terça-feira, outubro 19, 2021

Gripen para o Brasil

Micronetics vai fornecer componentes do radar Captor do Typhoon

Destaques

Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

Segundo nota da UPI (United Press International) desta segunda-feira, 12 de março, a empresa norte-americana Microneticsvai fornecer componentes de microondas e de rádio-frequência para o programa Eurofighter Typhoon.

A empresa informou que um “cliente internacional primordial” concedeu um contrato de 1 milhão de dólares para a produção de componentes de microondas que serão integrados ao radar AESA (de varredura eletrônica ativa) Captor, da aeronave.

O chefe executivo da Micronetcs, David Robbins, disse que “estamos agradecidos em continuar nosso trabalho como fornecedor-chave do programa Eurofighter Typhoon e essa nova encomenda reflete a confiança de nosso cliente em nossa habilidade de entregar compontentes de microondas criticamente importantes e de alto desempenho.”

Não foram revelados detalhes sobre quais componentes serão fornecidos, mas a Micronetics disse que a entrega dos itens vai começar no segundo trimestre do ano fiscal de 2013. O Captor é um radar multimodo desenvolvido especialmente para o Typhoon, e é produzido pelo consórcio Euroradar consortium, que inclui a Selex Galileo, a EADS e a Indra.

Na imagem acima, à direita, a atual versão do Captor. Na imagem à esquerda, a versão em desenvolvimento Captor E, que incorpora inovações como uma antena que pode ser reposicionada. Abaixo, imagem simulando a instalação do Captor E em um radome de caça Eurofighter Typhoon, mostrando a antena posicionada de forma a ampliar o ângulo lateral de cobertura. Na nota da UPI ou da Micronetics, também não foram dados detalhes se os componentes são destinados ao radar Captor atual ou à versão Captor-E.

A nota original da Micronetics destaca também que a empresa fabrica componentes de microondas e de rádio-frequência (RF) e subconjuntos integrados, que são utilizados em uma variedade de aplicações comerciais, aeroespaciais e de defesa.

A Micronetics também fabrica e projeta equipamentos de teste e componentes que testam a força, durabilidade e integridade de sinais de comunicação em equipamentos. Entre seus clientes, estão BAE Systems,  Boeing, Cobham, EADS, General Dynamics, ITT, L-3 Communications, Lockheed Martin, Northrop Grumman, Raytheon, Rockwell, Teradyne e Thales.

FONTES: UPI e Micronetics (tradução, adaptação e edição: Poder Aéreo)

IMAGENS: Eurofighter e Finmecanica

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DrCockroach
Corsario137

Interessante essas inclinações que fazem na antena para obter um melhor ângulo de acompanhamento do alvo. Permite continuar “iluminando” ele após um disparo sem ter que necessariamente continuar na direção do mesmo.

Alguém sabe informar os ângulos? Pelo que li, o do Gripen será de 105°. A Selex Galileo não é a mesma que está fabricando o do Gripen?

Mauricio R.

São 210°, derivação total, contra somente 120° do radar AESA sem swashplate.
Exigência da RAF p/ o radar AESA de seus Typhoons.

Marcelo

oi Corsario,

um efeito semelhante pode ser obtido com a instalação de antenas AESA fixas nas “bochechas” da fuselagem e nos bordos de ataque das asas (como no Sukhoi T-50 PAK-FA). Isso tem a vantagem de não usar mecanismos móveis, que podem quebrar/emperrar, como era comum nos radares mais antigos de slot plano, onde a antena deve ser reposicionada. O Rafale, para versões mais futuras (MLU), também tem estudos de instalação de módulos AESA nos bordos de ataque das asas.

enfim, swashplate tem vantagens, mas como tudo na vida, tem desvantagens também.

Marcelo

Ok Nunão! é isso mesmo! só para complementar a discussão, a notícia que isso já está em estudo para um MLU do Rafale para daqui à uns 10 anos, saiu na Aviation Week and Space Magazine, do ano passado, se ainda gozo de boa memória…nesse artigo, muito interessante, saiu um “road map” do programa Rafale para os próximos 20/30 anos, isso independentemente de ter ganho o contrato da India, uma vez que a reportagem saiu antes do Rafale ter vencido o L1 no MMRCA. Ou seja o road map era só para o Armée de l´Air, mas agora pode valer… Read more »

Corsario137

Caro Marcelo,

Obrigado pela informação. No entanto, o custo dessa distribuição de “aesas” pela aeronave a encareceria bastante, não?

Além do que o Nunão falou, o simples custo de mais radares + manutenção destes seria bem custoso ao meu ver.

Como será a suíte radar do F35?

-x-

BoscoJr, apareça aí e enriqueça a discussão 🙂

joseboscojr

Não tenho muito a acrescentar não. rsrsr Muito interessante o sistema adotado e a discussão. Sem dúvida há muito o que se ganhar com um maior angulo de varredura do radar, tendo em vista que são esperados engajamentos cada vez mais distantes que obrigam a atualizações vida data-link e maiores ângulos de varredura permite que o caça interrompa uma trajetória que o poderia levar para dentro do envelope de um MRAAM fire-and-forget, mesmo implementando uma trajetória oblíqua em relação à trajetória do caça inimigo (de modo a aumentar a A-pole, que é a distância entre o caça que lançou o… Read more »

Clésio Luiz

Uma das desvantagens do sistema articulado, é que se ele exige uma antena menor. Com isso, se perde alguns módulos do radar AESA. Isso prejudica o alcance do radar.

Mesmo assim, é aceito que uma radar AESA do Typhoon terá mais módulos instalados que o radar AESA do Rafale.

Ivan

Clésiio,

O ‘nariz’ do Typhoon é maior que o do Rafale.

Quanto ao movimento da antena do Typhoon (e do Gripen), chamado ‘swashplate’, é basicamente rodar a antena AESA que já é inclinada. Certamente exige mais profundidade do equipamento, mas não é articulado como as antenas mecanicas atuais e não deve diminuir a largura da mesma, portanto se houve perda de alguns módulos transmissores/recetores (TRM) será mínima.

O movimento swashplate não é novo, apenas foi adaptado para este novo uso.

Sds,
Ivan.

Sds,

Ivan

Bosco, Outro dia nos falamos sobre datalink de duas vias para melhor explorar o potencial dos mísseis BVR (ou LRAAM ?) Meteor e AIM-120D AMRAAM. Os novos mísseis BVR, apesar de ter guiagem ativa, só conseguem travar no alvo quando muito perto. Assim sendo é necessário ser atualizado durante o seu curso, para não encontrar o espaço aéreo vazio ao final de seu vôo. Assim sendo a manobra F-Pole é totalmente válida para o combate BVR moderno, como no passado. Só que as antenas AESA não são articuladas como as antigas, limitando o angulo lateral a 60° ou 65° do… Read more »

Marcelo

Corsario137 disse: 12 de março de 2012 às 15:15 Corsario, até onde eu sei, o sistema AESA das 3 versões do F-35, terão uma antena (com seus milhares de módulos T/R) apenas no nariz, inclinada, à moda do F-22, F-18E/F. Não estão previstos nem swashplate, nem antenas distribuidas pela estrutura do avião, só o DASS, mas este é óptico. Quanto á distribuição das antenas AESA no avião encarecer o mesmo, pode ser verdade hoje, mas daqui à 10/15 anos, os custos e requisitos de cooling desses módulos T/R podem ter evoluído pois a microeletrônica avança muuuuuito mais rápido que as… Read more »

Ivan

Marcelo,

“…a instalação de antenas AESA fixas nas “bochechas” da fuselagem e nos bordos de ataque das asas…”

É a primeira vez que leio alguém escrever sobre este upgrade para o Rafale ou para qualquer caça de porte médio.

Por favor, tente lembrar ou encontrar a referência sobre este MLU pois irá enriquecer imensamente nosso debate.

Sabemos que o nariz do Rafale é pequeno por necessidades aeronavais, mas se as “bochechas’ tiverem uma nova função além de segurar os canards será um ganho interessante.

Sds,

Marcelo

Ivan disse:
12 de março de 2012 às 17:55

como eu disse saiu em uma AW&ST do ano passado. Eu sou assinante da versão digital, se eu encontrar a reportagem posso enviar para o Nunão, mas não tenho email dele…
o que está em estudo seriam AESAs no bordo de ataque das asas e não nas bochechas, pois nesses pontos acredito que não há espaço.

Nick

Esse Captor E só perderá em alcance para o APG-77 do Raptor. O Captor mecãnico já tem um grande alcance, com a adição da antena AESA, deverá chegar nos 300/400 km para alvos de 5m2.

[]’s

Justin Case

Ivan disse: 12 de março de 2012 às 17:21 “Clésio, O ‘nariz’ do Typhoon é maior que o do Rafale. Quanto ao movimento da antena do Typhoon (e do Gripen), chamado ‘swashplate’, é basicamente rodar a antena AESA que já é inclinada. Certamente exige mais profundidade do equipamento, mas não é articulado como as antenas mecanicas atuais e não deve diminuir a largura da mesma, portanto se houve perda de alguns módulos transmissores/recetores (TRM) será mínima. O movimento swashplate não é novo, apenas foi adaptado para este novo uso. Sds, Ivan. Ivan, boa tarde. Na sua análise, acrescente que o… Read more »

joseboscojr

Ivan, Isso mesmo meu amigo. Sem dúvida o incremento na consciência situacional é relevante, mas para caças stealths o maior angulo de varredura do radar é irrelevante para se aumentar as chances de sobrevivência. É pouco provável que numa interceptação assimétrica (Ex: 5ª G x 4ª G), num engajamento frontal, mesmo sem implementar uma trajetória “tangente” (F-pole), o caça furtivo entre na zona de disparo do caça convencional. Acho até que um F-22 , por exemplo, não implemente tal manobra tendo em vista que poderia oferecer ao caça adversário um aspecto com maior RCS. Acho até que esse foi um… Read more »

joseboscojr

O típico engajamento head-on entre caças geralmente só é possível quando um deles não tem consciência de estar sendo engajado. Mas mesmo na hipótese dos dois caças terem disparado ao mesmo tempo e tendo consciência que o outro também disparou, o que tem um radar com maior angulo de varredura tem mais chances de sobreviver, tendo em vista que quanto mais perpendicular for o trajetória da aeronave em relação a trajetória original do míssil que a persegue, mais esse míssil irá perder energia para poder se colocar em direção ao alvo. Soma-se a isso o fato dele poder implementar manobras… Read more »

Justin Case

Bosco, boa noite. – Todo engajamento a uma distância maior que 5 milhas vira um “head on”, desde que um tenha consciência da existência do outro. – A 100 milhas, qualquer plot que não venha em direção ao caçador “não é um alvo”. – Se vier, será encontrado em um ângulo menor do que 20º em relação ao eixo. – Em cenário BVR, detectar na maior distância possível é fundamental, pois permitirá dispor os alas em posição adequada para o engajamento, fazendo com que o enfrentamento de um caça coloque o inimigo em posição vulnerável ao segundo. – Na transição… Read more »

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