terça-feira, abril 13, 2021

Gripen para o Brasil

Storm Shadow / SCALP EG

Destaques

Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

storm_shadow

O Storm Shadow é um míssil de cruzeiro anglo-francês, lançado do ar. É fabricado pela MBDA e usado pela França, Itália e Reino Unido. Storm Shadow é o nome britânico para a arma. Na França ele é chamado de  SCALP EG (Emploi Général, Emprego Geral). O míssil é baseado no MBDA Apache anti-pista e difere deste pela cabeça de guerra, ao invés de levar submunições.

O míssil tem características furtivas, com alcance de 150 milhas (241km). É propulsado por um turbojato à velocidade de Mach 0.8 e pode ser transportado pelo Tornado IDS, Eurofighter Typhoon, Dassault Mirage 2000 e Dassalt Rafale. O F-35 também poderá levar o míssil.

A cabeça de guerra BROACH tem uma carga perfurante, permitindo ao míssil penetrar “bunkers”. O Storm Shadow pesa 1.300kg, diâmetro de 1m e envergadura de 3m. O míssil pode ser empregado para destruir instalações de comando e controle, infraestrutura de aeródromos, instalações portuárias, depósitos de munição, navios e submarinos no porto e pontes.

O Storm Shadow é “fire and forget”, programado antes do lançamento. Uma vez lançado, não pode ser controlado. O míssil segue seu curso à baixa altura, guiado por INS/GPS e acompanhamento do terreno (Terprom) na área do alvo.

Perto do alvo, o míssil sobe até a altitude ideal para melhorar a probabilidade de acerto e identificação do alvo. Nessa fase, o nariz do míssil é ejetado e uma câmera infravermelha de alta resolução observa o alvo, para confirmar a informação armazenada.

A MBDA está desenvolvendo uma versão naval, chamada de SCALP Naval, para ser lançada de navios e submarinos, usando o lançador VLS Sylver. Para prover um alcance similar ao Tomahawk, o Scalp Naval será mais largo que o Storm Shadow.

O preço do míssil é salgado: uma fonte diz que a Itália pagou US$270 milhões por 200 unidades. O senado francês indica o custo de €800.000 por unidade.

storm_shadow

06storm02

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Marcelo Tadeu

Imaginem o desequilibrio regional que haveria se a FAB operasse com uma arma dessas, are baba!!!

Repsol

Que máquina, na materia anterior sobre o Rafale, eu fiquei loco querendo saber sobre esse missil.
vlw

Joaca

Senhores
Se a FAB comprar este míssil será na astronômica quantidade de 10 unidades.
At
Joaca

F/A-18E Super Hornet

Eu gosto do Rafale, ficaria feliz caso fosse escolhido.

Abraços

André Castro

Se der Rafale vai vim SCALP EG também ???

F/A-18E Super Hornet

“Se der Rafale vai vim SCALP EG também ???”

Tudo indica que sim!

Marcelo Tadeu

Joaca,

Lembre-se que a simples posse de 5 mísseis AM-39 Exocet por parte da Argentina, foi suficiente para a Inglaterra se preocupar nas Malvinas.

edilson

Galante, bela reportagem e uma bela arma.
por acaso haveira uma versão de disparo naval para fragatas ou submarinos?
grande abraço

Lucas Calabrio

Prezados
Hoje em dia tem que ser pensado e muito bem planejado as aquisições das armas desse porte, mas posso estar enganado, o ideal seriam pelo menos 30 unidades do scalp eg e pelo menos 40 exocet do tipos MM38 (lançado da superfície),AM39 (lançado do ar),SM39 (lançado submerso)e o MM40 (lançado da superfície) block III.
Isso da um bom poder de dissuasão.
Sds

Nunão

Edilson, leia o penúltimo parágrafo da matéria.

Wolfpack

Está o bichão com os tanques subalares…

Wolfpack

Notem na segunda foto, o serrilhado característico dos vetores stealth (furtivo) na porta do trem de pouso e perfil final dos canards do Rafale.

Bosco

Provavelmente ele não será oferecido ao Brasil, muito provavelmente por não ter sido solicitado já que na proposta do F-18SH não foi ‘ofertado’ o SLAM-ER e nem o JASSM.
Eu acho!

Esse tipo de arma iria alterar o ‘equilíbrio’ na AL, mas se for adquirido, qualquer quantia menor que 100 unidades é chover no molhado, e ainda é pouco.
Sou mais termos um número razoável de kits de ‘bombas’ guiadas, que devido ao preço podem ser adquiridas em quantidade.

Um abraço a todos.

Repsol

50 desses não seriam bem vindos não Bosco? hahaha
Se iria alterar o equilibrio na AL nao é problema nosso, somos um pais grande e economio cada vez mais potente, devemos pensar como tal.

Bosco

Repsol,
na verdade não há sistemas de defesa aérea na AL que justifique termos sequer ‘um’. Eu falei em 100 de forma meio irônica.
Quanto a não ser problema nosso eu discordo. Se começarmos com uma corrida a esse tipo de armas estratégicas outros países as terão também. Devemos nos lembrar que um míssil desses disparado de dentro do Território Nacional pode atingir a Casa Rosada entrando pela janela do salão presidencial.
Um abraço meu caro.

Bosco

Mas se formos gastar nosso rico dinheirinho com esses brinquedos que seja em quantidade minimamente razoável para possibilitar uma mínima capacidade de dissuasão.

Bosco

Quando me referi a defesa aérea da AL estava me referindo aos ‘IADS’ baseados em terra.
É claro que no nosso TO existem ‘vizinhos’ dotados de caças de bom nível e a capacidade de lançar esses mísseis a partir de distâncias mais seguras não deixa de ser uma opção, mas eles são armas preferências contra alvos protegidos por ‘sistemas integrados de defesa aérea” avançados.

Wallacy Teles

Nem precisa comprar o SCALP, é só trabalhar mais neste aqui:

“O AV/MT-300 brasileiro será capaz de transportar uma ogiva de até 200 Kg de explosivos a alvos situados a até 300 Km de distância. Existem estudos para variantes navais do míssil (conhecidas como X-300) e de lançamento aéreo, sobre os quais a Avibras tem trabalhado, de forma intermitente, nos últimos anos, pelo menos desde 1999”.

Baschera

“O AV/MT-300 brasileiro …..pelo menos desde 1999”.

O problema é justamente este…. desde 1999 continua nas “pranjetas” de desenho da Avibrás. Nada mais foi feito.

Sds.

Rodrigo

e o nosso Matador ?? alguém tem noticias? ele poderia ter uma versão ar-superfície pelo que eu já li.

Bosco

Rodrigo,
o Matador pelo jeito está morto. rsrsr….
É esse aí que o Baschera disse que não sai da proveta desde mil novecentos e Arací de Almeida.
Um abraço.

FN

é isso ai alguem de noticias do AV/MT-300?!

Baschera

Bosco,

As vezes cança….. gostei da Arací de Almeida….qua,qua,qua…
Mas vamos, lá, explico de novo:

SENHORES, o “Matador” (inc..êca) e o tal “proveta Araci de Almeida” desde 1999 É o mesmo que o AV/MT-300….. certo.

Simplificando: Matador = AV/MT-300 (AV= Avibrás… MT= Matador…. e “300” porque projetava-se seu alcançe em 300 Km….)
Os 300 Km são o limite permitido ao Brasil, por tratados internacionais, para alcançe de mísseis.

Sds.

alves pereira

gostei da materia, é um ótimo míssil, se vier 10 é melhor que nada, desde que o AV/MT-300 saia da prancheta para o cabide dos caças, tudo vai bem.

Abraços.

Bosco

Alves, esse míssil é caríssimo. Não acredito que iria custar ‘só’ 800.000 Euros para nós. Mas mesmo que seja este o custo, apenas dez desses mísseis (8 milhões de Euros) comprariam algumas centenas de kits de bombas guiadas. Sem falar que 10 desses mísseis não faria nenhuma diferença em uma situação tática onde há literalmente centenas (milhares) de alvos. A verba seria melhor aproveitada em kits de bombas, casulos designadores, casulos de interferência, etc, já que mais alvos táticos seriam atingidos com muito melhor custo/benefício. Dez mísseis como este só seriam em número eficiente se fóssemos um país ‘terrorista’ em… Read more »

Spectre

Acho que a FAB estaria muito bem servido com: Mísseis ar ar BVR e WVR de última geração Mísseis anti radiação e Bombas guiadas a laser Misseis Anti Navio Dentro do cenário latino americano 90% dos alvos que demandam as armas ar terra citadas são radares e centro de controles pouco defendidos em termos de defesa anti aérea… Assim cega-se o inimigo nas primeiras fases de um confronto, depois destruam-se seus caças (preferencialmente em terra) e por fim é só jogar algumas bombas burras da porta de carga de um C-130!!! rsrsrsrs Brincadeira essa última parte, mas realmente acho que… Read more »

Bosco

Spectre,
perfeito! Concordo em grau, gênero e número. Só acrescentaria que o grosso das bombas guiadas poderiam ser por GPS/INS.
Boa noite.

edilson

Liga não Nunão, o pior é que eu li mas enquanto escrevia esqueci me…
é a idade e al, o zeimer

F/A-18E Super Hornet

Desculpe Bosco, mas tenho que discordá-lo, sou defensor da compra do SCALP EG para FAB. Os motivos que acredito são: a oportunidade de se trabalhar pela primeira vez com armas standoff, visto na FAB, a ambição dos militares em trabalhar com técnologias de ponta(isso quando acessível). E segundo, como excelente arma dissuadora, uma arma qua faça impor respeito na região e faça com que nossos vizinho pensem 2x antes de invadirem um “gasoduto” ou qualquer outra estrutura que seja. O Brasil é um país pacifico, não desejamos a guerra, mas é vítal impormos respeito. Desculpem a pressa com a qual… Read more »

Ivan

Bosco, apóio seu ponto de vista. O SCALP EG é uma arma muitíssimo interessante, mas nós não temos sistemas de armas mais simples em quantidade suficiente, e não há privisão orçamentária (ou respeito pelos orçamentos) para comprá-las. Um SCALP EG, comprado em pequena quantidade (e só daria para comprar em pequena quantidade), só iria alimentar uma corrida armamenstista voltada para “compras”. Dinheiro por Dinheiro (em inglês fica mais elegante, né) outros países podem “comprar” vetores semelhantes… Com uma diferença: nós temos mais alvos a defender!!! Quanto ao AV/MT 300 da Avibrás meu pensamente já é divergente. Vale a pena desenterrar… Read more »

gaspar

pessoal, qual seria o peso maximo de um missil que um “ponto” poderia aguentar ???
gostaria de saber tb se existe algum “artefato” ne necessite de “dois pontos” para a sua fixacao no aviao.

Igo

A FAB e a MB irão comprar essa belezinha. Escrevem isso.

abração

Igo

ops…

Escrevam isso

Joel

Sinceramente, não temos adversarios na America Latina em que valha a pena jogar um missil de €800.000.

No maximo uma bomba guiada a laser mesmo…rsrs

alves pereira

Bom dia, Bosco, Espectre e F/A-18E Super Hornet. Concordo que os custos são altos, não concordo que digam que não temos dinheiro, verba ou orçamento, quando se quer se projeta, do mesmo modo que inicialmente estamos abrindo concorrência apenas para 36 caças, acredito que começar com 10 SCALP EG, já acompanhando os caças adquirido caso seja o Rafale, é de bom tamanho e em nada impede a projeção de outros armamentos guiados seja BVR, GPS ou INS, nós somos do tamanho que pensamos, se a defesa nacional continuar pensando pequeno, será pequena e miserável, se pensar grande será grande e… Read more »

Francisco AMX

BOA JOEL!

principalmente na vizinha colada aqui no RS… ali tinha que ser na espada mesmo! não vale gastar nada! rsrsrsrs – pelo menos a maioria! rsrsrsr

Concordo Bosco, precisamos das eficientes bombas guiadas e mísseis AA de ponta! o resto? “nós entrega a domicílio”! de preferência com os Rafale… mas o SH também vai bem nestas “entregas” rsrsrsrs

LBacelar

Si vis pacem parabellum hehehe falou e disse 🙂

marlos barcelos

Acho interessante este tipo de arma, mas acho desnecessária m nosso caso. O Brasil faz fronteira com países pequenos e com forças aereas deficientes, não necessitamos deste tipo de arma, entraríamos em guerra contra quem? masscararíamos qualquer um em menos de 1 semana, com rafales e awacs dominariamos os céus facilmente e o nosso exercito é disparado o mais poderoso da américa do sul, são quase 200.000 homens apenas no exercito, com 900 blindados, e outras centenas de peças de artilharia, com dominio dos céus pelos rafales, pornto é o suficiente. A FAB tem que ter é misseis como o… Read more »

Bruno Rocha

Ao JOEL e aos Blogueiros Concordo em partes que não necessitamos de um aparato de alto nível aqui na América do Sul. Mas, no entanto, vemos esses países se armando como pode. A Venezuela que eu diga. Só com a compra de alguns SU-30 já fez os EUA darem um passo para trás. Se os EUA estão querendo firmar bases aqui não é por causa do trafico de drogas. É o trafico de influência política. Vocês ainda não discutiram isso aqui ainda. A América do Sul passa por um momento de mudança. Estamos perto de um desequilíbrio de soberania militar… Read more »

Bruno Rocha

Odeio textos grandes. Mas para compensar, eu não costumo usar palavras “difíceis”(desconhecidas). Adoro passar 1,2 ou até 4 horas lendo todos os comentários. Adoro esse blog. Abraços \o/

Wallacy Teles

Nem precisa comprar o SCALP, é só trabalhar mais neste aqui:

“O AV/MT-300 brasileiro será capaz de transportar uma ogiva de até 200 Kg de explosivos a alvos situados a até 300 Km de distância. Existem estudos para variantes navais do míssil (conhecidas como X-300) e de lançamento aéreo, sobre os quais a Avibras tem trabalhado, de forma intermitente, nos últimos anos, pelo menos desde 1999”.

gaspar

pessoal, qual seria o peso maximo de um missil que um “ponto” poderia aguentar ???
gostaria de saber tb se existe algum “artefato” ne necessite de “dois pontos” para a sua fixacao no aviao.

marlos barcelos

Acho interessante este tipo de arma, mas acho desnecessária m nosso caso. O Brasil faz fronteira com países pequenos e com forças aereas deficientes, não necessitamos deste tipo de arma, entraríamos em guerra contra quem? masscararíamos qualquer um em menos de 1 semana, com rafales e awacs dominariamos os céus facilmente e o nosso exercito é disparado o mais poderoso da américa do sul, são quase 200.000 homens apenas no exercito, com 900 blindados, e outras centenas de peças de artilharia, com dominio dos céus pelos rafales, pornto é o suficiente. A FAB tem que ter é misseis como o… Read more »

A-Bomb

Daria para comprar ums 10 só para impor medo nesses paizinhos que nos cercam.

Agora pequena quantidade desses misseis só teriam poder dissuatorio mesmo se carregassem Algivas Nucleares.

É aquela velha historia 10 misses não adiantam muita coisa numa guerra contra um pais tipo Venezuela ou Argentina.
Agora joga 10 desses com cargas de Newstrom na Argentina ou na cabeça do Hugo Chaves e ve se sobra algo em onde eles cairem.

E tem gente que ainda acha que não resolve.

F/A-18E Super Hornet

“Se der Rafale vai vim SCALP EG também ???”

Tudo indica que sim!

Marcelo Tadeu

Imaginem o desequilibrio regional que haveria se a FAB operasse com uma arma dessas, are baba!!!

Repsol

Que máquina, na materia anterior sobre o Rafale, eu fiquei loco querendo saber sobre esse missil.
vlw

Joaca

Senhores
Se a FAB comprar este míssil será na astronômica quantidade de 10 unidades.
At
Joaca

F/A-18E Super Hornet

Eu gosto do Rafale, ficaria feliz caso fosse escolhido.

Abraços

André Castro

Se der Rafale vai vim SCALP EG também ???

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