Lockheed Martin abandona disputa por novo treinador da Marinha dos EUA e competição entra em fase decisiva

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Lockheed Martin T-50 – Undergraduate Jet Training System (UJTS)

A disputa para o desenvolvimento do futuro avião de treinamento avançado da Marinha dos Estados Unidos entrou em uma nova fase após a decisão da Lockheed Martin de se retirar do programa Undergraduate Jet Training System (UJTS). A saída da empresa, confirmada em 23 de abril, reduz o número de concorrentes e redefine o cenário da competição, cujo resultado está previsto para 2027.

A companhia havia formado parceria com a Korea Aerospace Industries para oferecer uma versão adaptada do jato T-50. No entanto, após a divulgação do pedido final de propostas (RFP) pela Marinha norte-americana, a empresa decidiu não prosseguir com a candidatura.

Em comunicado, a Lockheed afirmou que tomou a decisão após uma “análise cuidadosa” do programa, destacando que continuará a investir em soluções de treinamento e manter sua cooperação com a Marinha. A empresa também reiterou confiança na plataforma T-50, classificada como um treinador avançado com forte potencial operacional.

Programa estratégico para substituir o T-45

O programa UJTS visa substituir a envelhecida frota de treinadores Boeing T-45 Goshawk, em serviço desde os anos 1990. A Marinha planeja adquirir cerca de 216 aeronaves, em um projeto que não envolve apenas aviões, mas um sistema completo de treinamento, incluindo simuladores e suporte logístico.

A decisão final deverá ser anunciada em março de 2027, após a avaliação das propostas restantes. O contrato inicial prevê um teto de aproximadamente US$ 1,7 bilhão para a fase de desenvolvimento e produção inicial de baixa cadência.

Concorrentes remanescentes

Com a saída da Lockheed Martin, a competição segue com três principais propostas:

  • Boeing, com o treinador T-7A Red Hawk, já selecionado pela Força Aérea dos EUA
  • Parceria entre Beechcraft e Leonardo, com o M-346N
  • Sierra Nevada Corporation, liderando um consórcio com General Atomics Aeronautical Systems e Northrop Grumman, oferecendo o “Freedom Trainer”

O programa é considerado estratégico não apenas pelo volume — potencialmente mais de 200 aeronaves — mas por definir o modelo de formação de pilotos navais nas próximas décadas.

Mudança doutrinária no treinamento naval

Um dos aspectos mais relevantes do novo programa é a mudança na filosofia de treinamento. A Marinha decidiu abandonar a exigência de pousos representativos em porta-aviões durante a fase inicial de instrução, priorizando o uso de simuladores avançados e sistemas digitais.

Essa decisão reduz a complexidade técnica exigida das aeronaves concorrentes e amplia o leque de opções, permitindo a adaptação de projetos originalmente concebidos para operações terrestres.

Disputa de alto valor e impacto global

A competição pelo UJTS é vista pela indústria como uma das mais importantes do setor de treinamento militar, com valor total estimado em até US$ 10 bilhões ao longo de seu ciclo de vida, incluindo suporte e operação.

Além de atender à Marinha e ao Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, o programa deverá influenciar o mercado global de treinadores avançados, servindo como vitrine para futuras exportações.■


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JuggerBR

Em teoria o T-7 teria que se adaptar para operação em PA e seria o concorrente mais lógico, com cadeia de suprimentos já estabelecida.
Os demais seriam novas aeronaves para os EUA, aí só com lobby forte (+ que a Boeing…) pra ganhar.

SteeelWing

o governo norte americano tá fazendo de tudo para salvar a Boeing dos prejuízos na aviação civil dos últimos anos, agora ela tá ganhando todas as disputas. Antes a LM ganhava tudo, pois a Boeing já tava assegurada com o mercado civil. Se fosse aqui, os “nacionalistas” iam deixar empresas de tecnologia de ponta sumir.

Last edited 15 dias atrás by SteeelWing
Mauricio R.

Qual tecnologia de ponta, aquela das infindáveis ToT’s?
Essa iria ficar por aqui mesmo.

Camargoer.

Maurcui… faça a conta.. uma empresa que exporta US$ 3,00 para cada US$ 2,00 que importa e é a principal tomadora de financiamento do BNDES para exportação faz diferença.

Poderia ser uma fábrica de papel higiênico ou de aviões. Tanto faz.

Fosse uma emprea que importava celulose e vendesse papel ou outra que impota chips e componentes e exporta computadores ou que importa manteiga de cacau e exporta chocolates.

Business…

Palpiteiro

Exato, agora essa empresa opera como uma zona fraca. Que outras empresas tem os mesmos previlegios?

Camargoer.

Olá P. Quais privilégios? A Embraer é a principal tomadora e financiamento de exportação do BNDES porque ela exportra muito. A Vale, Petrobras e JBS também são grandes exportadoras focadas em comodities. Uma vende minério, a outra petróleo e a terceira carne. Focando apenas em produtos industrializados, a maior exportadora é a Embraer. Acho que depois vem a Stellantis e a WEG. Entao, o desaque da Embraer é um privilégio conquistado por mérito. Como está localizada em SP, a Embraer não possui os privilégios de uma zona franca, como acontece para com as montadoras de motocicletas em Manaus que possuem… Read more »

BlackRiver

Já foi motivo de discussão aqui, em outra noticia tempos atras, e ecredite que não é uma exigência pousar em porta aviões, então creio que o T7 tem grandes chances. Lembro-me que na época foi discutido sobre a capacidade dos F18 Super Hornet fazer auto landing ou não nos parta aviões The U.S. Navy’s Undergraduate Jet Training System (UJTS) program does not formally require the new aircraft to have full carrier landing (arrested landing) or catapult launch capability. The Navy has shifted towards virtual training and on-shore Field Carrier Landing Practice (FCLP) for the new trainer, although it still requires… Read more »

Last edited 15 dias atrás by BlackRiver
JuggerBR

É que o avião a ser substituído tinha esta capacidade, estranho não manter isto, e mais estranho ainda o piloto não precisar treinar esta capacidade exaustivamente, deixando na mão da IA. São tempos estranhos, sem dúvida…

BlackRiver

Pode parecer estranho, mas o argumento da Navy é que os atuais sistemas se simulação conseguem reproduzir 99,9% das condições reais encontradas no dia a dia da operação.
Logo não é IA, é um piloto sentado em um simulador treinando como se estivesse no dia a dia normal da operação.

Palpiteiro

É só embarcar o simulador de piloto no avião. Aliás para que irão precisar treinar tantos pilotos?

Rinaldo Nery

Não entendi nada: “embarcar o simulador de piloto no avião”. Simulador de piloto deve ser um robô…

Palpiteiro

Se irão operar aviões de pouso vertical ou drones não faz diferença.

ADB

O T-7 tem um problema: Boeing.

Tudo que cai nas mãos da Boeing vira um festival de atrasos.

Depois de anos de atraso, o IOC do T-7 está previsto para 2028. Não sei se o programa já alcançou o marco Milestone C (aprovação para produção), se não surgir nenhuma notícia recente sobre isso, é um presságio de mais um atraso chegando por aí.

Ou o cliente compra o T-7 quando estiver em produção, do jeito que sair da fábrica, ou vai ter que engolir alguns anos de espera para conseguir um tiquinho de mudanças.

Leandro Costa

Acredito que vai dar o M346.

Clésio Luiz

Se olhar pela tradição de rejeitar qualquer coisa que a USAF criou, é uma possibilidade. Mas eu acho que a retirada da exigência de pouso em PA abriu as porteiras para o T-7. A USN pode estar querendo concentrar os investimentos no F/A-XX.

Um grande atrativo do T-7 é o motor, o F404 é cria da USN e um motor que eles confiam. O Honeywell F-124 do M-346 não tem operadores nos EUA. O motor do T-45 deu dor de cabeça, então a USN pode acabar decidindo essa por causa do motor.

Last edited 15 dias atrás by Clésio Luiz
Leandro Costa

Concordo que será uma disputa mais apertada, mas ao mesmo tempo acho que a velocidade de pouso do T-7 seja maior, o que dificulte um pouco. Sem falar que mesmo sem precisar ter o gancho, etc., ainda pode ser necessário o reforço do trem de pouso, mas acredito que isso teria que ser feito em ambas as aeronaves. O F-124 é derivado do civil Garrett TFE731, com amplo uso nos EUA. O 124 foi proposto para remotorizar os T-45 que tem motores RR Turbomeca, mas isso não foi para a frente. Não acho que seja um problema para a USN,… Read more »

EduardoSP

Vai dar Beechcraft.
Nortrop Grumman está com um projeto “de papel”, faltando toda a fase de desenvolvimento.
A Beechcraft tem um vetor já pronto.
Boeing não leva. Já tem outros contratos e é preciso manter alguma diversidade na base industrial.

BlackRiver

A companhia havia formado parceria com a Korea Aerospace Industries para oferecer uma versão adaptada do jato T-50. No entanto, após a divulgação do pedido final de propostas (RFP) pela Marinha norte-americana, a empresa decidiu não prosseguir com a candidatura.

A questão é?
Por qual motivo, razão, circunstâncias a Lockheed Martin decidiu se retirar da concorrência?

Aqui normalmente olhamos as coisas pelo lado técnico ou mesmo através do olhar do entusiasta, mas é pelo olhar do investidor, que é o mais importante
https://www.nyse.com/quote/XNYS:LMT

Tio Velho Comuna

Seria que já não estaria na hora da Embraer pensar numa solução a jato para o Tucano? Aplicando as mesmas filosofias basilares para o Tucano a hélice: robustez, fácil manutenção e hora de voo barata! Sei que o voo a jato necessitaria ser um pouco mais caro; mas a Embraer poderia fabricar um avião de sucesso igual ao Tucano hélice

Palpiteiro

AMX

Mauricio R.

O projeto era italiano.

Lucas

O problema seria quem vai financiar esse novo avião e, outra, se começássemos esse avião agora, levaria pelo menos 10 anos para esse avião estar pronto e, nesse tempo, modelos como Hurjet, T-50, T-7 e M-346 já teriam tomado todo o mercado, como já estão tomando.

Mauricio R.

Ainda bem que a FAB, não está interessada.

BVR

Pessoal, não entendi essa questão do pouso ilustrativo em porta-aviões. O avião deve vir preparado (todas as equipagens) para fazer esse pouso, ou seja ser capaz de ?
Esse treino de pouso seria num PA ou semelhante ao que o pessoal de S P. D’Aldeia faz por lá ?
Outra, o simulador da aeronave já deverá vir com essa programação de pouso em PA ?
Enfim, que puder “desenhar” pra essa parte eu agradeço.

Rinaldo Nery

Vou desenhar o seguinte: “equipagem” é tripulação. Você quis se referir a “equipamentos”. Diferente de equipagem.

BlackRiver

Falando em US NAVY

MQ-25 Stingray avança rumo à operação embarcada após primeiro voo da aeronave de produção, estimativas da Marinha indicam que o drone poderá transferir entre 14.000 e 16.000 libras de combustível a cerca de 500 milhas náuticas, ampliando o raio de ação das alas aéreas embarcadas em cenários de alta intensidade.

Esse UAV vai fazer história, e vai ser um ganho operacional imenso…

Andromeda1016

A LM não quer criar um concorrente. A KAI era boa para eles quando era incapaz de representar uma ameaça.