domingo, maio 16, 2021

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Aeroporto Internacional de Cáceres será tombado e terá base da FAB

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Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

Está em fase de planejamento o tombamento do Aeroporto Internacional de Cáceres “Nelson Martins Dantas” pelo governo federal para anexar uma base militar da Força Aérea Brasileira (FAB) no local. A medida reforçaria o trabalho de segurança e combate aos crimes transfronteiriços, especialmente o narcotráfico, e a unidade cuidaria da manutenção das instalações.

A informação foi dada de maneira informal pelo empresário José Carlos Job durante evento no SESI em Cáceres, enquanto ocupava temporariamente a função de presidente do Sistema Federação das Indústrias de Mato Grosso (FIEMT).

Presente no evento, o secretário de Planejamento do município, engenheiro Adilson Reis, confirmou a informação. “Realmente este estudo existe”. E foi mais além: segundo ele, seria a fórmula certa para resolver o problema de um aeroporto que, apesar de internacional, está quase inoperante e com falhas na manutenção e infraestrutura. A administração do aeroporto é de responsabilidade do município e a prefeitura não tem recursos disponíveis para mais este encargo.

A base militar seria um anexo do aeroporto, que continuaria a ser civil e a ter voos normais. E, depois de onze anos, passaria realmente a funcionar, alavancando a economia regional e fomentando vários setores, especialmente o turismo. O aeroporto foi construído em 2000 pelo então governador Dante de Oliveira. É o maior aeroporto da região e o mais importante meio de chegada à porção norte do Pantanal. Tem pista de 1.600 metros, farol rotativo, pista com balizamento noturno e está situado a 7,2 Km da sede da cidade. Em distâncias aéreas, fica a 177 Km de Cuiabá, 1.042 Km de Brasília e 1.259 Km de São Paulo.

Hoje, o local tem aspecto de abandono, com matagal em seu entorno e a parte física sem manutenção. Todo o espaço precisa passar por fiscalização da Agência Nacional de Viação Civil, a ANAC, que irá apontar falhas e necessidades de reparos, para que o aeroporto tenha condições de funcionar. Atualmente ele está aberto a pouso e decolagem – autorização dada pela ANAC em 2008, após algumas obras de recuperação executadas por técnicos do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA).

Na época, as medidas determinadas foram a construção de barreira de segurança nas proximidades do terminal de passageiros próximas aos hangares, colocação de placas informativas, construção de cerca patrimonial e disponibilização de servidores para a área de segurança do local. As principais obras foram executadas. Três anos depois, há necessidade de nova análise. Apesar de placas de sinalização na cidade indicando a existência de um aeroporto internacional e indicações sobre como chegar lá, a população afirma que o aeroporto só existe mesmo nas placas.

“É um elefante branco e a situação precisa ser revertida”. A afirmação sintetiza a resposta de várias pessoas entrevistadas sobre a situação do aeroporto de Cáceres.

FONTE: Diário de Cuiabá (reportagem de Clarice Navarro), via Notimp

IMAGENS: Google Maps

NOTA DO EDITOR: observando as imagens, podemos ver, na do alto, um “zoom” no aeroporto internacional. Na imagem do meio, a cidade de Cáceres, mostrando o aeroporto internacional mais acima e outro menor, mais abaixo e mais próximo da cidade.

Na imagem de baixo, vemos a fronteira oeste do Brasil, com a letra “A” indicando a cidade de Cáceres. Nesse mesmo mapa, olhando mais para baixo, pode-se ver a cidade de Campo Grande, onde está a base da FAB que ficaria mais próxima, ao Sul / Sudeste,  da possível nova base (que provavelmente seria um núcleo de base, para desdobramento) em Cáceres. E, mais acima, pode-se ver Vilhena, onde ficaria o núcleo de base mais próximo para o Norte / Noroeste.

Vilhena e Cáceres ficam entre as Bases Aéreas de Porto Velho (Rondônia) e de Campo Grande (Mato Grosso do Sul), que abrigam esquadrões equipados com aeronaves A-29.

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Guilherme Poggio

Sobrou para a “viúva”

Mauricio R.

Vai ver que interessou a viúva, a vizinhança em Campo Grande não andava reclamando do barulho dos “Pelicanos”???

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