sábado, abril 10, 2021

Gripen para o Brasil

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Resposta do desafio fotográfico: Breda Ba.65 da FACH…

Destaques

Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

breda-ba65-foto-fach

Como vários leitores opinaram, o desafio fotográfico (clique aqui para acessar) mostrou aviões de ataque Breda Ba.65, de fabricação italiana, em serviço na Força Aérea do Chile (FACH), instituição cujo nascimento remonta a 21 de março de 1930, quando por decreto foi criada a Subsecretaria da Aviação (futura Força Aérea), que unificou os serviços aéreos do Exército e da Marinha.

Um pouco sobre os Breda Ba.65: dentre os diversos caças bombardeiros / aviões de ataque produzidos pela Breda antes e durante a Segunda Guerra Mundial, o Ba.65, originário do avião de assalto Ba.64, é considerado como o único a ter uma folha de serviços relevante em combate. Foi concebido para fazer de tudo um pouco: interceptação, ataque, reconhecimento, numa perspectiva polivalente. Mas a experiência em combate, já na Guerra Civil Espanhola, mostrou que a versatilidade estava só no papel. O que o avião fazia de melhor era ataque.

O protótipo voou em setembro de 1935, sendo um monoplano monoposto de construção cantilever, de estrutura e revestimento metálicos (exceto os bordos de ataque das asas). O armamento fixo era razoavelmente forte para os padrões italianos, com duas metralhadoras de 12,7 mm e duas de 7,7 mm. A carga máxima de bombas era de 1.000 kg, divididos entre a capacidade interna da fuselagem e os pontos externos sob as asas. Mas a carga normal era de 300 kg na fuselagem e 200 kg nas asas.

breda-ba65-foto-avions-legendaries

Por volta de 1939, mais de 200 aviões do tipo haviam sido produzidos, a maioria equipada com um motor radial Fiat A.80 de 1.000hp. Desses, boa parte recebeu um segundo assento para um observador, que também operava uma metralhadora de 7,7mm para autodefesa.

A Itália entrou na II GM alinhando 154 Breda Ba.65, que lutaram bravamente na África do Norte, embora superados pelos caças britânicos,  até que em  fevereiro de 1941 o último exemplar em serviço foi perdido.

Vinte e cinco exemplares foram exportados para o Iraque, todos bipostos (23 com posto de observador dotado de metralhadora e 2 com controles duplos para treinamento). Portugal recebeu 12 bipostos. A China interessou-se pelo modelo, o que levou ao teste de uma versão equipada com o motor norte-americano Pratt & Whitney R-1830, mas a encomenda chinesa não se concretizou.

E, finalmente, os chilenos da foto: trata-se de exemplares de uma encomenda de 20 aeronaves. Diferentemente dos demais clientes externos, o Chile optou por modelos de combate monopostos, sem o posto de observador nem a metralhadora defensiva (17 do total). Os três restantes eram bipostos de treinamento. E, também diferindo das outras encomendas de exportação, os Ba.65 chilenos eram equipados com motores Piaggio P.XI C.40, de 1000hp.

Especificações: velocidade máxima: 430 km/h; teto de voo: 8.300m; alcance: 550 km; peso carregado: 3.490 kg; evergadura: 12,10m; comprimento: 9,60m; altura: 3,20m.

… e, aproveitando, mais uma interessante aeronave que serviu no Chile: o Ju 86 K6

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Esta outra aeronave, coincidentemente também com origem num país que formaria o Eixo na Segunda Grande Guerra, é mais fácil de identificar, daí que não há segredo no título acima. A sugestão aos leitores do Blog é que escrevam a respeito desse bombardeiro e de seu serviço no Chile, o tipo de motor que o equipava etc, como exercício de pesquisa e entretenimento coletivo. Boa pesquisa a todos!

Fotos do alto e de baixo: FACH

Foto do meio (Breda Ba.65 da Regia Aeronautica): avionslegendaires

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Angelo Nicolaci

Valeu Nunão pela bela repotagem sobre o BA-65

Mauricio R.

O SAS e o LRDG britânicos, consideravam este ac uma verdadeira amolação.

Angelo Nicolaci

Valeu Nunão pela bela repotagem sobre o BA-65

Mauricio R.

O SAS e o LRDG britânicos, consideravam este ac uma verdadeira amolação.

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