Dassault prevê ‘Super Rafale’ francês pronto por volta de 2034
Rafale e drone nEUROn
A Dassault Aviation pretende concluir entre 2033 e 2035 o desenvolvimento do Rafale F5, uma evolução profunda do caça francês que o presidente da empresa, Éric Trappier, descreveu como um “Super Rafale”. A aeronave está sendo desenvolvida para atender às necessidades das Forças Armadas francesas e poderá ser oferecida ao mercado internacional a partir de 2035.
Trappier apresentou o cronograma durante entrevista à BFM Business, nas Rencontres des Entrepreneurs de France, em Paris. Segundo o executivo, atualmente não existe qualquer acordo de codesenvolvimento com países estrangeiros. A França pretende controlar o projeto, embora a Dassault admita estabelecer cooperações específicas com parceiros ou futuros clientes.
Apesar de ser chamado de “novo avião de combate” pelo dirigente, o F5 não será um caça inteiramente projetado do zero. O programa representa a maior modernização do Rafale desde sua entrada em serviço, com alterações substanciais nos sensores, na propulsão, na arquitetura eletrônica e na capacidade de operar em conjunto com sistemas não tripulados.
Novos sensores, motor e capacidade nuclear
As primeiras encomendas relacionadas ao desenvolvimento do padrão F5 foram notificadas pela Direção-Geral de Armamento da França em outubro de 2024. O pacote prevê um novo radar, sistema atualizado de guerra eletrônica, sensores optrônicos de nova geração, maior capacidade de processamento e integração de armamentos avançados.
O caça também deverá receber um motor aprimorado, desenvolvido com participação da Safran, proporcionando maior desempenho e geração de energia para os novos equipamentos eletrônicos. Uma configuração intermediária poderá surgir entre 2032 e 2033, antes da entrada em serviço da versão completa.
O Rafale F5 será preparado para transportar o ASN4G, futuro míssil nuclear hipersônico francês destinado a substituir o atual ASMPA-R. A integração garantirá a continuidade da componente aérea da dissuasão nuclear francesa durante as próximas décadas.
Outra capacidade central será o emprego de um drone furtivo de combate derivado das tecnologias demonstradas pelo programa europeu nEUROn. Controlado a partir do Rafale, o aparelho deverá realizar reconhecimento, guerra eletrônica e missões de penetração contra sistemas avançados de defesa aérea. O conjunto será apoiado por inteligência artificial e conexões resistentes a interferências.
França avança sem codesenvolvimento europeu
O Rafale F5 ganhou importância adicional depois do colapso, em junho de 2026, do componente tripulado do Sistema de Combate Aéreo do Futuro, conhecido pela sigla francesa SCAF. O programa reunia França, Alemanha e Espanha, mas sucessivos desentendimentos entre Dassault e Airbus sobre liderança, propriedade intelectual e divisão dos trabalhos impediram sua continuidade.
Trappier sustenta que a indústria francesa possui capacidade técnica para conduzir o projeto com autonomia. O desenvolvimento continuará envolvendo empresas nacionais como Safran, Thales e centenas de fornecedores, sem a estrutura multinacional de governança que marcou o SCAF.
A Dassault poderá buscar acordos comerciais ou financeiros com operadores do Rafale, incluindo os Emirados Árabes Unidos, mas sem transferir a direção industrial do programa. A autonomia sobre tecnologias críticas será especialmente importante para adaptar o caça às missões nucleares e às operações embarcadas da Marinha francesa.
O F5 deverá manter o Rafale operacionalmente relevante para além de 2060, enquanto Paris decide como financiar e estruturar um caça de sexta geração completamente novo para substituir a plataforma após 2040.■


“Super Rafale” = O Rafale que deveria ter sido desde o início, mas a França não conseguiu bancar.
super deverá ser o preço também…
kkkkkkkkkk boa, vai ser quase invendável
vai demorar uns dez anos para a primeira venda internacional…
Tão vendendo Rafale F3 e F4 por 200-250 milhões de dólares, já acho invendível, mas o que mais tem é gente comprando
Interessante, mas 2034 parece muito tempo, Hj o Rafale já não vejo o Rafale superior aos mais recentes Typhoon e Gripen E
Nunca foi.
Está circulando em vários fóruns militares a noticia de uma suposta vitória em combate simulado dos J-16 chineses de 7-1 sobre os Rafale egípcios, durantes o exercício “Eagles of Civilization 2026″ realizado no Egito…
Não é a primeira vez que os egípcios, e árabes num geral, subaproveitam caças de alto desempenho
Um dos caças mais lindos já produzidos!!! Pena que é muito caro. Gostaria de ter uns 2 Esquadrões aqui junto com os Gripen
Pelo preço de aquisição, eu preferiria o F-15EX kk