sábado, setembro 25, 2021

Gripen para o Brasil

Programa JSF enfrenta mais uma dificuldade técnica

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Guilherme Poggiohttp://www.aereo.jor.br
Membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

Componente estrutural das asas do F-35 não passou nos testes de durabilidade de longa duração

Um novo problema – descrito em um e-mail do Pentágono como “uma questão não muito grave” – ​​foi encontrado nas asas das versões do F-35 para a Força Aérea e Marinha dos EUA.

O problema, localizado na seção frontal da nervura da raiz da asa, foi descoberto durante testes de durabilidade. As nervuras devem ser redesenhadas. O problema parece ser decorrente do projeto – e não do controle qualidade – e um plano de produção para as novas nervuras das aeronaves já entregues estará em vigor até o quarto trimestre deste ano, informou uma fonte do Congresso dos EUA.

“É bom quando você descobre problemas como este logo cedo e você pode produzir uma parte melhor”, disse um dos assessores do congresso. O assessor disse que o Pentágono já havia informado o Congresso sobre o problema.

O Escritório do Programa Conjunto, que executa o programa, nos enviou um comunicado:

“… Uma redução da expectativa de vida prevista da durabilidade da seção frontal da nervura da raiz da asa das variantes CTOL e STOVL foi identificada. A nervura da raiz da asa é uma parte de alumínio localizada no bordo de ataque da asa quando este se junta à fuselagem. As células do F-35 tem uma expectativa de 8.000 horas de vôo verificadas através de análises e testes para dois ciclos ou 16.000 horas no total. O ensaio de durabilidade do modelo CTOL, realizado pela BAE em Brough (Reino Unido) recentemente completou mais de 2.800 horas, quando identificou-se a fadiga antecipada da peça descrita acima.”

O porta-voz do programa JSF, Joe DellaVedova, também disse que uma “nervura da raiz da asa reprojetada” foi feita para ambas as aeronaves. “Nesse meio tempo, a frota de aeronaves de teste continuará a ser inspecionada por uma simples e não invasiva inspeção como medida de precaução antes da eventual modificação. As nervuras reprojetadas serão incorporadas desde o início para as aeronaves do lote LRIP5 tanto CTOL como STOVL ( AF31/BF35). [Alguns dos] 30 aviões CTOL e dos 34 aeronaves STOVL deste lote exigirão modificações para alcançar a vida útil esperada. A modificação na seção frontal da nervura da raiz da asa foi agrupada nos requisitos de modificação existentes para reduzir tanto o custo como o tempo gasto em manutenção. Espera-se que a modificação das nervuras deva exigir cerca de 45 dias para ser concluída “, disse DellaVedova em seu e-mail.

O porta-voz da Lockheed Martin, Laurie Quincy, disse que a correção “não exigirá recursos adicionais para o programa F-35. Os recursos financeiros a serem utilizados são na verdade uma parte dos custos atuais e já foram relatados ao Congresso pelo Gabinete do programa F-35 deste ano.”

FONTE: AOL defense

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edcreek

Olá,

Esse problemas são naturais em desenvolvimentos, por isso não se pode fixar um preço em algo que ainda não está pronto.

Abraços,

Ivan

Quando o contratante assinou um contrato extorsivo tipo ‘Cost Plus’ realmente não há como impedir que o preço suba incontrolavelmente. Mas se o contratante impõe ao contratado limites claros de preço e prazo, é possível fixar um limite para, deixando o fornecedor com a responsabilidade de conter os gastos e se responsabilizar pelos erros. Guardada as devidas proporções, esta é diferença entre o bem sucedido programa Gripen da SAAB (dentro do orçamento) e o extravagante e caro programa JSF da Lockheed (com garantia de margem de lucros). A equipe de vendas e negócios militares da Lockheed Martin obteve o melhor… Read more »

Vader

Excelente notícia. Por isso que a indústria bélica anglo-americana é a melhor do mundo: porque os testes são exaustivos ANTES de soltar os produtos no mercado, e não depois, como fazem russos, chineses, e outros.

Detectado o problema, feita a correção, caso encerrado.

Ivan

MiLord Vader,

Seria simples e transparente se não houvesse o absurdo contrato do tipo cost plus.

No caso em tela o porta-voz da Lockheed Martin, Laurie Quincy, foi rápido em afirmar que a correção “não exigirá recursos adicionais para o programa F-35″.

Certamente por que sabe o desgaste da bandalheira que virou a administração deste contrato. Se os Republicanos estão reclamando é por que a coisa tá feia.

Sds,
Ivan.

[…] Entre os sistemas de armas, o alvo potencial é o problemático F-35, o avião de combate supersônico de nova geração para a Força Aérea, os Fuzileiros e a Marinha. Trata-se do maior programa de aquisição de armamento do Pentágono, a um custo de 238 bilhões de dólares. O caça não está fazendo jus ao seu nome, Lightning II (Relâmpago II), por estar bastante atrasado no seu cronograma. Uma versão chegou a sofrer rachaduras em uma das nervuras da raiz das asas após apenas 1.500 horas de voo, de um total planej…(*) […]

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