quinta-feira, setembro 23, 2021

Gripen para o Brasil

O Vigilance da Lockheed Martin

Destaques

Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

A Lockheed Martin revelou seu casulo de sensores Vigilance para ser instalado em helicópteros e aeronaves de carga para atuarem como aeronave de vigilância aérea. O casulo é baseado basicamente nos radares APG-80 e APG-81 AESA da Northrop Grumman usados nos caças F-16E e F-35. O casulo de sensores pode ser montado em cabides ou estruturas rígidas com a antena do radar, processador e sistema de força, antena IFF, GPS/INS, sensores MAGE e sistemas de refrigeração. Dois casulos podem ser levados nos lados da plataforma com cobertura de 360 graus. Os casulos permitem que a plataforma realize missões de Controle e Alerta em Voo (CAV), guerra anti-submarina (GAS), vigilância de campo de batalha e busca e salvamento.

Até quatro consoles de operadores podem ser instalados na plataforma, semelhantes ao do Merlin Mk2 da Royal Navy. Os consoles podem ser conectados aos aviônicos da aeronave, como FLIR e datalinks, ou operarem de forma totalmente autônoma. A instalação pode levar menos de 4 horas.

O conceito permite adaptar plataformas já em uso ao invés de comprar novas. Os casulos foram propostos para aeronaves como o C-130, CN-235, Merlin/AW101 e Mi-17. Os helicópteros levariam um ou dois consoles.

A Lockheed Martin vem desenvolvendo o Vigilance desde 2009 após um estudo para adaptar o helicóptero Merlin para substituir os Sea King da Royal Navy nas missões de Controle e Alerta em Voo. Os testes do protótipo em voo já estão ocorrendo e os testes em voo devem iniciar em 2012. A produção pode iniciar em 2013.

OBS: O conceito do Vigilance parece cair como uma luva para o projeto de aeronave de Controle e Alerta em Voo da MB. Os casulos poderiam ser instalados nas aeronaves S-2/C-1 Tracker e até mesmo serem instalado nos Cougar, Super Cougar e MH-16. Por ser um radar de caça imagino que poderia até mesmo guiar mísseis superfície-ar de longo alcance disparados por navios escoltas, com o radar a grande altitude dando capacidade de atingir alvos além da linha do horizonte dos navios. É um conceito usado pelos Standard SM-6 ERAM com radar ativo do AMRAAM e guiados pelos E-2 Hawkeye.

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Corsario137

Parabéns a LM!

Taí uma solução simples e barata se pensarmos que se elimina a necessidade de um vetor dedicado. Na verdade a própria escolha do vetor torna-se algo irrelevante, é um “blue ocean”.

Ivan

Além de helicópteros, aeronaves de carga e mesmo aviões navais de apoio como o S-2 Tracker e S-3 Viking, este sistema de radar poderia servir de base para um UAV-AEW. Acredito que um RQ-4 Global Hawk poderia ser modificado para transportar um conjunto com dois módulos de radar, cada qual apontado para uma lateral, cobrindo 360o com ligeira perda de eficiência na direção da proa e popa da aeronave. Com link seguro via satélite a ‘tripulação’ poderia ficar ‘trabalhando’ próximo de casa, com todo conforto e segurança. É uma alternativa para proteger as tripulações de aeronaves AEW da ameaça dos… Read more »

Ivan

Outra alternativa interessante, esta embarcada em porta-aviões convencionais (CATOBAR), seria o Sea Avenger da General Atomics Aeronautical Systems, que tem um payload em torno de 3.000 lbs. (1.360kg.), que deve ser suficiente para levar um conjunto duplo do sistema Vigilance da Lockheed.

Seria um complemento interessante para o vulnerável E-2 HawkEye.

Quem sabe seria uma alternativa para embarcar no A-12 São Paulo…
tô sonhando… vou dormir…

Sds,
Ivan.

Antonio M

Haveria a possibilidade de um Super Tucano carregar tal equipamento?

E se o C130 é cogitado, o EMB390 poderia ser uma boa plataforma também .

Antonio M

Ah sim, parece que na modernização dos Bandeirulhas há algo assim sendo estudado mas será embarcado.

e sobre o ST naval
http://sistemadearmas.sites.uol.com.br/ca/p293.html

joseboscojr

Só de curiosidade, na década de 80 pensou-se em usar dirigíveis tripulados na função AEW. Eles teriam inclusive indicativos visuais semelhantes aos navios e não ao aviões, já que embora voem, seu modus operandi é mais pertinente aos navios, podendo mover-se lentamente, ficar semanas on station, etc. Um ou dois acompanhariam um grupo tarefa, podendo inclusive reabastecer nos navios, trocar tripulantes, etc. Tais dirigíveis dariam cobertura de radar tempo integral à força tarefa. Outra solução proposta na época eram os aerostatos. Esses balões cativos avançados seriam rebocados por navios, podendo ficar a mais de 3000 metros, quadruplicando o horizonte radar.… Read more »

joseboscojr

G-LOC, Bem lembrado quanto ao SM-6 ter capacidade cooperativa podendo ser designado contra alvos além do horizonte radar do navio lançador. Embora haja a possibilidade teórica dos futuros E2-D serem reabastecidos em vôo pelos F-18, o que ampliaria o tempo de patrulha dos mesmos, tal capacidade ainda não foi implementada, o que aumenta o gap na cobertura aérea já que é pouco provável que os 4 AEW disponíveis consigam ficar on station 24 horas a fio por semanas. Tal gap poderia ser aproveitado por um atacante corajoso e sortudo. Esse radar com certeza pode vir a cobrir parcialmente esse gap… Read more »

G-LOC

falta ver o alcance dos radares pois radares de caça não tem um alcance assim tão alto.
Bosco, patrulha 24horas só se for em locais de risco o que pode não ser tanto tempo assim.
A limitação de autonomia do E-2 é a resistência da tripulação e não da aeronave. Não adianta colocar revo se a atenção dos operadores de radar não pode ser mantido por mais de 3 horas.

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