Aeroflot e UAC avançam em acordo para 90 aeronaves MC-21-310
A Aeroflot e a United Aircraft Corporation (UAC) chegaram a um entendimento sobre os principais termos comerciais de um potencial contrato para 90 aeronaves MC-21-310, marcando um passo importante em direção a uma encomenda firme do novo avião russo de corredor único.
O CEO da Aeroflot, Sergey Alexandrovsky, afirmou que os principais parâmetros do acordo foram alinhados, incluindo condições de leasing e suporte pós-venda. Segundo a companhia aérea, a estrutura de financiamento proposta está de acordo com seu modelo econômico interno, removendo um dos principais obstáculos para a finalização do contrato.
A Aeroflot confirmou que está pronta para avançar rumo a um contrato firme. A empresa já possui um acordo existente para 18 aeronaves MC-21, enquanto as 90 unidades adicionais em negociação formariam um segundo lote, significativamente maior.
De acordo com cenários de planejamento de frota de longo prazo citados pela companhia, a frota de MC-21 da Aeroflot poderá chegar a até 200 aeronaves no futuro.
A United Aircraft Corporation afirmou anteriormente que as condições técnicas e industriais para ampliar as entregas do MC-21 já estão estabelecidas. Segundo a fabricante, o sistema de produção está preparado para a fabricação em série assim que compromissos contratuais firmes forem assegurados.
Essas posições foram reiteradas após uma reunião governamental de alto nível realizada em Zhukovsky, em 24 de junho de 2026.
Até meados de 2026, a UAC informa possuir 74 aeronaves civis contratadas em diferentes programas. Esse total inclui 18 MC-21-310, 42 Superjet, três turboélices Il-114-300 e 11 Tu-214.
Mais de 20 células do MC-21-310 estão atualmente em produção.
A certificação da família MC-21 é esperada para o fim de 2027. A UAC indica que um acordo para o segundo lote da Aeroflot poderá ser assinado ainda em 2026, dependendo da aprovação do financiamento.■

Reta final para a entrada no mercado, ainda que inicialmente o doméstico (aliás é assim que o script deve ser seguido; pois se nem vc quem produz usa, como vai vender ?). Podemos até conjecturar alguns prováveis compradores – alguns desses com muita grana para comprar umas dezenas. O embargo, dos Eua e Europa, contra a Rússia – acabou forçando o “sapo a saltar”. Os russos acabaram desenvolvendo soluções locais e fazendo uso de fornecedores fora da esfera da maior densidade de pressão do embargo. Até atrevo-me a ir mais longe, talvez alguns desses fornecedores servindo como pontes e atuando… Read more »
às vezes vislumbro a Embraer 100% nacional
Levaria uns 30 anos, no mínimo, para que tivéssemos um motor turbofan brasileiro. A China só agora conseguiu fazer seus turbofan. E olha que eles produzem motores a jato há 50 anos. Além disso, tiveram uma política muito forte investindo na industrialização, e capacitação em pesquisa e desenvolvimento científico, nesse caso
o campo da ciencia dos metais e na fluído dinâmica, entre outros . E nós aqui só no minério de ferro e na soja. Educação, ciência e tecnologia não dão voto. Sociedade brasileira vê o professor como um mal necessário, um estorvo, um fracassado.
Salve RedFox !
Já pensou, toda a eletrônica que comandante a aeronave 100% br ?
Mas no atual cenário, acho que se houver algum foco ele deve estar nos motores, o que já é um grande avanço.
Talvez fosse possível, mas teria um mercado restrito. A indústria aeronáutica é global. Nenhum país possui domínio tecnológico de ponta em todas as áreas envolvidas no desenvolvimento e fabricação de aeronaves. Por isso qualquer avião produzido com componentes desenvolvidos em um único país será menos eficiente do que um que utiliza componentes adquiridos no mercado internacional, onde a concorrência força o avanço tecnológico. Sendo menos eficiente somente será vendido em mercados em que não haja concorrência ou em que haja comando estatal. O MC-21 na sua “versão russa” é significativamente mais pesado do que sua “versão ocidental”. Consome mais combustível… Read more »
O uso de aeronaves 100% russo para vôo doméstico será permanente.
Política de estado.
Desenvolvimento da indústria aeronáutica russa será enorme.
Governo russo injetando muito dinheiro.
Política decorrente das sanções internacionais que proíbem a venda de materiais aeronáuticos. Foram forçados a voltar a fazer domesticamente o que antes compravam fora. Quem vai pagar a conta é o consumidor russo.
Apesar de terem demonstrado até agora um desempenho bem inferior aos seus concorrentes ocidentais, é uma grande feito para a indústria russa.
Ser independente não tem preço. Parabéns aos russos!
Tem preço sim. Aviões mais caros de comprar e manter. Passagens mais caras com o consumidor voando menos ou deixando de comprar ou investir em outras coisas. Parte do crescimento da industria aeronáutica local é compensado pela perda do consumidor local comprando menos outros produtos para poder pagar a passagem mais cara, ou viajando menos.
Agora falta aos russos desenvolverem um tipo de “+1”, a partir dessa aeronave.
OFF TOPIC, mas nem tanto!
Comercial do 195E-2 no site O Antagonista:
(https://oantagonista.com.br/ladooa/entretenimento/jato-da-embraer-sem-assento-do-meio-voa-5-556-km-e-pode-levar-voos-diretos-a-cidades-ignoradas-por-avioes-maiores/)
Boa leitura, se é que isso é possível.
Notar a foice e o martelo ainda no logo da Aeroflot…
Enquanto houver embargo financeiro ao governo russo, fabricantes estrangeiros estão impossibilitados de vender suas aeronaves ou prestar serviços no país. A independência é uma saída necessária, porém cara. Quanto à exportação, dificilmente um comprador externo vai correr o risco de operar uma aeronave do país. Seja ele Sukhoi Superjet ou da Yakovlev Corporation. Veja o caso da mexicana Interjet
https://www.youtube.com/watch?v=0FFd8nJzGQA&t=150s
Paises que comprariam,Cazaquistão, Turcomenistão, Quirguistão, tajiquistao, Turcomenistão, armênia, Bielorrússia, Mongólia,Índia,Bangladesh, Mianmar, vietnam, Argélia, Irã,e outros da África e Ásia, a Rússia tem influência política.
Só corrupção, chamada de influência política, explica qualquer companhia aérea comprar uma aeronave mais cara de comprar e manter e pior de operar. Difícil imaginar muitos desses países pagando mais caro para agradar ao Putin.
Você entende de geopolitica e aeronaves igual o romario entende de fisica.