EUA e Arábia Saudita realizam ataques coordenados contra grupos pró-Irã no leste do Iraque
Operação foi apresentada como resposta a ataques com drones contra instalações petrolíferas sauditas e marca a primeira participação direta e pública de Riad em bombardeios no território iraquiano desde a escalada regional
Os Estados Unidos e a Arábia Saudita realizaram, em 28 de julho, uma série de ataques aéreos coordenados contra instalações ligadas a grupos armados alinhados ao Irã no leste do Iraque, ampliando significativamente o envolvimento militar saudita no conflito regional e elevando o risco de uma nova escalada entre Washington e Teerã.
Segundo o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), a operação teve como alvo instalações logísticas, depósitos de armas e outras infraestruturas utilizadas por milícias apoiadas pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC). De acordo com autoridades norte-americanas e sauditas, esses grupos estariam envolvidos em recentes ataques contra forças dos EUA e contra a infraestrutura energética da Arábia Saudita.
Riad atribui operação a ataques contra instalações petrolíferas
O Ministério da Defesa saudita afirmou que os bombardeios foram conduzidos em resposta a uma série de ataques com veículos aéreos não tripulados lançados contra instalações de petróleo localizadas na Província Oriental e na região de Riad.
Poucas horas antes da operação, o porta-voz do ministério informou que as defesas aéreas sauditas haviam interceptado diversos drones que tentavam atingir instalações petrolíferas estratégicas, sem registrar danos significativos.
Embora Riad não tenha atribuído diretamente os ataques ao governo iraniano, as autoridades sauditas responsabilizaram grupos armados iraquianos que, segundo o reino, recebem apoio financeiro, logístico e militar de Teerã.
Marco na atuação militar saudita
Analistas consideram a operação um marco por representar a primeira participação assumida da Arábia Saudita em ataques aéreos contra alvos no Iraque desde o início da atual escalada entre Estados Unidos e Irã.
Até então, Riad vinha concentrando seus esforços na defesa de seu território e na proteção de instalações estratégicas, evitando envolver-se diretamente em operações ofensivas dentro do território iraquiano.
A entrada da aviação saudita em um teatro de operações onde atuam milícias apoiadas por Teerã amplia a dimensão regional do conflito e pode alterar o equilíbrio estratégico no Golfo.
Iraque condena violação de sua soberania
O governo iraquiano condenou os bombardeios, classificando-os como uma violação da soberania nacional.
Segundo autoridades de Bagdá, a operação foi realizada sem autorização do governo iraquiano e provocou vítimas entre integrantes das Forças de Mobilização Popular (PMF), estrutura oficialmente incorporada às forças de segurança do país, embora diversas de suas facções mantenham estreitos vínculos com o Irã.
O primeiro-ministro iraquiano enfrenta crescente pressão para controlar essas organizações armadas, ao mesmo tempo em que tenta preservar as relações com Washington e evitar um confronto direto com grupos influentes dentro do próprio país.
Cresce o risco de escalada regional
A operação ocorre em um momento de elevada tensão no Oriente Médio, após sucessivos ataques envolvendo forças norte-americanas, milícias pró-Irã e instalações estratégicas na região.
Especialistas alertam que a decisão de Riad de participar diretamente das ações militares pode ampliar o risco de retaliações contra instalações energéticas sauditas, bases militares dos Estados Unidos e rotas marítimas no Golfo Pérsico.
Apesar da ofensiva, autoridades sauditas afirmaram que continuam defendendo uma solução diplomática para a crise. Após os ataques, o ministro da Defesa saudita reuniu-se com autoridades norte-americanas em Washington para discutir formas de impedir que a atual escalada evolua para um conflito regional de maiores proporções.■

E segundo algumas informações um navio americano de gás foi atingido por drones num porto egípcio no Mar Mediterrâneo! A coisa esta aumentando!
Pau que dá em Chico… Os EUA estão atacando navios russos (através de proxies) a alguns anos, então tá tudo certo.
Tem até vídeo mas, hoje em dia isso significa pouca coisa….
Tão corajosos esses sauditas.
Ainda bem que China e Rússia jamais entrariam diretamente em uma guerra para defender o Irã.
Vai ficar por isso mesmo. Irã sozinho contra todo o ocidente e aliados.
Cadê os aliados financiados pelo Irã. …. unem teria alguma justificava para ajudar Irá… questão tempo, EUA quer petróleo Irá como o da Venezuela, vacilaram , deram motivo, agora aprende pelo jeito mais difícil. Alguém acha que Irá vai ganhar algo… Vietnam 50 anos miséria, Afeganistão vai mesmo caminho, Iraque já deu tudo que tinha e vai ficar décadas até voltar ao que era..
Qual o motivo fariam Rússia ou China entrar em conflito direto com os EUA para defender o Irâ?
Rússia atolada em uma guerra, que já dura de anos, na sua fronteira.
China até o momento não demostra interesse em entrar diretamente no conflito.
Vão continuar oferecendo “inteligência” ao Irã e vida que segue.
Sem falar que a teoria é diferente da prática.
Entrar em um conflito, mesmo que regionalizado, tiraria a China da sua zona de conforto, de assistir tudo “comendo pipoca”, sem perdas de material e vidas.
Não acredito nessa eventual disposição chinesa.
Demorou. Os caras tão tomando míssil na cabeça desde qua a guerra começou e até a agora só limitaram a interceptação…
Arma e dinheiro têm, só falta coragem.
Os árabes nunca foram bons em guerra, naquela região só turcos, israelenses e iranianos já mostraram que sabem lutar, mas os árabes sempre fraquejam, mesmo usando as melhores armas disponíveis.