300k horas do Northtrop F-5 na Espanha

A Força Aérea e do Espaço da Espanha celebrou neste mês a marca de 300 mil horas de voo acumuladas pela frota de Northrop F-5, um dos jatos mais longevos da aviação militar espanhola. Para assinalar o feito, o SF-5M AE.9-014/23-07 recebeu uma pintura especial na deriva, transformando-se no símbolo visível de uma efeméride que resume décadas de emprego operacional e, sobretudo, de formação de pilotos de caça.

A comemoração teve como palco a Base Aérea de Talavera la Real, sede da Ala 23, onde foi realizado um evento especial para spotters e entusiastas da aviação nos dias 23 e 24 de abril. A programação começou ao pôr do sol de 23 de abril e prosseguiu até o amanhecer do dia seguinte, atraindo observadores de vários países europeus para acompanhar de perto um dos últimos grandes momentos públicos do veterano treinador supersônico espanhol.

A marca tem peso histórico porque não se refere a uma única unidade, mas ao conjunto da trajetória do F-5 na Espanha. Segundo a imprensa espanhola e fontes ligadas ao evento, essas 300 mil horas foram acumuladas ao longo de 55 anos de serviço, passando por diferentes etapas da história da aviação militar do país, com destaque para a atuação do modelo nas alas 21, 46 e 23, além de outras estruturas de ensaio e transição operacional.

O comandante da base afirmou, segundo relatos do encontro, que a intenção é levar o F-5 com a cauda comemorativa ao RIAT 2026, o tradicional Royal International Air Tattoo, no Reino Unido. A presença do jato no evento, caso se confirme, dará projeção internacional a uma aeronave que se aproxima do fim de sua carreira na Espanha, mas que ainda conserva um forte apelo histórico e visual entre especialistas e aficionados.

A despedida, aliás, já começou a ganhar contornos mais concretos. A Espanha aprovou, no fim de 2025, a aquisição do Hürjet como base para seu novo sistema avançado de treinamento, destinado a substituir os atuais F-5 da Ala 23. Segundo relatos sobre o programa, as primeiras entregas são esperadas a partir de 2028, o que deve abrir a fase final de operação de um jato que, desde sua chegada ao serviço espanhol, se tornou peça central na formação de gerações de pilotos de combate.■


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Everton Gonçalves

e ai vocês acham que os Hurjets serão um bom substituto para os f5?

Artur

Penso que sim. Estive a pesquisar as especificações, e parece ser equivalente ao FA50 Coreano. Até porque utilizam o mesmo motor.

Adriano Madureira

No nosso casso, gostaria que fossemos de FA50 Fighting Eagle de que ir de Leonardo 346M. Tanto pela qualidade dos Sul-Coreanos, quanto pelo seu tempo de entrega… A fabricação do KAI FA-50 Fighting Eagle é conhecida por ser rápida em comparação a outros caças, com relatos indicando que leva cerca de 30 meses desde o início da produção até os testes finais e entrega, embora esse tempo possa variar dependendo da versão e da demanda. A Korea Aerospace Industries (KAI) é capaz de produzir cerca de 5 estruturas de aeronaves TA-50/FA-50 por mês. No caso da Polônia, a KAI conseguiu… Read more »

GFC_RJ

O eu que acho estranhao é o nome da empresa de aeronáutica se chamar KAI… credo…

José de Souza

Piada quase boa, mas me parece que em Coreano é outra palavra…

“Cair” em coreano é traduzido principalmente por duas formas, dependendo do contexto: 넘어지다 (neom-eo-jida) para tombar/tropeçar (pessoa andando) e 떨어지다 (tteol-eo-jida) para queda de altura ou objeto caindo. Para chuva/neve, usa-se 내리다 (nae-ri-da)

TJLopes

A FAB já tá de olho nesses F-5 😀

J L

É até pode estar mesmo, como fonte de peças de reposição para tentar manter alguns dos nossos ainda no ar.

Fernando Vieira

Meu medo é, desde que essa matéria foi publicada, o comando da FAB ler isso.

Carlos Campos

ainda aguenta mais 30 anos aqui na FAB

Adriano Madureira

Se eles tem 300 mil horas de voo do F-5 em 55 anos de serviço, nós temos quanto?

Marcelo Andrade

Lá devem ter mais pois são utilizados em treinamento para a primeira linha. SE não me engano o Esquadrão Pampa atingiu 100.000 horas, mas aí foi o total de todo Esquadrão.

Santamariense

Em março de 2024 o Esquadrão Pampa completou 100 mil horas de voo apenas no F-5. A frota da FAB, somando as 100 mil horas do Pampa com as horas voadas pelo modelo no Grupo de Caça, no Pacau e no Jaguar, passa de 300 mil horas de voo.

Comte. Nogueira

E o F5 continua atacando lá pelas bandas do Oriente Médio…

Paulo

O desenvolvimento da indústria aeronáutica é curiosa. Nos primeiros 50 anos dela, avancou- se do 14 bis de Santos Dumont e do avião dos irmãos Wright, à caças supersônicos e bombardeiros enormes à reação. No entanto, 50 anos depois, a evolução foi grande, porém não disruptiva. Atingiu- se um platô tecnológico com enorme dificuldade de ser rompido. Tanto que meios daquela época continuam voando como os F5, os B52 ,por exemplo. Na aviação civil é a mesma coisa. Chegou – se no 707, e depois a evolução foi lenta e irritantemente pontual. Os aviões de carreira de hoje seriam reconhecíveis… Read more »