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A-1M: mais um contrato referente à modernização de 43 unidades

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Prosseguem os contratos referentes à modernização dos A-1 da FAB, num total de 43 unidades. Segue o Extrato de Dispensa de Licitação publicado na edição desta sexta-feira, 24 de dezembro de 2010, véspera de Natal.

Para  leitores fãs do A-1 e que acreditam no potencial que essa aeronave ainda deve mostrar, a notícia é como um presente de Natal, embora pareça confirmar que  a modernização ficará mesmo em 43 unidades das 53 atualmente no inventário da FAB. E você? O que acha?

Veja mais matérias sobre a história do A-1 (AMX), sobre o processo de modernização e contratos assinados anteriormente, clicando nos links mais abaixo.

EXTRATO DE DISPENSA DE LICITAÇÃO No- 4/2010

Nº do Processo: 007-09/SDDP. Objeto: Serviços de Reparos e Fornecimento de Bens para a Revitalização de 43 Aeronaves A-1/A-1B, no exterior. Contratada: Embraer Aviation International – EAI. Autoridade Solicitante: Brig Ar Carlos Augusto Amaral Oliveira – Presidente da COPAC. Autoridade Ratificadora: Ten Brig Ar Juniti Saito – Comandante da Aeronáutica.

Justificativa: Aquisição de Recurso Bélico Aeroespacial, cuja Revelação das Características do seu Objeto e Especificação coloca em Risco Objetivos da Segurança Nacional. Valor: C= 55.372.860,54 (cinqüenta e cinco milhões, trezentos e setenta e dois mil, oitocentos e sessenta euros e cinqüenta e quatro centavos). Amparo legal: Artigo 24, IX, da Lei 8.666/93, combinado com o Artigo 1º, Inciso I, do Decreto nº 2.295, de 5 de agosto de 1997.

FONTE: Diário Oficial da União

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18 COMMENTS

  1. Ate quando vao seguir com essas medidas para tapar o sol com a peneira.

    O Chile deve ter mais de 50 F-16s. A Venezuela brevemente vai ter numero semelhante de Sukhois e ate mesmo a falida Argentina ja teve uma forca aeronaval superior ao que o Brasil possui hoje, 28 anos depois.

  2. Creio ser um avião injustiçado e quado colocado à prova pela Itália em Kosovo, mostrou se valor e começaram a vê-lo de outra forma.

    Creio que a modernização lhe dará capacidades de ataque, inclusive anti-naval, que ainda não possuíamos e ajudará a formar novas doutrinas para a guerra moderna.

    Mas, gostaria que a modernização contempla-se uma melhora em sua turbina, uma “mexida” para um pouco mais de potência bem com nos F5m …..

  3. Até que enfim esse velho cavalo de guerra ganhou seu up-grade, mas não vejo ninguém se mexer para sua substituição quando chegar sua vida útil, alguém sabe de alguma coisa?

  4. “…quado colocado à prova pela Itália em Kosovo, mostrou se valor e começaram a vê-lo de outra forma.”

    Vai ser substituído pelo F-35.

  5. Junior a substituição ficaria pela produção de outras celulas do FX2, produção essa que pode ser de até 84 celulas. Seria essa a solução almejada para substituição da primeira linha da aviação de caça/ataque da FAB…

    Quanto a modernização é muito bem-vinda e oportuna dado o momento politico-economico no qual está inserida. Com essa modernização de avionicos/conclusão mod do projeto AMX, nossos A-1 continuarão a ter uma capacidade unica de estender o poder do Brasil na AL e no AtlS. Lembrar que a designação do mesmo é caça-bombardeiro pela capacidade de autodefesa, sendo prioritaria a capacidade de ataque. Detentores do recorde de tempo na permanencia em vôo da Aviação de Caça da FAB e de distancia percorrida em voo initerrupto, simulando ainda carga bélica, marcas essas que demonstram suas capacidades de singulares proporcionadas a FAB.

  6. Gostaria de lembrar aos desavisados, que o que fez a fama do AMX nos céus da ex-Iugoslávia, era uma característica particular do armamento portado pela aeronave.
    E não o desempenho da aeronave em sí como mtos aqui pensam, pois não faz sequer uma curva puxando 4G, sem perda energia e daí manobridade, convertendo-se de aeronave de ataque em pato.

  7. Amigos,

    A grande deficiência do AMX no conflito do Kosovo foi a falta consciência situacional no Teatro de Operações.
    Por não possuir radar de bordo, videomapa para navegação e pela falta de comunicação confiável por data link, dependia totalmente de auxílio externo (via fonia) para sua atuação no TO. Tinha dificuldade até para encontrar reabastecedores e identificar os amigos.
    Por isso, naquela operação, foi descartada sua operação noturna ou fora de condições visuais.
    Este problema estará solucionado no A-1M.
    Para mim, é uma excelente aeronave e ainda contribuirá muito para o nosso poder militar.
    Abraços,

    Justin

  8. Amigos,

    Esse contrato com a Embraer Aviation International (França) refere-se provavelmente a todos os fornecimentos estrangeiros do projeto (serviços e equipamentos). Deve complementar o outro contrato nacional (Embraer), referente ao desenvolvimento e implementação da modernização (fornecimentos nacionais). É possível que a FAB tenha feito contrato com outros fornecedores nacionais (tais como Aeroeletrônica e Mectron), mas o mais provável é que estes sejam subcontratados da Embraer.
    Abraços,

    Justin

  9. Por isso, naquela operação, foi descartada sua operação noturna ou fora de condições visuais.

    Caro Justin Case, o principal problema no “Ghibli” para as operações noturnas era na verdade a ausência de NVG, ou mais especificamente o fato das luzes do painel não serem compatíveis com o seu uso. Como as regras de engajamento da OTAN exigiam confirmação visual do alvo, o avião não podia operar a noite ou sem condições visuais.

    Ao que recordo performance dos equipamentos eletrônicos e de navegação foi considerada excelente pela AMI.

  10. Mauricio R. disse:
    26 de dezembro de 2010 às 12:41

    Vão desativar depois de quantos anos de serviços prestados, de ser modernizado e ainda usado no Afeganistão ou seja, provado em combate.

    Os Tornados também serão substítuidos pelo F35. isso o faz um avião desprezível também?!

  11. Olha um bom programa de modernização, colocando um motor mais potente uma aviônica como sistema de guerra eletrônica, iff, d-link, sistema de visão noturna e o mais importante amamento moderno, bombas guiadas e misseis, imagina eles armados com hellfire, maverick Rafael Popeye, Mar-1, Man-1 e r-dater seria uma grande vetor para a fab e com certeza daria muito dor de cabeça a qualquer agressor. Mais com certeza não vai ter dinheiro ne …. infelizmente

  12. Valeu, Grifo.

    Aprendi mais uma. Nem sabia que os outros caças da Coalizão costumeiramente usavam NVG no final dos anos 90. Utilizavam NVG nos bipostos para confirmar os alvos no solo?
    Abraço,

    Justin

  13. Nem sabia que os outros caças da Coalizão costumeiramente usavam NVG no final dos anos 90. Utilizavam NVG nos bipostos para confirmar os alvos no solo?

    Caro Justin Case, tanto nos bipostos como nos monopostos. Não sei se o link funciona, mas aqui vai uma foto de um piloto de F-16 (monoposto) com NVG na campanha do Kosovo:

    http://books.google.com/books?id=CHwNMYp3PXUC&pg=PA66-IA8&lpg=PA66-IA8

    Os Marines também usaram NVG nos seus F/A 18-D (bipostos), os chamados “Night Hornets”.

    Ao que eu saiba os italianos aprenderam a lição, e no upgrade que fizeram nos “Ghibli” após a guerra incorporaram o suporte a NVG.

  14. Prezados senhores, como se consegue esta proeza de acertos a esta altura? Uso de pods?

    Com certeza ficarão bem melhores pos-modernização!

    Abc

    Paulo

    • Paulo José,

      Se não me engano, os resultados mostrados não são nada mais do que o (ótimo) uso dos modos CCRP ou CCIP do computador de tiro, em que o piloto coloca o alvo na mira (pipper) do Visor ao nível dos olhos (HUD) e o computador indica o momento exato de largar a bomba ou, após o lançamento ser liberado pelo piloto, solta a bomba quando os parâmetros corretos são atingidos. Para o lançamento de bombas “burras” o A-1 tem isso desde muito tempo, o que também agora equipa o A-29 e os F-5 modernizados.

      Os pods se prestam mais para lançamento de armamento “inteligente”, adequado a várias outras necessidades conforme o modelo da bomba ou do pod, como lançamentos a distâncias maiores dos alvos, iluminação dos mesmos por laser, armas guiadas a infravermelho, ataques noturnos ou em condições de tempo ruim, sem visibilidade do alvo etc. Ou seja, abre-se mais o leque em relação ao ataque diurno a baixas / médias altitudes com tempo bom (não que não se possa fazê-lo com o armamento atual, mas a precisão etc é bem maior).

      Saudações!

      PS – CCRP = ponto de lançamento computado continuamente / CCIP = ponto de impacto computado continuamente

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