F-35

Lockheed Martin F-35A

João Gomes Cravinho reconhece as capacidades do caça americano, mas alerta para a dependência dos Estados Unidos durante décadas. Governo ainda não abriu o processo formal para substituir os F-16

O ex-ministro da Defesa de Portugal João Gomes Cravinho afirmou que o país cometeria “um erro grave” se escolhesse o F-35 para substituir os caças F-16 da Força Aérea. Em entrevista à agência Lusa publicada em 26 de setembro, ele argumentou que a decisão criaria uma dependência de longo prazo dos Estados Unidos, cuja relação futura com os aliados europeus considera incerta.

Cravinho, que chefiou a Defesa entre 2018 e 2022, reconheceu que o F-35 é considerado por muitos “o melhor avião que por aí anda”. Para ele, porém, Portugal precisa avaliar se a vantagem militar da aeronave compensa os benefícios estratégicos e industriais que poderiam vir de uma opção europeia. O ex-ministro, hoje reitor do Colégio da Europa, disse que sua posição não significa defender o fim das compras de armamentos americanos.

Dependência pesa no debate

Ao comparar a aquisição de caças com uma “apólice de seguro”, Cravinho questionou a segurança de depender, durante toda a vida útil da frota, do apoio de um parceiro cuja política externa pode mudar. Sua crítica está ligada à avaliação de que o afastamento entre os Estados Unidos e a Europa tem causas estruturais e pode persistir além de um governo americano. Trata-se de uma avaliação política do ex-ministro, e não de uma alegação de que os F-35 possam ser desligados remotamente.

A posição contrasta com a preferência técnica atribuída à Força Aérea Portuguesa. Segundo reportagem do ECO, uma análise interna de 20 critérios colocou o F-35A em primeiro lugar, à frente do Gripen E, do Eurofighter Typhoon e do Rafale. O ministro da Defesa, Nuno Melo, afirmou, contudo, que a decisão cabe ao governo e deve considerar fatores militares e geopolíticos.

Escolha ainda está em aberto

Portugal ainda não lançou um concurso formal para substituir seus 28 F-16M. As quatro fabricantes já se movimentam: a Dassault apresentou uma proposta não solicitada para o Rafale e assinou, em 23 de setembro, um memorando de cooperação com o setor aeroespacial português; a Airbus pretende apresentar uma oferta para o Eurofighter; e a Saab afirmou que enviará sua proposta para o Gripen quando o processo oficial começar. A Lockheed Martin promove o F-35.

A manifestação de Cravinho acrescenta ao debate uma questão que ultrapassa o desempenho dos aviões: quanto controle Portugal deseja manter sobre o apoio, a atualização e o emprego de sua futura frota de combate.■



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karlbonfim

Talvez o maior dificuldade dessa escolha para Portugal, nem seja as condições do F35, com todos os seus problemas, custos de operações e dificuldades de manutenções, mas das condições políticas atuais, entre os EUA, a União Europeia e a OTAN…

Artur

Tenho a certeza que com outro presidente na Casa Branca, o F35 seria o escolhido. Hoje em dia, não é de descartar uma alternativa Europeia, mesmo que não seja 5G.
Aqui, em Portugal, fala-se numa compra de 14 a 28 unidades. Não vejo totalmente descabida a compra de 14 Gripen E, e a entrada no consórcio do GCAP. Ou até 14 Gripen E + 14 F35.

Adriano Madureira

Depois de Trump, duvido muito que mesmo que fosse um Democrata no Salão Oval, as coisas iriam ser como antes…

Trump mostrou oque os EUA podem fazer contra um aliado, essa lição fica como aprendizado para que as nações comecem a soltar o cordão umbilical e diminuam a dependência com certos países, seja com os EUA ou qualquer parceiro.

Hoje pode ser com Trump. amanhã poderá ser com Kamala Herris ou seja lá quem for.


Eduardo Lopes Neves

Sinceramente, parece o Rafale, extremamente caro e entrega pouco mais que seus pares atuais, ou seja, não justifica…

Last edited 15 dias atrás by Eduardo Lopes Neves
Gleyson

Sem contar que a Europa tem um fundo Europeu para investimentos em Defesa, que para acessar o dinheiro os países precisam comprar armamentos Europeus.
Valeu Eduardo.

Last edited 15 dias atrás by Gleyson
Joao

Só q a política que pensamos saber não é a vista em jornais, mas a q se faz em conversas de gabinete.

Veja a situação da Groelândia. As compras de meios americanos.

Victor Hugo

Desde o começo o Grippen E é a solução ideal e perfeita para Portugal que além de contar com parcerias com a EMBRAER quer aumentar sua indústria nacional.

Como eu já tinha falado em outro post aqui no aero, Portugal ao invés de comprar o F35 compra os Grippen com ToT e ainda entra em algum programa 6G Europeu e tudo isso ainda sairia mas barato do que comprar, operar e manter os F35.

Elio

É o que tenho defendido. E é a melhor opção. Grippen e participação no desenvolvimento da 6G. Com todos os benefícios que isso traria para empresas, universidades, etc. O amigo americano já era. Não é de confiança.

Carlos

Todo o mundo fala que o Gripen não é 5G porque não é invisível ao radar pesquisa uma noticia com o titulo “Vídeo. Grafeno português que esconde aviões e drones pode revolucionar defesa”.
Se alguém quiser patinar na maionese, será sempre livre de o fazer, mas todos conhecemos o resultado. O dinheiro é escasso.

Carlos

O FCAS, da Espanha, França e Alemanha já era, o GCAP do Reino Unido, da Itália, do Japão e agora da Alemanha apresenta preço unitário superior a 500 milhões de euro e a este preço não haverá quem compre. Do meu ponto de vista comprar Gripen e torna-lo invisível ao radar é a melhor solução.

Bruno Palma

Fala o ex-Ministro da Defesa que ia acabando com as Forças Armadas Portuguesas, a palavra dele vale ZERO, há alinhamento do Governo e o partido desse senhor para não recusar o F-35 por isso o F-35 está escolhido, a compra vai ter um desconto por causa da Base das Lajes.

Last edited 15 dias atrás by Bruno Palma
EduardoSP

Considerando que no contexto europeu o F35 é utilizado por Alemanha, Holanda, Bélgica, Noruega, Itália, Dinamarca, Finlândia, Grécia, Polônia, Romênia e Reino Unido, não me parece descabido Portugal optar por ele.

Victor Hugo

Alemanha: Encomendou 35 F35 e o primeiro exemplar apresentado e pronto para entrega foi 3/4 dias atrás. Holanda: encomendou 58 e possui 48 entregues. Bélgica: encomendou 45 e possui 7 entregues. Noruega: encomendou 58 e possui os 58. Itália: pretende encomendar 115 possui um número desconhecido de F35. Dinamarca: encomendou 43 e possui 21. Finlândia: encomendou 64 e possui 2. Grécia: encomendou 20 e possui 0. Polônia: encomendou 32 e possui 8. Romênia: encomendou 32 e possui 0. Reino Unido: encomendou 48 e possui 47, perdeu 1 em acidente. Os países que participaram do programa F35 foram: Reino Unido, Itália,… Read more »

Luís Miguel

O ideal é uma solução mista.14/16 F35 e uns 24/28 Gripen E. Os gripen são muito mais baratos no custo e a operar o que permite mais horas de voo. A logistica tb é menos pesada.
A SAAB transfere tecnologia, os EUA não. E uma simples actualização de software é preciso autorização do Senado. Se não for misto, que seja o Gripen….pintamos os aviões com o Grafeno inventado em Portugal que os torna invisíveis ao radar. GRIPEN E PT… 😂

Carlos

Tu próprio respondes ao teu comentário, não justificando qualquer razão para a compra dos F-35 e apresentas razões para a sua não compra

Joao

E???
Vc achou que seria pronta entrega?

Gabriel

Melhor venda é àquela que amarra o cliente …

Gleyson

A briga está entre F-35 que é o queridinho dos pilotos da Força Aérea Portuguesa e o Governo quer o Gripen, pois é o que mais oferece benefícios industriais, possibilidade de fabricar parte das peças para cadeia global em Portugal, a SAAB é a que oferece muito mais vantagens, montagem local, etc… então a briga está entre quem opera o brinquedo e quem paga pelo brinquedo, chance grande de Portugal ir de Gripen E/F, além de mais barato, tem esse fato de depender dos EUA por mais 40 anos, ainda mais agora com Mister Laranjão, ontem na Live do Felipe… Read more »

Douglas Dos Santos

Aí que tá o erro, caça de sexta geração ninguém possuí ainda , só protótipos 🤣🤣🤣,e lembrando xing ling não tem galantia , como nós vimos na Venezuela 🤣🤣🤣

Gleyson

Na Venezuela eles usaram a arma mais poderosa do mundo, o suborno, engraçado que as armas mega ninja power de microondas que dá radugue na velocidade 5 do creu, sai sangue do zoio e das zoreia, faz o inimigo dançar Macarena, cai o pinto, só funcionaram lá, no Irã elas não funcionaram, ninguém deu um tiro por que o esquema era para não reagir, se organizar todo mundo beija.

Joao

mais de 12.000 alvos do Ira discordam e vc…..

Uma coisa é a capacidade de um eio militar.

Outra coisa é como a força militar é empregada com interesse politico.

Entender essas diferenças é a diferença ente meninos e homens no assunto

Gleyson

João eu não entendi o que você quis dizer com “eio militar”, mas acho que você levou para o lado pessoal, não vi até agora nenhum jornalista do meio militar dizer aquilo que aconteceu, a faciliadade que foi na Venezuela foi uma ação bem sucedida, o próprio Galante editor aqui do site falou em uma Live semana passada que ninguém deu um tiro na Venezuela, todas as baterias S-300 estavam desligadas no momento, pois a ordem era deixar entrar, isso foi suborno, fecharam com a cúpula da Venezuela para entregar o Maduro, e olha que ele mereceu,por isso fiz a… Read more »

Peter nine nine

Como pode o Gripen ser o preferido dos políticos se nem proposta existe. Calma, muita calma Por fim, Portugal é Portugal, e os outros são os outros. Não seria de todo descabido e, seria até vantajoso, Portugal manter uma boa relação com ambos os seus flancos. Se o histórico de operação do F16 servir da alguma base de avaliação, o F35 é sim uma boa opção. Os desentendimentos entre Lisboa e Washington são raros, até com Trump, e estás alegações são de maçons com o cu virado para a Europa e de socialistas que estão magoados pela atitude americana recente… Read more »

Carlos

Dizes bem “Portugal é Portugal, e os outros são os outros” mas sempre será o Zé Povinho que irá pagar compra de qualquer avião para a FAP, o Gripen não é de 5G porque não é invisível ao radar, mas é bem mais barato para adquirir e bem mais barato para operar, Todos sabemos que o F-35 é caro de operar e é necessário várias atualizações ao longo da vida útil do avião e essas atualizações podem ser alvo de chantagens e se todo o mundo penas que Trump pode estar por um fio, todo o mundo se esquece que… Read more »

Luis Henrique

Pelo que entendo o plano de Portugal será receber os primeiros F-35A somente em 2031 e os últimos DEPOIS de 2040, talvez até em 2045. O Trump está em seu último mandato e vai deixar a cadeira em Janeiro de 2029, pelo menos 2 anos antes da entrega do Primeiro exemplar. Medo de dependência americana não se resolve totalmente com o Gripen E, afinal o motor e outras tecnologias são americanas. Escolher um Rafale francês para focar na maior independência possível dos americanos resolveria um pouco mais, mas quem garante que nos próximos 20 anos (período das compras) ou nos… Read more »

Gleyson

Fala Luiz Henrique blz?
O Europeu no geral está com o orgulho ferido, a maneira que o Trump tem tratado seus aliados (Europa, Canadá, Japão, Coreia do Sul, Austrália) tem machucado muito a confiança deles, eu moro desde 2001 na Europa (Espanha e Reino Unido) não vi até agora nenhum Europeu achar isso legal, os caras estão com nojo do Laranjão, dificilmente a relação vai voltar a ser a mesma mesmo com outro Presidente.
Valeu

Carlos

Só para recordar que Trump já está no seu último mandato e que a 1 de Janeiro de 2029 tem que abandonar a Casa Branca. Difere do Brasil porque nos EUA fala apenas em dois mandatos e é omissa em relação a ser consecutivos ou intercalados, como tal ao fim de dois mandatos têm que dar lugar a outros.

Gurka1975

O problema é que os que nele votaram, vão voltar a votar..:)..faz lembrar os videos do Jack Ass…qual deles o pior (melhor)mas com um enorme sucesso!!O Trumpismo parece-me que vai ter um enorme peso nas eleições. A mentalidade deles é apoiar o Laranjina C..!..Por isso, não se pode confiar para um negócio que vai durar +30 anos (tempo de vida útil do caça a adquirir). E com o Putin a querer armar a “Nova União Sovietica”, não temos muita margem de manobra.

Gurka1975

Portugal, quando adquirir um substituto para o F16, será com o SAFE (Fundo Europeu). Parece-me que a palavra da UE vai ter algum peso na decisão para “comprar Europeu”. Trump destruiu toda a confiança e respeito que existia no comércio EUA/Mundo. Deixou de ser viável fazer negócio com os EUA (e é algo transversal). Manda o Trump, familia e os que votaram nele, não se sabe por quanto tempo mais…. Necessidade para Portugal : proteger território nacional que inclui a imensa massa de água que está dentro da sua responsabilidade . Ideal? Avião com 2 motores (por segurança) e disponibilidade… Read more »

BraZil

O F35 nunca é a melhor opção. Nem para os EEUU se revelou ser, imaginem para os outros…

Matheus

Esse aí é só pra quem pode…

Gleyson

Lembrando do caso do FX2 quando o escolhido era o F-18 Super Hornet e nos 44 do segundo tempo descobrimos que os EUA estavam espionando as conversas da Presidente do Brasil e da Alemanha e a Dilma cancelou a compra, antes o Rafale era o preferido do Lula, chegamos até a anunciar o Rafale como escolhido e um político Francês falou que o KC-390 era um carrinho de mão, também desistimos do Rafale, o Brigadiero Saito que era o chefe da FAB queria o Gripen E/F desde o início, mas uma compra de um caça é antes de tudo política,… Read more »