Veteranos do Correio Aéreo Nacional encontram-se no Rio de Janeiro

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    O encontro anual de confraternização dos veteranos do Correio Aéreo Nacional (CAN), realizado no dia 1º de outubro, na cidade do Rio de Janeiro, foi recheado de momentos de volta ao passado. Dentre os assuntos, histórias de missões aos mais longínquos rincões,as dificuldades, as alegrias e sobretudo a sensação do dever cumprido na Fora Aérea Brasileira (FAB). Para os cerca de 80 veteranos do CAN presentes à reunião, o dia foi muito especial.

    “Essa data é muito importante porque nos traz várias recordações e podemos reencontrar velhos amigos que a gente não vê há muito tempo. Colocamos a conversa em dia”, explica o Segundo Sargento especialista em Hidráulica Ronaldo Baptista de Sant’Anna, 73 anos.

    Ao escutar as conversas entusiasmadas nas mesas, é possível resgatar por meio delas um pouco da história não só do CAN, mas da própria Força Aérea. O Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro-do-Ar Juniti Saito, assim como outras altas autoridades do Comando, fizeram questão de prestigiar o encontro, já em sua 17ª edição.conta com orgulho a missão considerada a mais importante de sua vida. Em 1975 participou de um dos traslados dos aviões F-5 dos Estados Unidos para o Brasil.

    “Nessa missão houve uma pequena pane, pois o mecânico americano não havia colocado a tampa do reservatório de óleo. Fui acionado e consegui sanar o problema na parada em Trindad Tobago”, explica. “Essa passagem eu não esqueço jamais”, completa o Segundo Sargento, que também serviu como motorista do Marechal do Ar Eduardo Gomes, de quem relembra com carinho. “Ele era muito religioso e educado, mas muito severo também. Sempre se despedia de mim ao final do expediente dizendo muito obrigado meu filho”, recorda-se Sant’Anna.

    O Coronel-Aviador Neri do Nascimento, 76 anos, praça de 1950, também relembra de suas missões com carinho. Passou pelo CAN, Escola de Aeronáutica, Academia da Força Aérea e PARA SAR. Apesar de considerar todas as missões com o mesmo grau de importância, uma delas ficou registrada em sua memória. “Depois de servir no CAN fui para o Para SAR. Lembro-me que a região de Campos, aqui no Rio de Janeiro, ficou totalmente alagada. Acho que isso ocorreu em 1965. Então fomos designados para ir até o local. Pegamos um barco e distribuímos leite em pó e aplicamos vacina na população. As pessoas nos recebiam com uma alegria tremenda, era muito gratificante”, relembra o Coronel Neri do Nascimento.

    Fonte: CECOMSAER

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    Braziliano
    Braziliano
    10 anos atrás

    Conta-se nos dedos, documentários ou filmes sobre esses heróis anônimos do Brasil.

    Mas dinheiro público desviado para filmes engajados sobre marxistas históricos tais como: Prestes, Lula, Olga Benário, Che Guevara. Para esses tem verba de sobra.

    Marxistas são apátridas, internacionalistas, materialistas, hedonistas e ateístas.

    Só levianos para acreditar que essa turma quer o bem do Brasil e dos Brasileiros.