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Le Monde: França não critica duramente acordo sobre Irã para não irritar Brasil

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O jornal Le Monde continua interessado no Brasil e nos desdobramentos do acordo nuclear sobre o dossiê nuclear iraniano. Negociado juntamente com a Turquia, o acordo foi assinado no dia 17 de maio, em Teerã

Barra de Cinco Pixels

Leticia Constant

vinheta-clippingEm sua edição desta sexta-feira, Le Monde analisa que a França está pondo “panos quentes” em suas declarações sobre o documento para não irritar o Brasil e, assim, garantir a venda dos seus caças Rafale, numa política de continuidade da tão anunciada parceria estratégica bilateral. Além disso, o chefe de Estado Nicolas Sarkozy tem todo o interesse em não perder o apoio do Brasil com a proximidade da presidência francesa do G20, em 2011.

O artigo comenta que, no fundo, a França considera ingênuos e até contraproducentes os esforços do Brasil na questão. O teor do acordo seria muito supérfluo para impressionar as grandes potências que, por unanimidade, acham que o Irã manipulou os emergentes para ganhar tempo. A prova disso foi a rapidez com que os Estados Unidos anunciaram um outro acordo, desta vez sobre um texto de sanções ao Conselho de Segurança da ONU, contendo pela primeira vez um embargo à venda de armas ao Irã.

Enquanto os americanos não medem as palavras, a França, ao contrário, toma todos os cuidados em cada declaração para não chatear o Brasil. No comunicado do Palácio do Eliseu no dia seguinte à assinatura, foram usados termos como “reconhecimento e apoio ao presidente Lula por seus esforços”, sem nem mencionar a participação da Turquia.

Em seguida, a França relembrou que o problema iraniano está muito além de um simples projeto de troca de urânio, sendo preciso o fim do enriquecimento a 20%. Pouco depois deste comunicado, Lula e Sarkozy se encontravam em Madri, às margens de uma cúpula, e uma fonte do Eliseu anunciava que a França estava confiante quanto à venda dos Rafale para o Brasil. Le Monde termina sua análise comparando a moderação do discurso francês sobre o acordo com o tom altamente crítico dos Estados Unidos.

FONTE: RFI

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Rodrigo
Rodrigo
10 anos atrás

ahahahahaah É o velho esquema de puxar saco, só assim os franceses tentam desencalhar o AMX deles.

Brandalise
Brandalise
10 anos atrás

AGORA o Rafale subiu no telhado…

Zeca Basso
Zeca Basso
10 anos atrás

Não saberiam o favor que nos estariam fazendo. Quem sabe assim os Rafales sumiriam de vez do FX-2…

Rodrigo
Rodrigo
10 anos atrás

Só irão confirmar alguma coisa depois de resolvida a questão do protocolo adicional do TNP.

Como os franceses não irão nos apoiar, esqueçam a bicha francesa.

RAFAEL (RS)
RAFAEL (RS)
10 anos atrás

Bem feito!!!!!quem sabe alguém de peso nesse negócio leia esse artigo do Le Monde e abramos olhos para a m….em iremos nos enfiar, ficaremos décadas pagando pelo erro de adquirir essa jaca.

RenanZ
RenanZ
10 anos atrás

Iiii…

Agora os franceses estão “descendo do salto”

Rogério
Rogério
10 anos atrás

Depois do mico que pagamos em Honduras, veio mais esse.

Cadê os “geopolíticos de plantão”, os sabem tudo de política externa, com suas frases ufanistas:

– “as raposas do Itamaraty”;

-“o Brasil nunca foi tão respeitado”;

– “A China vai vetar as sanções contra o Irã”;

-“A Rússia vai entregar os S-300 pro Irã, porque não estão nem aí pros ianques”;

Com essa diplomacia idiota estamos fazendo papel de palhaços isso sim.

[]s

Rogério
Rogério
10 anos atrás

“…contendo pela primeira vez um embargo à venda de armas ao Irã.”

Tá explicado pq os russos não entregaram os S-300.

[]s

vassili
vassili
10 anos atrás

Critica, critica, critica………….. olha a torcida para que tb os francelicos aumentem o tom da desaprovação deste acordo tripartite……..

Quem sabe assim o Rafale cai de vez do telhado……. nada como um escorregão aos 48 do segundo tempo para perder um pênalti. De lambuja, perde tb o campeonato, ou seja, o malfadado FX-2…..

Wolfpack
Wolfpack
10 anos atrás

Pergunto aos especialistas. Depois do Irã qual será a bola da vez para a AIEA? Qual seria a potência econômica que não assinou o protoloco adicional do TNP? Qual o país que impete inspeções mais fortes a seu programa de desenvolvimento nuclear?
Quem será o próximo na lista? Seria a China? Seria a Índia? Seria a Rússia? Seria o Paquistão? Seria Israel?
Abram o olho e enchergue dois anos a frente antes de criticar qualquer ação do Brasil neste sentido de tentar uma saída pacífica que nunca irá interessar ao complexo militar dos países envolvidos nestas sanções.
[]s

LIVRE PENSADOR
10 anos atrás

O problema é que a conta das palhaçadas do “ILUMINADO”quem paga é os brasileiros que realmente trabalham com honestidade e sacrificio para sustentar essa cambada de canalhas mentirosos,o Irã vai continuar produzindo uranio a 20% e o lula não comenta.Estamos fuuuuuuuuuuu.O mundo esta rindo do “CARA” se mete onde não é chamado deu no que deu.Quebrou a cara .

Rogério
Rogério
10 anos atrás

Wolfpack disse:
20 de maio de 2010 às 19:57

Quem o Brasil ameaçou de extinção Wolf?

Não há nenhum motivo para isso, nem que tentássemos produzir armas nucleares, ainda sim não sofreríamos sanção alguma.

O Brasil está bem à frente do Irã em tecnologia nuclear e nunca sofremos sanções da AIEA, se começarem agora será culpa da atual diplomacia do Itamaraty.

[]s

Rodrigo
Rodrigo
10 anos atrás

Wolfpack, o Brasil está na alça de mira do CS para ser pressionado para assinar o protocolo adicional.

Ledo engano PTista achar que os franceses irão ficar do nosso lado.

O FX morreu, espero que o EC725 vá junto, só vou lamentar se o Pro-sub naufragar.

ZE
ZE
10 anos atrás

O Rafale é tão bom, mas tão bom, que ninguém o quer. A FAB não o quer. A FiESP, Idem. A EMBRAER (seu vice-presidente falou que o Gripen NG era o melhor caça. No dia seguinte, teve que se desculpar). A CUT, também. O ABC todo, no mesmo pensamento. Etc etc etc. Agora para vender o Rafale, o Sarkô tem que dar uma mega puxada de saco no Lula. – E aí, quem venceu ? – O Rafale. – Venceu por mérito ? – Sim, por mérito. O puxa saquismo francês foi bem meritoso. E tudo isso, porque, segundo alguns,… Read more »

LIVRE PENSADOR
10 anos atrás

É isso que dá ,enganou muitos por muito tempo mas não enganou todos por todo o tempo,pagou pra ver e perdeu né Lula?

Gunsalmo
Gunsalmo
10 anos atrás

Depois que comprarmos o Rafale, nós é que teremos que fazer força pra não irritar os franceses, pois estaremos nas mãos deles 🙂

Berkut
Berkut
10 anos atrás

Livre pensador,

um artigo de ontem do The Guardian acaba assim: “…O poder está indo embora do Ocidente. Dá quase para senti-lo escapando.”…

…é isso que vc chama de quebrar a cara?

bote sua liberdade pra funcionar.

http://blogln.ning.com/profiles/blogs/the-guardian-hoje-da-quase-pra

Berkut
Berkut
10 anos atrás

tem mais no proprio Le monde:

“Le Monde: O Sul emergente abre alas e pede passagem”

http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/le-monde-o-sul-emergente-abre-alas-e-pede-passagem.html

isso é que é se dar mau, não é mesmo?

tell
tell
10 anos atrás

Esse pessoal do Le Monde deveria ser mais inteligente e verificar que a França tem mais a ganhar com a amizade do Brasil do que fazer essa politica suja, oportunista e esploradora dos Est. Unidos. O governo brasileiro esta tentando evitar mais um autoritarismo americano que pode trazer mais problemas a economia mundial. Já chega a guerra do Iraque que foi uma agressão gratuita a um país que nunca teve a tal arma de destruição em massa que os americanos inventaram e o mundo, inclusive a França, engoliu e ficou calada até agora. Depois, o tal de embargo não vai… Read more »

Galileu
Galileu
10 anos atrás

Acho bom mesmo, e tem mais , vou querer champanhe de primeira. lol

Acho que quem vai se dar mal com essa parceria é a França hahahaha.

A Historia mostra que, o Brasil sempre sacaneou os Europeus, a França vai ser a próxima.

luis alberto
luis alberto
10 anos atrás

A Franca, hoje, nao fala alemao gracas aos americanos, ingleses, franceses, canadenses, australianos, etc, etc.
A proposito, quem eh o dono do Le Monde?

A-Bomb
A-Bomb
10 anos atrás

Armas nucleares sao uma necessidade. Ou alguem ai aqui acha que 36 Rafinhas ou 36 vepoes intimidam alguma potência. Se o Brasil esta apoiando o Iran por ideologia antiamericana (típica destes governos de esquerda) e estupidez. Agora se esta pensando em nos armar com artefatos nucleares e valido o custo político. Não se iludam. 36 caças em um confronto com alguma potência de verdade não saem nem do chão. O que não pode continuar é os Estados Unidos, china , Rússia, França etc.. terem armas nucleares e querer impedir que outros países a tenham. Ou se elimina de vez todas… Read more »

Danton
Danton
10 anos atrás

Luis Alberto,

Você quiz dizer Le Figaro?

“As of 2004 Le Figaro is controlled by Serge Dassault, a conservative businessman and politician best known for running the aircraft manufacturer Dassault Aviation”.

Rogério
Rogério
10 anos atrás

luis alberto disse:
20 de maio de 2010 às 20:49

Falou tudo Luis Alberto.

[]s

tell, fala que o Iraque não tinha armas de destruição em massa para os Curdos.

felipealberto
felipealberto
10 anos atrás

Por mim podem jogar pano, toalhas, lenços, o que for, quanto mais longe aquela coisa que eles usam na força aerea muito melhor.

Se já não bastase o rafale ter “entrado pela janela” lá, querem jogar na marra pela janela daqui.

Vader
Vader
10 anos atrás

A-Bomb disse: 20 de maio de 2010 às 21:01 Amigo A-Bomb, armas nucleares são uma completa idiotice: não servem para nada, só geram mais tensão, não podem ser usadas (quem usar será obliterado), e ainda dão um gasto dos infernos. Se vc quer ferrar o Brasil de verde e amarelo é inventar um atrapalhada dessas. Mas os países podem ter armas nucleares, quem disse que não? É só denunciar o TNP oras! E aguentar o tranco… Ocorre que ninguém tem coragem, inclusive o Irão e o Brasil… No caso do Brasil é proibido pela Constituição Federal. Então esqueça essa bobeira.… Read more »

Sérgio Araújo
Sérgio Araújo
10 anos atrás

Só gostaria de saber quais são os interesses em mediarmos essa questão do Irã. Pois mesmo que haja sucesso isso não garantirá a desejada cadeira no conselho permanente da ONU.

Vader
Vader
10 anos atrás

No tópico: é bom os franceses ficarem bem pianinhos mesmo se quiserem desencalhar sua JACA, porque se tem uma coisa que o Imperador Quatro-Cascos de Banânia, Sol-da-Humanidade e Grande-Timoneiro, o Napoleão Tropical não gosta, é de ser criticado…

Fica toda nervosinha… 🙂

Sds.

Leandro RQ
Leandro RQ
10 anos atrás

Como tem gente iludida nesse mundo…

USA, França, Russia, China, Inglaterra e a Europa como um todo, não estão nem ai para o que o Brasil acha ou pensa. Eles defendem seus interesses e dane-se o resto.

Todos eles são inimigos/amigos conforme a conveniência de seus interesses.

Nesse caso todos os interesses convergem para o mesmo lado. E por isso vão fazer o que bem entendem.

Sem dar a mínima atenção para os gritos do Brasil, Turquia e qualquer outro país da “segunda divisão” da Geopolítica global.

Francisco AMX
Francisco AMX
10 anos atrás

Vader, vá dizer isso para o Finado Sadan Hussaein… rrsrsrs não vá não amigo, fico conosco! rsrsrsr Olha só, eu discordo um pouco disso, arma nuclear serve para que as coisas não cheguem ao limite! foi assim durante anos depois da WWII… só as armas nucleares evitaram um avnço do Pacto de Varsóvia sobre a Europa Ocidental… e a URSS sabia que tinha grandes chances de unificar a Europa… e deixar tudo vermelho! já na rendição Alemã, eram 6 milhões de soldados Soviéticos com seus 10mil tanques e artilharia devastadora… li, certa feita, que os Russos já sabiam da bomba… Read more »

Floresteiro
Floresteiro
10 anos atrás

hehe
Se o Brasil não for de Rafale, os franceses vão ficar numa tromba……

Brandalise
Brandalise
10 anos atrás

“Armas nucleares sao uma necessidade. Ou alguem ai aqui acha que 36 Rafinhas ou 36 vepoes intimidam alguma potência” E quem vai entregar a bomba no inimigo, A-bomb? O office boy? Ou mandamos pelo correio mesmo? Para isso, dependeriamos dos vetores. Afinal, nao temos nem misseis cruise, nem balisticos. Fazemos melhor em investir o mesmo dinheiro em mais vetores, mais treinamento, e producao nacional de armamento inteligente. Alem do que, no dia em que tivermos a bomba, acabou-se a chance de termos um VLS (essas duas tecnologias juntas sao muito perigosas). Lembre-se que nao somos a China, India, Paquistao, ou… Read more »

Nick
Nick
10 anos atrás

Enquanto o Brasil não fechar o contrato, eles vão continuar pegando leve. Depois, nós é que estaremos na mãos deles. Para quem critica a coleira americana, a francesa não parece ser muito diferente.

E com relação ao Brasil ter bomba atômica, a partir do momento que a tiver será alvo delas também. Então teremos de pensar em sistemas anti balísticos, radares OTH, satélites de vigilância, etc, etc. Acredito que é um custo insustentável e de benefícios pouco práticos. Sou a favor de forças convencionais modernas e capazes.

[]’s

Baschera
Baschera
10 anos atrás

Sabe aquela bigorna dos desenhos animados ??

Caíram duas em pés diferentes….. 🙂

Aí,aí,aí,aí,aí….. como dói…… Rssssss.

Há males que vem para bem…… mas vai nos custar caro a ousadia.

Sds.

RAFAEL (RS)
RAFAEL (RS)
10 anos atrás

O Lula está fazendo um filme de terror com o “parceiro estratégico”, kkkkkkk, imaginem se fosse um inimigo,

mcv
mcv
10 anos atrás

kda comentario hein…doi nos ouvidos…ou melhor ardem os olhos de ler tanta falta de conhecimento por alguns…fala serio…..ate 3 meses atraz neste blog tinha comentarios de participantes q sabiam do que estavam falando e ainda mais, tinha profundo profissionalismo, conhecimento e seriedade! como a qualidade baixou com os novos comentaristas!!!!

latino
10 anos atrás

Se ja tivessemos dado um ponta pé no rafale o tom de voz dos franceses seria outro .

que corja .

M1
M1
10 anos atrás

Gripen NG

eduardo
eduardo
10 anos atrás

tell disse:
20 de maio de 2010 às 20:40
“Eu pergunto ao Le Monde:- O que os Estados Unidos tem a ofereçer para a França???”

Bem, os Estados Unidos já garantiram à França sua independência duas vezes no século passado, nas I e II guerras mundiais. Milhares de soldados americanos morreram em solo francês nessas guerras. Acho que isso tem alguma importância, não é?

A-Bomb
A-Bomb
10 anos atrás

Caro Vader. Realmente e muito pouco provável o que algum pais venha a utilizar armamento nuclear. No entanto tem um fator intimidatório imenso. O que não pode é ums terem e outros não. É um mal necessário infelizmente. Dos quatro grandes emergentes apenas o Brasil paz e amor nao possui. Quanto a ser proibido em nossa constituição que o amigo me corrija se estiver errado mas me parece que não se trata de Cláusulas pétreas. Então passível de modificações. OBS: não apoio esse tipo de artefatos nas mão de fanáticos religiosos como os iranianos e nem ditadores comunistas como os… Read more »

A-Bomb
A-Bomb
10 anos atrás

Brandalise O amigo pode me dizer se no caso de uma invasão por parte de uma potência nuclear estrangeira qual vai ser o procedimento? Vamos mandar nossos 36 caças? A tinha esquecido nem isso nos temos não é mesmo. Vamos ter que ir de f5 mesmo. Porque pelo visto vamos e ficar sem nada mesmo. E nosso exercito? É tão aparelhado e treinado não é mesmo. E nossa marinha? Nossa essa e mortal. Realmente pode matar o inimigo de tanto rir. Sem armamento nuclear não existe potência. Chineses sabem disso a muito tempo. Se não temos coragem de nos auto… Read more »

Harry
Harry
10 anos atrás

Caro Eduardo Acabas-te de matar a cobra e ainda mostrou o pau. Primeiro: quando nós falamos de Parceria Estratégica pensamos a longo prazo principalmente quando estamos falando de aquisição de um Caça de Quarta Geração, é de se pensar que Queira-se depois dar continuidade a evolução desta tecnologia adquirida. Pergunto, onde a França oferece esta oportunidade pra o Brasil? Outra fala-se de independência tecnologia, já falei e repito Nós estamos nos afastando dos Americanos e os Franceses cada vez mais se aproximando deles. Este pequeno detalhe (ironia minha) histórico a que voce se refere e a postura francese dita não… Read more »

Harry
Harry
10 anos atrás

Caros Eduardo, Rodrigo e Wolfpack Jornal do Brasil – 22:18 – 20/05/2010 Colunista do ‘New York Times’ diz que Irã merece uma chance Roger Cohen, um dos mais respeitados colunistas do New York Times, defendeu quinta-feira o acordo turco-brasileiro sobre o urânio enriquecido do Irã e criticou a determinação , lideradas pelo governo americano, para adotar medidas punitivas contra o Irã e “mergulhar ainda mais no fracasso”. Cohen argumenta que EUA e Irã são “inimigos não naturais com muitas coisas com as quais poderiam concordar se quebrassem o gelo”, e lamenta que “a história envenenada entra no caminho; assim como… Read more »

ZE
ZE
10 anos atrás

Pessoal, quantas vezes eu vou ter que falar que países não têm amigos. PAÍSES TÊM INTERESSES. E INTERESSES bem delimitados. É mais do que lógico que a França vai ficar ao lado do Tio Samuel. Vejam, não poderia ser diferente. Há uns 3 anos atrás, eramos UM NADA. Agora, achamos que somos MUITO. Nem novo rico somos. Tudo é questão de INTERESSE. Alguém aqui acha em sã consciência que os Franceses vão peitar a ÚNICA superpotência do mundo por causa, por causa do….Brasil ?? Brasil ??? Alguém aqui é louco ??? O Primeiro Mundo (e nós não fazemos parte dele)… Read more »

ZE
ZE
10 anos atrás

A França não vai se posicionar a favor no Brasil no caso dos subsídios agrícolas, porque NÃO é de INTERESSE dela. Alguém pode perguntar: e a PARCEIRA ESTRATÉGICA, qual é a vantagem que levamos com ela ??? Bem, a “vantagem” quem leva é a França, pois criou-se uma verdadeira reserva de mercado aqui para o armamento francês. À isso, soma-se o fato que estamos comprando os principais materiais de defesa de um ÚNICO FORNECEDOR. A qualidade da oferta francesa não é boa. Os suecos estão nos oferecendo um cluster tecnológico, fabricação e desenvolvimento exclusivo de partes do Gripen NG (nem… Read more »

Justin Case
Justin Case
10 anos atrás

ZE disse: 21 de maio de 2010 às 1:29 “Pessoal, quantas vezes eu vou ter que falar que países não têm amigos. PAÍSES TÊM INTERESSES… ZE, bom dia. Concordo com sua análise sobre o interesse que move a política externa dos países. Quando os interesses são iguais ou convergentes, teremos a verdadeira parceria. Mesmo sem haver interesse convergente, pode existir parceria com outros objetivos (estratégicos, comerciais) quando os resultados esperados forem bons para ambas as partes. Acho que todas as afirmações sobre a motivação das parcerias valem para as três propostas do F-X2. Para saber qual a melhor para o… Read more »

ZE
ZE
10 anos atrás

Justin Case disse:
21 de maio de 2010 às 1:56

Olá amigo Justin Case !!!

Ótima explicação.

Eu só não concordo com o fato de você dizer que a proposta da SAAB não é a melhor.

Mas eu só tenho que respeitar a sua opinião, pois você trouxe argumentos sólidos.

Um abraço.

Vader
Vader
10 anos atrás

Brandalise disse: 20 de maio de 2010 às 22:02 “Afinal, nao temos nem misseis cruise, nem balisticos.” Grande Branda, eu diria que isso não é inteiramente verdade. O que penso que tanto vc quanto o colega A-Bomb e a maioria do pessoal não estão a enxergar completamente é que o Brasil já tem tecnologia, material humano e material nuclear para construir um artefato, não nuclear, mas sim TERMONUCLEAR. Leia-se: Bomba de Hidrogênio (fusão nuclear). E também temos os meios de “entregar” o dispositivo. Não é à tôa que sofremos embargos dos americanos e sabotagem dos franceses desde o princípio de… Read more »

Rodrigo
Rodrigo
10 anos atrás

Harry disse:
21 de maio de 2010 às 0:39

Você tem esperança que os franceses irão ficar do lado do Brasil ?

A questão principal com os franceses não é o Irã e sim o Brasil se negar a assinar o protocolo adicional.

André Oliveira
André Oliveira
10 anos atrás

Os E.U.A. não podem permitir o sucesso do acordo básico com o Irã por um questão de política interna. Obama será considerado um “jackass”, um “looser”, se o caminho da paz for encontrado via negociações…Lá isso conta muito..Mas agindo assim os EUA acabam também favorecendo os Aiatolas iranianos que assim continuam a enforcar dissidentes em processos de duas semanas de duração..O Brasil não fica desmoralizado neste caso, a não ser para quem já não gosta destes governo. A França tem e deve mesmo colaborar para o sucesso do Brasil neste âmbito, pois se ela compreender que ela mesmo se fortalece… Read more »