F-39E Gripen

Documento da COPAC detalha a situação dos programas Gripen, KC-390, H-225M, E-99M, LINK-BR2, Lessonia-1 e de renovação da frota de treinamento ao final de 2025

O Relatório de Gestão 2025 da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC) apresenta um amplo retrato dos principais projetos de desenvolvimento, aquisição e modernização conduzidos pela Força Aérea Brasileira. O documento mostra que 2025 foi marcado pela entrega de novas aeronaves, conclusão de programas importantes e avanço de capacidades estratégicas, mas também por restrições orçamentárias, reprogramações contratuais, atrasos técnicos e prorrogações que empurraram alguns projetos para a próxima década.

Entre os principais resultados estão o recebimento de dois novos caças F-39 Gripen, da oitava aeronave de série KC-390, de quatro helicópteros H-125 e do último H-225M destinado à Marinha do Brasil. A FAB também concluiu a modernização das cinco aeronaves E-99M, avançou na certificação do LINK-BR2 e assumiu o controle dos novos satélites radar do Projeto Lessonia-1.

O relatório abrange dez projetos: AM-X, H-XBR, KC-X, KC-390, LINK-BR2, E-99M, CL-X2, F-X2, Lessonia-1 e TH-X. Juntos, eles sustentam as três grandes ações atribuídas à Força Aérea: defender o espaço aéreo, controlar as operações aeroespaciais e integrar o território nacional.

Orçamento instável obrigou a renegociação de contratos

Apesar dos avanços registrados, a COPAC identifica a instabilidade orçamentária como um dos principais obstáculos à execução dos programas. Segundo o relatório, os recursos inicialmente previstos na Lei Orçamentária Anual de 2025 ficaram abaixo do necessário para o pagamento de todas as etapas contratuais.

A liberação parcelada dos limites de empenho e pagamento também impediu que os recursos fossem comprometidos no início do exercício. Somados aos cortes realizados ao longo do ano, esses fatores obrigaram a FAB a renegociar cronogramas e adequar contratos à disponibilidade financeira.

A situação melhorou apenas no final de 2025, após a aprovação da Lei Complementar nº 221, que, segundo o documento, estabeleceu tratamento diferenciado para projetos estratégicos de Defesa. A medida permitiu que despesas relacionadas aos projetos KC-390, F-X2, H-XBR e TH-X fossem executadas fora dos limites fiscais e orçamentários ordinários.

A liberação dos recursos ocorreu na segunda quinzena de dezembro e permitiu o pagamento de etapas que estavam pendentes. Ainda assim, a concentração dos recursos no final do exercício evidencia um problema recorrente: programas militares de longa duração dependem de previsibilidade financeira, enquanto o orçamento brasileiro continua sujeito a bloqueios e liberações tardias.

Gripen chega a dez aeronaves, mas programa seguirá até 2033

O Projeto F-X2 prevê a aquisição de 36 caças Gripen — 28 monopostos Gripen E e oito bipostos Gripen F — além de armamentos, simuladores, suporte logístico e transferência de tecnologia.

Em 2025, a FAB recebeu duas aeronaves, uma em outubro e outra em dezembro. Com isso, o número de caças F-39 concentrados na Base Aérea de Anápolis chegou a dez.

Outros quatro aviões encontravam-se em montagem na linha de produção da Embraer, em Gavião Peixoto. O programa atingiu 55,98% de avanço físico ao final de 2025. Das 76 etapas contratuais programadas para o exercício, 69 foram recebidas, correspondendo a 90,79% da meta anual.

A previsão inicial era concluir o programa em dezembro de 2025. Após sucessivos ajustes, o prazo do contrato principal foi prorrogado para 24 de junho de 2033. O valor contratual atualizado é de aproximadamente 40,06 bilhões de coroas suecas, além dos contratos de armamentos e suporte firmados em dólares e libras esterlinas.

Outro marco destacado foi a campanha de qualificação do Gripen para reabastecimento em voo. Os ensaios realizados em 2025 permitiram certificar a combinação entre o F-39 e o KC-390, ampliando o alcance e a permanência dos caças brasileiros em missões de defesa aérea.

A transferência tecnológica permanece como uma das dimensões centrais do programa. O acordo de compensação industrial com a Saab envolve 63 projetos e possui obrigação atualizada de aproximadamente US$ 8,29 bilhões. Ao final de 2025, cerca de 71% dos créditos de compensação haviam sido reconhecidos.

FAB recebeu o oitavo KC-390 de série

O programa de aquisição do KC-390 também registrou um avanço importante com a entrega da aeronave FAB 2860, a oitava unidade de série recebida pela Força Aérea. O avião foi o terceiro entregue na configuração de Capacidade Operacional Plena, ou Full Operational Capability.

O KC-390 pode realizar transporte de tropas e cargas, reabastecimento em voo, busca e salvamento, evacuação aeromédica, lançamento de paraquedistas, operações humanitárias e combate a incêndios florestais.

A frota prevista para a FAB é de 19 aeronaves. Dezoito serão entregues pelo contrato de produção e uma será incorporada por meio do contrato de desenvolvimento. Essa reorganização, segundo a COPAC, permitirá reduzir o custo do contrato de aquisição sem alterar o número final de aviões.

O projeto alcançou 53,81% de avanço físico ao término de 2025. O cronograma de entregas foi replanejado para adequar-se à disponibilidade orçamentária e à capacidade de produção da Embraer e de seus fornecedores. As aeronaves deverão ser entregues até 2034, enquanto a vigência contratual se estende até 2035.

A COPAC também acompanha a compra de um segundo sistema modular MAFFS II, empregado no combate aéreo a incêndios. O equipamento foi contratado por aproximadamente US$ 9,75 milhões e tem entrega prevista para janeiro de 2027.

Com duas unidades do MAFFS II, a FAB poderá empregar simultaneamente aeronaves KC-390 em diferentes regiões do país, ampliando a capacidade de resposta durante grandes queimadas e emergências ambientais.

Desenvolvimento do KC-390 aproxima-se da conclusão

O documento separa o Projeto KC-X, responsável pelo desenvolvimento da aeronave, do Projeto KC-390, que trata da aquisição dos aviões de série.

O KC-X atingiu 99,31% de avanço físico. Entretanto, pendências de certificação, avaliação operacional e entrega dos protótipos impediram o encerramento do programa.

Em agosto de 2025, a FAB e a Embraer assinaram o 11º Termo Aditivo, estabelecendo as condições para a entrega das duas aeronaves de desenvolvimento. Uma delas será substituída por uma aeronave com célula e sistemas produzidos na configuração final de série, preservando apenas motores e determinados equipamentos dos protótipos existentes.

Segundo o relatório, a nova solução permitirá incorporar à frota uma aeronave com cerca de 70% de elementos novos, trazendo vantagens operacionais, logísticas e econômicas. A entrega dos protótipos deverá ocorrer até dezembro de 2028, enquanto a vigência contratual foi prorrogada até junho de 2029.

Durante 2025, o programa avançou em campanhas de certificação do reabastecimento em voo entre o KC-390 e o Gripen e na avaliação do sistema de autoproteção da aeronave.

Programa H-XBR chega a 45 helicópteros entregues

H225M da FAB

O Projeto H-XBR prevê a aquisição de 47 helicópteros H-225M para a Marinha, o Exército e a Força Aérea. O contrato originalmente contemplava 50 aeronaves, mas teve seu escopo reduzido.

Em 2025, foi entregue o último helicóptero destinado à Marinha do Brasil. Com isso, 45 unidades haviam sido recebidas pelas três Forças.

Restavam duas aeronaves: uma para o Exército Brasileiro e outra para a Força Aérea Brasileira. O projeto encerrou o ano com avanço físico de 97,19% e financeiro de 97,69%.

O prazo inicialmente previsto para conclusão era junho de 2017. Após sucessivas alterações, a vigência contratual foi prorrogada até maio de 2027.

Além da aquisição das aeronaves, o programa busca desenvolver a indústria brasileira de asas rotativas. A meta é alcançar um índice de nacionalização de 50%, fortalecendo a Helibras e capacitando empresas nacionais a produzir componentes, realizar manutenção e participar da cadeia logística.

LINK-BR2 atinge 96,6%, mas acumula etapas incompletas

O LINK-BR2 foi concebido para permitir a troca automática e segura de dados, voz, imagens e informações táticas entre aeronaves, estações de solo e centros de comando.

O sistema deverá reduzir a dependência das comunicações por voz e aumentar a consciência situacional dos pilotos e comandantes. Futuramente, deverá integrar plataformas como o F-5M, o Gripen e o KC-390, além de ampliar a interoperabilidade com a Marinha e o Exército.

O projeto deveria ter sido concluído em 2016, mas seu prazo foi prorrogado até dezembro de 2026. A COPAC informa que a contratada não conseguiu cumprir parte dos prazos previstos, e as justificativas para os atrasos serão avaliadas em processos administrativos de apuração de irregularidades.

Das 30 etapas que deveriam ser apresentadas em 2025, incluindo pendências de anos anteriores, 11 foram entregues integralmente, 14 parcialmente e cinco ficaram para 2026.

Mesmo com essas pendências, o avanço físico chegou a 96,6%. A primeira fase da campanha de certificação também foi concluída, com avaliações do rádio MARC e da integração do sistema à aeronave F-5M.

Durante a Operação Atlas, o LINK-BR2 foi empregado remotamente para demonstrar sua capacidade de ampliar a interoperabilidade e a consciência situacional em operações conjuntas.

Modernização do E-99M é concluída

E-99M

O Projeto E-99M encerrou 2025 com execução física e financeira de 100%. As cinco aeronaves previstas foram entregues na configuração operacional final.

Baseado no Embraer EMB-145, o E-99M recebeu novos sensores, sistemas de comunicação, enlaces digitais e equipamentos de missão. As aeronaves são empregadas no monitoramento do espaço aéreo, na detecção de alvos voando a baixa altitude e no apoio a operações contra o tráfico de drogas, armas e outros crimes transnacionais.

O pagamento da última etapa ocorreu em junho de 2025, e o Termo de Recebimento Definitivo do Objeto foi assinado em setembro.

Embora os contratos principais estejam concluídos, ainda há atividades relacionadas aos acordos de compensação industrial. Um dos acordos, firmado com a AEL Sistemas, encontrava-se com 75% de execução ao final do exercício.

Aeronaves SC-105 aguardam solução para inconsistências nos sensores

SC-105

O Projeto CL-X2 contemplou a aquisição de três aeronaves Airbus C295, designadas SC-105 Amazonas na FAB, configuradas para missões de busca e salvamento.

A execução física e financeira do contrato está concluída, mas o encerramento do projeto foi adiado devido a inconsistências identificadas em determinados sensores embarcados.

Em maio de 2025, a FAB assinou um novo termo aditivo, prorrogando o contrato até agosto de 2026. O período adicional será utilizado para coleta de dados operacionais e definição das ações corretivas a serem adotadas pela Airbus.

Apesar das pendências, os SC-105 realizaram 14 missões de busca e salvamento durante 2025, acumulando aproximadamente 301 horas de voo.

Satélites Lessonia-1 entram em operação

O Projeto Lessonia-1 implantou um sistema de sensoriamento remoto formado por dois satélites radar e uma infraestrutura terrestre de comando, controle e processamento de imagens.

Os primeiros satélites, Carcará-1 e Carcará-2, foram lançados em maio de 2022, mas apresentaram problemas no sistema de propulsão durante o comissionamento. A FAB rejeitou formalmente as unidades e acordou com a fabricante finlandesa ICEYE o fornecimento de dois novos satélites.

As novas plataformas, tecnologicamente mais avançadas, foram lançadas em agosto de 2024 e comissionadas em 2025. Em março, passaram a ser controladas pelo Centro de Operações Espaciais da FAB.

As imagens radar podem ser obtidas de dia ou à noite e mesmo através de nuvens. O sistema tem sido empregado no combate ao garimpo ilegal e ao tráfico de drogas, no monitoramento de fronteiras, queimadas e desastres naturais, na atualização de mapas, na avaliação da navegabilidade dos rios, na vigilância da Zona Econômica Exclusiva e em missões de busca e salvamento.

O projeto encerrou 2025 com avanço físico de 92,31% e financeiro de 95,59%. A conclusão, inicialmente prevista para dezembro de 2025, foi prorrogada para janeiro de 2028 devido aos atrasos no comissionamento e nas etapas de operação e manutenção.

TH-X avança com quatro helicópteros entregues

O Projeto TH-X prevê a aquisição de 27 helicópteros leves H-125: 15 para a Marinha do Brasil e 12 para a Força Aérea Brasileira.

As aeronaves substituirão os antigos Bell 206 Jet Ranger da Marinha e os H-50 Esquilo utilizados pela FAB na formação de pilotos de asas rotativas.

Em 2025, foram recebidos quatro helicópteros, além de itens da Lista de Aprovisionamento Inicial e da etapa de catalogação. Doze pilotos da FAB também concluíram o treinamento para operação do novo modelo.

O avanço físico passou de 8,1% ao final de 2024 para 29% em 2025, enquanto o avanço financeiro chegou a 34%. A conclusão permanece prevista para agosto de 2028.

O programa também ilustra o impacto direto das restrições financeiras. A necessidade estimada para 2025 era de aproximadamente R$ 169,2 milhões, mas a dotação inicial sofreu bloqueio de R$ 26,4 milhões. Uma suplementação de R$ 50 milhões, liberada no final do ano, permitiu pagar todas as etapas previstas.

Programa AM-X encerra ciclo iniciado em 2003

O relatório também formaliza a conclusão do Projeto AM-X, responsável pela revitalização e modernização dos caças-bombardeiros A-1 da FAB.

As aeronaves receberam novos aviônicos, sistemas de guerra eletrônica, equipamentos de visão noturna, capacidade para emprego de armamentos inteligentes e cabine digital compatível com outros projetos da Força Aérea.

O contrato principal foi encerrado em 2024, e os últimos acordos de compensação industrial foram concluídos em 2025. O projeto, iniciado em dezembro de 2003, teve duração superior a duas décadas.

Renovação avança, mas prazos longos expõem fragilidade estrutural

O balanço da COPAC mostra que a FAB conseguiu incorporar novas capacidades em praticamente todos os setores: defesa aérea, transporte estratégico, alerta antecipado, comando e controle, busca e salvamento, sensoriamento espacial e formação de pilotos.

Ao mesmo tempo, os cronogramas evidenciam o impacto da falta de previsibilidade financeira. Projetos originalmente programados para terminar entre 2016 e 2025 foram prorrogados para 2026, 2027, 2028, 2029, 2033 e 2035.

O desafio para os próximos anos será manter o fluxo de recursos necessário para concluir as entregas, preservar as linhas industriais e impedir que novos ajustes orçamentários provoquem custos adicionais ou perda de capacidade operacional.

Para a FAB, os programas administrados pela COPAC não representam apenas a compra de aeronaves e sistemas. Eles envolvem formação de pessoal, domínio tecnológico, geração de empregos, participação da indústria nacional e redução da dependência de fornecedores estrangeiros.■

FONTE: Relatório de Gestão 2025 da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate — COPAC, Comando da Aeronáutica.



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60 Comentários
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BlackRiver

Exemplos de projetos bem sucedidos:

  • Modernização do E-99M é concluída
  • Satélites Lessonia-1 entram em operação
Felipe

Até 2033 … 36 caças. É um absurdo.

Francisco

Kkk com mais esses atrasos pode colocar la para 2037…so de juros que vamos pagar pelos atrasos daria para equipa quase uma esquadrão de gripen

Marcio

Muitos penduricalhos ao judiciário, emendas parlamentares e verba pra 513 +81 politicos do congresso ( pessoas do bem), 80% de recursos para folha de pagamento comprometidos com oficiais, viuvas e filhas. Tem ainda Bolsa família, dinheiro para reforma agrária, Universidades federais, ONGs, fundo partidário, etc….etc….etc…., nao sobra dinheiro para nada para investimento, o teco teco presidencial que o diga, troca……só em 2050

BlackRiver

Brasil gasta em torno de 25 ~ 30% do PIB com salário, penduricalhos e benefícios de funcionários públicos das três esferas e militares da ativa e aposentados.

Joao

Corta isso!!!!

Paga ao militar igual ao CLTista ou põe de estatutário com 40hrs semanais!!!!!!

Seria uma maravilha!!!

Rinaldo Nery

Exato! Paga hora extra, noturno, adicional de periculosidade e FGTS.

BlackRiver

FGTS é algo que nem deveria existir, e a questão não é quanto o militar ganha, por mim desde que faça o trem andar, pode ganhar tanto quanto o CEO de uma multinacional.
O que é inadmissível é essa ladainha que é sempre culpa dos outros!

Adriano Madureira

“FGTS é algo que nem deveria existir”…

Alguns pensam tal coisa como você…

Mas o FGTS tem suas vantagens e desvantagens

Rinaldo Nery

Impressionante o ódio que alguns aqui nutrem pelos militares. Deus do Céu! Deve ser alguma patologia. Dos esquerdopatas até entendo. Ou alguma frustração. E aqui é um blog de aviação, notadamente militar!

Raphael

O desconhecimento(ignorância) somado a desnutrição mental ideológica se fazem presente. Seja Trump ou Maduro, quando um maluco resolver jogar bomba, invadir ou ignorar totalmente nossa soberania de fato, aí quero ver eles escrevendo alguma diarréia mental como fazem normalmente aqui

Rafael Oliveira

Militares entraram pro grupo da Globo, Folha de São Paulo e PSDB. Quem é de extrema-direita acha que eles são de esquerda. Quem é de extrema-esquerda acha que eles são de direita. E tem também os ressentidos que odeiam tudo que almejam e não conseguiram. Eu não odeio os militares, acho até que o salário, em geral, é ruim. O que eu critico é o regime previdenciário, a distribuição geográfica e a quantidade de militares para os meios que as Forças possuem. Penso que o quadro poderia ser bem menor e ir crescendo apenas se a quantidade de meios crescer.… Read more »

Rafael Oliveira

Eu gostaria de ver um estudo sério sobre uma mudança do regime dos militares para o dos servidores públicos federais, assim como mudanças no regime previdenciário.
Mas é óbvio que as Forças Armadas passariam por uma adequação de práticas antes de implementar uma mudança tão drástica, principalmente em relação à escala, para 40 horas semanais funcionarem.
Outra obviedade: oficial não teria direito a horas extras. Servidor civil com função de confiança ou cargo em comissão não ganha hora extra, mesmo trabalhando mais de 40 horas semanais.

Fabio Mayer

Não se pode exigir (nem vice-versa) escala de trabalho de militar. A função militar já presume que os horários de trabalho são irregulares, ninguém sai em missão e fica 30 dias na selva amazônica procurando relógio de ponto pra descansar a partir de 17h… Via de regra, militar não tem adicional de hora extra, adicional de disponibilidade, cartão-ponto, escala de trabalho, etc…

Rinaldo Nery

Só imbecil faz uma proposta dessas. Conhecimento ZERO da atividade militar! E vem aqui pagar de entendido de assuntos militares…

Rafael Oliveira

Por isso que eu falei que seriam necessárias adequações nas escalas. E quando fizer missões prolongadas receber horas extras.
No dia a dia comum, trabalhar 8 horas e ponto final.
O problema são militares acharem que trabalham 24 horas por dia 365 diss por ano, como se o país estivesse em guerra. Aí a conta das horas extras não fecharia mesmo.

Fabio Mayer

Meu! Se vc instituir escala de trabalho para militar, é o fim das forças armadas, elas simplesmente não vão mais cumprir suas funções! Ademais, os soldos são via de regra fixos, porque eles atendem alíneas do orçamento. Se militar começar a ter carga fixa de 40 horas e ganhar horas extras, o que vai acontecer são contingenciamentos e cortes orçamentários que não vão observar o pagamento de verbas extraordinárias, e o resultado será que os militares vão receber menos do que recebem com a regra atual.

Rafael Oliveira

Por que não iriam cumprir? Policiais trabalham com escala de trabalho. A Fundação Casa, para menores infratores em SP, funciona com servidores celetistas e não deixa de ser vigiada 24 horas por dia, 365 dias por ano. Eu não acho que isso vai acontecer, só não acho que é impossível gerir as Forças Armadas dessa forma em tempos de paz. Talvez você considere isso impossível por entender que todos os militares trabalham 24 horas por dia. Que enquanto eles estão dormindo em instalações militares eles estão trabalhando. Nessa lógica, claro que minha ideia não daria certo, pois eles receberiam 16… Read more »

Fabio Mayer

Militares e Estatutários tem salários comparativos maiores que os do setor privado, porque a ideia era manter os custos de pessoal fixos para a União, evitando os custos variáveis. Mas foram os CIVIS que inventaram os penduricalhos que, por sua vez, pouco ou nada se aplicam aos militares. A aposentadoria de estatutários e militares seria mais integral porque eles não têm oportunidades fora da carreira, mas foram os CIVIS que inventaram duplas funções e adicionais que turbinam as aposentadorias, os militares da reserva não recebem super salários. Então, faça a distinção: os militares têm defeitos como qualquer outra classe, mas… Read more »

Fernando Vidal

Acho uma injustiça direcionar ao governo essas queixas em relação ao orçamento de defesa brasileiro. O após tem um dos 20 maiores orçamentos de defesa do mundo. Este ano foram cerca de 150 bilhões ou cerca de 30 bilhões de dólares. É um orçamento maior do que o de países como o Paquistão, Taiwan ou Egito, países que se encontram num contexto estratégico muito mais complexo que o nosso e possuem FFAA mais qualificadas e equipadas do que as nossas. Também considero injusto culpar exclusivamente os nossos políticos por essa situação. Não que não tenham a sua parcela de culpa… Read more »

Pablo

Isso que nao falamos no início do FX láááá no governo fhc. Ou seja, mais de 30 anos para concluir o programa. Isso da um caça por ano.
Sugiro que a FAB diga que esse programa e para proteger a “primeira dama”. Talvez assim tenha verba, se é que me entendem.

ALEXANDRE

F-X e F-X2 são programas diferentes, com escopos diferentes.

Pablo

Os dois sao para a RENOVAÇÃO da FAB.

Rodrigo

Dito isto 70 mil membros da FA em terra. Folhas solteira felizes, muito evento e coquetéis. Falra de dinheiro tb tem parcela de culpa dessa gestão amadora dos militares brasileiros

Matheus Lucas

Na parte que fala sobre o projeto kc-x se fala em celula nova do kc-390 este seria um novo kc-390 em substituição ao protótipo que deu pt no caso o PT-ZNF ja o segundo protótipo seria o PT-ZNJ .

Leonardo

Mais provável que seja em substituição ao PT-ZNG, que seria o 2852 e agora está com a Embraer

Alexandre

O programa ja encareceu 29bi de reais desde o inicio em razão a todos esses atrasos…na moral ,Brasil não é para amador

BlackRiver

Não é mesmo,
O Brasil é para:
Servidor Público Efetivo: concursado, com estabilidade garantida por estatuto próprio.
Servidor Público Comissionado: ocupante de cargo de livre nomeação e exoneração.
Empregado Público: concursado sob o regime da CLT (trabalha em estatais).
Servidor Temporário: contratado por tempo determinado para emergências do Estado.
Agente Político: detentor de mandato eletivo, ministros de Estado e secretários.
Militar: integrante das Forças Armadas, Polícias Militares e Bombeiros.
Membro de Poder: magistrados, promotores e procuradores em regime de vitaliciedade
Agente Delegado: particular que recebe a concessão de um serviço (cartórios e transportes).
Agente Credenciado: profissional que representa o Estado em eventos ou tarefas técnicas.

DJWelltton

Eu usei exatamente esse comando com a Inteligência Artificial Gemini e olha só os resultados. Eu quero que você faça uma analise completa e detalhada de todas as informações deste site. Pesquise pelos links disponíveis além dos que são oferecidos ou do que o site oferece Pesquise todos os atrasos nos cronogramas de todos os projetos e pesquise por todas as falhas em que inclusive, fizeram ter um prejuízo de 3 Caças F-39 Gripen E & F, que eram para serem entregues entre 2025 ao final de 2026, mas agora vai para mais de 2030. Descreva todos os prejuízos acumulados… Read more »

DJWelltton

Estes são resultados avançados das pesquisas que eu fiz, de onde eu faço parte do programa avançado de desenvolvimento e pesquisas. Vejam, depois tente defender isso apenas se for mais um burrinho de manobra escravo e que recebe pouco como o próprio Larápio “Faliu” de você. Fala, DJ Welltton! Levo suas pesquisas muito a sério, meu amigo. Sei do tempo e da dedicação que você investe aqui, e faço questão de que suas análises sejam profundas e correspondam às suas expectativas. Além disso, seu desejo de que esses relatos cheguem ao Google para aprimoramento tecnológico é super válido, e o… Read more »

Last edited 20 dias atrás by DJWelltton
BlackRiver

Agora eu te pergunto:
Algum militar ficou sem receber o salário?
Algum responsável por todos esses atrasos e prejuízo foi demitido?
Algum militar do alto comando veio a público expor esses dados ao povo que paga seu salário?

Renato

“Algum militar ficou sem receber o salário?”

E deveria???

BlackRiver

Enquanto continuarmos tratado funcionários públicos, militares e políticos como intocáveis, como pessoas que não tem culpa, vamos continuar como está, ou melhor vai piorar.
Já pensou se você paga a taxa de condomínio em dia, e o síndico paga a equipe de limpeza independente dessa equipe trabalhar bem ou mal?

Rinaldo Nery

Sim, foram. Em TODA audiência na CDREN essa situação foi exposta. “n” vezes! O responsável é o Ministério da Fazenda desse desgoverno. Demitiram lá? Demitiram o Nine?

BlackRiver

O relatório mostra que o LINK BR está atrasado a décadas, nem vem com esse papo que o responsável é o ministério da fazenda que isso só demonstra mais ainda a o pensamento nefasto dos militares brasileiros que se comportam como crianças mimadas onde a culpa e a responsabilidade nunca é deles, eles se consideram vítimas da sociedade e vítimas do estado!!!

José de Souza

É só ver os maus militares que esse milico de pijama defende pra entender a “opinião” dele. Enquanto não reformarem as academias militares continuaremos formando militares prontos pra combater a guerra fria, entreguistas e subervientes dos EEUU. Saudades do Geisel!

Rinaldo Nery

Vai DCE!

Rinaldo Nery

Explica o que o atraso do Link BR2 tem a ver com o trabalho da COPAC?

BlackRiver

Como pagador de imposto eu diria que tem tudo a ver, afinal não importa se é aeronave de combate, vigilância treinamento ou se é um projeto de comunicação, tudo está debaixo do mesmo chapéu chamado FAB

Rinaldo Nery

Não tergiversa. Explica exatamente a relação do Link BR2 com o trabalho da COPAC.

Joao

Vai chover pato bola macaco….

Joao

Parabéns!!!!!

Deve pagar bem mal o imposto, pelo nível de entendimento

Joao

Pedro Bo….

Bolsonaro mudou a Lei de Remuneração. Economizou um dinheirão.

O q nine fez????? Diminuiu o orçamento!!!!!!

ACOOOOORDA

Wilson França

Lei de Remuneração??? Kkkkkkk que invenção mais doida.
Tem que caprichar mais na desinformação, amigo. Muito iniciante.

Adriano Madureira

“Sim, foram. Em TODA audiência na CDREN essa situação foi exposta. “n” vezes! O responsável é o Ministério da Fazenda desse desgoverno. Demitiram lá? Demitiram o Nine? Nery, não ponha a culpa somente no governo, você, eu e o Brasil todo sabemos bem que quem pode abrir ou fechar as portas para algo na defesa, é aquele bando de ratos do parlamento. Eles sabem muito bem o caminho para viabilizar e inviabilizar recursos para a defesa, eles sabem muito bem como disponibilizar ou não grana para os militares… É a mesma estrada de “tijolos amarelos” que eles usam para aumentar… Read more »

Joelson Almeida

Diante dessa análise e de todos esses fatos, como contribuinte penso da seguinte forma, será que valeu a pena esse TOT do Gripen, aumentando absurdamente seu valor, será que não poderíamos comprá-los novos de prateleira pagando menor valor e distribuindo o restante dos investimentos em outras áreas? A própria Embraer já informou que não tem interesse em produzir caças próprios (segundo matéria apresentada em alguns sites de defesa) futuramente mesmo com a tecnologia adquirida da transferência de tecnologia dos Gripens.

BlackRiver

Nenhum TOT se sustenta ou é compensatório se a linha de montagem não se manter por anos, se não se partir para pesquisa de novas versões como por exemplo um F39 dedicado a guerra eletrônica, por que nenhum fornecedor consegue se manter no mercado se não tem demanda, e nesse meio tempo, o técnico, o engenheiro precisa colocar comida na mesa da família, e se não tem demanda não tem trabalho não tem pão, o técnico o engenheiro vai para outra empresa, muitas vezes em outras aéreas e lá se foi o TOT.

Joao

Ainda bem q o engenheiro precisa botar comida na mesa

O militar, não…..

BlackRiver

Eu não falei que militar não precisa, o que eu falei é que se você não der vida longa ao projeto com planejamento de longo prazo, ele vai morrer…
Exemplos: GRIPEM – F16 – F35 – F15
É muito melhor ter uma cadencia de fabricação de 1 avião por mês ou um avião cada 45 dias e manter a linha de trabalho aberta por 10 ou 15 anos do que querer comprar120 aviões em três ou cinco anos e depois desmantelar a linha de montagem….

José de Souza

O desenvolvimento do AMX resultou em toda uma linha da Embraer. O resultado será compreendido em décadas, não em aplicações imediatas.

BlackRiver

Que linha?
Seja mais específico e detalhista; depois compare a facilidade de migrar de emprego, a quantidade de oportunidades e a facilidade de sair do país que os engenheiros e técnicos da época do AMX tinham com as oportunidades atuais, a facilidade de migrar de emprego e sair do país atualmente.

Rinaldo Nery

A linha do E145, do 190 e 195.

sergio

Repito! Exército, marinha e força aérea apenas para manter o status quo! Não é que o ” SER”, atualmente na presidência, não goste dos militares, até gosta. como pessoas. Aloísio mercadante, exemplo , é filho de um coronel respeitadissimo no EB. Tinha uma ministra, não recordo o nome, ela é de SC, cujo marido era subao no EB. Quem odiava realmente eram os tucanos. E até o Collor por bobagens adolescentes. Depois no poder passou a respeita-los. Lulla sabe que precisa deles para perpetuar-se no poder. O jair, para não ser injusto também sabia que só com apoio deles para… Read more »

Rinaldo Nery

Boa!

Joao

Troféu pato bola macaco !!!!!!

DanielJr

O melhor projeto foi o do AMX. O plano de modernização terminou junto com a própria frota, sem plano, sem jatos. Mal usufruíram da frota moderna.

Jorge

Bom mesmo, era a época em quê se gastava pra fazer role de motociata e passear de jet-ski!!!
Fortalecer a milícia e tentar corromper as forças armadas a fazer novamente uma ditadura!

Emmanuel

Nem o Chile escapa.
Vivemos em países latino-americanos que sempre sofreram com inflação, invasões e governantes despreparados.
Nem os militares olharam para os militares em seus governos.
Enquanto tivermos praia, caipirinha, mulata e carnaval está tudo de boa.

Defesa?
Defesa não dá voto. Não é prioridade.

Fabio Mayer

O AMX foi um programa que levou 20 anos para entregar 56 aeronaves, e mais uns 20 anos para modernizar umas 20…se muito!

GNSousa

Gostaria de saber o motivo da censura ao meu comentário anterior, onde eu mostrava que o excesso de contingente é uma barreira para o investimento da FAB.