto mais próximo da fonte emissora, o ECM pode se tornar menos efetivo, já que estaremos jogando potência contra potência.
    .
    Por tanto, radares em solo ainda serão uteis, mesmo que tenham sua efetividade comprometida; principalmente se considerarmos o uso de diversos tipos de vigilância operando em bandas e frequências diversas, o que dificulta sobremaneira o trabalho do atacante. A tecnologia AESA, que melhora a resolução e pode propiciar capacidade LPI ( baixa probabilidade de interceptação de onda ) também ganha espaço rapidamente, também melhorando o desempenho em bandas de ondas mais longas.
    .
    E radares também não servem somente ao combate. São elementos utilizados para monitorar o tráfego civil e organiza-lo…

  75. Olá Zorann.
    .
    Como já debatemos antes, unificar as forças armadas é virtualmente impossível… E razão, torno a dizer, é simples: meios de atuação diferentes, que demandam especialização… Se no futuro houver tecnologia que possa propiciar uma redundância, então poderemos pensar em extinguir braços armados. Mas até lá, penso ser inviável…
    .
    A única forma de “unificação” pelo nosso tempo é o que já está sendo feito, através de um alto comando que toma as decisões a nível estratégico. Mas a nível tático, ainda demanda-se muita especialização, dada a forma específica com que se luta nas quatro dimensões ( ar, terra, mar e espaço )…
    .
    Se houver um caça naval ( imagino o desejo da Marinha ser por um tipo próprio para CATOBAR ), então os marinheiros poderão adestrar-se em navios de outras marinhas, que seja a francesa ou americana, mantendo assim algum nível de proficiência. É conhecimento que não se perde. Mesmo sem o NAe, é possível manter um conhecimento mínimo em operações embarcadas.
    .
    Devemos ter em mente que todo o conhecimento perdido é coisa para décadas para se recompor ( quando é possível… ). Por isso que abandonar uma forma de se lutar requer que haja plano certo para substituí-la.

  76. Nonato,
    Complementando o que o RR disse, os radares no solo são os alvos preferenciais de um avião de ataque eletrônico. Os radares que são jameados utilizam recursos de ECCM (contra-contra medidas) para se defender, como por exemplo, o “salto” da frequência ou simplesmente o desligamento do radar no caso deste ser alvo de um míssil antirradiação.
    O sítio de mísseis AA conta com recursos de defesa adicionais, como por exemplo, despistadores para mísseis antirradiação, bloqueadores de GPS, mísseis sup-ar que se guiam em direção às emissões de RF inimigas, etc.
    Quanto a atividade de interferência interferir com os “amigos”, isso ocorre sim mas aí o planejamento da missão tem que determinar qual frequência pode ser utilizada.
    Um avião de ataque eletrônico pode interferir em radares de qualquer frequência (até no temível VHF anti-stealth), mas geralmente foca sua ação no radares de busca (vigilância) já que sua função é proteger toda uma força de ataque. Existem radares de busca (vigilância) em todas as frequências (K, X, C, S, L, UHF e VHF) e um EA-18G pode interferir em todos já que se eles não conseguirem detectar a força atacante não terá como os radares de direção de tiro e de “iluminação” trancar nas aeronaves. As que eventualmente forem rastreadas por radares de DT têm que utilizar recursos próprios para se defender, como por exemplo o lançamento de chaffs ou um interferidor de autoproteção ou um despistador rebocado, etc.
    Esses aviões de ataque eletrônico são utilizados basicamente em dois tipos de missão, a SEAD e a DEAD. A SEAD é quando o alvo primário do força de ataque não é o sítio de defesa ou o sistema de defesa AA do inimigo, mas outros alvos que para serem atingidos a força terá que passar pelo sistema. Nesse caso se utiliza ataque eletrônico, mísseis antirradar, mísseis isca, etc. na tentativa de que a força atacante consiga passar.
    No caso de operação DEAD, o alvo primário é o sistema de defesa antiaérea e aí ele não deverá ser só “bloqueado” mas literalmente destruído. Usa-se dos mesmos recursos da missão SEAD combinado com armas de bombardeio aéreo convencional. Como disse um general israelense, a melhor arma contra um radar é uma bomba de 1 tonelada.
    O Growler australiano leva mísseis antirradar mas também está qualificado para levar bombas planadoras JSOW e JDAM-ER e mísseis AARGM (HARM “E”).
    A maneira que um avião de ataque interfere nos radares inimigos é gerando energia na frequência equivalente, seja de maneira bruta de moda a cobrir toda a faixa de frequência seja de maneira mais “delicada”, ‘ouvindo” o que está sendo emitido pelo radar inimigo e jameando só naquela frequência.
    Os novos pods de interferência eletrônica (NGJ) que devem estar operacionais em 2021 contarão com recursos AESA e serão direcionais, concentrando a energia interferente na origem do radar e não gerando energia dispersa como os pods atuais. Sem falar que o EA-18G conta com um radar AESA que em tese tem grande potencial de interferência direcional contra radares que operam na sua banda (X).
    Vale salientar que a FAB apesar de não ter uma aeronave dedicada ao ataque eletrônico tem um pod de interferência muito bom de origem israelense, o Sky Shield. http://freepages.military.rootsweb.ancestry.com/~otranto/fab/fotos/pods/notskyshield.jpg

  77. RR,
    Só uma observação acerca do que disse sobre a proximidade em relação ao radar. Um avião de ataque eletrônico geralmente fica distante dos radares cobrindo uma grande aérea enquanto a força atacante segue. Para isso é preciso uma imensa produção de energia elétrica dada à distância.
    Utilizando um “míssil” de ataque eletrônico como o MALD-J, que por ser furtivo pode se aproximar muito dos radares inimigos, ele fica circulando muito próximo e por isso é muito mais eficiente que uma aeronave de ataque há 200 km de distância. Independente do míssil estar próximo à fonte de energia seu alvo são os receptores de radar que estarão recebendo sinais de contatos muito distantes e por isso, fracos, em relação à energia do míssil que está próximo e por isso, bem forte.
    Um abraço.

  78. Se saúde, educação e segurança é levado nas coxas pelos nosso governante, imagine defesa que não está lista de prioridades.

    Um trecho de uma reportagem
    Sem conflitos externos, a força aérea do Exército era obsoleta, datada ainda do início do século.
    Estamos falando de hoje? Não de uma reportagem sobre um livro da Revolução de 1932, dá para ver que não mudamos quase nada, vocês tem esperança de ver algo diferente disto dentro de 10, 20 ou 50 anos?

    http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,rebeldes-de-32-pediram-avioes-aos-eua,70001882645

  79. Off topic: Os franceses estavam falando sério quando disseram que o Rafale é um caça “ominirole”. A nova função dele agora é escoltar trens:
    .

  80. Senhores…forças armadas não dão votos.
    Nunca serão prioridade.
    E com os governos de esquerda até as FFAA entraram no “oba-oba” do tudo “made in Brasil”. Esses governos quebraram. O país quebrou. As FFAA também.
    Se um dia acontecer um conflito global (se…) teremos o mesmo papel que exercemos na 2GM, meros espectadores que mandaram meia dúzia de tropas para inglês ver. Seremos base para àqueles que vão lutar de verdade em troca “de excedentes” para serem a “ponta de lança” das nossas forças por 30…40 anos.
    Nem nos governos militares os militares tiveram prioridade.
    Se um dia os chineses “mostrarem seus dentes” por essas bandas vamos oferecer “escovas e pastas de dente” para eles. Serão os yankees que agirão como “dentistas”, não nós.

    Abraço a todos.

  81. Senhores
    Posso estar enganado, mas vcs já perceberam q a derrocada da FAB e MB veio depois dos compromissos da UNASUL?
    Posso estar viajando, mas não duvido q os PTocas viram o quanto los hermanos de todos os lados poderiam comprar brigas com nossos meios…
    Não duvido…

  82. Pois é Ivanmc, triste isso. Muito triste.

    Agnelo, iria mais longe. Acho (achismo mesmo) que o projeto da esquerda, não só do PT, era enfraquecer nossas forças para que caso precisassem poderiam ter uma ajudinha externa.
    Faltou combinar com a FAB e o EB. A MB caiu na conversa e se deu mal.

    Abraço a todos.

  83. Concordo com 99% das afirmações do Juárez e acrescento:

    Aqui foi decisão acertada com escolha da execução execução errada:

    http://www.naval.com.br/blog/2013/05/25/voou-o-primeiro-jato-af-1-skyhawk-da-marinha-do-brasil-modernizado-pela-embraer/

    O Retrofit teria que ser feito 100% pelos Israeli e ser integrado um respeitado míssel anti-navio,

    Harpoon ? EXOCET AM-39 (peso?) ? Gabriel (comenta-se de uma versão M e ER ?) Outro ?

    Associados com o P 3AM (operados pela MB) e com os e E 9M

    Minha premissa é simples:

    Parte que a provável força invasora não será os USA e certamente isso não acontecerá e que

    parte da Defesa Naval deve sim sair de terra.

    Mais 6 ou 8 bons Submarinos, pronto …. quem se habilita ao atrevimento ?

    Sub’s ? Prefiro os classe Dolphin ou similares alemães com OU SEM aip !

    Estaríamos trabalhando bem racionalmente e com custos bem mais acessíveis.

    Esqueçam NAe.

  84. a dúvida não é sobre se é bom ou não um porta aviões.
    os russos sempre falaram que se tratavam de um imenso alvo.
    os japoneses perderam uns 4 num único dia…
    poucos países do mundo os têm…
    quando o Brasil teve a bela ideia de tê-los?
    e quando tirará isso da cabeça?
    sem dúvida, um NAE não deixa der, somente, uma pista de pouso longe da costa, como afirmou o ilustre colega Nonato.
    a não ser que seja para atacar um outro país distante (ou nem tanto, Venezuela, por exemplo), trata-se de um caríssimo aeroporto flutuante e que depende de uma custosa proteção (antissubmarino, antinavio, antiaerea, etc).
    ah, mas em terra, as bases aéreas seriam dizimadas por mísseis de Cruzeiro (e os NAE não).
    ah, mas o NAE oferece resposta imediata… será?
    só se estiver exatamente, dentre milhões de km², exatamente nas proximidades dos alvos.
    é apenas uma opinião.
    posso estar equivocado.
    considerando que não somos uma potência militar nem podemos nos dar ao luxo de termos um aeroporto que navega (por falar nisso, os chineses, para fins de defesa, construíram ilhas com pistas de pouso… a mesma suposta finalidade de um NAE), NEM DNHEIRO, ESSA TAREFA DE PROTEÇÃO DOS mares poderia ser feita, além dos navios e submarinos, por aviões de patrulha, que já existem e poderiam ser melhorados, e por modernos caças de combate para fazer frente a eventuais inimigos.
    ah, mas aviões baseados em terra não conseguem ficar muito tempo no teatro de operações…
    acredito estarmos falando em algo no máximo a 1.000, talvez 2.000 km da costa. se não estaremos em território africano ou americano (ascensão).
    por isso a necessidade de aviões com bom alcance.
    esses f4 são minúsculos e antiquados.
    helicopteros por helicopteros, podem ser levados em navios comuns…

  85. Não estou dizendo que NAe’s são a solução para a Esquadra Brasileira, até porque acho que pensar nisso é um sonho daqueles bem psicodélicos no momento. E sim, ele necessita de escoltas decentes, etc., o que significa um orçamento astronômico.
    .
    Ah, mas é só uma pista flutuante. Bem, com esse pensamento vocês simplesmente voltaram ao pensamento do início da década de 1920. Era EXATAMENTE assim que Douhet, Mitchell e Seversky se referiam à NAe’s naquela época. E também apostavam que nunca seriam realmente úteis. Mas assim como uma esquadra, NAe’s são extremamente flexíveis, aptos para um sem número de tarefas diferentes, e é exatamente por isso que existem.
    .
    Para aqueles que repetem o bordão de que NAe’s só servem para projetar poder, eu lhes pergunto: Para que serve uma esquadra senão para projetar poder? Para que servem aviões senão para projetar poder? Projeta-se poder para onde quer que se deseje, seja para a costa de um país inimigo, seja para um ponto geográfico que inimigo esteja, e o propósito disso, quem dita é o objetivo que se deseja alcançar. Seja ataque ou defesa.
    .
    Citei 1942 porque as batalhas foram clássicas de defesa, em volta de locais geográficos fixos. Mas é bom citar também as Falklands e o infeliz movimento pinça argentino que não funcionou, mas que seria um outro bom exemplo.
    .
    Uma FT nucleada em NAe’s se bem guiada fica fora de contato, pode surgir de direções inesperadas, pode causar surpresa aonde o inimigo não consegue esperar e o obriga à manter uma vigilância constante, da mesma forma que meios são usados para procurar submarinos de maneira ostensiva. Se um NAe é um alvo enorme? Claro que é! É o objetivo principal de qualquer ação contra uma Marinha que os possui, e isso acontece justamente por serem extremamente importantes, considerados high value targets. Se fossem inúteis não seria dessa forma.
    .
    Mais uma vez, não estou afirmando que seria o ideal para a Marinha do Brasil. Mas é bom salientar que das marinhas ocidentais que ainda possuem porta-aviões, apenas duas utilizam CATOBAR. USA e França. Todas as outras possuem V/STOL. Por que? A USN manteve, sempre manterá NAe’s CATOBAR porque são os mais capazes e flexíveis para atenderem à qualquer situação de conflito. Os V/STOL da própria USN são complementares, geralmente talhados para atuarem em conjunto com forças anfíbias. Os V/STOL das outras nações são todos parte da OTAN e se enquadram no mesmo perfil operacional de apoio que os LHA’s/LHD’s da USN. A França, por ser mais independente, optou por continuar com os CATOBAR.
    .
    Argentina e Brasil eram os únicos países ocidentais que não faziam parte de nenhuma grande aliança militar expressiva que faziam uso de NAe’s CATOBAR em algum momento. Rússia, China e Índia optaram por V/STOL e STOBAR, sendo que China já tem planos para NAe’s CATOBAR.

  86. Sinceramente, eu DUVIDO que o Brasil passará dos 36 Gripen, a impressão que tenho é que as forças armadas serão gradativamente diminuídas.

  87. NAe ?

    Kkkk, a PFR está paralisada por falta de verbas, a MB faliu, a FAB está as minguas, somente o EB ainda funciona.
    NAe …. Kkkkk

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