sexta-feira, setembro 30, 2022

Gripen para o Brasil

Problema nos conversores de energia adia lançamento de satélite sino-brasileiro

Destaques

Guilherme Poggio
Guilherme Poggiohttp://www.aereo.jor.br
Membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

Herton Escobar

CIBERS-3 lançamento 2vinheta-clipping-aereoO lançamento do satélite sino-brasileiro CBERS-3, previsto para ocorrer entre novembro e dezembro de 2012, foi remarcado para maio ou junho deste ano, por causa de problemas técnicos na parte brasileira do projeto. “Este é o nosso novo cronograma”, disse ontem ao Estado o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Leonel Perondi, respondendo a uma série de dúvidas e especulações sobre o atraso no lançamento.

O satélite, desenvolvido em parceria pelo Brasil e a China, é peça fundamental do Programa Espacial Brasileiro. O custo do projeto é da ordem de US$ 125 milhões para cada país.

O problema está em uma série de pequenos conversores de energia comprados pelo Brasil em 2007 de uma empresa norte-americana chamada Modular Devices Incorporated (MDI), por cerca de US$ 2,5 milhões. Vários desses conversores apresentaram falhas nos testes finais que antecedem o lançamento na China, apesar de terem passado por todos os testes anteriores de qualidade realizados pelo Inpe e pelas empresas nacionais contratadas para o projeto no Brasil.

O fato foi divulgado em novembro pelo Jornal do SindCT, do Sindicato Nacional dos Servidores Públicos Federais na Área de Ciência e Tecnologia do Setor Aeroespacial, mas o Inpe não havia se pronunciado oficialmente sobre o caso até agora.

Segundo Perondi, uma avaliação técnica iniciada pelo Inpe em junho de 2012 concluiu que havia defeitos intrínsecos nos conversores da MDI – que já vinham apresentando problemas há algum tempo. Em agosto, uma equipe do instituto foi até a sede da empresa, nos EUA, para discutir a situação, levando cerca de 20 conversores (de um lote de 300) que tinham apresentado falhas. Em setembro, segundo Perondi, a empresa enviou um comunicado ao Inpe reconhecendo que havia defeitos de fabricação em 12 peças analisadas.

Concluiu-se, porém, que nem todas as peças estava comprometidas. Segundo Perondi, os conversores com problemas foram substituídos por outros do mesmo lote e submetidos a uma nova bateria de testes. “Retestamos tudo e, a princípio, não há mais nenhuma anomalia no satélite”, afirma Perondi. Apesar disso, optou-se por trazer alguns componentes de volta ao Brasil para mais verificações.

A decisão de reagendar o lançamento foi tomada em 20 de novembro. “Temos de ser extremamente rigorosos nesse processo; nada pode ir ao espaço com dúvidas”, diz Perondi. “Pode demorar mais, pode custar mais, mas não pode haver falhas.”

A data de lançamento ainda poderá sofrer alterações. “O cronograma é móvel, vai sendo revisto à medida que fazemos os testes”, afirma Perondi.

Outra opção seria reprojetar o sistema elétrico do satélite para operar com outro modelo de conversor, mas isso atrasaria o lançamento do satélite em no mínimo dois anos, segundo fontes ouvidas pelo Estado.

Embutidos. Os conversores, de um tipo chamado DC/DC, têm a função de adequar a voltagem da corrente elétrica do satélite às necessidades de cada um de seus subsistemas internos. Cada conversor pesa cerca de 500 gramas e há vários deles (44 no total) embutidos nos componentes brasileiros. “Não é algo trivial de ser substituído”, disse Perondi.

Os componentes chineses, por sua vez, utilizam conversores externos, maiores e mais pesados, que operam com uma voltagem fixa predeterminada – fabricados por uma empresa brasileira.

FONTE: estadao.com.br

NOTA DO EDITOR: a foto acima é do lançamento do CIBERS-3 ocorrido em outubro de 2003

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cristiano.gr

Se os pequenos conversores de energia citados fossem de origem chinesa os puxa americanos iam cair com tudo em cima da parceria sino-brasileira e criticar direto a origem dos produtos e vangloriar a indústria americana.

Como os produtos com defeito são de origem americana muitos se abstêm dos comentários e se alguém critica, como eu, aí é anti-americano.

Antes que se sigam comentários de “donos da verdade” e americanomaniacos de plantão, não sou petralha e nem anti-americano. Sou brasileiro e com orgulho, mas antes sou gaúcho e com mais orgulho ainda.

Baschera

Programas espaciais no Brasil costumam ser motivo de piada….. é a CaramurúBras !

Quer dizer que os ching-ling compram pecinha brazuca que funciona e os índios compram made in usa que não funciona ??

Esta foi boa !!

Sds.

Edcarlos Prudente

Todo cuidado é pouco! Um projeto caro e extremamente necessário não pode terminar como lixo espacial orbitando a terra!

Marcos

Leiam o texto: o Brasil usa conversores de fabricação americana. Os chineses usam conversores de fabricação B.R.A.S.I.L.E.I.R.A.

E o negócio é o seguinte: Brasil, China, EUA, França, Alemanha, etc, etc, e etc. possuem empresas que fabricam produtos de boa e má qualidade.

Marcos

Essa não é a primeira vez que isso acontece. Outra satélite que entrou em órbita a alguns anos atrás apresentou problema nas baterias. O problema foi atribuído ao lado brasileiro, que acabou ficando sem o uso do satélite.

Blind Man's Bluff

Sabotaram `de novo´ o programa brasileiro!

Vader

Uai, num entendi! Quer dizer então que os tolinhos chineses usam conversores brasileiros que funcionam, e os “ixperrtos” brasileiros vão aos EUA para comprar os conversores, e ainda reclamam quando esses apresentam problemas??? Quem que é mais burro ou sacana na história? “Usamericanu mau feiu bobu chatu i cumedô di criancinha” ou o estúpido do Programa Espacial Brasileiro que, tendo uma peça nacional similar que comprovadamente funciona, ou ao menos detendo – supõe-se – tecnologia o suficiente para desenvolver uma similar, vai comprar produto estrangeiro??? A verdade senhores: O BRASIL NÃO PRECISA DE NINGUÉM PARA SABOTÁ-LO! NÓS FAZEMOS ISSO MELHOR… Read more »

eduardo pereira

VADER- voce é mineiro cara (devido ao uai), sou de bh e vc?

eduardo pereira

Nada como se auto sabotar pra fazer demorar mais ainda o prog. espacial brasileiro. Se nao confiam nos produtos nacionais que ja existem e sao usados por outros pra que entao querer desenvolver a industria nacional, onde ja existe empresas fabricando veiculos e equipamentos muitas vezes certificados pelas forças armadas e por elas nao utilizadas pois os bacanas do poder só compram(na maioria das vezes) o que vende la fora.

Giordani

Brazil, o único país que se auto sabota…Eterno país do Futuro!

***********

eduardo pereira disse:
18 de janeiro de 2013 às 12:27
VADER- voce é mineiro cara (devido ao uai), sou de bh e vc?

Cara, Ele é de Tatooine…

GBento

Vader disse:

A verdade senhores: O BRASIL NÃO PRECISA DE NINGUÉM PARA SABOTÁ-LO! NÓS FAZEMOS ISSO MELHOR DO QUE TODO O MUNDO!

E eu pergunto:

Onde eu assino?

A. J. Camargo

Senhores, será que nosso programa espacial é tão amador assim? Atrasos semelhantes, ou maiores ou ainda cancelamentos, já não ocorreram em outros programas (de outros países)? Será que toda e qualquer iniciativa que aconteça no Brasil não presta, esta envolto em corrupção, em bandalheira?
É verdade que existe muita coisa. Sem dúvida!
Mas esta ficando enfadonho ler aqui na trilogia, esses comentários que avacalham a capacidade brasileira.
Vamos meter o pau com classe, com embasamento!
Até o momento, ninguém, absolutamente ninguém sabe de fato o que ocorreu.
Portanto, é cedo para achincalhar o Inpe!

Vader

eduardo pereira disse:
18 de janeiro de 2013 às 12:27

Véio, sou de Campinas (100 km da divisa). Mas meu avô era mineiro; acho que o “uai” e o “sô” eu puxei dele. 🙂

ci_pin_ha

A. J. Camargo Pode até ocorrer em outros países, mas vamos ser sincero, dos países ao quais podemos nós comparar (China, Índia…), nossa capacidade de gerenciamento é péssima. Além do mais, como em todas as áreas (saúde, educação…) nós colhemos alguns frutos, mas o grosso (principal) não funciona. Não devemos achar que tudo no Brasil é ruim, mas temos de ter consciência de que nós somos péssimos planejadores e gerenciadores (o que me surpreende é termos chegado até aqui). Quanto a compararmos o Brasil com outros países, não devemos ficar olhando pra baixo, pois sempre a algum mais embaixo que… Read more »

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