terça-feira, março 2, 2021

Gripen para o Brasil

Super Tucano nos EUA: uma fonte, duas interpretações

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Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

Para o Estadão, a “Embraer espera participar de nova concorrência nos EUA”

A Embraer espera poder participar de um novo processo de licitação da Força Aérea americana, em função do cancelamento anunciado em fevereiro da concorrência que havia sido vencida pela empresa brasileira.

“Isso vai depender das condições da nova concorrência, para ver se teremos condições de participar, mas acredito que teremos”, afirmou há pouco do vice-presidente Financeiro e de Relações com Investidores da Embraer, Paulo Penido, durante teleconferência com jornalistas.

Segundo ele, a empresa ainda aguarda esclarecimentos sobre o cancelamento. “Temos de esperar os fatos, as decisões do cliente”, disse. No dia 28 de fevereiro, a Força Aérea dos Estados Unidos informou que cancelou o contrato de US$ 355 milhões para fornecimento de 20 aviões Super Tucano, da Embraer, alegando problemas com a documentação.

A empresa brasileira, que participou da disputa em parceria com a norte-americana Sierra Nevada, havia sido declarada vitoriosa no dia 30 de dezembro de 2011, mas, no começo de janeiro, o governo dos Estados Unidos já havia suspendido temporariamente a compra depois que uma rival, a americana Hawker Beechcraft, contestou na Justiça o resultado da licitação.

As aeronaves seriam utilizadas para treinamento avançado em voo, reconhecimento e operações de apoio aéreo no Afeganistão.

Já para o UOL, “Embraer pode não participar de nova licitação para venda de aviões aos EUA”

A Embraer (EMBR3) ainda não decidiu se participará da nova licitação para venda de 20 aeronaves à Força Aérea norte-americana, afirmou nesta quarta-feira (21) o vice-presidente executivo financeiro e de Relações com Investidores da companhia, Paulo Penido.

No final de fevereiro, os Estados Unidos cancelaram uma licitação vencida em 2011 pela fabricante brasileira de aeronaves, em parceria com a norte-americana Sierra Nevada. As duas haviam obtido um contrato de US$ 355 milhões para fornecer 20 jatos A-29 Super Tucano, para treinamento e ataque, que seriam destinados às forças armadas do Afeganistão.

“Vamos analisar se vamos ou não participar”, afirmou Penido em teleconferência com a imprensa. “Ainda é cedo para falar sobre próximo passo”, emendou. O executivo acrescentou que a decisão da Embraer vai depender das exigências da nova concorrência. “Acreditamos que vamos ter capacidade de atendê-las, mas vamos esperar”, disse.

FONTES: Estadão e UOL

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Giordani RS

Só pelo fato de o UOL chamar o A-29 de “jacto”, deu, não sabem nem sobre o que estão escrevendo…

Justin Case

Giordani, boa tarde.

Tecnicamente, o coração de um turboélice é um motor à reação.
Chamá-lo de jato, portanto, pode não ser um erro.
Apesar disso, o termo “jato”, no Brasil, normalmente é usado apenas para os motores do tipo turbojato ou turbofan.
Abraço,

Justin

Marcos

Uma Faca de dois Gumes

Se por um lado a EMBRAER não vier a participar da proxima concorrencia, mostraria aos EUA que seu carater licitatorio não é muito diferente do nosso, apesar que ao menos aqui, a coisa ainda não terminou.

Por outro lado, o valor do contrato é sim um valor a ser considerado, visto que, os valores que o propio GF investe na EMBRAER são no minimo ridiculo

Mauricio R.

O caráter licitatório americano, está anos-luz daquilo que se pratica no Brasil.
Lá não há oferta por fora melando concorrência (EC-725) ou dispensa de licitação (F-X 2), ou vence a licitação, ou vá plantar batatas.
A própria atitude da Hawker, de recorrer em juizo, é de certa maneira inédita.

Giordani RS

Não Justin. Trabalhei anos e anos com aviação(na parte de células) e sei que só os muito envolvidos com o meio poderiam chegar a tua conclusão. Se assim for, tanque M-1 pode ser considerado jato…ainda mais no braZil, aonde as pessoas “entendidas” chamam motor à reação de turbina…

Justin Case

Pois é, Giordani.

Tentei quebrar o galho deles, mas acho que não deu.
Até para chamar ao A-29 de caça precisamos ter boa vontade e um jeito especial brasileiro .
Mas, principalmente no Brasil e em países menores, ser caçador é um “estado de espírito” e não depende tanto do equipamento. “Fighter pilots do it better (and faster)”.

Abraço,

Justin

Almeida

Jato foi f*** rsrsrs

Independente do motor amigos, a propulsão é à jato ou hélice/pás. E claramente o Super Tucano não é propulsionado por jatos…

Marcos

Se o carater americano esta a anos-luz, depois desta, ficou só a anos.

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