sexta-feira, setembro 30, 2022

Gripen para o Brasil

Caças F-16 de Taiwan deverão ser modernizados por 5,3 bilhões de dólares

Destaques

Fernando "Nunão" De Martini
Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

Total a ser modernizado é de 145 unidades dos modelos A e B

 

Na quarta-feira, 21 de setembro, a DSCA (Defense Security Cooperation Agency – Agência de Cooperação de Defesa e Segurança dos EUA) notificou ao Congresso dos Estados Unidos uma possível modernização dos caças F-16A/B de Taiwan, num pacote estimado em 5,3 bilhões de dólares. A modernização, nesse que é um possível negócio via FMS (Foreign Military Sale – venda militar ao exterior), responde a uma solicitação do Escritório de Representação Cultural e Econômica de Taipei nos EUA.

O pacote requisitado envolve 145 caças das versões A e B do F-16, e inclui a venda de:

  • 176 radares AESA (Active Electronically Scanned Array – varredura eletrônica ativa)
  • 176 sistemas de navegação inercial / GPS (Embedded Global Positioning System Inertial Navigation Systems)
  • 176 sistemas de gerenciamento de guerra eletrônica (Electronic Warfare Management systems) ALQ-213
  • Modernização de 82 pods ALQ-184 de contramedidas eletrônicas (Electronic Countermeasures – ECM) para incorporar tecnologia de rádio digital com memória de frequência (Digital Radio Frequency Memory – DRFM) technology ou a compra de novos pods AN/ALQ-211(V)9 ou AN/ALQ-131 com DRFM
  • 86 terminais táticos de data link (enlace de dados)
  • Modernização de 28 pods designadores de alvo Sharpshooter  eletro ópticos e de infravermelho
  • 26 sistemas designadores de alvo AN/AAQ-33 SNIPER ou AN/AAQ-28 LITENING
  • 128 sistemas de mira no capacete (Joint Helmet Mounted Cueing Systems)
  • 128 óculos de visão noturna (Night Vision Goggles)
  • 140 mísseis ar-ar AIM-9X SIDEWINDER
  • 56 mísseis de treinamento do AIM-9X
  • 5 kits de telemetria do AIM-9X
  • 16 kits de bombas guiadas GBU-31V1 JDAM (Joint Direct Attack Munitions)
  • 80 kits GBU-38 JDAM kits
  • Bombas de guiagem dupla GPS / laser: 16 GBU-10 Enhanced PAVEWAY II ou GBU-56 Laser JDAM, 80 GBU-12 Enhanced PAVEWAY II ou GBU-54 Laser JDAM, 16 GBU-24 Enhanced PAVEWAY III
  • 64 CBU-105 Sensor Fused Weapons com dispensadores com correção do vento (Wind-Corrected Munition Dispensers WDMD)
  • 153 lançadores LAU-129 com interface para mísseis
  • Modernização de 158 transponders / interrogadores de identificação amigo / inimigo APX-113

Também estão incluídos no pacote munições, equipamentos de missão, estudos de projeto e engenharia para substituição dos atuais motores F100-PW-220 pelo modelo F100-PW-229 engines, atualização dos computadores modulares de missão (Modular Mission Computers), telas multifunção do painel, equipamentos de comunicação, sistemas de planejamento de missão manutenção, construção, reparo e retorno, apoio de aviões tanque, serviços de translado de aeronaves, equipamentos de apoio no solo, sobressalentes, publicações, documentação técnica, treinamento de pessoal e equipamentos de treinamento, suporte técnico e logístico e outros itens.

Segundo o informe, os caças F-16 A/B, após a modernização, permitirão um grande aprimoramento da capacidade de seu operador em defender suas fronteiras.

A principal contratante será a Lockheed Martin Aeronautics Company, de Fort Worth, no estado do Texas (EUA), devendo também envolver as seguintes empresas:

  • BAE Advance Systems, de Greenland, New York
  • Boeing Integrated Defense Systems, de St Louis, Missouri
  • Goodrich ISR Systems, de Danbury, Connecticut
  • ITT Defense Electronics and Services, de McLean, Virginia
  • ITT Integrated Structures, de North Amityville, New York
  • ITT Night Vision, de Roanoke, Virginia
  • L3 Communications, de Arlington, Texas
  • Lockheed Martin Missile and Fire Control, de Dallas, Texas
  • Lockheed Martin Simulation, Training, and Support, de Fort Worth, Texas
  • Marvin Engineering Company, de Inglewood, California
  • Northrop-Grumman Electro-Optical Systems, de Garland, Texas
  • Northrop-Grumman Electronic Systems, de Baltimore, Maryland
  • Pratt & Whitney, de East Hartford, Connecticut
  • Raytheon Company, de Goleta, California
  • Raytheon Space and Airborne Systems, de El Segundo, California
  • Raytheon Missile System, de Tucson, Arizona
  • Symetrics Industries, de Melbourne, Florida
  • Terma (Dinamarca)

A nota da DSCA também informou que, no momento, não há propostas de offset (compensações) relacionadas a essa possível venda, cuja notificação é obrigatória por lei e não representa que o negócio já esteja concretizado.

FONTE: DSCA

FOTOS: TaiwanAirPower, Raytheon e Northrop Grumman

NOTA DO EDITOR: como a relação de equipamentos não deixa claro qual será o fornecedor do radar AESA e tanto a Raytheon quanto a Northrop Grumman (que desenvolveram radares do tipo para modernização de caças F-16 existentes) estão citadas na relação de empresas que deverão participar do programa, colocamos fotos dos radares desenvolvidos pelas duas, no meio e no final da matéria. Para saber mais a respeito, clique nos links a seguir.

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edcreek

Olá,

Sem duvida com o novo radar o F-16 da colonia Chinesa vai ficar um vetor e tanto, terá uma boa capaçidade.

O custo me pareçe bem dentro da realidade com uma media de 36 milhões a unidade, e comparação com os Indus com o Mirage-2000 onde o valor está na casa dos 47 milhoes a diferença é para montar a linha de atualização e implementação em solo Indu, no fim o preço não é tão caro.

Abraços,

Guilherme Poggio

após a modernização, permitirão um grande aprimoramento da capacidade

Grande aprimoramento? Isto transformará os velhos Vipers simplesmente nos melhores F-16 do planeta!

Guilherme Poggio

edcreek Vamos com calma nestas comparações. O pacote “made in USA” inclui armamento a dar com pau, incluindo a versão X do Sidewinder. Também estão incluídos vários pods como o Sniper e ECM. No caso da Índia a compra de armamento (que diga-se de passagem não é a geração mais moderna de mísseis – exemplo Meteor) entrará em um pacote a ser negociado em separado. A modernização dos Mirages indianos engloba somente a aeronave e mesmo assim não inclui radar AESA (é uma versão mais nova do RDY). Nem foi comentado nada sobre uma melhora no motor M56, algo cogitado… Read more »

edcreek

OLá,

Inicialmente vamos ver se o negocio vai ir para frente a China tá pé da vida com os gringos.

http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/china-adverte-eua-contra-venda-de-armas-para-taiwan/n1597222828016.html

Vamos ver,

Abraços,

ricardo_recife

Isto e que é modernização. Os F-16 de Taiwam vão estar num patamar superior ao J-10. Comparando com o processo indiano, além de mais barato, a modernização é mais ampla e tecnologicamente mais eficiente.

Guilherme Poggio

Pode até não sair, mas os valores e o equipamento estão aí.

Baschera

Está duro comentar sobre aviação militar no Brasil….

….então comente-se a modernização dos outros.

Se realmente acontecer…. será uma decisão salomônica e um baita negócio; Os USA não perdem o panda amigo e cliente insular, não melindram sua relação com o panda continental…. e ainda por cima faturam algum.

Enquanto isto, no paísinho aspirante a serviçal do CS da ONU…… vamos modernizando sucata jordaniana……

Eita nóis….. 🙁

Sds.

Guilherme Poggio

Baschera,

Não é por nada não, mas nós vamos “suar a camisa” para colocar esses jordanianos em voo novamente.

Gueorgui Jukov

Esses custos de modernização são sempre esquisitos pra mim parece uma estimativa de preço por que até o ultimo caça a ser modernizado o preço tem que subir por causa da inflação, duvido que daqui um ano esses equipamentos e armamentos não terão subido de preço.

Gueorgui Jukov

Agora que eu li o link que o edcreeck colocou a china tem 1500 misseis apontados pra taiwan, ufa mesmo que os taiwaneses com ajuda americana conseguisse deter 90% desses misseis os 10% restantes fariam um belo estrago atingindo alvos estratégicos seria praticamente o fim de taiwan, até o fim desse seculo não duvido que a china e taiwan vão entrar em guerra quem viver verá.

Mauricio R.

Pobre Ìndia!!! Vai reformar menos células, c/ aviônicos tecnologicamente inferiores e o armamento comprado em separado, além de caro, tb não é assim nenhuma “brastemp”. Eí, será que a Ìndia não se interessaria em comprar os M-2000-5 de Taiwan??? Talvez assim, seu próprio update, ficaria financeiramente mais atraente. Faria tb uma bela média, c/ a China PRC… Qnto aos 1500 mísseis chineses apontados p/ a ilha rebelde, há um contrato em separado p/ a modernização do mísseis Patriot p/, o padrão PAC-3. E os chineses de Taiwan tb estão desenvolvendo seus próprios mísseis, 2 modelos de mísseis de cruzeiro, um… Read more »

joseboscojr

Há algo errado no “Reino da Dinamarca”. Vendo esse radar do F-16 fico imaginando se ocidente não estaria fazendo uma leitura errada do que anda acontecendo na Rússia em relação à aviação de caça. Radares de varredura eletrônica de ‘baixa potência”, com algumas centenas de elementos ativos e pequena aérea, típicos de caças leves como o F-16, F-18, Rafale e Typhoon, não estarão aptos a detectarem os Su-35 dotados de radares de varredura eletrônica de alta potência/diâmetro de “antena”/até 2000 elementos radiantes, dentro de alcances que lhes permitam assumir a iniciativa. Ou se reverte essa tendência ou se fabricam mais… Read more »

Vader

Taí. Quando saiu a notícia de que os EUA não venderiam F-16 “novos” para Taiwan a corja antiamericana por aí parou de mascar seu capim, levantou as patas dianteiras do chão e já saiu mugindo a eterna cantilena: “é imbargu duzamericanu mal feiu i bobu!” Aí, ao invés de vender alguns míseros F-16 novos pra ROCAF, eles simplesmente vão transformar a frota TODA deles nos melhores do globo terrestre. E de quebra ainda lhes darão uma montanha de armamento de última geração, além de periféricos no estado-da-arte. TOMA antiamericanalha! 🙂 Se isso vai ser suficiente pra deter a PRC em… Read more »

Vader

Bosco: Creio eu que a resposta a seus questionamentos passa por quantos Su-35 em tais condições (Radar AESA, etc) existem no mundo. A China não os tem. A Índia não os quer. Ninguém os comprou ainda, e não há perspectivas certeiras de venda pra nenhum país do mundo. Mesmo a Rússia tem, ao que consta, apenas algumas unidades e, malgrado os sempre grandiosos mas jamais concretizados anúncios megalomaníacos da turma do Putin, a verdade é que essa aeronave (Su-35 BM – ou sei lá que raio de sigla criptográfica os russos estejam lhe dando no momento) é uma novela tão… Read more »

Mauricio R.

Não tomem a PLAAF por tolos, a link abaixo remete a um texto um tanto longo, mas absolutamente educativo a respeito.
Ah, pesquisem “plaaf training”, nesse mesmo site, a leitura vale a pena.

(http://www.informationdissemination.net/2011/08/evolution-of-plaaf-doctrinetraining.html)

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