terça-feira, junho 15, 2021

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Noruega investe em defesa enquanto critica declínio da capacidade da OTAN

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Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

Críticas são do ministro da Defesa da Noruega, que também afirmou que tentará coordenar compras conjuntas de F-35 com outros países

Reportagem do site Defense News desta sexta-feira, 13 de setembro, traz críticas do Ministro da Defesa da Noruega, Espen Barth Eide, à atrofia da capacidade da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), em defender seus membros contra agressões por parte de forças convencionais inimigas.

O ministro disse a uma platéia no Centro para Estudos Estratégicos e Internacionais em Washington, EUA, que “o Artigo 5 não está numa boa situação. Não estou me referindo à vontade política, mas à capacidade atual de resposta se algo acontecer no teatro transatlântico em relação a um tipo mais clássico de agressão”. Segundo Eide, exercícios têm mostrado que a capacidade da OTAN em conduzir operações militares convencionais vem declinando de forma marcante.

O ministro norueguês  falou sobre os cortes nos orçamentos de defesa dos membros da aliança: “Eu acho que estamos piorando devido aos muitos cortes que estão acontecendo em muitos países europeus. Se não formos inteligentes, (os cortes de defesa) poderão levar a um enfraquecimento ainda mair nas nossas habilidades-chave para nos defendermos.” Se essas habilidades forem enfraquecidas, também serão perdidas as capacidades da OTAN em conduzir operações fora de sua área, como no Afeganistão, segundo o ministro. Ele acrescentou que a OTAN precisa reforçar o Artigo 5 do tratado e que o declínio das capacidades convencionais tem que parar. O foco  de grandes exércitos conduzindo operações de estabilização precisa mudar para o ar e o mar.

A reportagem do Defense News diz que a Noruega está reagindo à ameaça com o crescimento de seu orçamento de defesa e com programas de modernização. O país é uma potência no norte da Europa, rica em petróleo, e está adquirindo navios de guerra equipados com sistemas de combate Aegis, novos sistemas de inteligência, reconhecimento e vigilância, além de caças furtivos F-35. Eide disse que “estamos comprando o F-35, e espero que consigamos obtê-lo.

A Noruega realizou um “conjunto complexo de simulações” que mostrou que, emquanto caças convencionais e não furtivos como o Eurofighter Typhoon, o Dassault Rafale, e o Saab Gripen de nova geração são perfeitamente adequados a guerras como a do Afeganistão, onde há um ambiente de ameaças permissivo, apenas o F-35 é capaz de lutar contra um adversário de alta capacidade. Sem mencionar o nome, o ministro disse que uma ameaça como essa existe na vizinhança da Noruega, que tomou uma “decisão em princípio de comprar quatro aeronaves iniciais, planejando uma frota de 48 caças F-35.

O ministro ainda disse que, embora um conflito do tipo possa não ser provável, ele continua sendo teoricamente possível e, assim, a Noruega precisa investir em armas que poderiam combater um inimigo sofisticado. O país advoga o conceito de “defesa inteligente”, em que as nações poderiam unir seus recursos para se tornarem um comprador maior, mas a ideia não é nova: Eide citou a frota de F-16 da Europa, em que Noruega, Portugal, Dinamarca, Holanda e Bélgica cooperam extensivamente em logística, modernizações e treinamento conjunto, e que o valor dessa cooperação apareceu no conflito da Líbia.

Apesar de não acreditar que um conceito de “defesa inteligente” seja possível no curto prazo, o ministro afirmou que o programa F-35 oferece o potencial para um acordo similar entre os operadores desse caça furtivo. Reuniões estão sendo realizadas entre os potenciais operadores europeus do F-35, mas o problema é que cada país tem seus ciclos de decisão, e estes não estão sincronizados.

O jornal Norway Post também trouxe matéria sobre as declarações de Eide sobre seu desejo de tentar coordenar a compra do F-35, pela Noruega, com outros países interessados (à exceção dos EUA). A ideia foi apresentada quando o ministro deixava os Estados Unidos na tarde de quinta-feira, após uma reunião com o executivo Bob Stevens da Lokheed Martin, que fabrica o caça.

Outros países interessados no F-35 são o Reino Unido, Canadá, Turquia, Dinamarca e Holanda. O ministro da Defesa Holandês, Hans Hillen, também solicitou à Noruega e à Dinamarca para cooperarem na compra do novo caça, e os problemas econômicos que podem levar a cortes de defesa na Europa e EUA são um importante fator nos esforços para coordenar as aquisições.

FONTES: Defense News e Norway Post (tradução, adaptação e edição: Poder Aéreo)

FOTOS: Lockheed Martin e OTAN

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Marcelo

entenda-se como medo da Rússia e o Sukhoi T-50 (mais Yassen, Bulava, Mistral, etc.)

Marcos

Sr. Espen Barth Eide M.D. Ministro da Defesa da Noruega Ilustre senhor: Vos convido à vir ao Brasil, quinta potência mundial, para conhecer nossas forças de defesa, nossa moderna força aérea, nosso grande exército e nossa frota naval. A vossa vinda à nosso país por certo lhe deixará mais confortável, pois verá a nossas imensa capacidade operacional no estado da arte. E em eventual conflito militar próximo as suas fronteiras, por certo nossos ilustres governantes não titubearão em deslocar nossas forças em vosso auxílio. Só a título de exemplo, citamos nosso adiantado programa para aquisição de novos caças, bem como… Read more »

Daglian

Marcelo,

Medo da Rússia ou da China? Acredito que hoje a Rússia esteja reorganizando suas forças e atuando mais em auto-defesa, não creio que seja um potencial inimigo desta região (inimigo da OTAN).

Daglian

Desculpem pelo segundo post, mas parabéns pelo texto Marcos, creio que seria quase uma terapia para políticos (sérios) de países que realmente prezam pelo seu país.

Daglian

*países que realmente prezam pela sua defesa.

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