domingo, dezembro 5, 2021

Gripen para o Brasil

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O emprego dos ‘Sabres’ e a ‘Lei do Abate’

Destaques

Guilherme Poggiohttp://www.aereo.jor.br
Membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

Os Mi-35M da FAB podem complementar os Super Tucanos e, até mesmo, executar melhor as etapas finais de interceptação de aeronave ilícitas

Barra de Cinco Pixels

AH-2-FOTO6-Rondoniaaovivo

Por Guilherme Poggio

vinheta-exclusivoOs helicópteros da família Mi-24/35 (conhecidos na OTAN como “Hind”), desenvolvidos e produzidos na Rússia, são únicos em sua categoria. Eles representam um híbrido entre um helicóptero de transporte de tropa e um helicóptero de ataque.

No Ocidente optou-se pela separação entre helicópteros de ataque e helicópteros de transporte. Eventualmente estes últimos são configurados com armamento coaxial ou de tiro lateral, mas nenhum deles é comparável ao “Hind”.

O Mi-24 foi a resposta soviética à família Huey Cobra norte-americana. No entanto, os soviéticos rejeitaram a ideia de construir um helicóptero de ataque puro e acabaram criando uma nova classe que muitos classificam com “helicóptero de assalto”, sendo capaz de transportar tanto um pequeno grupo de combatentes como dar cobertura ao mesmo através de um fantástico poder de fogo.

Estas características o tornaram único também em uma outra tarefa, o policiamento do espaço aéreo brasileiro contra aeronaves ilícitas. Nenhuma outra aeronave do inventário da FAB (ou de qualquer outra Força) possui as características e os recursos que o AH-2 Sabre (como são chamados os Mi-35) possui para a execução dessa missão.

Desempenho comparado

É óbvio que o desempenho em voo de uma aeronave de asas rotativas é sempre inferior ao desempenho das aeronaves de asas fixas. No entanto, neste caso específico deve-se comparar o desempenho da aeronave com a execução da missão como um todo. Desta forma, ver-se-á ao final deste texto, que a aeronave de asa fixa não só é menos adequada para as etapas finais do processo de interceptação, como as suas características (ou melhor, a ausência de algumas) podem comprometer a operação.

Como era esperado, o Sabre possui alcance e velocidade inferiores ao Super Tucano. A velocidade do Sabre é muito inferior à velocidade do Super Tucano, mas extremamente compatível com a velocidade da grande maioria das aeronaves que fazem voos não autorizados sobre território brasileiro.

Toma-se como exemplo um monomotor tipo Cessna 172, um dos aviões mais produzidos no mundo. Este pequeno avião é largamente empregado em ações ilícitas por uma série de razões incluindo: baixo custo de aquisição (muitas vezes produto de roubo ou furto em fazendas), robustez, fácil pilotagem e manutenção e características STOL (Short Take Offa and Landing).

Foram fabricados mais 43.000 exemplares do Cessna 172 com diferentes características, mas, em geral, eles possuem velocidade máxima inferior a 160 nós (300 km/h) e alcance de menos de 1000 km em altitude ideal. Deve-se frisar que quando empregado em ações ilícitas, a capacidade de carga interna é muitas vezes extrapolada e o voo ocorre em baixas altitudes. A associação dessas duas características reduzem o desempenho geral da aeronave, trazendo-a para o envelope de voo natural do AH-2 Sabre.

Se o Super Tucano pode partir de uma base distante e rapidamente interceptar a aeronave, o Sabre pode estar melhor posicionado (ou “desdobrado” a partir de sua base principal). Basta que o Sabre permaneça posicionado próximo às rotas principais de aeronaves ilícitas, previamente levantas em trabalhos de inteligência policial.

Emprego do armamento para tiros de advertência

Feita a interceptação e os procedimentos iniciais com uma aeronave Super Tucano, o Mi-35 passa a ser uma aeronave muito mais versátil, precisa e adequada para a etapa seguinte, onde há a possibilidade do emprego do armamento. Por contar com um tripulante encarregado do sistemas de armas, o piloto pode permanecer totalmente concentrado no voo, deixando essa tarefa para o artilheiro.

Segundo a “Lei do Abate”, caso o piloto da aeronave suspeita não atenda às medidas de intervenção, a aeronave da FAB será autorizada a passar para o nível 3, que consiste na realização “de tiros de advertência, com munição traçante, lateralmente à aeronave suspeita, de forma visível e sem atingi-la.”

Este detalhamento da Lei foi feito tendo-se em mente uma aeronave de asas fixas dotada de armamento de tiro axial. Com o Sabre e o seu armamento orgânico de dois canhões de 23 milímetros, montados em uma torre móvel frontal, os tiros de advertência podem ser dados não necessariamente pela lateral como também abaixo e à frente da aeronave interceptada.

Esta parte da Lei pode e deve ser modificada, pois daria à aeronave da FAB uma maior liberdade de movimento e posicionamento, sem afetar o propósito maior da legislação.

aeronave-ilicita-FAB

Uma aeronave de asa fixa que emprega metralhadoras que disparam no sentido axial, como é o caso dos Super Tucanos, existe a necessidade da mesma manobrar para adquirir um melhor posicionamento e poder efetuar os disparos. Esse tipo de manobra pode “roubar” um tempo precioso, dando uma chance maior à aeronave interceptada fugir para o espaço aéreo vizinho.

O tiro de destruição

Ainda segundo a “Lei do Abate”, o tiro de destruição consiste na realização de disparo de tiros, feitos pela aeronave de interceptação, com a finalidade de provocar danos e impedir o prosseguimento do voo da aeronave transgressora. Ou seja, o tiro de destruição não é exatamente aquilo que se imagina dele, pois a aeronave não deve ser destruída, como alguns podem acreditar.

Mi-24_acig

Neste ponto o Sabre leva ampla vantagem. Tanto o Super Tucano como o Sabre possuem armamento orgânico com calibres de uso militar (.50″ e 23 mm respectivamente) que, independentemente do local do impacto, farão um estrago enorme na aeronave considerada hostil, podendo derrubar a mesma ou torná-la incontrolável.

Mas o Sabre, por ser um helicóptero de assalto, pode transportar uma equipe dotada de armas de mão na sua cabina principal. O emprego do armamento de mão, além de possuir um poder de fogo muito menor, também causará avarias de pequena monta na aeronave considerada hostil, sendo muito mais adequado para o propósito de provocar danos e impedir o prosseguimento do voo.

Toda a família “Hind”, desde os modelos mais antigos até os mais recentes, permite que ocupantes da cabina principal façam uso do seu armamento, mesmo com a aeronave em voo. Isto faz com que o “tiro de destruição” torne-se um “tiro de precisão”, atingindo todos os objetivos do mesmo.

Em solo

UH-1_vertical_foto-FABApós o tiro de destruição a aeronave hostil ficará impedida de prosseguir o seu voo e o seu piloto procurará o melhor local para o pouso. Com a aeronave no solo, a missão do Super Tucano estará concluída, e uma equipe de terra dará prosseguimento.

O problema é que, por diversas vezes, este hiato entre o pouso da aeronave hostil e a chagada de uma equipe de terra permitiu que o piloto ou qualquer outro ocupante da aeronave perseguida se evadisse.

Com o Sabre o pouso da aeronave hostil é apenas o começo da história. Por ser um helicóptero, o mesmo poderá pousar em qualquer local próximo à aeronave hostil. Mesmo que ela tenha feito um pouso forçado em local desprovido de condições seguras para o pouso do helicóptero (como por exemplo em uma mata fechada ou no rio), o Sabre poderá, através de técnicas verticais tipo ‘Fast-roping’ descer uma equipe em solo para deter o piloto e fazer as primeiras averiguações do conteúdo transportado pela aeronave. Ainda no ar, o Sabre pode fornecer cobertura aérea para a equipe de terra, além de documentar toda a ação e manter comunicação constante com a base ou o centro de operações.

Comentários Finais

Definitivamente o emprego do Mi-35 em ações de policiamento do espaço aéreo brasileiro pode vir a ser uma realidade e tornar-se mais uma das várias atividades que esses versáteis helicópteros podem executar. O Sabre será uma excelente ferramenta no fechamento das fronteiras brasileiras.

O seu papel poderá complementar a ação dos Super Tucanos , deixando para estes as ações iniciais de acompanhamento e interceptação. Já nas etapas finais do processo o Sabre pode executar melhor a missão conforme demonstrado acima.

Deve-se lembrar que o primeiro (e até o momento único) esquadrão a empregar os Sabres (2º/8º GAV – Esquadrão Poti) dividirá a mesma base com os Super Tucanos do 2º/3º GAV (Esquadrão Grifo). Portanto, o estabelecimento de uma relação produtiva entre as duas unidades no estabelecimento de novas doutrinas conjuntas ainda está por vir e muitas lições serão tiradas.

FOTOS: AICG, Rondoniaovivo, FAB

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fredy

Com todo respeito aos responsaveis pelo blog, mas utilizar um helicoptero para missoes de interceptacao foi a maior bobagem que eu ja li nesse espaco.

Nao tenho duvida de que o poder de fogo do MI-35 e suficiente para abater qualquer aeronave, mas para fazer isso e preciso intercepta-la primeiro, o que exigiria uma velocidade muito maior do que o aviao alvo, nao sendo suficiente uma velocidade compativel entre as duas aeronaves.

Vcs acham o que? Que a aeronave invasora vai voar diretamente na direcao da aeronave interceptadora? e logico que nao.

GSV

Afinal e os F5 reformulados!!! quando serão utilizados???

Apenas na abertura da formula Indy???

FighterSkill

Excelente artigo! Parabéns! Fica claro agora o uso do Sabre em situações de interceptação, busca e apreensão.

Fredy, sugiro que leia o artigo novamente e verifique a estratégia que poderia ser utilizada pela FAB versando o ALX e Sabre.

Pelo que eu entendi o Sabre não vai usar pós combustão para interceptar…rsss

evandro

Também não acho adequado o uso de helicopteros para interceptação. Até mesmo com os AH-2 Sabre.

ALDO GHISOLFI

Pergunta: quanto os companheiros transferiram de tecnologia?

Rodrigo

Quero ver funcionar na prática este papo de interceptar e descer uma equipe….

Vai ser mais fácil irem dois Hinds, um com a artilharia e outro com a equipe ou um Hind e um outro heli.

Fuzila

Excelente artigo !

O problema da maioria é entender que 90 % dos aviões que entram no espaço aéreo brasileiro ilegalmente são Cessna e pra derruba-lo não há necessidade de empregar um F-22 …

É a mesma coisa que usar uma 9mm pra matar o mosquito na parede …

Justin Case

Amigos,

Muito bom o artigo,

O tiro de aviso padrão deve ser aquele feito lateralmente, paralelo ao eixo de deslocamento da aeronave.
As outras opções (cruzado à frente ou por baixo) devem estar previstos para o caso em que a aeronave interceptada não tenha demonstrado ciência da presença do interceptador ao seu lado (sem contato rádio ou sem reação às medidas de interceptação).
Abraços,

Justin

“Justin Case supports Rafale”

Tiago Jeronimo

É impressionante os que criticam sem mesmo ler o texto.

AH-2 Sabre [Mi-35(Hind E)]
Velocidade Maxima: 335 Km/h
Velocidade Máxima(nível do mar): 250 Km/h
Velocidade de cruzeiro: 290 Km/h

Cessna 172:
VNE(Velócidade Não Exceder): 302 km/h
Velocidade Maxima(nível do mar): 228 km/h
Velocidade de cruzeiro: 226 km/h

O AH-2 Sabre é mais veloz em todas as situações tornando a interceptação possível.

Ivan

A proposta do autor é válida,

Só a título de complemento, não sei se já foi postado algo semelhante aqui, mas no site vôo Tático, http://vootatico.com.br/archives/3919, tem uma matéria muito boa, acerca da escolha deste Helis pela FAB. Eu creio que vale a pena ver, pois é bem elucidativa e vai ajudar a entender por que foi escolhido o MI-35 pela FAB.

Abraços,

Justin Case

Guilherme Poggio disse:
19 de abril de 2010 às 17:14

“Do jeito que está a Lei hoje só o tiro feito paralelamente à aeronave pode ser feito.

Valeu, Poggio.
Anotado.
Abraços,

Justin

matheus

Para quem não sabe um Cessna 172, que é o mais usado pelos narcotraficantes tem uma velocidade máxima de 305 km/h (quando não está sobrecarregado, o que quase nunca ocorre), já a velocidade máxima do Mi-35 é de 335 km/h, sendo completamente possível a utilização do Mi-35 para interceptação do Cessna

Reinaldo Deprera

VOU REPETIR: O Brasil nao precisa desse helicoptero desprovido de misseis. Alias, o Brasil não precisa nem de forças armadas! Pra que forças armadas no Brasil? Pra defende o monte de ________________________________ ? Seis acham mm que pais que compra “transferencia de tecnologia” é um pais soberano? Soberania ta em capacidade economica e de conhecimento cientifico. Duas coisas que nao temos. Vamos usar as nossas forças armadas para defender a Italia. Deixa essa gente feia de lado, e vamos defender a Italia. Afinal, o dinheiro daqui é tudo de euro-decendente mesmo….Pais que monta avião e não tem capacidade econômica e… Read more »

Taz Miranda

“Entendido / Compreendido”. Gostei da materia. No começo, eu não ia muito com a “cara” do Sabre, mas com o tempo vamos percebendo que foi uma aquisição “on point” da FAB.

Algumas pessoas não entenderam, porém o texto deixa claro que o Sabre pode e provavelmente será usado para finalizar este tipo de missão.

Abraço à todos!

André Castro

Acho que também tem a questão , que muitos aviões que estão sendo interceptados , pousam em estradas pistas crandestinas , e seus ocupantes fogem porque não é possivel o ST pousar também , já o sabre intercepta é se o avião pousar sem autorização ele pousa também ,dai aquela discusão de dar poder de policia as forças amadas na froteira , neste caso a FAB não precisaria pedir apoio para a policia para averiguar a situação dos ocupantes dos aviões crandestinos que pousam se autorização. e acabam fugindo.

fredy

senhores, o texto é uma piada. Que história é essa que um ST perderia um tempo precioso para posicionar a aeronave e fazer o disparo? Qualquer cadete em início de carreira nao levaria mais do que 15 segundos para se colocar na posicao 6 horas e realizar o abate. De fato, mesmo os mais ferozes combates aéreos so duram alguns segundos, sendo raros os engajamentos que cheguem a casa dos minutos. Utilizar um helicoptero para a interceptacao sim seria disperdicar um tempo precioso, pois ainda que a aeronave invasora fosse um teco-teco teria muito mais tempo para fugir antes de… Read more »

Robson

Reinaldo Deprera disse:
19 de abril de 2010 às 17:33

Que pelo racista vc é hein?

Acho que falo por todos, que esse tipo de comentário não é bem vindo aqui.

Billy

Pelo jeito só não está previsto utilizá-lo na missão para a qual foi concebido: apoiar no terreno o avanço de forças blindadas e mecanizadas.

Tiago Jeronimo

Reinaldo Deprera,

Convido-o a vir a Paraíba mais especificamente João Pessoa para nos desqualificar, fazê-lo escondido atrás de um computador é fácil,

Brandalise

“Pelo que eu entendi o Sabre não vai usar pós combustão para interceptar…” FighterSkills, vlw pela a gargalhada! Adorei! Bom momento para recordar o “Agua de Fogo” Kkkkkkk! Minha duvida original, sobre a escolha de asas curtas na versao da FAB, poderia entao estah relacionada a uma velocidade maior, jah que ha menos arrasto. Estou correto? Quanto a operaçao, o Tucano cerca (jah que eh mais rapido, e o Sabre pega “a unha”. O rodeio estah montado! Vamos ver agora como a coisa vai rolar. De qquer forma, tem ainda algum tempo ateh o Mi-35 alcançar a operacionalidade plena, e… Read more »

Brandalise

Digo: Aguia de Fogo”!!!

Baschera

Concordo com o Billy.

Não estou suficientemente convencido do uso deste “crocodilo” pela FAB e muito menos na função descrita.
Até acho que pode vir a ser uma surpresa, mas vamos ter que esperar um pouco para saber.

Já no EB, este heli poderia ser um terrível e destruidor elemento de dissuasão.

Sds.

Nick

Parabéns pela análise Poggio!

Eu diria que os AH-2 Sabres poderão apoiar os SuperTucanos, não diria que a missão deles fosse interceptação, apesar que dependendo da localização poderia realizar esta missão. Se eles estivessem de prontidão e houvesse por exemplo o pouso forçado da aeronave hostil , eles fariam o reconhecimento , pousando no local da aeronave atingida ou que tenha pousado voluntariamente. E sempre com um esquadrão de 6 a 8 soldados. Para qualquer eventualidade. 😀

Só acho que 12 MI-35 para cobrir a Amazõnia é pouco. Mas ae entram também os UH-60 e os EC-725.

[]’s

Brandalise

Os Sabres ainda tem uma vantagem extra: podem patrulhar rios na fronteira, e apoiar a açao de barcos de patrulha. Isso o Tucanao nao consegue fazer…

^^

Mauricio R.

Continuo dizendo, o gunship do UH-60 serviria da mesma maneira, além de o BH já ser uma aeronave do inventário corrente da FAB.

Justin Case

Poggio,

Creio que a situação tem semelhança com ações de polícia corriqueiras. O objetivo nunca é matar o infrator, mas neutralizá-lo nas suas intenções.
Eventualmente, o uso da força causará morte, mas o agente da lei estará amparado pela legislação.
Não creio que seja justo argumentar, nesse caso, que houve julgamento sumário do infrator/criminoso e imediata condenação à morte.
Se os procedimentos foram cumpridos adequadamente, com a utilização de todas as medidas possíveis e previstas para a situação, creio que não há motivo para crítica ao agente ou ao emissor da ordem.
Abraços,

Justin

“Justin Case supports Rafale”

Berkut

Bem legal o artigo… elucida ainda mais as capacidades do novo vetor, porém o sabre será utilizado JUNTO com o ST, que continuará na missão de interceptação de aeronaves de baixa performance.

A atividade ilegal na fronteira é muito mais abrangente do que a atividade aérea…. a quantidade de infiltrações pelo solo ou por vias fluviais é gigante, ou seja, não vai faltar função pro Hind, ops… Sabre…

Sds!
Berk

grifo

Não creio que seja justo argumentar, nesse caso, que houve julgamento sumário do infrator/criminoso e imediata condenação à morte. Se os procedimentos foram cumpridos adequadamente, com a utilização de todas as medidas possíveis e previstas para a situação, creio que não há motivo para crítica ao agente ou ao emissor da ordem. Caro Justin Case, não existe o tiro seguro contra uma aeronave. Se um oficial da FAB atirar contra um aeronave, e por consequência disto uma pessoal vier a morrer, isto vai ser tipificado como homicídio. Doloso na minha opinião, mas mesmo se for tipificado como culposo (por exemplo,… Read more »

Paulo

Futebolisticamente falando, o ST cruza e o Sabre cabeceia ou chuta pro gol.
Se fosse uma caçada de leões, as leoas cercam e forçam a presa a ir na direção onde o leão a espera pronto para o bote.
Será que agora o pessoal entende os exemplos?
Abraços

grifo

Creio que a situação tem semelhança com ações de polícia corriqueiras. O objetivo nunca é matar o infrator, mas neutralizá-lo nas suas intenções. Concordo, existe uma semelhança grande. É como se um policial atirasse contra um veículo porque ele se recusou a parar em uma barreira. Existe uma tonelada de jurisprudência quanto a isso – se a polícia disparar e um ocupante do veículo morrer, homicídio culposo na melhor das hipóteses. Ver por exemplo recente caso onde um sociólogo foi morto em Paulistana (PI) pela PM local por supostamente não ter parado em barreira policial, ou da jovem morta na… Read more »

floresteiro

A questão que fica é o tempo que o heli irá demorar para chegar (SE) o teco teco invasor fizer a gentileza de pousar.
Afinal, quando percebesse o super tucano ele poderia aterrisar logo, antes que os sabres chegassem, já que os sabres são mais lentos que os ST, e claro, darem o fora.

E se fosse para chegarem os 2 juntos (sabre e ST), para a interceptação, os ST seriam desnecessários.
Além do q exigiria vários sabres para este Brasilsão.
Acho q é uma tática boa e faz sentido, más difícil de funcionar.

floresteiro

Isto sem contar q teria que ser longe de qualquer fronteira, para o episódio de hj não se repetir.

Cabral

Bem, eu sou assim e não mudo: Reinaldo Deprera, não vou fazer como o Robson e comunicar, simplesmente vou________________________________________________________________________________________________INFORMAÇÃO, O BRASIL PRECISAVA DE FAs SIM PARA DEFENDER A SOBERANIA (a propósito, procure no dicionário o que significa). Somos a 9ª maior economia do mundo com o 7ª maior PIB. Um avião civil da EMBRAER é muito diferente de um SuperTucano.

NOTA DO EDITOR: ATAQUES PESSOAIS SERÃO DURAMENTE REPREENDIDOS PELA MODERAÇÃO

VerdeAmareloBR

Prezados, desculpem-me o comentário e se acharem descabido podem retirá-lo sem dó que entenderei. Que que esse Reinaldo Deprera anda usando? O que quer que seja parece estar fazendo mal para ele. Defender Itália?? Itália? O nosso dinheiro é todo europeu? Achava até hoje que historicamente este é um país cujo os recursos foram usurpados pelas potências européias desde 1500, portanto deles somos certamente credores. Dizer que não temos conhecimento científico é outra falácia, a pouco superamos a Rússia na produção científica http://miud.in/3MI . No mais, me lembrando da máxima termino por aqui: “Não alimente os trolls” . PÁTRIA AMADA… Read more »

Autobahnpolizei

Cessna 172 a 305 Km/h? Essa é a VNE (velocidade nunca exceder), ou seja é a velocidade a partir da qual o avião começa a correr o risco de sofrer danos estruturais. Fiz a maior parte do meu curso de PP em Cessna 172 e 152, e posso garantir que o C-172 mal passa de 110 Kt (200 Km/h) em vôo nivelado.

grifo

Como ela vai “provocar danos e impedir o prosseguimento do voo da aeronave transgressora” (isso é o que está na Lei) com uma arma que foi feita para derrubar um avião?

Caro Poggio, para provocar danos e impedir o prosseguimento do voo da aeronave transgressora *sem colocar em risco a vida dos seus ocupantes*, que ponto da aeronave deve ser atingido pelo disparo? Por exemplo, em um Cessna 172.

fredy

Caro grifo, vc está misturando um pouco as coisas. Após serem cumpridos todos os procedimentos exigidos pela leislacao brasileira para se efetuar o tiro de abate ,o piloto que o fizesse ou o superior hierarquico que assim o ordenasse de maneira nenhuma poderiam ser processados pelo crime de homicidio (seja na forma dolosa ou culposa, consumada ou tentada). Inclusive nem seria caso de se alegar a excludente de ilicitude do estrito cumprimento do dever legal, mas sim a atipicidade da conduta que estará totalmenta amparada pelo princípio da tipicidade conglobante. Para os leigos em matéria jurídica esclareco que a teoria… Read more »

grifo

Em outras palavras, o que é permitido, fomentado ou determinado por uma norma não pode estar proibido por outra.

Caro Fredy, só que neste caso uma das normas é a Constituição, que garante o direito a vida, ao devido processo legal e à presunção de inocência. Estes princípios se sobrepoem a uma lei comum.

tyrion

valeu fredy…resumindo nao existe inlicito quando a lei regulamente. Logo os nossos interceptadores tem ex-oficio o direito de abatar uma aeronave que viole o nosso espaço aero e não obedeça as ordens para pouso…entretanto ate o momento nossos oficiais ainda não consideraram necessario a sua utilizaçao seguindo os protocolo a te o tiro de advertencia….mas repitindo se acaso venham a faze-lo estão amparados pela LEI….boa…meu proximo vestibular vai ser pra direito.

tyrion

Caro grifo…se seu piloto e inocente ou descuidado e so seguir as orientacoes dos interceptadores…e pousar no aeroporto designado…la os PF vão interroga-lo seu aviao sera inspecionado e se estiver tudo ok provavelmente ele sera deportado….ok…nao tem problema nenhum…agora se o cara tem culpa no cartorio ai e outra historia….

tyrion

Eu apertaria o catilho…ficaria bonito uma markinha + hehehe…

claudio (rj)

Bom, muito bom, o ST escolta a ANV invasora para o setor do Sabre, quando o traficante olhar para a boca do 23 mm pousa na pista determinada. Uma equipe de pelopeiros da FAB desce em fastrope ou já fica em solo esperando para inspecionar a e se for o caso grampear o mala e colocar o mesmo a disposição da PF.
Vai ser lindo de ver.

Fox Bravo

Desculpa o leigo em Mi-35M, mas porque as asas do armamento e suprimentos destes AH-2 Sabre são mais curtas e com menos ganchos para armamento, que as versões que acostuma-mos ver em artigos. Outra em fotos e videos dos Sabres, não os vejo com equipamento de supressão de ruídos e assinatura Infra-red. Porque estão assim, será que a FAB, comprou o pacote básico.
Porque que o Brasil tem a mania de não comprar o de melhor que é oferecido, já que resolveu gastar depois de ano de cofres fechados, deveria gastar melhor os recursos.

grifo

ok…nao tem problema nenhum…agora se o cara tem culpa no cartorio ai e outra historia….

Caro Tyrion, eu estou assumindo que o cara tem culpa no cartório. Só que no Brasil não temos pena de morte, nem pena aplicada sem julgamento.

Mas tudo bem, vamos poder testar isto assim que tivermos a primeira vítima. O coitado do capitão da FAB que fizer o disparo vai infelizmente servir de cobaia, com grandes chances de ser condenado.

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