F-35 comanda MQ-20 Avenger em teste avançado de combate colaborativo
A General Atomics Aeronautical Systems, Inc. (GA-ASI) e a Força Aérea dos Estados Unidos realizaram uma nova demonstração de integração entre aeronaves tripuladas e não tripuladas, colocando um caça F-35 Lightning II em operação coordenada com um MQ-20 Avenger, empregado como substituto de uma futura aeronave de combate colaborativa — ou CCA, na sigla em inglês.
O teste, anunciado em 27 de maio de 2026, envolveu a GA-ASI, o F-35 Joint Program Office, o 309th Software Engineering Group, os 461st e 370th Flight Test Squadrons, a Lockheed Martin e a Autonodyne. A demonstração teve como objetivo validar tecnologias essenciais para o futuro das operações aéreas colaborativas, nas quais caças tripulados atuarão em conjunto com aeronaves não tripuladas altamente autônomas.
Durante o exercício, o MQ-20 Avenger foi equipado com o software TacACE — Tactical Autonomy Ecosystem — desenvolvido pela GA-ASI. O sistema é baseado na mais recente arquitetura governamental de referência para autonomia, permitindo rápida integração de funções táticas e maior interoperabilidade com plataformas tripuladas.
Um dos pontos centrais do teste foi o uso de comunicações Beyond Line of Sight (BLOS), ou além da linha de visada, entre o MQ-20 em voo e um F-35 em solo. A partir do cockpit do caça, o piloto pôde enviar comandos de autonomia tática por meio de um tablet, utilizando a interface Bashi Pilot Vehicle Interface, da Autonodyne.
Esses comandos foram transmitidos ao TacACE do MQ-20, permitindo que o drone executasse manobras táticas, ajustasse os pontos de navegação e transmitisse dados de rastreamento ADS-B ao F-35. A demonstração também comprovou a capacidade de coordenação por meio de um enlace tático baseado em satélites proliferados em órbita terrestre baixa, tecnologia considerada essencial para operações em ambientes distribuídos e contestados.
Segundo a GA-ASI, o teste validou o conjunto de hardware, software, redes e sistemas necessários para a próxima fase do combate aéreo colaborativo. A empresa afirma que o Avenger conseguiu trocar respostas autônomas críticas com o F-35, demonstrando a viabilidade de um modelo em que pilotos humanos comandam ou coordenam aeronaves não tripuladas em tempo real.
Michael Atwood, vice-presidente de Programas Avançados da GA-ASI, afirmou que o marco representa o início da prontidão operacional das aeronaves de combate colaborativas. Segundo ele, eventos desse tipo demonstram oportunidades de curto prazo para integração de força e reforçam o compromisso da empresa com enlaces de dados de nova geração, autonomia de missão e operações aéreas não tripuladas de combate.
O conceito de Manned-Unmanned Teaming — ou integração entre meios tripulados e não tripulados — é considerado uma das principais apostas da aviação militar norte-americana para as próximas décadas. A ideia é combinar caças de quinta e sexta geração com drones autônomos capazes de atuar como sensores avançados, plataformas de ataque, iscas, retransmissores de dados ou alas de escolta.
O MQ-20 Avenger vem sendo utilizado pela GA-ASI há mais de cinco anos como plataforma substituta para testes de CCA. O jato não tripulado tem servido como banco de ensaios para softwares de autonomia, comunicações táticas, integração com caças tripulados e conceitos operacionais que deverão migrar para plataformas mais recentes.
A demonstração com o F-35 ocorre após outros testes envolvendo o MQ-20 em missões colaborativas com aeronaves tripuladas, incluindo exercícios anteriores com o F-22 Raptor. Esses ensaios fazem parte de um esforço mais amplo da Força Aérea dos Estados Unidos para amadurecer tecnologias que permitirão operar formações mistas de aeronaves tripuladas e não tripuladas em cenários de alta intensidade.
Além do MQ-20, a GA-ASI desenvolve plataformas dedicadas ao conceito CCA, como o XQ-67A Off-Board Sensing Station e o YFQ-42A. A empresa afirma que seu objetivo é entregar aeronaves colaborativas prontas para missão, capazes de ampliar a massa de combate, reduzir os riscos para pilotos humanos e aumentar a flexibilidade operacional das forças aéreas.
A integração com o F-35 é particularmente relevante porque o caça da Lockheed Martin já opera como uma plataforma avançada de sensores, fusão de dados e comando no campo de batalha. Ao permitir que um piloto de F-35 envie comandos a um drone autônomo, o teste aponta para um futuro em que o caça poderá controlar, coordenar ou direcionar múltiplos vetores não tripulados em missões de reconhecimento, ataque, guerra eletrônica e superioridade aérea.
Para a Força Aérea dos EUA, a maturação dessas tecnologias é considerada essencial diante da crescente sofisticação das defesas aéreas adversárias e da necessidade de aumentar o número de plataformas disponíveis sem elevar proporcionalmente o risco para as tripulações. Em um ambiente operacional marcado por mísseis de longo alcance, sensores distribuídos e guerra eletrônica intensa, os CCAs podem atuar como multiplicadores de força para aeronaves tripuladas.
Com a demonstração entre o F-35 e o MQ-20 Avenger, a GA-ASI e seus parceiros avançam mais um passo na construção de uma arquitetura de combate aéreo baseada em autonomia, conectividade e cooperação homem-máquina.■


O nível tecnológico dos drones cresce exponencialmente.
Daqui a 15 anos será tudo 100% autônomo e com nível de decisão semelhante ao humano.
A ideia de não expor o piloto na frente de batalha é extremamente interessante. Mas a escola USA de desenvolvimento deste conceito comete o mesmo erro do desenvolvimento da atual camada de defesa AA, exelente tecnologia mas a custo proibitivo até para o USA. Caro para manter, caro para comprar e produzir, lento para repor. Um MQ-9 atualmente está pelos 15 a 20.milhões, o MQ-20 deve dobrar (ou triplicar) o preço, no mínimo. As munições que ele vai usar, mesma filosofia. Exelente conceito, exelente capacidade, exelente combatente. Só que em número restrito. Já vimos este filme e neste momento ele… Read more »