sábado, novembro 27, 2021

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Robert Gates chega à China para aliviar tensões com EUA

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Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

De Dan De Luce (AFP)

PEQUIM — O secretário de Defesa americano Robert Gates chegou neste domingo à China, para uma visita cujo principal objetivo é reduzir as tensões no campo militar entre Pequim e Washington.

Ao mesmo tempo, expressou preocupação em relação aos últimos avanços bélicos da potência asiática.

É a primeira visita de Gates a China desde 2007, quando ainda servia ao governo do presidente George W. Bush.

O secretário dará início a sua agenda oficial na segunda-feira, apenas 10 dias antes da viagem do presidente chinês Hu Jintao aos EUA.

Chineses e americanos estão empenhados em mostrar avanços nos laços militares, suspensos por Pequim em 2010 em represália à decisão dos Estados Unidos de vender bilhões de dólares em armas para Taiwan.

No avião, Gates disse que o aparente avanço da China no desenvolvimento de seu primeiro jato militar, em ritmo melhor que o esperado, e a potencial ameaça aos Estados Unidos representada por seus mísseis antinavio, aumentam a importância de construir um diálogo com o exército chinês.

“Eles claramente têm o potencial de colocar algumas de nossas capacidades militares em risco. E nós temos que prestar atenção a eles, temos que reagir apropriadamente com nossos próprios programas”, afirmou.

“Minha esperança é que, através deste diálogo estratégico ao qual me refiro, talvez haja menos necessidade de manter estas capacidades militares”.

O secretário americano, convidado pelo presidente Barack Obama a permanecer no cargo após o fim do governo Bush, disse que o momento escolhido para esta viagem não foi uma coincidência.

“Está claro que os chineses queriam que eu viesse antes que o presidente Hu visitasse Washington”, estimou.

“Pessoalmente, acho que uma relação positiva, construtiva e abrangente entre os Estados Unidos e a China não é apenas do interesse mútuo dos dois países, é do interesse de todos na região e do mundo todo, eu diria”, destacou Gates.

Dias antes da simbólica ida de Robert Gates a Pequim, fotografias revelaram o protótipo do J-20, primeiro caça militar chinês, em uma base aérea no sudeste do país.

“Sabíamos que eles estavam trabalhando em um jato de combate”, disse Gates, indagado sobre o J-20.

“O que vimos é que eles talvez estejam mais adiantados no desenvolvimento desta aeronave do que nossa inteligência calculou”.

No entanto, “ainda há dúvidas sobre a combatividade” destes jatos, ponderou.
Gates também revelou que se preocupa com o desenvolvimento de “mísseis balísticos antinavios (pelos chineses), desde que eu assumi este cargo, quatro anos atrás”.
Da mesma forma, acrescentou que não sabe se os testes com os mísseis antinavios chineses estão em fase avançada ou se seu lançador já pode ser considerado operacional.

Robert Gates afirmou que precisa convencer os chineses a adotarem um diálogo permanente no campo militar, e admitiu que os líderes com quem se reunirá durante a visita provavelmente abordarão o tema das armas vendidas a Taiwan.

O chefe do Pentágono deve se encontrar com Hu Jintao e com o general Liang Guanglie, ministro da Defesa chinês. Além disso, visitará o quartel-general do Segundo Corpo de Artilharia, centro do comando nuclear do país, situado fora de Pequim.

As discussões também devem incluir a situação na península coreana, que passou por um pico de tensão nos dois últimos meses de 2010.

“Reconhecemos que a China teve um papel construtivo na redução das tensões na península no final do ano”, disse Gates.

“Falando em termos gerais, acho que um de nossos objetivos é ver se conseguimos acabar com essas provocações periódicas dos norte-coreanos e trazer mais estabilidade à península”, estimou. “Temos um interesse mútuo nisto”.
Depois da China, Robert Gates segue para Tóquio, na quarta-feira, e para Seul, na sexta.

FONTE: AFP

NOTA DO PODER AÉREO: Robert Gates foi o responsável pelo fim da produção do F-22 Raptor e pelos cortes de 250 caças na USAF. Ele afirmou em maio de 2009 que essas decisões não afetariam o domínio aéreo dos EUA, mas com os atrasos do Programa F-35 e o surgimento inesperado do J-20, terá que repensar o que disse.

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Mauricio R.

Até parece que esse J-20, entrou em serviço dia 1º e vai atingir algo parecido ao IOC, amanhã de manhã.
E já tem bem uns 3 regimentos equipados c/ ele.

Antonio M

Ontem assisti na TV paga o filme “55 dias em Pequim” e em um dos diálogos falam sobre uma frase de Napoleão:

“A China é um gigante adormecido que o dia que acordar, o mundo vai tremer’”

Vai se saber se o sr. Gates assistiu também ! rsrsr!

Ivan

Já faz algum tempo que escrevo:

O Dragão acordou… e está com fome.

Sds,
Ivan.

LATINO

Sera esse o aval para a linha do f-22 voltar a ativa .

sds

Rodrigo

Chineses e russos não são mágicos a ponto de alcançarem o nível dos gringos assim de primeira, temos nesta área por baixo 30 anos de atraso e muita grana investida.

É o mesmo cinema que os gringos criaram com o Foxbat, para justificar o F14/F15.

Escrevam o que o digo.

Isto caiu como uma luva em momento que criticam o aumento do valor do programa do F35. Fora uma muito provável volta do F22 em versão ainda mais avançada ou o seu sucessor.

O presidente da LM, deve ter mandado uma carta de agradecimento aos chineses.

DrCockroach

Quem criou a expressao “BRIC” foi o Jim O’Neill da GS a mais de uma decada. A ultima previsao dele eh que a China passe os EUA por volta de 2027, mas isto em PIB total, em per capita nao hah previsao p/ tanto.
http://www.economist.com/node/17493408

[]s!

DrCockroach

Tudo estah saindo em negrito… eh culpa do Ivan lah em cima 🙂

Ivan

Na verdade foi um problema de FU… Falha do Usuário.

Sds,
Ivan, o ‘tal’ usuário.

Antonio M

DrCockroach disse:
11 de janeiro de 2011 às 6:19

Sim pois, a China atual tem apenas 3% de sua população como “classe média”, o restante vive a níveis bem inferiores.

Simplesmente classificar o país baseado em números absolutosnão possibilita uma análise mais realista de suas condições sociais. Creio que se aplicarem cretérios como o IDH, a China desce bastante …..

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