Home Indústria Aeroespacial O que poucos sabem sobre a Embraer – 1

O que poucos sabem sobre a Embraer – 1

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deriva-f-5e-foto-embraer

vinheta-especialNo início da década de 1980 a Embraer assinou um contrato com a empresa norte-americana Northrop para a fabricação de peças e componentes do caça F-5E Tiger II.

A tarefa para a companhia nacional não foi fácil. Naquela época a única experiência dela com jatos resumia-se à montagem dos EMB-326 Xavante, pois o programa AMX estava nascendo.

A Embraer acabou aprendendo a trabalhar como novos processos industriais como usinagem com maquinário computadorizado e estruturas tipo “colmeia”.

No final, a Embraer produziu sucessivos lotes de derivas verticais (foto acima) e cabides para armamentos de caças da família F-5.

FOTO: Embraer

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Bruno Rocha
Bruno Rocha
11 anos atrás

Com essa história de parceiria, os EUA nos fazem de “México 2” nos fazem de empregados para mão de obra barata para eles, e ainda nos tratam como inferiores.
Eles tem receio de nós contruirmos caças aqui pois sabem que temos capacidade enorme fazer um caça a altura dos deles, eles sabem disso.
Cuidado Boeing, o que é seu tá guradado, espere!

Roberto
Roberto
11 anos atrás

Emb-KY 😀

Brincadeiras a parte, fabricar essas empenagens do F-5 rendeu frutos para a Embraer na época, aprendendo a produzir estruturas em Favo-de-mel que inclusive foi utilizado no finado Copersucar em 1976. À época foi um grande avanço para a industria aeronáutica nacional .

Chacal
Chacal
11 anos atrás

kkkkkkkk,

POR ACASO TT É DE GRAÇA?

Robson
Robson
11 anos atrás

Grande coisa, até hoje não aprenderam a fazer caça.

ze
ze
11 anos atrás

Amigos, só aprende quem faz. O Rafale só será montado no Brasil. De acordo com a mesma empresa, apenas a partir do 37º vetor, o nosso país, de forma paulatina, começará a fabricar peças/partes. A melhor opção é o SAAB GRIPEN BRASIL ! Essa reportagem vai ao encontro das propostas suecas. “On the job doing” nada mais é do que o bom e velho “mãos na massa”. Não queremos ser montadores de um Lego tamanho gigante, com um custo de R$ 10 bilhões.

eu
eu
11 anos atrás

Quem é que disse que os EUA não faziam transferência de tecnologia?

Chacal
Chacal
11 anos atrás

Pois é,quem lê isso já vai acha que o SH é o caminho.

Isso foi só uma parceria que com certeza poderia ter sido bem melhor tendo em vista que nem tudo foi simples para a embraer depois !

eu
eu
11 anos atrás

Chacal, se manca. O que você espera, que o país que venda o caça ensine o cliente a fabricá-lo e desenvolver? Acorda pro mundo cara…

Bruno Rocha
Bruno Rocha
11 anos atrás

Logo logo vão ter que competir com o nosso Emb-xy mundo a fora.

Rodrigo
Rodrigo
11 anos atrás

Quem é que disse que os EUA não faziam transferência de tecnologia? [2]

Cantarelli
Cantarelli
11 anos atrás

Mais hoje em dia essa tecnologia citada no post nao serve mais para o brasil.

Asimov
Asimov
11 anos atrás

Desenvolvimento Industrial Offset Breve Histórico do Offset no Comando da Aeronáutica http://www.ifi.cta.br/desenvolvimento-industrial_offset_nocoes-gerais_historico.php […] Em 1974, o Offset foi utilizado pelo então Ministério da Aeronáutica, na aquisição de aeronaves F-5E, por meio da transferência de tecnologia para a produção e montagem de estabilizadores verticais e de pilones das aeronaves F-5E pela Embraer. As tecnologias de materiais compostos (honeycomb bonding), de tratamentos térmicos e de usinagens especiais obtidas pela empresa foram transferidas para os novos projetos EMB-XIngu e EMB-120 Brasília, por efeito de spin off. […] […] Em 1992, houve apenas uma negociação de vulto, levada a cabo pelo então Deped, relativa… Read more »

Mauricio R.
Mauricio R.
11 anos atrás

O que foi de tecnologia, que os franceses nos transferiram após sucessivos lotes de helicópteros, montados em Itajubá??? Nada!!!

Alexandre
Alexandre
11 anos atrás

Respondendo o cara acima: Por meio de acordo de compensação, empresas brasileiras estarão envolvidas nas seguintes atividades: 1) Produção de displays aeronáuticos e de componentes dinâmicos; 2) Instalação de linha de produção da aeronave EC-725, manutenção de terceiro nível e desenvolvimento de versões operacionais; 3) Produção de estrutura intermediária em composite; 4) Produção de estrutura metálica do módulo traseiro, de painéis em material composto; 5) Produção e suporte de motores; 6) Montagem e suporte de manutenção de piloto automático; 7) Montagem e manutenção de equipamentos aviônicos; 8) Desenvolvimento de integração de míssil ar-solo; 9) Desenvolvimento e integração de sensor eletroótico;… Read more »

MatheusTS
MatheusTS
9 anos atrás

Isso agora pode ser passado quase nada mais éra tecnoligia aprender usinagem, estruturas e de mais coisas na època sem isso hoje poderiamos ser bem pior no setor aeronautico e sem essas pequenas coisas e o AMX nunca fariamos os EMB….

Nautilus
Nautilus
9 anos atrás

Alexandre, o que o Maurício R. quis dizer é que, antes do contrato do EC725, em mais de 20 anos de Helibras instalada em Itajubá, só aprendemos a apertar parafusos e pintar as aeronaves. Só liberaram alguma tecnologia agora que viram que, se não liberassem, não levavam contrato. Tudo o que você listou já poderia ter sido repassado à época do contrato da Helibras. Veja quantos Esquilo foram comercializados no Brasil, entre militares e civis…

Helicon
Helicon
9 anos atrás

Prezados,
Não entendo como a China ao comprar equipamentos militares da Rússia, período pós-glasnost, num interregno de 15 anos conseguiu dominar a fabricação de todas as peças sensíveis do Su-27, sistemas e, por derradeiro, uma turbina nacional – à época, se não me engano, era o top da aviação russa – e nós, Brasil, não conseguimos tal proeza. Seria falta de qualificação, infraestrutura, investimentos?

trackback
8 anos atrás

[…] O que poucos sabem sobre a Embraer – 1 […]