APKWS - foguete guiado a laser - lancamento de F-16 - ilustracao BAE Systems

F-16 lançando o APKWS

Negócios incluem sistemas de defesa aérea Patriot, armas guiadas APKWS e sistema integrado de comando para Kuwait

O Departamento de Estado dos Estados Unidos aprovou uma série de possíveis vendas militares estrangeiras (Foreign Military Sales – FMS) para aliados no Oriente Médio, somando mais de US$ 8,6 bilhões em equipamentos e serviços de defesa. Os pacotes contemplam Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait e Israel, com foco em mísseis guiados, defesa aérea e sistemas de comando e controle.

Venda emergencial e sem revisão do Congresso

Em todos os casos, o governo americano invocou uma cláusula de emergência, permitindo a aprovação imediata das vendas sem o processo tradicional de revisão pelo Congresso, conforme previsto na legislação de controle de exportações de armamentos. Segundo Washington, a medida atende a interesses diretos de segurança nacional dos Estados Unidos.

Emirados Árabes Unidos: armas guiadas de precisão

 

Para os Emirados Árabes Unidos, foi autorizada a venda de US$ 147,6 milhões em sistemas APKWS (Advanced Precision Kill Weapon System), incluindo 1.500 kits de guiagem para foguetes, além de lançadores, ogivas, motores e suporte logístico.

O objetivo é reforçar a capacidade de ataque de precisão e melhorar a interoperabilidade com forças americanas.

Catar: defesa aérea e grande pacote de armamentos

Sistema de defesa aérea Patriot

O Catar recebeu a maior parcela dos anúncios, com dois contratos distintos:

  • US$ 4,01 bilhões para reposição e ampliação do sistema de defesa aérea Patriot, incluindo:
    • 200 mísseis PAC-2 GEM-T
    • 300 mísseis PAC-3 MSE
    • suporte técnico, manutenção e integração
  • US$ 992,4 milhões para aquisição de 10.000 munições APKWS II, ampliando sua capacidade de engajamento de precisão.

Segundo o governo dos EUA, os sistemas permitirão ao Catar fortalecer sua defesa territorial e atuar de forma mais integrada em operações multinacionais.

Kuwait: sistema integrado de defesa aérea

Para o Kuwait, foi aprovado um pacote de US$ 2,5 bilhões para aquisição do IBCS (Integrated Battle Command System), considerado um dos mais avançados sistemas de comando e controle de defesa aérea.

O contrato inclui:

  • Centros de operações móveis e fixos
  • Kits de integração para lançadores
  • Sistemas de identificação amigo-inimigo
  • Equipamentos de comunicação, treinamento e suporte

A integração do IBCS permitirá ao país operar uma defesa aérea em camadas, conectando sensores e sistemas de interceptação.

Israel: reforço com armas guiadas

Israel também foi incluído no pacote, com autorização para aquisição de US$ 992,4 milhões em sistemas APKWS II, incluindo 10.000 munições completas, além de suporte técnico, treinamento e peças de reposição.

A venda visa reforçar a capacidade de defesa e dissuasão do país em um cenário regional considerado volátil.

Indústria americana beneficiada

Os principais contratantes incluem gigantes da defesa dos EUA, como:

  • BAE Systems (APKWS)
  • Lockheed Martin (mísseis Patriot e sistemas associados)
  • RTX Corporation (Raytheon)
  • Northrop Grumman (IBCS)

Impacto estratégico

De acordo com o Departamento de Estado, os acordos:

  • não alteram o equilíbrio militar regional
  • reforçam a segurança de aliados estratégicos
  • aumentam a capacidade de resposta a ameaças atuais e futuras

Além disso, os EUA afirmam que não haverá impacto negativo na prontidão de suas próprias forças nem necessidade de envio adicional de pessoal militar para os países envolvidos.■


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Palpiteiro

Essa quantidade dá pra se defender de quantos drones?

Dr. Mundico

Matéria de 29 de abril aqui neste site: “Pentágono estima em US$ 25 bilhões o custo da guerra contra o Irã durante audiência no Congresso”.
A garotada pulou da cadeira gamer celebrando o “prejuízo” e eu apenas lembrei que esse dinheiro todo ficou em casa…
Pois bem, agora já vão pingar 8 bi no caixa….por enquanto…

Jefferson Ferreira

Esse custo seria só referente a munição e equipamento utilizados, não contam os prejuízos de equipamentos e bases, que estimam ser mais 25Bi

mas três fontes com conhecimento do assunto afirmaram à rede americana CNN que o número é subestimado. Segundo disseram, o custo real seria de US$ 40 bilhões a US$ 50 bilhões, pois incluiria gastos com a reconstrução de instalações militares e a reposição de equipamentos destruídos durante os ataques.

O buraco é muito mais embaixo….
https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/05/04/guerra-no-ira-queimou-municoes-estrategicas-dos-eua-projetadas-para-potenciais-confrontos-com-china-e-russia.ghtml

https://edition.cnn.com/2026/05/01/world/video/majority-us-military-sites-damaged-iran-vrtc

Last edited 7 dias atrás by Jefferson Ferreira
Luciano

Os caras vendem as armas para os países se defenderem das guerras que eles provocam. É genial, mas é cretino pra caralh…

Com um olhar mais minucioso, através da história, eles fazem isso desde 1945. Usam os clientes como ponta de lança e provocação, aos seus inimigos, e vendem as armas para isso.

Quem é o vilão?

Renan Nunes

“Não consegui defendê-los de uma guerra que eu comecei, mas tenho um material bom aqui pra vender pra vocês tomarem conta de si.”

Nativo

Perfeito kkkkkkkkkkk

LUIZ

Eles criam o problema e vendem a $olução.

JHF

Novo sistema de identificação amigo-enemigo para o Kuwait…. Estão precisando.

Aéreo

A banca nunca perde

Marcelo

Os americanos levaram a guerra ao oriente médio e seus aliados estão tendo que comprar armamentos para se defender da guerra criada pelos americanos.

BlackRiver

OFF:
USAF amplia frota do EA-37B e prepara aposentaria de aeronaves E-11A BACN em nova estratégia de guerra eletrônica!

BlackRiver

Interessante que os Bombardier E-11A – BACN (Battlefield Airborne Communications Node) são aviões relativamente novos.

Vertigo9

Os caras insinstem no erro

Heli

Esses países deveriam comprar apenas armas defensivas, já que não têm peito para atacar ninguém que não seja cachorro morto mesmo.

Eduardo Nascimento

Enquanto existir um trouxa, o malandro não passa por necessidade.