domingo, maio 16, 2021

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American Airlines pede concordata, mas continuará operações

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Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

A companhia aérea American Airlines e sua casa matriz, o holding AMR, anunciaram nesta terça-feira ter recorrido à lei de concordata, mas manterá suas operações normalmente, graças a uma disponibilidade de caixa de US$ 4,1 bilhões em dinheiro.

Em um comunicado, a companhia aérea – cujo presidente executivo renunciante Gerard Arpey será substituído por Thomas Horton – explicou que a reorganização que será realizada, no âmbito do capítulo 11 da lei de falências americana, permitirá que reduza de forma duradoura seus custos operacionais, principalmente na questão salarial.

O aumento dos custos trabalhistas e do preço do combustível elevou a dívida da companhia aérea, que teve perdas de US$ 162 milhões no terceiro trimestre deste ano. Os ativos da companhia estão avaliados em US$ 24,7 bilhões, frente ao passivo de US$ 29,5 bilhões

A reestruturação da American Airlines, que tem 78 mil empregados, inclui a nomeação de um novo executivo-chefe, Thomas Horton, presidente desde julho e antigo diretor financeiro. “Tenho certeza que a American emergirá mais forte como um líder mundial conhecido por sua excelência e inovação”, ressaltou Horton no comunicado.

A AMR afirmou ainda que não considera como necessário uso de linha de crédito especial destinado a companhias em dificuldades financeiras ou sob a proteção do processo de recuperação judicial.

Além disso, a AMR diz que o pedido de concordata não terá impacto legal sobre as operações da companhia fora dos Estados Unidos, e que irá continuar a avaliar as operações e serviços. A AMR também deve iniciar negociações com todos os sindicatos para reduzir custos trabalhistas para níveis competitivos.

O anúncio foi realizado depois que a American Airlines se vangloriou, no mês passado, de ser uma das poucas grandes companhias dos Estados Unidos que não se declararam recentemente em bancarrota. No entanto, o mercado há muito acreditava que o grupo poderia ser ver obrigado a tal extremo por não poder obter de seus pilotos as concessões salariais necessárias para sanear suas contas.

Os pilotos da American Airlines afirmam ter contribuído muito de sua parte, fazendo importantes sacrifícios financeiros durante a crise anterior, em 2003, quando o grupo era líder mundial do setor. “Temos de fazer frente a nossa estrutura de custas, incluindo os custos de nossos salários”, explicou Horton.

A American Airlines assegurou que continuará com seu funcionamento normal e que seus clientes continuarão recebendo os serviços aos quais estão acostumados. O grupo, que investiu muito dinheiro para renovar sua frota, no entanto, não disse nada sobre o destino da enorme ordem de compra de 460 aeronaves (260 Airbus A320 e 200 Boeing 737) anunciada em julho.

FONTE: Terra (com informações de EFE e Reuters)

Colaborou: Edcreek

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Ivan

Ed, Respondendo seu post de outra matéria. As empresas de aviãção ocidentais sofreram um grande impacto em setembro de 2001, que repercutiu durante anos, resultando em dificuldades financeiras que para algumas foi intransponível. Outro ponto comum nas aerolinhas ocidentais são as negociações com os sindicatos de aeroviários, que vão precionando por mais e mais benefícios ano a ano. Isto é normal, mas aparentemente as norte americanas não conseguem negociar bem, ou cedem temendo a perda de receita de alguns dias (ou mesmo horas) paradas. Estas companhias trabalham no limite da rentabilidade e não podem deixar de voar. Assim sendo, é… Read more »

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