A aeronave de maior alcance do mundo, o Airbus A350-1000ULR, decola pela primeira vez
Toulouse, França, 2 de junho de 2026 — O A350-1000ULR (MSN 707), o primeiro dos 12 aviões encomendados pela Qantas, realizou seu primeiro voo em Toulouse, na França. A aeronave, equipada com instrumentação especial para testes de voo, voou por três horas e 43 minutos, atingindo uma altitude ligeiramente acima de 41.000 pés. O avião foi pilotado por uma tripulação dedicada de testes de voo da Airbus.
O A350-1000ULR está sendo desenvolvido para a Qantas Airways com o objetivo de permitir, pela primeira vez, voos diretos sem escalas entre Sydney e Londres — uma distância de quase 10.000 milhas náuticas, com tempos de voo de até 22 horas. Isso é possível principalmente pela integração, à estrutura da aeronave, de um tanque central traseiro adicional (Rear Centre Tank — RCT), que melhora ainda mais o desempenho e aumenta o alcance do avião em 1.000 milhas náuticas.
Durante o primeiro voo, a tripulação realizou verificações gerais de desempenho da aeronave e testou a nova arquitetura do sistema de combustível. Essa etapa marca o início de uma campanha de testes de voo de dois meses para validar as modificações. Além disso, será certificado um novo sistema de resfriamento de ar da galley, com unidades de refrigeração mais leves e eficientes para voos de muito longa duração. A ventilação e o controle de temperatura da cabine também serão testados de forma abrangente.
Após a campanha de testes de voo, o MSN 707 será adaptado às especificações comerciais da Qantas.
O segundo A350-1000ULR a ser produzido para a Qantas — e o primeiro com entrega prevista à companhia aérea, em abril de 2027 — já está em estágio avançado de montagem final e pronto para sair da oficina de pintura nos próximos dias. Em seguida, serão concluídas a instalação da cabine premium em quatro classes e a dos motores.
O A350-1000ULR é a quarta variante de passageiros da bem-sucedida família A350, juntando-se ao A350-900, A350-900ULR e A350-1000. Juntas, essas aeronaves estabeleceram novos padrões para viagens aéreas de longo curso, com redução significativa no consumo de combustível e nas emissões de carbono, além de novos níveis de conforto para os passageiros.
A linha de passageiros será em breve acompanhada pelo novo cargueiro A350F, também em desenvolvimento pela Airbus, com o primeiro voo planejado para o fim deste ano.
Até o fim de abril de 2026, a família A350 havia conquistado 1.579 encomendas de 68 clientes, com mais de 700 aeronaves em operação, operadas por 41 operadores, principalmente em serviços de longo curso ao redor do mundo.
A Qantas encomendou 12 A350-1000ULR no âmbito do Project Sunrise, concebido para superar uma das últimas fronteiras das viagens sem escalas a partir da Austrália. Além disso, a companhia possui 12 A350-1000 padrão encomendados para futuras operações em sua malha de longo curso.■

Os motores ficam 22 horas em funcionamento continuo, a evolução tecnológica disso é impressionante, não faz 40 anos que a certificação ETOPS mal existia, na época só com 4 motores para atravessar oceanos, já que a confiabilidade deles era muito inferior a de hoje.
Impressionante! São 22 horas de funcionamento dos motores.
Me preocupa muito mais o cansaço das tripulação. Pois a tripulação que pega o segundo trecho vai estar submetida a fadiga da viagem, ainda que tenham a disposição uma área de descanso.
É uma questão importante, talvez precisem de mais tripulantes.
Na maioria das vezes não é assim que funciona. Depende muito da empresa aérea, do contrato dos pilotos, do país entre outros fatores. Por exemplo um vôo de 16 horas; com 4 pilotos, a programação é a seguinte: As 4 primeiras horas: Pilotos A e B estão trabalhando, pilotos C e D no descanso. As próximas 8 horas: Pilotos C e D estão trabalhando, pilotos A e B no descanso. As últimas 4 horas: Pilotos A e B estão trabalhando, pilotos C e D no descanso. No vôo de volta é o contrário. É apenas um exemplo muito simples; e… Read more »
Fora que mesmo a tripulação que está trabalhando costuma descansar devido a existência do piloto automático.
” Um levantamento de 2025 revelou que 93% dos pilotos alemães admitiram ter cochilado durante voos recentemente.”
Não sou piloto, mas acho que dormir “pilotando” tem mais a ver com o tédio do que com o cansaço/fadiga.
Depende….cada caso é um caso!!
Tirar um cochilo durante um longo vôo não é proibido…..
Normalmente os pilotos combinam entre sí….” vou fechar os olhos por uma hora”……”vc assume”….”qualquer coisa me acorde”….
Principalmente durante a fase de cruzeiro….
O que não pode é ambos caírem no sono ao mesmo tempo…..e é o que tem acontecido cada vez mais devido a fatiga.
Obrigado
Certamente terá grande aproveitamento no meio militar.
Como?
Os milagres do desenho…é um avião enorme mas parece pequeno quando perto do B777, apesar de serem de tamanho comparável. Suspeito que essa impressão seja causada porque o desenho do A350 é muito mais recente.
Parece uma salsicha voadora.
Estava em dúvida mas diminuiram o consumo e não aumentaram o armazenamento de combustivel.
De acordo com o texto:
“Isso é possível principalmente pela integração, à estrutura da aeronave, de um tanque central traseiro adicional (Rear Centre Tank — RCT), que melhora ainda mais o desempenho.”
Claro que motores mais econômicos e algumas mudanças no projeto tb ajudam.
Reportagem sobre o A350, mas colocam uma foto do concorrente Boeing 777.
Reclame com a Airbus:
https://www.airbus.com/en/newsroom/press-releases/2026-06-worlds-longest-range-aircraft-the-airbus-a350-1000ulr-takes-to-the-skies
Prezado, o avião na foto da matéria é de um A350-1000.
Conhece a diferença entre um B777 e um A350?
Pra ele tem asas e dois motores é tudo igual
Sou Eng. Metalurgista e tive contato, pouco na realidade, com fundição de super ligas de Níquel em moldes cerâmicos. Apesar de ser (eng. met) sempre fico impressionado com a engenharia por trás destes motores. A fadiga de materiais, neste caso, está “dominada”, ficando a segurança destas máquinas nas mãos da manutenção, neste caso, ensaios não destrutivos. Impressionante.