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França e Kuwait próximos a concluir acordo sobre o Rafale

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vinheta-clippingFrança e Kuwait estão mais próximos a estabelecer um negócio de vários bilhões de dólares para a aquisição de caças. Funcionários disseram que o Kuwait concordou, a princípio, em comprar mais de uma dezena de caças “multi-role” Rafale da Dassault Aviation – França.
Disseram que os dois países alcançaram um acordo sobre a maioria dos detalhes de uma minuta de contrato.

“Os acordos estão quase completos”, disse um funcionário. “A questão agora se refere aos prazos e à coordenação política”.

Em 23 de janeiro, a França e Kuwait concluíram, em Paris, a sessão anual de Cooperação de Defesa.

A reunião de cinco dias foi conduzida pelo Vice-Chefe do Estado Maior do Kuwait – Maj. General Abdul Al Rahman e, pela França, o Chefe do Estado Maior de Defesa Jean-Louis Georgelin; além de incluir uma revisão estratégica e a proposição de projetos militares. A França intensificou as negociações para a venda de 14 a 28 Rafales ao Kuwait. No ano passado, a Força Aérea Francesa realizou várias demonstrações do Rafale, tanto na França como em países do Gulf Cooperation Council.

Al Othman, segundo informado, discutiu o negócio proposto para o Rafale com o Ministério de Defesa da França. Nenhum dos Países informou detalhes. O Maj. Gen. Al Othman realizou reuniões separadas com o Vice-Diretor de Exportações da Direção Geral do Armamento (DGA), no Ministério da Defesa, e com o adjunto ao chefe do gabinete conjunto de relações internacionais”, disse a agência de notícias oficial do Kuwait.

Em outubro de 2009, a França e o Kuwait assinaram um acordo de defesa com o objetivo de expandir as relações atuais. Funcionários disseram que o novo acordo foi concebido para acelerar os negócios relativos às compras de armas, ao treinamento, ao intercâmbio de dados de inteligência e aos exercícios conjuntos.

Funcionários disseram que o Kuwait também tem sido informado sobre a opção de comprar caças dos Estados Unidos, incluindo os aviões “multi-role” F-16. Em 25 de janeiro, foi agendada a participação de Al Othman em conversações sobre cooperação de Defesa com os Estados Unidos. O Kuwait é um grande aliado dos Estados Unidos externo à OTAN, hospedando mais de 15.000 militares americanos.

FONTE: Middle East Newsline, 25 de janeiro de 2010 / COLABOROU: Justin Case

12 COMMENTS

  1. Concordo com o galante! se vender é pq ele á o “bicho” mesmo!
    Não teriam os Kwaitianos observado de “perto” os exercícios dos EAU? e agora se decidiram de vez? hum… já pensaram? o rafale começa a deslanchar logo depois dos exercícios do oriente médio…? veremos o próximo capítulo!

    Sds!

  2. DU-VI-DO. Tudo é possível, mas DU-VI-DO.

    O Kuwait tem muito mais a perder do que a ganhar com a compra dos Rafale.

    Na hora do pega-pá-capá, é o Amigo Americano que vai lá e resolve tudo.

    Lembrem-se que, durante a Guerra do Golfo, a participação gaulesa foi muito tímida.

    Eu me lembro que os franceses foram relegados a posições secundárias na invasão do Iraque. Se fosse mandados um pouco mais ao noroeste, iriam parar na Turquia!!!!

    Eles não vão trocar o apoio americano, traduzido nos milhares de militares que lá estão pelo apoio um tanto quanto difuso dos franceses.

    Isso tudo para não falar que a França não tem o mesmo poder dissuasório, logística, capacidade financeira do Amigo Americano.

    Maior prova disso é que no Haiti, quem está realmente fazendo a diferença, são os EUA.

    Mesmo o Brasil estando há anos lá, mesmo o Haiti sendo uma ex-colônia francesa, mesmo a França tendo departamentos ultramarinos no Caribe (Guadalupe, Martinica…), mesmo a França tendo uma base no Caribe… QUEM FAZ A DIFERENÇA É O AMIGO AMERICANO, E NÃO A FRANÇA!!!

    Como bom agnóstico, sou devoto de São Tomé.

    Tudo é possível, mas DU-VI-DO da veracidade da informação.

    É, muito possivelmente, um HOAX.

    []s

  3. Se a venda for efetivada, mais caças serão fabricadas e em tese mais em conta a coisa fica (não só a compra mas como a manutenção).
    Gosto da ideia de ter muitos vetores voando..
    Abraços

  4. ZE em 28 jan, 2010 às 13:07
    Alexandre Galante em 28 jan, 2010 às 12:37

    Apresento os seguintes argumentos:

    1)a Arábia Saudita tb é quintal dos EUA, concordam?

    Pois eles operam Tornado e F15 e estão recebendo EF2000.

    2)os EAU tb são quintal dos EUA, certo?

    Eles operam F16Block60 e M2000-9.

    3) A ìndia é o quintal da Rússia. Está começando a mesclar seu material: desenvolve o PAK-FA, receberá o P8 (com altas tecnologias envolvidas), recebeu proposta pra comprar F35……

    Conclusão: Não dá pra excluir a possibilidade, pois vários países não tem como prioridade ter um único fornecedor. O argumento é que tendo múltiplos fornecedores minimizam a dependência.

    Mais um ponto para a possibilidade (remotíssima) de aquisição da dupla Gripen (Low) e F18 (HI). Esclaresço que só defendo F18 como “Hi” em detrimento do Rafale devido ao fato de haver mais possibilidade de desenvolver aviônicos comuns com o Gripen (único “Low” na disputa) e a “mesma” turbina (que pode-se dizer que é a parte de manutenção/revisão mais complexa e frequente em um caça).

  5. Pra explicar melhor (misturei os assuntos):

    Os argumentos e a conclusão referem-se à minha opinião de que o Kuwait poderá comprar os Rafale e isto não “quebra” a parceria com os EUA (para isto eles, provavelmente, comprarão alguns aviões ianques como “compensação”). Tanto que a França inaugurou uma base no golfo pérsico há pouco (e lá é “território ianque” como posição estratégica em relação ao IRÃ).

    O último parágrafo é um “insight” que tive ao concluir o meu raciocínio anterior e refere-se ao FX2.

  6. Marco Antonio em 28 jan, 2010 às 15:01

    Marco Antonio, parabéns pela análise! Definitivamente, ela tem substância, é precisa e tem lógica.

    No entanto, ouso a discordar, pois a Arábia Saudita, os EAU e a Índia (este último, com grão de sal, por favor) nunca foram invadidos.

    O Kuwait deve a sua existência e independência aos EUA. O que outrora foi criado pelo Reino Unido, agora se deve à volição dos EUA.

    Como disse, Marco Antonio, tudo é possível, porém não acho provável.

    Vamos esperar para ver o que São Tomé tem a dizer.

    []s

  7. Prezados
    Muitas das futuras compras passarão pelo fx-2, e o sendo o vencedor o Rafale as portas se abrirão para o mesmo e os franceses sabem muito bem disso. A influencia norte-americana vem caindo ano a ano, não deixa de ser uma superpotência, mas não mais hegemônica. A questão mutipolar, hoje em dia queiramos ou não passa pelos países BRIC.
    Abraço

  8. Independente da qualidade do avião francês frente aos demais “concorrentes”:
    A compra de armas é usada para ajudar a diminuir o saldo comercial do Kwait com a França.
    A India adota a mesma conduta.

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