EUA avaliam novos ataques contra radares e defesas aéreas do Irã no Estreito de Ormuz
Os Estados Unidos avaliam realizar uma nova campanha aérea contra radares, baterias de mísseis antiaéreos e instalações de defesa costeira reconstruídas pelo Irã no sul do país. Os possíveis alvos estão concentrados ao longo do Golfo Pérsico, do Estreito de Ormuz e do Golfo de Omã, área estratégica para o transporte mundial de petróleo.
Segundo o Axios, o plano foi elaborado pelo Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) e recebeu o apoio do secretário de Defesa, Pete Hegseth. A proposta, entretanto, ainda dependia de autorização da Casa Branca antes da mais recente escalada entre Washington e Teerã. Até o momento, o Pentágono e o CENTCOM não confirmaram publicamente que missões de supressão e destruição das defesas aéreas iranianas já estejam em andamento.
Relatos sobre uma possível mobilização da Força Aérea dos Estados Unidos e da Guarda Aérea Nacional também não foram acompanhados pela identificação das unidades, bases ou aeronaves envolvidas. Por isso, a existência de uma ordem operacional para o início imediato da campanha permanece sem confirmação oficial.
Missões SEAD e DEAD
As operações estudadas seriam classificadas como SEAD e DEAD, siglas em inglês para Supressão e Destruição das Defesas Aéreas Inimigas. As missões SEAD procuram neutralizar temporariamente radares e sistemas antiaéreos, enquanto as ações DEAD buscam destruir fisicamente lançadores, sensores e centros de comando.
Essas operações podem envolver aeronaves furtivas, munições de longo alcance, guerra eletrônica e ataques contra redes de comunicação. O objetivo seria reduzir o risco para aviões norte-americanos que patrulham o Estreito de Ormuz e protegem navios comerciais na região.
A preocupação aumentou depois que, segundo um funcionário norte-americano ouvido pelo Axios, o Irã lançou um míssil antiaéreo contra um caça F-35A Lightning II que operava sobre o estreito. O projétil não teria se aproximado o suficiente para representar uma ameaça direta à aeronave, mas o episódio foi interpretado como sinal de que Teerã está conseguindo reconstruir parte de sua capacidade defensiva.
Irã reivindica derrubada de drone MQ-9
A Guarda Revolucionária do Irã também afirmou ter abatido um drone MQ-9A Reaper sobre a porção oriental do Estreito de Ormuz. Segundo a versão iraniana, foi utilizado um novo sistema de defesa aérea, cuja designação e características não foram divulgadas.
A alegação não foi confirmada pelos Estados Unidos nem verificada de forma independente. Até agora, não foram apresentadas imagens conclusivas dos destroços ou informações oficiais que permitam confirmar a perda da aeronave norte-americana.
Escalada após ataques na ilha de Larak
A possível campanha contra as defesas aéreas surge após os Estados Unidos atingirem dois lançadores iranianos na ilha de Larak, próxima ao Estreito de Ormuz. O CENTCOM declarou que os equipamentos estavam associados a uma ameaça iminente envolvendo foguetes e minas navais.
O Irã respondeu lançando mísseis balísticos contra bases norte-americanas na Jordânia. As armas foram interceptadas, sem registro imediato de grandes danos, mas o presidente Donald Trump prometeu uma resposta contundente caso os ataques contra forças dos Estados Unidos continuem.
Radares reconstruídos voltam a preocupar Washington
Instalações iranianas de defesa aérea, radares costeiros e centros de comando já haviam sido atacados pelas forças norte-americanas em julho. O CENTCOM afirmou posteriormente ter neutralizado aproximadamente 82% dos sistemas iranianos de mísseis antiaéreos e de sua infraestrutura de radar e comando — avaliação divulgada pelos próprios Estados Unidos e não confirmada de maneira independente.
A reconstrução de alguns desses sistemas mostra, porém, que ataques anteriores não eliminaram definitivamente a capacidade iraniana. Autoridades norte-americanas avaliam que novos radares, lançadores móveis e observadores posicionados no litoral podem ameaçar aeronaves e navios que operam na região.
Os Estados Unidos mantêm caças protegendo um corredor marítimo no sul do Estreito de Ormuz, utilizado para escoltar grupos de navios-tanque. Uma ofensiva contra as defesas iranianas poderia ampliar a segurança dessas operações, mas também elevaria o risco de uma confrontação direta e prolongada.
A decisão da Casa Branca determinará se os confrontos permanecerão limitados a ataques pontuais ou se evoluirão para uma campanha aérea contínua contra a infraestrutura militar iraniana no litoral do Golfo Pérsico.■

Defesa Aérea americana entrou naquela de abater 110% dos mísseis lançados.
Aí fica difícil.
Já há videos jordanianos de incêndios
Sim, fizeram um ataquezinho em uma ilhã do estreito de Ormuz e tomaram varios misseis em sua base na Jordania, com vazamento de videos comprovando e tudo (pq as bases mais proximas do Irã já estão inoperantes mesmo).
Os jordanianos anunciaram 8 interceptações.
IRGC e mídias asiáticas afirmaram que foram 32 mísseis lançados.
Creio que Jordânia e EUA não combinaram antes as versões.
E para os que esperavam que a aproximação das midterms fariam o pedófilo alaranjado baixar a bola, eis a surpresa. Os EUA caminham a passos largos para ter um ditador que possam chamar de seu.
Já tem, o alucinado até decide mudar nome de posições geográficas, criar ou continuar conflitos e crimes de guerra em outras localidades do mundo é fácil pra ele.
Irã já tá com mais defesa aérea que o Brasil, de novo…
Qualquer nação com mais de algumas dezenas de Manpad´s e canhões 40mm já tem uma defesa AA melhor que a brasileira.
aquela que usa o ultra moderno bofors 40mm que estao lá em Sete Lagoas – MG ? …. terra do lendário trapalhao ¨ZACARIAS ¨
O Maior vacilo do Irã é sempre ficar aceitando esses sessar fogo do EUA quando eles mas do que já sabem que deveria atacar até o EUA ir embora ao invés de ficar dando tempo pro EUA repor suas armas e usar novas armas.
Creio que há de se pensar no contexto maior. É ruim para os EUA mas também muito ruim para o Irã o bloqueio total de Ormuz, além de ruim para a China. O Irã tem a vantagem geográfica, então pode-se dar o luxo de trabalhar com o tempo e ganhar no cansaço. Entre pausas, Teerã vive alguma normalidade, lambe as feridas civis e repõe reservas de mísseis, drones e SAM’s, além de permitir que os demais Estados do Golfo se reavaliem a presença dos EUA em seus territórios. Creio que o Irã entende que nunca terá uma paz plena enquanto… Read more »
Ormuz no momento não afeta a China, sua reserva estratégia está quase intacta e continua recebendo petróleo da Rússia, a reserva da China é tão gigante que Pequim se dá o luxo de ditar o preço do petróleo.
O preço só não explodiu, devido a China está bem abastecida e tirando a vantagens das petroleiras estadunidenses.
Não sei o grau atual das reservas chinesas, mas foi vinculado que são enormes. Mas colega, são reservas. É estratégico para ser usado em tempos de crise e limitado.
Posto isso, parece óbvio que os chineses não estão felizes com Ormuz fechado. Uma boa dica é analisar o comportamento do Paquistão nas negociações. Ele representa os interesses chineses.
A China tinha em 2025 reservas capazes de suprir o consumo interno por mais de 4 anos isso sem aportes de outras fontes… depois disso houve uma expansão para que a reserva fosse ampliada para uma margem maior nesse ano.
Haja tanque para tanto estoque.
Se a eficiência norte americana aumentar nessa nova onda de ataques, teremos uma pista do que o cargueiro foi fazer em Moscou…
Concordo. Para desespero da turma pró-Rússia, nada impede uma troca: em um eventual acordo sobre a situação da Ucrânia, a Rússia pode limitar ou até entregar posições iranianas aos EUA.
Alguém põe a mão no fogo pelo Kremlin?
O problema é outro: ninguém põe da mão no fogo pelos EUA.
A grade questão não é quem põe a mão no fogo pelos EUA ou pela Russia, mas por quem EUA e Russia põe a mão no fogo.
A Russia não tem nenhum aliado como o Reino Unido, Israel, Japão, Australia…
Não havia pensado nisso
“EUA avaliam novos ataques contra radares e defesas aéreas do Irã no Estreito de Ormuz”
EUA 🇺🇸
Vocês deveriam ter vergonha de dizer isso, afinal esses radares deveriam ter sido alvos primários lá atrás no início da guerra.
e segundo o Laranjão, já tinha tudo sido “obliterado”…kkk
Foram. Mas se não há persistência nos ataques, o inimigo repara e refaz a rede de defesa aérea. Esse é o ponto de novos ataques. Na minha opinião, não deveriam ter parado. SEAD é algo omnipresente. Sempre que um novo sistema de radar for detectado, precisa ser atacado. É a única forma de manter a rede de detecção permanentemente debilitada, mas é impossível fazer com que ela desapareça totalmente.
Sim, concordo plenamente contigo, mas convenhamos que com os recursos que os EUA e ISRAEL tem, saber o que está sendo reconstruído, reinstalado e a partir daí sabotar ou atacar, e destruir deveria ser algo relativamente simples.
Tenho que concordar.
Os funças dos EUA e de Israel parecem incompetentes (nenhuma surpresa até aí) para avaliar as reais capacidades dos iranianos , o que é uma vergonha.
Deviam contratar uma empresa de inteligência privada pra fazer o serviço.
Um país que tem quase 1000 caças F-35 operacionais não deveria ser tão incompetente em anular permanentemente a capacidade militar do Irã.
Não dizem que a operacionalidade do F-35 dos EUA está inferior a 50%, ou algo assim?
Chuto que os EUA estão usando drones para fazer ISR para identificar onde estão os radares, mas é uma área grande e difícil pra cobrir, e isso resulta nos abates dos drones, como já foi o caso de dezenas de MQ-9s.
Já Israel tirou totalmente o corpo fora faz tempo, estão instrumentalizando os EUA, surpreendendo 0 pessoas, enquanto eles mesmos não fazem nada diretamente.
Tem satélites 🛰️
A região oferece condições meteorológicas boas para satélites 🛰️
Parece que o pessoal do DCE da Filosofia da USP anda dizendo isso sobre a operacionalidade dos F-35
Bosco, o problema é a resiliência alternativa mesclado com opinião pública interna nos EUA. O Irã sabia que convencionalmente não teria qualquer chance contra os EUA ou mesmo apenas Israel. Então focou suas capacidades em apenas existir porque sabe que uma invasão terrestre seria extremamente improvável. Os EUA podem destruir todas as capacidades militares convencionais do Irã várias vezes, mas sempre vai sobrar alguma coisinha para lançar no estreito de Ormuz, sempre vai ter algum país qualquer que vai pagar pedágio, etc. Eles sempre vão conseguir causar alguma disrupção, mesmo que pequena. A solução é boots on the ground para… Read more »
Irã está há mais de 1 ano sob ataque e resistindo, primeiro foi Israel agora os EUA.
E eua vai ficar nessa de chove não molha, daqui a pouco vão se retirar da região e o Irã vai crescer mais ainda.
Assim seja!
Por mim o Oriente Médio poderia ser partilhado por Turquia e Irã. Aquela região só viveu em paz quando estavam sob controle do Império Persa e do Império Otomano, essa ideia eurocentrada e liberal de “autodeterminação” irrestrita só levou caos pra lá, nem toda região do planeta é culturalmente “apta” pra viver nesses estadecos pequenos em paz com seus vizinhos como é na Europa, embora de tempos em tempos nem lá isso funcione, os Balcãs que o digam. Na minha opinião, a única forma do Oriente Médio viver em paz na configuração atual seria se todos, ou quase todos, se… Read more »
É vergonhoso que operações SEAD/DEAD não sejam feitas diuturnamente, já que certamente o ISR via ELINT/SIGINT é feito. Hegseth é um inepto de marca maior, só perdendo para Trump nesse quesito.
Se vão continuar a guerra, que bombardeiem o Irã até a idade da pedra. Se vão parar a guerra, que reconheçam que fizeram M*** e ofereçam termos que sejam bons para ambas as partes, CONTANTO QUE o Estreito de Ormuz tenha navegação livre para todos os países, como tem que ser.
Caso contrário, se o Irã recusar, aí que bombardeiem aqueles FDP até a idade da pedra mesmo.
Mas a navegação já não era livre?
Era livre. O Irã quer fechar a navegação livre depois dessa patacoada dos EUA e quer permanecer sob tutela (e pedágio) Iraniano. Isso é inaceitável.
Mas os americanos queriam cobrar taxas também…
Os Americanos não. Trump quis. Aí alguém avisou à ele que isso é ilegal, e desconversaram e depois negaram que fariam isso.
Era livre mas sob ameaça constante de um regime totalitário que financiava proxies terroristas no mundo todo com a desculpa esfarrapada e manjada de defenderem os oprimidos (acho que vi um gatinho… ) pelo sistema capitalista, imperialista, colonialista, judaico-cristão, já que na cabeça deles só quem pode oprimir os povos são eles e os comunas e eles não aceitam ser passados para trás nesse quesito. No processo ameaçavam de riscar do mapa os EUA e Israel e estavam desenvolvendo a capacidade para tal. Deu ruim porque para ajudarem o Putin fizeram a merd@ do “7 de outubro” que abriu a… Read more »
“financiava proxies terroristas no mundo”…ta falando dos EUA ou Israel?
Do Irã (e da Rússia).
Peter Brian Hegseth é um apresentador de televisão americano, autor e veterano do Exército que é o atual Secretário de Defesa dos Estados Unidos no segundo gabinete do presidente Donald Trump
Isso diz muita coisa.
Disso a gente já sabia.
De qualquer maneira, o ator Ronald Reagan foi um bom Presidente, diria inclusive que um dos melhores e mais emblemáticos.
Operações de DEAD visando os radares da GBAD e de destruição dos lançadores e depósitos de mísseis sup-sup nunca deviam ter cessado.
O cálculo do Trump era que após a decapitação do regime ele iria cair e isso não aconteceu.
A paumolêcia do Trump é notória, rivalizando com a do seu amiguinho do Kremlin, com a diferença que nunca o Laranjão vai mandar para o abate milhares de americanos só pra fazer valer a vontade dele, igual criança birrenta.
Exatamente. All talk and no walk. Ambos cometeram o mesmo erro. Autorizaram ações baseadas no outcome que eles gostariam que fosse (Wishful thinking) ao invés do outcome mais realista.
A esperança do mundo era que o MOSAD fizesse o serviço por terra, mas parece que não foi feito ✅
BlackRiver, o Mossad é bom para operações de inteligência e sabotagem à alvos específicos. Fazer uma limpa de posições militares convencionais é mais da alçada dos serviços de inteligência militares mesmo, levantamento da ordem de batalha, posições, etc., para posterior neutralização. Um é estratégico enquanto o outro é operacional/tático.
A paumolescência do Trump faz com que ele negocie desse jeito. Ele aperta o torniquete e solta pra ver o que ocorre, que nem sempre (ou quase nunca) surte o efeito esperado.
Não deu certo com o Putin e não deu certo com os barbudinhos do Irã. Pelo menos não até agora.
Tivesse continuado o bombardeamento mais 15 dias e a história seria outra.
Off-Topic: Em breve os americanos sairão do Irã, eles já acharam um Fast-Food onde tomarão “Suco de Dinossauro” em demasia… E ainda tem gente que chega a melar a cueca na esperança que esses piratas ponham o pé no Brasil para “fazer negócios”… Empresa ligada ao Pentágono estadunidense controlará 21% do petróleo da Venezuela. Casa Branca divulgou que acordo durará 100 anos e que ação garante supremacia americana no continente O governo dos Estados Unidos (EUA) revelou, nessa segunda-feira (31), mais detalhes sobre o acordo com a Venezuela para, segundo a Casa Branca, “controlar” 21% das reservas de petróleo do… Read more »
Para um funça da extrema esquerda do bostil esse negócio de melhorar o nível social e econômico da plebe realmente dói.
Soberania é o que importa ainda que a plebe ignara morra de fome .
Típico!