segunda-feira, agosto 2, 2021

Gripen para o Brasil

Exportação do T-50 Golden Eagle à Indonésia estaria próxima

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Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

Segundo comunicado do Ministério da Defesa da Coreia do Sul, a proposta da KAI (Korea Aerospace Industries) foi selecionada como preferencial na semana passada pela Indonésia, para o fornecimento de jatos supersônicos de treinamento. Isso deixa mais próxima a exportação do T-50 para o país. 

A Indonésia pretende adquirir 16 aeronaves, mas serão necessárias negociações para chegar ao custo total do acordo. Estima-se que o custo seja de 400 milhões de dólares. Se tudo der certo, será a primeira exportação do Golden Eagle, com entregas previstas para 2013. O T-50 concorreu com o russo YAK-13 e o Tcheco L-159.

Segundo especialistas, o emprego do T-50, comparado a jatos de treinamento anteriores, pode reduzir os custos da instrução avançada de pilotos de caça em 20%, e a duração do treinamento em 30%. Ao mesmo tempo, as capacidades de voo dos pilotos seriam incrementadas em 40%. O desenvolvimento da aeronave sul-coreana, em conjunto com a norte-americana Lockheed Martin, consumiu 13 anos e 1,8 bilhão de dólares. 

Outros alvos de exportação da aeronave, que também pode ser empregada como caça multitarefa, são Israel, Polônia e EUA. As tentativas de vender o T-50 para os Emirados Árabes Unidos e Singapura falharam.

FONTE / FOTO: Ministério da Defesa da Coreia do Sul

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Ivan

A República da Indonésia é um grande país transcontinental localizado entre dois continentes, a Ásia (sudeste asiático) e a Oceania (Austrália e Papua-Nova Guiné). Dentro do país há simplesmente o maior arquipélago do mundo, as Ilhas de Sonda, compreendendo cerca de 17.500 ilhas. Mesmo sendo um arquipélago tem fronteiras terrestres com Malásia, Bornéu, Timor-Leste (país lusofono) e Papua-Nova Guiné. Mas tem também fronteiras marítimas (próximas) com as Filipinas, Austrália, Índia (de longe), Malásia, Palau e Singapura. São cerca de 240 milhões de habitantes, para um PIB de aproximadamente 540 Bilhões de dólares americanos. Olhar o mapa é sempre interessante: http://www.asia-turismo.com/mapas/mapa/indonesia.jpg… Read more »

Nick

Esse T-50 lembra um AMX revisto para os dias de hoje.

[]’s

Clésio Luiz

Um modelo que lembra o AMX é aquele Xian JH-7, mas mesmo assim só de frente. Outro que também lembra é o Soko J-22 Orao e o IAR-93.

Mas provavelmente o que criou essa geração de aeronaves de ataque, com nariz baixo, tomadas de ar e asas altas, além de trem de pouso abaixo da entradas de ar, no meio da “cintura gordinha”, foi o Sepecat Jaguar. Até o Tornado tem esse esquema de asas-tomada de ar-trem de pouso.

Nick

Caro Nunão,

Como eu disse, é um AMX revisto!! Não estou dizendo que é parecido, mas, eu imaginaria que se fizéssemos um projeto de um Caça de Ataque Leve/LIFT nos dias de hoje, ele seria parecido com o TA-50 Golden Eagle.

Um monoturbina baseado no mais que provado GE-404, e asas com Lerx.

[]’s

Ivan

Nick,

Concordo com uma ressalva:
“Se fizéssemos um projeto de um Caça de Ataque Leve/LIFT nos dias de hoje, ele seria parecido com o TA-50 Golden Eagle…”, desde que tivéssemos a participação da Lockheed Martin.

Opss!
O projeto original do T-50 Golden Eagle, na época KTX-2, tinha a participação de 13% da fabricante do F-16 Fighter Falcon.

Tá explicado. ‘Né’?
_____ _____

Nunão,

Dá uma olhadinha no trem de pouso trazeiro.
Até parece que foi copiado do F-16… he he he.

Abç,
Ivan.

Guilherme Poggio

Nick

Não vejo desta forma.

O T-50 nasceu treinador e virou caça leve. O AMX nasceu bombardeiro leve e procurou-se encaixá-lo no mercado de treinadores.

Nick

Caro Poggio,

A ordem dos fatores não altera o produto! 😀

No meu entender o T-50 já nasceu “caça” com suas especificações. O T-50 só foi a variante inicial. O AMX sofreu muita concorrencia de 2 LIFTs da época: o BAE Hawk(que chegou a ser usado como um caça leve) e o Dornier/Dassault Alphajet.

Ao AMX talvez tenha faltado essa visão visto que como muito bem detalhado nas matérias dedicadas a ele, não foi pensado como um LIFT, apesar de digamos um último esforço da Embraer no AMX-ATA.

[]’s

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