2012: recorde em acidentes aeronáuticos no Brasil

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    Foram registrados 125 casos até sexta-feira; helicópteros, que são 10% da frota, já respondem por 18% das quedas em todo o Brasil

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    Acidente Caravan da FAB

    vinheta-clipping-aereo O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) registrou 125 acidentes aéreos no País até o dia 30, volume que ultrapassou os 110 ocorridos em todo o ano de 2010. Trata-se de número recorde desde o início da série histórica, em 2001.

    O recorde anterior havia sido em 2009, com 113 acidentes. E nos números atuais ainda não estão computados os dois acidentes ocorridos no primeiro fim de semana de outubro, um deles no interior de São Paulo (com quarto mortos) e o outro em Curitiba, no Paraná. Os números não levam em conta os incidentes aeronáuticos, como pousos de emergência.

    Helicópteros. Os acidentes com helicópteros, um meio de transporte que tem sido muito usado principalmente nas grandes cidades, crescem ano a ano. Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) recolhidos até o fim de julho, quando haviam sido registrados 89 dos 127 acidentes ocorridos até hoje, problemas com helicópteros representaram 18% do total, ou seja, dos 89 acidentes computados, 16 haviam sido com helicópteros (que respondem por 10% da frota aérea, com 1.553 aparelhos registrados).

    O ex-ministro da Aeronáutica brigadeiro Mauro Gandra, um especialista do setor, atribui ainda o aumento do número de acidentes aéreos ao longo dos anos ao “esquartejamento dos setores de comando da aviação civil”. Ele se refere particularmente ao período a partir de 2005, quando foi criada a Anac, em substituição ao Departamento de Aviação Civil (DAC), que ficava na Aeronáutica. Na sua opinião, vários órgãos passaram a funcionar de forma independente, sem diálogo entre si.

    O brigadeiro observa que havia um respeito maior às regras ditadas pelo Cenipa, que tinham por objetivo prevenir fatores que levaram a um determinado acidente, voltassem a se repetir em outro. “Além disso, as partes passaram a não se falar”, observou ele, lembrando que é preciso que as autoridades façam um “trabalho de formiguinha de conscientização da necessidade de prevenção de acidentes aeronáuticos”, sobretudo em aeroclubes e escolas de pilotagem.

    Motivos. Estudo realizado pelo Cenipa, levando em consideração todos os acidentes ocorridos entre 2001 e 2010, aponta que, na lista dos fatores que mais contribuíram para a ocorrência dos desastres aéreos lidera o julgamento de pilotagem. Trata-se da inadequada avaliação, por parte do piloto, de determinados aspectos relacionados à operação da aeronave, estando qualificado para operá-la.

    O Cenipa sempre alerta que um acidente acontece por uma somatória de fatores. Em segundo lugar, a responsabilidade dos acidentes é atribuída à supervisão inadequada, pela gerência de não tripulantes, e em terceiro vem o planejamento do voo – seguido dos aspectos psicológicos.

    Entre os 24 itens listados como fatores contribuintes, o controle do trafego aéreo aparece em último lugar, a manutenção das aeronaves vem em 7.º lugar, a instrução dos operadores da aeronave em 10.º e as condições meteorológicas adversas, em 11.º lugar.

    FONTE:
    estadao.com.br

    NOTA DO EDITOR: foto meramente ilustrativa

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    Antonio MGiordaniHRotorMarcos Recent comment authors
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    Marcos
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    Marcos

    A coisa virou baderna. Se no passado a coisa ia de qualquer jeito, imagine-se agora. Já vi avião voando sem revisão, proprietário de avião mandando colocar gasolina de carro porque sai mais barato, piloto sem carteira…

    HRotor
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    HRotor

    Considerando o crescente aumento da frota e das horas voadas anualmente, a divulgação de um dado bruto e absoluto (número de acidentes) pode deturpar a análise.
    A perceção é de insegurança mas as soluções só veem com ciência.

    Giordani
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    Giordani

    Esse é o problema da cumpañerada. A vociferagem por um cargo público chegou aos extremos! É claro que tentaram de todas as formas aparelhar o DAC, mas este resisitiu bravamente…lembro que enquanto era o DAC, pagavasse R$40 e poucos reais para fazer a prova e ter uma CHT, daí quando a ANArC assumiu, a prova passou para R$140,00!!!!!
    Se no setor aeronáutico, um setor de tecnologia de ponta é essa bagunça, já podemos entender porque no setor de telefonia, transportes e energia agência reguladora nenhuma serve pra nada! Tudo cabide de emprego da cumpañerada!!!!!

    Antonio M
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    Antonio M

    Não é coincidência a divulgação desses dados com a situação precária de aeroportos, como no RJ, que são responsabilidade da Infraero. De fato, empresas que se tornaram cabides da companheirada e Dona Dila anuncia a criação de mais estatais.

    Eu disse a algum tempo atrás, quando esse mesmo governo anunciou a privatização de alguns areoportos, que para cada privatização, abririam novas estatais para acomodar os companheiros “incomodados” ….