domingo, julho 25, 2021

Gripen para o Brasil

Reino Unido quer criar nave-robô com artilharia eletrônica

Destaques

Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

vinheta-clippingO Ministério de Defesa do Reino Unido pretende construir uma aeronave militar robótica invisível aos radares que seria capaz de pairar como um helicóptero ou voar como um avião. A ideia principal do projeto seria criar um veículo de combate aéreo não tripulado, afim de reduzir os custos e aumentar a eficácia de uma incursão militar em ambientes hostis, principalmente em áreas urbanas.

No cinema e no mundo dos quadrinhos sempre existiu uma enorme admiração e medo em relação à produção de armas eletrônicas e dispositivos militares que usem alta tecnologia, a exemplo de filmes como O Homem de Ferro.

Aparentemente esse contexto começa a deixar de ser exclusividade do universo cinematográfico para se tornar cada vez mais real.

Segundo o site The Register, a nave, ainda sem nome, seria capaz de ser operada remotamente, podendo inclusive voar através de espaços urbanos, como vãos de prédios e espaço aéreo de ruas e avenidas. O projeto inclui inovações radicais nos sistema de ataque, como armas de microondas e raios laser.

Algumas empresas disputam entre si o direito de colocar o projeto em prática e construir a nave-robô, que seria capaz de pairar como um helicóptero ou voar como um avião, dependendo do ângulo de inclinação de seus motores.

A aeronave deve possuir um sistema de ar reutilizável, ter um raio de ação de 1 mil km e ser capaz de sobreviver em espaço aéreo defendido. Além disso, o projeto prevê a capacidade de lançamento e recuperação do robô em terra, mar e ar, mas existe uma ênfase maior em operações navais.

O protótipo pode contar também com turbinas em sua parte frontal, o que permitiria manobras em que a nave cairia verticalmente. Outra preocupação dos projetistas é a habilidade de a aeronave pairar por qualquer período de tempo, como um helicóptero. Para isso, está sendo feito todo um estudo do consumo correto de combustível.

A respeito das armas que a nave-robô carrega, pode-se dizer que existem pequenas caixas entre os mísseis convencionais que se assemelham a antenas que podem emitir raios laser ou cargas de microondas. Em teoria, isso seria capaz de neutralizar circuitos eletrônicos do inimigo.

Conforme publicação da Aviation Week & Space Technology, a lista de companhias que lideram as propostas comerciais conta, entre outras empresas, com nomes como a BAE Systems, companhia de desenvolvimento de tecnologia de segurança e defesa aeroespacial e a multinacional MBDA, fabricante de mísseis e sistemas de defesa aérea e naval, com sedes na França, Reino Unido, Itália e Alemanha.

A previsão para a apresentação de um modelo real é de três anos, no final de 2012.

FONTE / ARTE: Portal Terra

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Hornet

hehe..Bacana a matéria. Mas acho que a Inglaterra devia primeiro se preocupar com o radar AESA do Typhoon, que pelo visto está com problemas e vai atrasar mais ainda. No mínimo mais 5 anos para começar a produção em série: “Selex officials have said that after a deal is struck on the warplane’s AESA radar, about five years will be required to develop a production-standard version.” http://www.defensenews.com/story.php?i=4386720&c=EUR&s=AIR Não quero ser chato com isso até porque tenho simpatia pela Suécia (é um belo país), mas é o mesmo radar AESA, a mesma fábrica (Selex), que a SAAB apresentou pra nós no… Read more »

Hornet

ops!…”e garantiu que não haveria atraso em nada no NG. Será?

faltou o “será?”.

Robson Br

Hornet Concordo contigo. A FAB necessita no momento de um caça pronto de superioridade aérea. Temos que ter o mais moderno e como maior potencial de crescimento de nosso To, principalmente que nenhum vizinho mudou de patamr. Os da Venezuela provavelmente não são novos e de última geração e o Chile, que apesar de não fazer divisa, não deve passar dos F-16. Como a 1ª leva de F5 só completa sua modernização em 2010 e os da jordânia ainda estão em negociação com a Embraer, termos os bicudos até depois de 2025. Daqui a alguns anos, Radar AESA será o… Read more »

andrepoa

Muito interessante a noticia. Me lembro que lá nos tempos da pedra (anos 80) uma das preocupações era com a interferência eletromagnetica nos aviônicos, as vezes simples ruidos provenientes de eqptos diversos e simplórios (ar condicionado por exemplo) eventualmente davam tilt nos circuitos mais sensiveis (mos-fet). Imagino que uma onda com comprimento bem mais curto, algo tipo um maser, devem ser motivos de preocupação aos engenheiros.

Felipe Cps

Ótimo pessoal, se quisermos um caça a pronta-entrega (Casas Bahia, como alguém já chamou) só temos uma opção no FX2, e ela não é francesa, até porque o AESA do Rafaleco também está meia-boca. Fora a necessidade de Mirage pra iluminar alvo em solo…

Então, vamos de Super Hornet. Ponto final.

Mas ainda não acho que estejamos com essa pressa e esse desespero todo não. Chavito e seus biquinhos amestrados tem mais com o que se preocupar do que com o Grandão-Bobão da América Latina.

Sds.

Hornet

O problema do Super Hornet é que ninguém que trabalha com C&T nas FAs querem equipamentos americanos, pois desconfiam e muito da TT dos EUA. Basta acompanhar o que foi dito pelos militares no CETEX, pela palestra de um brigadeiro colocada no Blog, pelo o que foi dito pelos militares nas palestras do “Projeto Brasil” e por aí vai. E só pra corrigir, o AESA do Rafale já está operacional. O equilíbrio entre um caça operacional e com possibilidade de crescimento e a garantia em TT é fundamental no FX2. Por isso (também) que o Rafale é a melhor opção… Read more »

Bosco

Essa geringonça saída da idéia de um ‘Mister Q’ da vida não voa antes de 2025 se é que um dia vai se tornar realidade. Acho que o conceito ‘tailsitter’ não é muito prático para ser usado taticamente no modo ‘pairado’. E é exatamente o que este conceito propõe. Parece que as pás dos rotores estão ‘conformadas’ com a fuselagem no modo convencional e se ‘desprendem’ no modo ‘vertical’ quando ele passa a funcionar como um helicóptero. Acho que o sistema tailsitter tem futuro para UAVs que queiram decolar e pousar na vertical e voar e atacar de modo convencional,… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini

Prezados,

Sugiro seguir o exemplo do Bosco e do André e discutir, de preferência, o tópico. As cruzadas anti-Gripen NG, anti-Super Hornet e anti-Rafale não precisam contaminar posts que não se referem ao F-X2. Desta vez, o desvio do tópico foi bem forçado, desde o início.

Saudações a todos.

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