Exercício Salitre 2026 entra na fase de combate simulado
Antofagasta, Chile – O Exercício Multinacional Salitre 2026 entrou no dia 3 de julho em uma de suas etapas mais importantes com o início da fase Live Exercise (LIVEX), marcada pela execução de operações aéreas de combate simuladas envolvendo forças de sete países participantes. Durante sete dias, as nações envolvidas conduzirão missões coordenadas em um ambiente operacional complexo, colocando à prova a interoperabilidade, os procedimentos táticos e a capacidade de atuação conjunta em cenários de crise.
Realizado na região de Antofagasta, no norte do Chile, o Salitre 2026 é considerado um dos mais importantes exercícios aéreos multinacionais da América Latina. Organizado pela Força Aérea do Chile (FACh), o treinamento reúne meios aéreos, terrestres, espaciais e de guerra cibernética em um cenário fictício de conflito internacional, exigindo que os participantes formem uma coalizão multinacional para restaurar a estabilidade regional e apoiar operações humanitárias.
A fase LIVEX sucede os estágios de planejamento e coordenação conduzidos pelo Centro Combinado de Operações Aéreas (CAOC), onde militares dos países participantes desenvolveram conjuntamente as missões que agora estão sendo executadas. As operações incluem missões de superioridade aérea, escolta de aeronaves, ataques simulados a alvos terrestres, defesa do espaço aéreo, busca e salvamento em combate (CSAR), reabastecimento em voo e coordenação entre diferentes plataformas tripuladas e não tripuladas.
Participam do exercício forças aéreas de Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Paraguai, Uruguai e Estados Unidos, além de observadores internacionais de outros países. O treinamento é conduzido em um dos maiores espaços aéreos dedicados da América do Sul, aproveitando as características geográficas do Deserto do Atacama para reproduzir cenários operacionais de alta intensidade.
Um dos destaques da edição de 2026 é a estreia internacional do caça F-39E Gripen da Força Aérea Brasileira (FAB). Seis aeronaves brasileiras foram deslocadas para o Chile acompanhadas por um avião de transporte e reabastecimento KC-390 Millennium, marcando a primeira participação do novo caça brasileiro em um exercício realizado fora do território nacional.
Os Estados Unidos participam com caças F-16 Fighting Falcon, aeronaves de operações especiais U-28A Draco e drones MQ-9 Reaper, enquanto o Chile emprega uma ampla variedade de meios, incluindo F-16, F-5 Tiger III, A-29 Super Tucano, KC-135 Stratotanker, C-130 Hercules e helicópteros Black Hawk. Argentina, Colômbia e Paraguai também contribuem com aeronaves de combate, transporte e apoio, ampliando o nível de complexidade das operações conjuntas.
Segundo os organizadores, o principal objetivo do Salitre 2026 é fortalecer a interoperabilidade entre as forças aéreas da região e aprimorar a capacidade de conduzir operações multinacionais em situações de crise. O exercício integra o programa Resolute Sentinel 2026, iniciativa liderada pelo Comando Sul dos Estados Unidos destinada a ampliar a cooperação militar e a prontidão operacional no Hemisfério Ocidental.■




Qual a capacidade de armazenamento de informações dos sensores e radares do gripen? Para análise posterior.
Acho que não tem nada que seja novidade para nossa inteligência. Não é como se ninguém soubesse o eco radar de um f16.
Informação classificada.
Isso está no folheto do fabricante.
Duvida para os com experiência na questão: Neste tipo de exercício as missões são planejadas considerando utilizar as capacidades plenas das aeronaves envolvidas ou os cenários e missões são construídos visando restringir assimetrias entre os participantes limitando o uso de capacidades plenas de plataformas mais modernas?
O mais comum nesse tipo de exercício é que o cenário seja desenhado para que aeronaves de gerações diferentes tenham papéis distintos, enfrentando desafios compatíveis com suas capacidades.
Limitações dizem respeito à segurança operacional e à proteção de tecnologias sensíveis, não à criação de
uma igualdade artificial entre os participantes.
Exercícios como o Salitre fazem sentido se for possível (e permitido) explorar as capacidades operacionais dos aviões…preservando-se as informações classificadas.
Pode-se colocar algumas limitações, como diminuir o alcance do radar e das armas, mas não é em todo tipo de exercício que se faz isso.
F-39 Gripen impõe nova realidade nos exercícios da FAB: capacidades precisam ser limitadas para equilibrar os combates – Poder Aéreo
Dê uma lida nessa matéria, embora seja sobre um exercício da própria FAB e não um exercício internacional, talvez responda em parte sua duvida.
Essa já tinha visto. Fiquei na dúvida sobre os exercícios internacionais, onde a premissa é enfrentar aeronaves diferentes de diferentes operadores. Obrigado.
A FAB toma uma decisão importante, quando envia seis Gripens E mais um KC-390, a participação brasileira de grande relevancia no exercício Salitre, terá repercursão positiva nas parcerias que estão sendo construidas com o Chile, certamente, Uruguai, Paraguia, Colombia, Venezuela estão atentos.
BOA NOITE ! a todos…
Esse exercício vai ser a virada de chave de alguns países da América Latina na opção de compra de Gripens e KC-390…
Vale ressaltar que o Chile tem planos em substituir os F-5s deles , o Gripen poderia ser uma destas opções
Prontos para verem um certo jornalista Chileno chorando sangue depois dos Gripen varrerem todo mundo no exercicio?
Haverá choro e ranger de dentes !!!rs
Esse trambolhão na bequilha eu já tinha observado e também sempre imaginei o tamanho do arrasto que deve provocar. Para o pouso, ok, até funciona como um freio aerodinâmico, mas na decolagem deve ser uma baita desvantagem. Certa feita, em alguma matéria, até pensei em comentar, mas como já imaginava o nível das respostas — com direito a ‘os engenheiros sabem mais do que você’ (e sabem mesmo) preferi ‘evitar a fadiga’. Mas esses detalhes do trem de pouso principal passaram batidos por mim… Bem observado!
Eu acho que uma aeronave não foi mas deveria ter ido para esse exercício internacional Salitre deveria ter sido os Embraer E-99M/R-99,para trabalharem junto aos Gripen-E…
Ou tal exercício é somente para caças de combate?
Chile: Sede das operações e anfitrião do evento, utilizara o E-3G AWACS para o controle de espaço aéreo, do EUA com a presença do MQ-9 Reaper, coleta de inteligência e vigilância persistente e o U-28A Draco, projetado para operações secretas, ele serve como plataforma tática de inteligência, vigilância, reconhecimento (ISR).
O Chile tem o E-3D, ex RAF.
O R-99 tem pouca utilidade nesse exercício.
Valeu Nery
Huuum, não sabia…
Os Gripens vão ter alguma limitação para ficar no mesmo nível dos outros caças para equilibrar o exercício?
Um exemplo o único caça que conta com avançados sensores de rastreamento e busca por infravermelho é o F-39E Gripen, que utiliza o sistema IRST capaz de detectar e rastrear fontes de calor passivamente.
Uma pergunta ao Nery. Percebi que os A29 do Paraguai não estão equipados com as metralhadoras internas Browning M3. O senhor tem uma provável ideia do motivo? Abraços
Desculpe, mas faço a mínima ideia. Não estão mesmo?
Não e idem para os A29 de Portugal. https://i0.wp.com/www.zona-militar.com/wp-content/uploads/2026/07/A-29-Super-Tucano-Salitre-2026-1-jpg.webp?resize=1068%2C679&ssl=1
Vc deve ter visto uma foto de translado. O padrão deve ser esse em voos de translado.
Obrigado
Groosp
Não, meu caro. Os A-29 paraguaios que estão na Salitre estão sem as metralhadoras. O motivo eu não sei,as estações as .50.
Mas estão sem as .50*
Bastante tempo atrás eu escrevi um comentário, não imagino em qual tópico, sobre as diferenças entre as aeronaves novas e as atuais. Além dessas diferenças no trem principal, o trem dianteiro, em especial a parte final onde se fixa o eixo e a roda do FAB 4100, é diferente dos outros exemplares entregues para a FAB.
Interessante que os F-16 americanos enviados para esse exercício no Chile, são de esquadrões de treinamento….
Tanto do 8th como do 314th Fighter Squadron, baseados em Holloman, NM.
Obrigado Franz