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H-36 Caracal completa mil horas de voo no Esquadrão Falcão

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H-36 Caracal - EC725 - foto FAB

O Esquadrão Falcão, de Belém (PA), ultrapassou em setembro a marca de 1.000 horas de voo com o H-36 Caracal, o mais moderno da frota de helicópteros da Força Aérea Brasileira. Recebida pela FAB em dezembro de 2011, a primeira aeronave foi encaminhada à Unidade que tem a missão de explorar todas as características do H-36. Ao todo, a FAB terá 16 unidades do modelo, fornecido pela empresa Helibras.

Ao longo de dois anos e meio de operação, o Esquadrão Falcão já utilizou o seu primeiro Caracal em missões reais, como no combate a incêndio florestal no Amapá, apoio a Polícia Federal na libertação de reféns em Mato Grosso, missões de misericórdia em comunidades e tribos indígenas. A Unidade Aérea também marcou presença na FIDAE 2012, uma feira de aviação militar que acontece no Chile. Para isso, o H-36 fez o longo deslocamento de Belém até Santiago, com passagem pela Cordilheira dos Andes.

H-36 Caracal - EC725 - foto 2 FAB

As 1.000 horas de voo também incluíram treinamentos em missões como resgate na água, navegação a baixa altura e voo em formatura tática ao lado do segundo H-36 já recebido. Capaz de levar até 4,5 toneladas de carga e com dois guinchos para içamento de pessoas ou cargas, o H-36 Caracal também tem demonstrado superar os antigos H-1H com seus sistemas eletrônicos.

Além de realizar os voos na nova aeronave, os militares do Esquadrão Falcão também formaram grupos de trabalho para discutir as capacidades do novo helicóptero e também da versão a ser recebida a partir de 2014 que incluirá novos equipamentos, como sistemas de alerta de ameças e sensores de visão no espectro infra-vermelho. Um grupo também avalia a realização de missões de reabastecimento em voo com helicópteros, algo hoje realizado na FAB somente por aeronaves de caça.

H-36 Caracal - EC725 - foto 3 FAB

FONTE / FOTOS: FAB (Esquadrão Falcão)

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12 COMMENTS

  1. Interessante notar que os helicópteros que alguns diziam estar groundeados conseguiram bater 1.000 horas de voo, tendo inclusive atravessado ambientes tão hostis quanto diferentes, como a Amazônia e a Cordilheira dos Andes, para chegar ao Chile.

    Mais curioso ainda é observar que os sistemas eletrônicos que se dizia ser um dos maiores motivos de indisponibilidade no norte do país em razão da umidade e das altas temperaturas, é justamente algo que se vê sendo elogiado no texto, quando se lê que “o H-36 Caracal também tem demonstrado superar os antigos H-1H com seus sistemas eletrônicos.”

  2. Caramba, Augusto, se com esse painel mostrado na foto ele não superasse o H-1H com seus sistemas eletrônicos, aí já seria motivo para começarmos uma revolução!

    Nesse caso, é quase o mesmo que dizer que o A-29 supera o AT-26 com seus sistemas eletrônicos, ou seja, uma obviedade.

    Tudo bem, sei que você se refere a operação em ambientes úmidos etc, mas como a compra da aeronave pressupõe que ela seja operada nesses ambientes, creio que é o mínimo que se possa esperar e que, caso algum problema tenha eventualmente ocorrido nessa área, que ele tenha sido objeto de medidas para resolver.

    De resto, fico feliz com o fato de praticamente uma única aeronave ser responsável por essas 1.000 horas de voo, o que mostra uma boa disponibilidade, gostei muito mais das informações do último parágrafo do texto. Só espero que a questão que deixou restritos os voos da frota do Mar do Norte, por causa do eixo da transmissão, seja resolvida quando esses exemplares programados para 2014 forem entregues.

    Afinal, a própria Eurocopter afirmou que as entregas dos novos eixos serão feitas no segundo semestre de 2014. Espero sinceramente que os helicópteros das Forças Armadas Brasileiras estejam entre os exemplares que sairão de fábrica com essa nova peça. Aliás, é algo que deve ser exigido.

    http://www.aereo.jor.br/2013/07/21/eurocopter-divulga-videos-com-acoes-preventivas-e-de-precaucao-do-ec225/

    “A disponibilidade das primeiras partes reprojetadas é estimada para o segundo semestre de 2014, sendo que todos os aviões novos de fábrica receberão os novos eixos.”

    Por fim, também espero que o problema da pá do rotor que chocou-se com a parte superior do filtro da entrada de ar, durante uma manobra de exemplar da Marinha, também tenha sido objeto de atenção e medidas para resolver.

  3. Apenas algumas observações:

    1. A FAB certamente não desqualificou o proprio fabricante no que diz respeito a efetuar TODAS as inspeções e demais cuidados preconizados para garantir a operação segura do Caracal (não confundir com Puma e Super-Puma). Portanto atingir 1000 horas de voo não quer dizer que a FAB tenha descuidado deste ponto fundamental e realizado algumas dezenas de horas só de US e outros ensaios não destrutivos.

    2.Conforme já informado em outras materias do AEREO, e na imprensa em geral, a EASA/HELIBRAS somente disponibilizaria os “novos” eixos lá por volta de 2015; alguem pode confirmar se esse planejamento será mantido? Ou os novos “aviões novos de fabrica” ainda vão ser dotados com o mesmo MGB daquele H-36 em voo no Falcão?

    3. Quem conhece os Andes sabe que até os píncaros do Aconcagua já foram leito oceânico. Hoje qualquer um pode pousar lá sem necessidade de usar flutuadores. A eletronica embarcada do Caracal – que aparentemente nunca foi foco de trincas – é refinada o suficiente para ajudar o piloto….

    É evidente que como brasileiro quero – e exijo – que o equipamento utilizado pelas nossas FFAA seja o mais eficiente e seguro possível. Portanto, como todos os demais que aqui apresentam seu ponto de vista, espero que estes problemas sejam devidamente resolvidos a contento.

    .

  4. “Conforme já informado em outras materias do AEREO, e na imprensa em geral, a EASA/HELIBRAS somente disponibilizaria os “novos” eixos lá por volta de 2015;”

    Na verdade, falam em segundo semestre de 2014, como está no link que coloquei logo acima (que também traz links para os textos originais da Eurocopter)

  5. Augusto disse:
    17 de setembro de 2013 às 22:41

    Interessante notar que os helicópteros que alguns diziam estar groundeados conseguiram bater 1.000 horas de voo, tendo inclusive atravessado ambientes tão hostis quanto diferentes, como a Amazônia e a Cordilheira dos Andes, para chegar ao Chile.

    Augusto, eu não vi ninguém aqui no PA dizer que eles graudeados, eles estão SIM, como parâmetros de voo degradados e limitações operacionais, tais como, proibição de voo sob o mar, limite de voo a 2,0 horas para realizar inspeção na visual na transmissão, limite de atuação de cíclico até a questão das deformação das pás de hélice estarem resolvidas.
    com relação aos ambientes hostis, voar free de payload, piruagem, voo de formação, voa de instrução, isto não é nada perto do que o H zão segurou nas costas nos últimos 30 anos.

    Mais curioso ainda é observar que os sistemas eletrônicos que se dizia ser um dos maiores motivos de indisponibilidade no norte do país em razão da umidade e das altas temperaturas, é justamente algo que se vê sendo elogiado no texto, quando se lê que “o H-36 Caracal também tem demonstrado superar os antigos H-1H com seus sistemas eletrônicos.”

    O que o texto se refere é que o Caracal tem sistema de navegação extremamente modernos, piloto automático, GPS, INS e etc..enquanto que o Hzão voa proa tempo e GPS no joelho do piloto, agora estamos falando de um Heli de mais 40 ano, é esta a comparação que o texto se refere.
    Quanto aos sistemas eletrônicos de bordo, sim estão dando problemas sim., porque lá naquele TO, voando muitas vezes de porta aberta, pousando, decolando, variando temperaturas, ficando exposto ao sol durante horas com pressão barométrica alta, normalmente estas tralhas eletrônicas dão pau. é por estas e outras que a FAB adotou nos BHs uma painel analógico com
    alguns instrumentos digitais, porque voa, opera e raramente dá pau, ao contrário do que o teu amigo dono de blog fica alardeando aos quatro ventos que a FAB teoria compra um equipamento com sistemas obsoletos.
    Procure sempre te informar com quem opera, com que conhece, e não com blogueiros sustentados por lobbies empresariais, verás uma outra realidade, muito diferente do” press release” da vida.

    Grande agraço

    Leia mais (Read More): H-36 Caracal completa mil horas de voo no Esquadrão Falcão | Poder Aéreo – Informação e Discussão sobre Aviação Militar e Civil

  6. Augusto disse:
    17 de setembro de 2013 às 22:41

    pois é, Augusto…quando se compra alguma coisa, chovem críticas e quando não se compra nada, também !…não é fácil agradar a gregos e troianos.

  7. Marcelo: O GF não tem que agradar nem a Gregos e nem Troainos, tem sim é que ser responsável com impostos que nós todos, contribuintes do erário público pagam.
    E ainda, só para te lembrar que COMPRAR NÃO SIGNIFICA OPERAR .

    Grande abraço

  8. Ok Juarez. Mas essa notícia me passa a (boa) impressão de que estão operando, sim. Ou seja, o imposto que eu pago está sendo usado para alguma coisa boa.
    Abraços

  9. Os Cougar e Puma que apresentaram problemas todos tinham mais de 2.500 horas de vôo. Quem sabe o que vai acontecer quando eles chegarem lá?

  10. Marcelo! tu vistes operação aonde??? Estes helis estão VOANDO com limitações claras e definidas pela Eurocopter, e lembro que VOAR NÃO SIGNIFICA OPERAR.

    Grande abraço

  11. oi Juarez. será que eu li a mesma reportagem que você? pois ela diz sobre combate a incêndio, apoio à PF, missões humanitárias, e vários tipos de treinamentos. Voar não significa Operar? para uma Aeronave? então ok…e sim eu sei que existem limitações definidas pela própria Eurocopter, mas ao que parece, isso não está impedindo a OPERAÇÃO.
    Abraços!

  12. juarezmartinez disse:
    18 de setembro de 2013 às 7:42

    “Augusto, eu não vi ninguém aqui no PA dizer que eles graudeados, eles estão SIM, como parâmetros de voo degradados e limitações operacionais, tais como, proibição de voo sob o mar, limite de voo a 2,0 horas para realizar inspeção na visual na transmissão, limite de atuação de cíclico até a questão das deformação das pás de hélice estarem resolvidas.”

    Juarez, não quero ser indelicado a ponto de apontar o nick de algum(ns) colega(s) que tenha(m) dito que os helicópteros estão groundeados, mas basta você dar uma pesquisada no histórico dos links que se referem ao EC-725, aqui mesmo no PA, que irá pessoalmente confirmar que houve pessoas dizendo que “até segunda ordem, estão todos no chão”.

    Fernando “Nunão” De Martini disse:
    17 de setembro de 2013 às 23:03

    Nunão, confesso que, afora comentários que vi aqui no blog pelas mesmas pessoas que disseram que os EC-725 estavam groundeados, desconheço o assunto das pás do rotor.

    Sobre a eletrônica e os painéis LCD do helicóptero, voltando também em apenas alguns links do EC-725, qualquer pessoa poderá ver quem disse que estaria havendo “restrições de voo” no ambiente do norte do país em razão da umidade e das altas temperaturas.

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