USAF encomenda à Boeing mais 22 caças F-15EX por US$ 2,38 bilhões
Contrato do Lote 7 eleva para 120 o número de aeronaves encomendadas à Boeing e sustenta a substituição dos antigos F-15C/D
WASHINGTON — A Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) concedeu à Boeing um contrato de US$ 2,38 bilhões para a produção de mais 22 caças F-15EX Eagle II. A encomenda corresponde ao Lote 7 do programa e eleva para 120 o número total de aeronaves contratadas nos sete primeiros lotes de produção.
O acordo foi anunciado em 29 de setembro e amplia a carteira de encomendas do mais moderno integrante da família F-15. O total de 120 unidades representa aeronaves contratadas, e não caças já entregues ou incorporados às unidades operacionais da USAF.
Contrato preserva produção após atrasos e inflação
Segundo o Departamento da Força Aérea, o acordo foi negociado levando em consideração os efeitos de uma interrupção produtiva ocorrida em 2025 e a inflação registrada na indústria de defesa dos Estados Unidos. A negociação permitiu manter as 22 aeronaves previstas dentro dos recursos disponibilizados pelo Congresso.
O contrato também foi concluído antes do encerramento do ano fiscal norte-americano. Para a USAF, a medida preserva o poder de compra dos recursos destinados ao programa e mantém a continuidade da linha de produção do F-15EX.
O brigadeiro-general Timothy Helfrich, responsável pela área de aquisição de caças e aeronaves avançadas, afirmou que o Lote 7 busca equilibrar disponibilidade financeira, continuidade industrial e a necessidade de modernizar a frota diante das ameaças atuais e futuras.
Uma divisão simples do valor do contrato pelo número de aeronaves corresponde a aproximadamente US$ 108 milhões por caça. Esse montante, entretanto, não representa o custo completo de incorporação, uma vez que os motores da GE Aerospace são adquiridos separadamente pela Força Aérea.
Caça pesado para grande volume de armas
O F-15EX é uma evolução profundamente modernizada do F-15, projetada para missões de superioridade aérea, defesa do espaço aéreo e ataques de longo alcance. A aeronave combina elevada capacidade de carga com sensores modernos, sistemas de missão digitais e recursos avançados de guerra eletrônica.
Segundo a Boeing, o caça pode transportar até 29.500 libras — cerca de 13,4 toneladas — de armamentos e cargas externas. Sua configuração permite o emprego de até 12 mísseis ar-ar AIM-120 AMRAAM ou uma combinação equivalente de munições de maior porte, incluindo armas de ataque a longa distância.
O Eagle II incorpora comandos de voo digitais fly-by-wire, cabine com grandes telas sensíveis ao toque, radar de varredura eletrônica ativa e o sistema de guerra eletrônica EPAWSS. A arquitetura aberta foi concebida para facilitar futuras atualizações de sensores, armas e software, além da integração com aeronaves tripuladas e não tripuladas.
Com velocidade máxima divulgada de Mach 2,5 e vida estrutural superior a 20 mil horas, o F-15EX foi desenvolvido para oferecer grande disponibilidade operacional. A compatibilidade com instalações, treinamento e parte da cadeia logística dos modelos anteriores também reduz o tempo necessário para a conversão das unidades.
Substituição dos F-15C/D
A principal finalidade do programa é substituir os envelhecidos F-15C e F-15D, dedicados sobretudo à defesa e à superioridade aéreas. Esses aviões acumulam décadas de operação, elevando os custos de manutenção e impondo restrições de disponibilidade e vida estrutural.
A Boeing entregou recentemente o F-15EX de número 22, o primeiro correspondente ao Lote 3. A fabricante prevê continuar as entregas desse lote durante o restante de 2026 e trabalha com a USAF para elevar gradualmente o ritmo de produção para duas aeronaves por mês.
A ampliação da carteira dá maior previsibilidade à cadeia industrial do programa e permite que a Força Aérea avance na retirada dos F-15C/D sem reduzir abruptamente sua capacidade de combate. O desafio agora será transformar o volume contratado em entregas regulares, recuperando o ritmo após as dificuldades produtivas registradas no ano anterior.■


Vida longa ao F-15, espero que todas essas belas máquinas de quarta geração, sejam dos EUA, UE, Rússia etc voem por mais tempo, são aeronaves incríveis.
Caça Raiz!! F-15 !!! Vida longa à águia!!!
O radar do novo F-15EX consegue detectar alvos a uma distancia 75% maior do radar do F-35. Basicamente em um contexto de guerra de atrito onde os EUA estiverem enfrentando um inimigo inferior, porém ainda vivo com meios a disposição, os EUA poderiam utilizar o EagleII em patrulhas tanto para abater drones como atacar aeronaves inimigas no limite do alcance BVR dos misseis AMRAAM ou dos novos AIM260 JATM. É oq a russia esta fazendo nesse momento na Ucrania com os SU-35. Supomos portanto q os EUA entre em um confronto com o Brasil. A FAB consegue dispersar seus poucos… Read more »
então estão gastando dinheiro a toa, dois PA com suas respectivas esquadras conseguem anular todo litoral, que é praticamente onde tudo o que funciona no Brasil é fabricado, eles não precisam ocupar o país todo, só inviabiliza-lo economicamente.
Sim, concordo com vc no sentido de q um bloqueio naval inviabilizaria o Brasil e nos levaria a discutir os termos de uma rendição.
Porém os americanos não costumam deixar seus flancos desguarnecidos, até pq eles tem gente e equipamento para tal. Eles tem pessoal e material para deixar um esquadrão de aviação de caça em cada país q faz divisa com o Brasil.
É para isso que submarinos servem. Evitar que uma força tarefa se aproxime do litoral.
é maior, mas não sei se é 75%, de qualquer forma é só colcoar um radar novo de GaN no F35, a questão é que o F35 não precisa de um radar tão potente, pq eleseria localizado por caças mmodernos que iam triangular o sinal.
O radar do EagleII é de nitreto de gálio. O F-35 não tem como rivalizar com o Eagle II pq a área do radome é bem menor. O F-15EX ganha na força bruta mesmo.
O AN/APG-82(V)1 do F-15EX não é de GaN. É de GaAs igual o AN/APG-81 do F-35.
E sim, o -82 é maior que o -81, mas não é assim tão maior ao ponto de oferecer 75% maior alcance de detecção.
10~20% no máximo.
Qual sua fonte? Pq a minha é a propria Boeing. O radar do F15EX só tem o DOBRO DO PESO do radar do F-35 kkk
É só pesquisar, a internet tá aí.
Se com o F15C no DCS consegue-se detectar J20 ou Su57 a 130 milhas e destruí-los a 80 milhas, imagina com o EX.
KKKKKKKKKKKKKKKK DCS é muito mentiroso, na vida real, duvido ele ver o SU57 a 100 milhas, o J20 a menosde 50 ambos de frente é claro.
22 ??? bom numero…rsrsrs essa quantidade aqui na FAB tbm estaria bom!!!
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