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Salada russa? Índia nega que cancelaria Rafale por França não entregar Mistral à Rússia…

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Rafale com pintura 70 anos Normandie-Niemen - foto Força Aérea Francesa

Sim, o título é confuso, mas a notícia também é. Segundo reportagem publicada nesta quinta-feira (27-11) no site Sputnik International (antigo Ria Novosti), uma fonte da alta hierarquia do Ministério da Defesa da Índia afirmou que não há planos de cancelar a compra de caças Rafale franceses.

O contexto da afirmação, conforme o entendimento da reportagem, é de notícias que têm circulado na mídia de que a Índia planejaria cancelar a compra, caso a França se recusasse a entregar os porta-helicópteros classe “Mistral” encomendados pela Rússia. Segundo a fonte, “até o momento o acordo do Rafale com a França está andando, não há problemas nele”. A autoridade também acrescentou que a Índia tem “planos ambiciosos”  de substituir jatos MiG da era soviética por caças franceses.

A declaração vem após o presidente francês François Hollande ter adiado, em 25 de novembro, a entrega à Rússia do Vladivostok, primeiro de dois porta-helicópteros da classe “Mistral” encomendados pelos russos, devido à situação na Ucrânia. A entrega estava prevista para 14 de novembro, conforme o contrato de 1,6 bilhão de dólares assinado em junho de 2011.

Reportagens anteriores da mídia noticiaram, em setembro, que a Índia havia avisado que cancelaria o contrato assinado com a francesa Dassault Aviation* de 20 a 22 bilhões de dólares, referente ao fornecimento de 126 caças Rafale, caso a França se recusasse a cumprir suas obrigações com o contrato do Mistral.

Rafale com pintura 70 anos Normandie-Niemen com outro Rafale e Yakovlev - foto Força Aérea Francesa

FONTE: Sputinik International (tradução e edição do Poder Aéreo a partir de original em inglês)

FOTOS (em caráter meramente ilustrativo, de Rafale com pintura comemorativa dos 70 anos do esquadrão francês Normandie-Niemen, que lutou na Rússia): Força Aérea Francesa

*NOTA DO EDITOR: a notícia como um todo é uma verdadeira salada russa (sem desmerecer tanto o prato quanto os russos), e é preciso ressaltar que o trecho marcado com asterisco traz um erro básico: não há contrato algum de compra do Rafale pela Índia para ser cancelado, e sim negociações para firmar um contrato (e que se arrastam há quase 3 anos). Sobre notícias anteriores, de fato em setembro foi publicada no site “Russia & India Report” uma reportagem em inglês que ressaltava a opinião de um analista francês, dizendo que a credibilidade da França como fornecedora confiável de armas estaria em jogo, no caso de uma recusa de entregar os navios à Rússia.

Essa reportagem  era baseada em outra publicada no jornal dp.ru, em russo. A análise era atribuída a Arnaud Dubien, um pesquisador sobre a Rússia associado ao Instituto de Relações Internacionais e Estratégias, o qual teria afirmado que “autoridades do Ministério da Defesa da França, em conversas privadas, admitiam que se falhassem em entregar o Mistral à Rússia, a França perderia seu contrato para fornecer 126 caças à Índia.” Tentamos localizar alguma declaração original em francês de Dubien a esse respeito, que tenha circulado na mídia, mas só conseguimos encontrar entrevista ao site Le Courrier de Russia referindo-se a assunto da entrega dos navios, sem fazer relação com a negociação do Rafale na Índia. Porém, nossa pesquisa não foi exaustiva.

14 COMMENTS

  1. Super Of Topic!!rs

    Esse avião(Rafale) independente de preço,custo de manutenção, é lindo , o mais bonito dentre os atuais caças(na minha humilde opinião) e queiramos ou não é um excelente vetor.
    É o meu caça preferido no jogo Tom Clancy Halk’s 1 ( no jogo 2 curti demais controlar as armas do C-130 J Spectre numa fase em q se assegura as forças especiais em terra e apos apanhei pilotando o F-35 (fase dificílima) e não tive, ainda sacovski pra jogar denovo.

    Sds

  2. Alguém lembra dos Mirages comprados pelos Israelenses e não entregues por De Gaulle, e esse tendo a cara de pau de cobrar a estocagem deles dos Israelenses?

    Na boa, em imbróglios envolvendo França, Índia, Rússia e Rafales… tudo é possível.

    Grande Abraço.

  3. Hamadjr,

    Quem afirmou que o Brasil não era (e não é mesmo) um país sério não foi o De Gaulle, mas o embaixador do Brasil na França, à época da Guerra da Lagosta, em conversa com o correspondente do Jornal do Brasil em Paris.

    Publicaram a frase atribuindo-a ao De Gaulle, provavelmente para vender mais jornal, e fixou-se o mito.

    De Gaulle certamente chegou à mesma conclusão, mas não a verbalizou.

  4. Um verbete interessante da Wikipédia em português português:

    “A contrainformação (pré-AO 1990: contra-informação) (ou desinformação) é o acto de silenciar ou manipular a verdade, habitualmente nos meios de comunicação de massa.”

    O site para quem desejar conferir, segue o link:
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Contrainforma%C3%A7%C3%A3o

    É ‘basicão’, mas acho importante conhecer o mínimo das técnicas de contrainformação para entender o jogo de palavras diversas vezes usado pela imprensa paraestatal russa, assim como foi na imprensa estatal soviética.

    Quando um veículo de comunicação (que deveria se ater a verdade) cita uma fonte não nominada (evitando confrontação da pessoa com as palavras) mas supostamente de um órgão estatal (que deveria ser crível) vem a público para NEGAR uma outra notícia, está sub-repticiamente confirmando que a notícia negada realmente existiu.

    Ora bolas, estes ardilosos estão alimentando uma cadeia de desinformação, tentando dar veracidade a uma possibilidade de efeito transverso, no caso na Índia, INEXISTENTE ou, na pior das hipóteses, sem base factual para ser repercutido.

    Observe que, malandramente, a Sputinik International (soviética velha de guerra) ao negar uma notícia confirma que os indianos pensaram em uma asneira como a sugerida. Portanto eles não precisam provar que houve intenção (ou pensamento, ou seja lá o que for), pois apenas negaram…

    Um velho truque de neolinguística:
    Coloque uma frase na negativa (uso do NÃO) que a mente do seu interlocutor vai apenas guardar verbo e adjetivo, esquecendo o não.

    Por exemplo:
    Bem, nosso amigo “Nunão” não é feio…
    … e agora alguém fica pensando será que ele é feio…
    … ou ainda, quem será que acha ele feio?

    Sem graça é a brincadeira da contrainformação.
    Perigoso é aquele que a usa.
    Escondidas estão reais intenções.

    Sds,
    Ivan, o antigo.

    NOTA DOS EDITORES: IVAN, RETIRAMOS O DESTAQUE EM NEGRITO E TROCAMOS POR ITÁLICO. COMO JÁ AVISADO ANTERIORMENTE, O NEGRITO É PRERROGATIVA DOS AVISOS DOS EDITORES, COMO ESTE. MAIÚSCULAS TAMBÉM SÃO PRERROGATIVAS DOS EDITORES, E SOLICITAMOS QUE NÃO AS UTILIZE, OU SERÃO APAGADOS TRECHOS COMO FAZEMOS APÓS AVISO INICIAL A QUALQUER COMENTARISTA.

  5. Caríssimos editores,

    Desculpem o negrito.
    Lembro de ter lido o aviso em outra oportunidade, mas esqueci no momento em que estava escrevendo.

    Entretanto escrever uma palavra ou expressão curta (duas ou três palavras com sentido único) acredito que seria tolerável, na medida em que expressa um destaque efetivo dentro do contexto.

    Grato pela correção,
    Ivan.

  6. Retificando:

    Entretanto acredito que seria tolerável escrever uma palavra ou expressão curta (duas ou três palavras com sentido único) em letras maiúsculas , na medida em que expressa um destaque efetivo dentro do contexto.

    NOTA DOS EDITORES: IVAN, SOLICITAMOS REALMENTE NÃO USAR MAIÚSCULAS NEM PARA POUCAS PALAVRAS, POIS NEM TODOS TÊM O MESMO (BOM) SENSO DE MEDIDA QUE O SEU, E RECLAMAM QUANDO SÃO ADVERTIDOS AO USAR MUITAS PALAVRAS EM MAIÚSCULAS, MOSTRANDO EXEMPLOS DE OUTROS QUE USAM POUCAS E NÃO FORAM ADVERTIDOS… INFELIZMENTE É ASSIM. PROSSIGA COM OS ITÁLICOS, QUE TÊM O MESMO EFEITO.

  7. Imagina se a Índia assina o contrato com a Dassault, e na semana seguinte o pau quebra na Caxemira. Será que vão vetar também ?. Ou será que eles querem “comprar” o Mistral pra “vender” pra Rússia ?

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