terça-feira, agosto 16, 2022

Gripen para o Brasil

US$ 1,13 bilhão para produção do quarto lote dos motores F135

Destaques

Fernando "Nunão" De Martini
Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

A Pratt & Whitney informou na última segunda-feira, 16 de maio, que recebeu um contrato do Departamento de Defesa dos EUA para a produção de motores F135, que equipam os aviões de combate F-35 Lightning II.

O contrato, no valor de 1,13 bilhão de dólares, foi efetivado após a empresa e o Departamento de Defesa chegarem a um acordo sobre os custos e termos do contrato LRIP4, originariamente concedido em julho de 2010, e que contém elementos de preço fixo e incentivos. LRIP é a sigla para low rate initial production – produção inicial de baixa cadência.

Esse quarto lote de motores F135 inclui 18 motores para as versões de pouso e decolagens convencionais (CTOL) e 19 para as de decolagem curta e pouso vertical (STOVL). O início das entregas desse lote está programado para o quarto trimestre deste ano, para aeronaves destinadas aos EUA, Reino Unido e Holanda.

Segundo a empresa, esse contrato proporciona ao cliente uma economia de 15% para o motor que equipa as versões CTOVL e de emprego em navios-aeródromo, quando comparado ao contrato LRIP3. O F135 propulsou todos os 868 voos de teste do F-35, incluindo 100 pousos verticais da versão STOVL.

FONTE / IMAGENS: Pratt & Whitney  (ÚLTIMA FOTO: jsf.mil)

NOTA DO EDITOR: assim como foi feito na matéria logo acima (sobre a modernização dos Mirage 2000 indianos), vale a pena exercitar uma conta simplista do custo de cada motor desse quarto lote de produção inicial (de baixa cadência), usando os dados divulgados no próprio informe da Pratt & Whitney. 

Dividindo-se 1,13 bilhão de dólares por 37 motores – sendo 18 da versão CTOL e 19 da versão STOVL – temos um valor de aproximadamente 35 milhões de dólares por cada motor. Isso em média, pois é de se esperar que a versão STOVL, mais complexa, tenha um custo maior que este e, consequentemente, que a versão CTOL tenha um custo menor.

É provável que, nos próximos lotes, esse valor diminua com o aumento da cadência de produção – de fato, a empresa fala de uma redução de 15% no preço dos motores CTOL do terceiro lote para este quarto lote. Mas, de qualquer forma, é um preço bastante “salgado”, que combina com os altos custos do F-35, já bastante discutidos nos EUA e nos países que pretendem adotar o novo caça.

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Guilherme Poggio

A potência desse motor é tão grande que até assusta.

Marine

Poggio pelo amor de Deus nao fala essas coisas porque se nao os “especialistas do MD” vao querer coloca-lo no F-5 e ai e adeus de vez ao FX-2 hahahaha!

Mauricio R.

E o Congresso apesar do veto do Obama, insiste em colocar dinheiro do governo, na turbina da GE/RR.
Não que não seja uma boa idéia, como o provam os F-15 e F-16 voando por aí c/ turbinas GE, mas parece picuinha entre o Executivo e o Legisalativo.
E isso não é necessário, nem desejável.

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