segunda-feira, outubro 18, 2021

Gripen para o Brasil

Mais um concorrente para o KC-390?

Destaques

Guilherme Poggiohttp://www.aereo.jor.br
Membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

BAE lança versão militar do jato 146, convertida a partir de aeronaves usadas

bae-146m A BAE Systems do Reino Unido anunciou durante a Defence Services & Equipment International Exhibition (DSEI) em Londres que pretende relançar no mercado a versão de transporte militar do seu jato BAe 146.

Inicialmente designado BAe 146M, a aeronave será oferecida às Forças Aéreas que operam aeronaves turboélices e jatos de pequeno porte já bastante envelhecidos. Segundo estimativas da própria BAe existem aproximadamente 1700 aeronaves com estas características distribuídas em 150 forças espalhadas pelo mundo. Muitas das células possuem mais de 40 anos.

Para a BAE Systems o 146M poderia complementar o trabalho de outras aeronaves de transporte tático como o C130 Hercules, realizando missões de menor envergadura e alongando a vida destas aeronaves maiores e mais caras.

Nos próximos anos diversos BAe 146-200 e 300 arrendados para empresas de transporte aéreo europeias serão devolvidos para a BAe e estariam disponíveis para conversão militar. Muitas dessas aeronaves não atingiram metade da vida útil esperada de suas células. O preço é bastante atrativo, sendo estimado em dois ou três milhões de libras esterlinas para as configurações para passageiros e até cinco milhões de libras esterlinas para a versão de carga.

Na configuração para transporte de tropas o BAe 146M poderá receber entre 80 e 109 passageiros. Na versão para transporte de cargas até 12,5 toneladas poderiam ser transportadas.

Segundo a BAE a conversão para transporte militar do 146 poderia ser feita e um curso espaço de tempo. Dentre os itens oferecidos estariam a introdução de novos tanques de combustível, painel tipo “glass cockpit” e modificações para aproximações íngremes (steep approach) em pistas não pavimentadas.

Outras missões para o BAe 146M incluiriam o lançamento de paraquedistas, evacuação aeromédica, reabastecimento aéreo e missões ELINT/SIGINT. Segundo o site flightglobal, o 146M não terá uma porta de carga na parte posterior da fuselagem. Porém, desenhos divulgados pelo grupo Jane’s (ver imagem abaixo) mostram a existência da mesma.

bae-146m-3v

FONTE: BAE Systems

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Invincible

Bicho Feio!!!

Asa curta e estranha… Por isso que ele precisa de 4 reatores…

Bosco

Invencible,
tem razão, mesmo levando-se em conta a sustentação adicional fornecida pelos grandes estabilizadores horizontais a asa é mesmo muito curta. Parecem inadequadas para uma aeronave de transporte militar.
Mas pelo visto não é.
Um abraço.

Flower Flap

O piso da cabine é mto alto p/ ser possível a colocação de uma rampa traseira, será somente uma aeronave civil militarizada ao minimo, p/ não incorrer em custos de desenvolvímento elevados, pois não está mais em produção seriada.
No Brasil equivaleria a se criar uma versão cargueira do EMB-120 Brasilia.

BOSS

Rs Parece piada. Certamente não estará a altura do nosso KC. Quanto mais concorrentes melhor…assim ficará mais evidente a superioridade de nossos engenheiros e a qualidade de nossos produtos.

Força e Honra.

Avante Brasil.

Lucas

Nosso amigo BOSS disse tudo, é um avião adaptado para o uso militar, não chegará nem aos pés do KC-390 pois é uma arenovame militar de “Berço”, fora que 4 reatores dão um gasto de combustível extra, então é um concorrente que além de tudo isto é feito com a célula de aeronaves usadas.
Abraço.

Antonio M

E a manutenção de 4 motores para uma aeronave menor não me parece ter um custo/benefíco muito bom.

alvespereira

Bom dia,

Sou mais o projeto do KC-390 com apenas dois motores, menor consumo e no tamanho certo, além do desenho ser bem mais bonito.

Abraços.

André Castro

Esta aeronave foi um fracasso de vendas, seria burrice alguem adquirir ela .

Sopa

É tão boa a idéia que nem a própria RAF usa !

ramillies

Invincible, O 146 não tem 4 reactores por ter asa pequena. Os estudos feitos na fase de concepção sobre os motores a jacto disponiveis na altura indicaram que não seria possivel conseguir o desempenho desejado usando apenas dois. Assim, escolheram quatro motores mais pequenos. Dito isto, o titulo do artigo não faz nenhum sentido. O KC-390 é um avião de transporte na categoria do C-130, enquanto o BAe 146M será da categoria do C-295 (C-105 Amazonas). Estamos a comparar laranjas e maças. Alias, não é a primeira vez que a BAE Systems tenta vender uma versão militar do 146. Em… Read more »

Flower Flap

Qnto a eventual superioridade do produto da Embraer, prestar atenção que a concorrência tem encomendas, mas o KC-390 não.
E não serão as 10 unidades que a França pretende adquirir, que vão mudar isto.

Rodrigo

ramillies, No teu primeiro parágrafo você chegou a uma simples conclusão. Para você ter mais sustentação no voo precisa de asas maiores. Asas menores exigem mais potência. Com dois motores não se teria o desempenho esperado por não haver um motor adequado para o desenho dele. Outra coisa. Nossos engenheiros já provaram que podem fazer ótimos aviões. Alias, NÓS sabemos e fazemos aviões… Não tenho dúvidas de que o KC-390 ainda que um projeto vai ter um desempenho superior ao 146. Afinal existe um velho ditado… para um avião voar bem ele te que ser em primeiro lugar bonito. O… Read more »

Bosco

Pessoal, calma lá com o andor que o santo é de barro. Os engenheiros ingleses sabem fazer aviões tão bem quanto os nossos. Vale salientar que muitos dos nossos vão fazer seus mestrados e doutorados lá na Inglaterra. Pelo amor de Deus! Amar o Brasil, torcer pela Embraer e admirar nossa força de trabalho é uma coisa, perder o senso crítico é outra. Muitos leitores estrangeiros lendo alguns comentários vão nos tachar de, no mínimo, ingênuos. Os dois projetos de aeronaves são diferentes, a exceção é que um existe e voa e o outro é um monte de bits em… Read more »

ramillies

Rodrigo, Expliquei-me mal. Na altura existiam motores, tais como o P&W JT8D e o RR Spey, com potência suficiente para serem usados só dois no 146. O problema estava no segmento de mercado alvo da BAe, que era o mercado regional onde era rei o turbo-helice. Para poder competir com sucesso, era necessário atingir padrões de consumo e ruído que não estavam ao alcance dos motores mais potentes. Por essa razão a BAe escolheu o ALF 502, que era economico e silencioso, mas por ser mais pequeno que a competição, era mais fraco, logo eram necessário mais motores para obter… Read more »

ramillies

Nivieos de empuxo?!? É o que dá não usar corrector ortográfico…
Niveis de empuxo, quis eu dizer.

Federal

Essa aeronave esta sendo tiranda de operação pelas empresas áerea devido o seu custo operacional, é um jato quadrimotor, já existe no mercado aparelhos bimotores bem mais economicos. Não sei se é uma boa ideia ter esse aparelho operacional em armada.

Claudinei

KC390, já é um sucesso, nasceu para voar.

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