GCAP assina primeiro contrato internacional unificado de £686 milhões para caça de sexta geração
GCAP
O programa de caça de próxima geração, desenvolvido em parceria entre o Reino Unido, a Itália e o Japão, deu um passo decisivo rumo à sua consolidação. A Agência do Global Combat Air Programme (GCAP) assinou o primeiro contrato internacional conjunto do programa com a Edgewing — a joint venture trinacional formada para liderar o projeto e desenvolvimento da aeronave. O contrato, avaliado em £686 milhões (cerca de US$ 905 milhões), marca a transição de acordos nacionais paralelos para uma estrutura de programa internacional plenamente integrada.
O que muda com o contrato
Até agora, Itália, Reino Unido e Japão haviam criado financiamentos separados para o programa. O novo contrato é a primeira vez que os três países assinam um único contrato com a Edgewing.
O contrato posiciona a Edgewing como a autoridade central em engenharia, integração, aeronavegabilidade e certificação do futuro caça de combate. Marca uma transição dos esforços de desenvolvimento nacionais paralelos para uma estrutura consolidada, gerenciada pela Organização Internacional de Governo do GCAP.
Masami Oka, CEO da Agência GCAP, destacou a importância histórica do momento: “Este contrato é um momento importante para o GCAP, pois as atividades anteriormente conduzidas sob contratos de três nações agora serão realizadas como parte de um programa internacional plenamente desenvolvido.”
A Edgewing: quem são os industriais por trás do programa
A Edgewing é uma joint venture internacional estabelecida pela BAE Systems (Reino Unido), Leonardo (Itália) e Japan Aircraft Industrial Enhancement Co. Ltd. (JAIEC). Sediada no Reino Unido e com operações em três países, a empresa é responsável pelo projeto e pelo desenvolvimento do caça de próxima geração do GCAP e permanecerá como autoridade de design ao longo de toda a vida útil do produto.
A fabricação e a montagem final serão subcontratadas à BAE Systems, à Leonardo e à Mitsubishi Heavy Industries, junto com as respectivas cadeias de fornecimento nos países parceiros — uma estrutura pensada para preservar as capacidades industriais nacionais, enquanto evita as abordagens de gestão fragmentadas que prejudicaram programas anteriores de defesa multinacionais.
O prazo e as questões de financiamento britânico
O contrato abrange trabalhos até 30 de junho de 2026 — um horizonte temporalmente curto que indica que há questões em aberto quanto ao financiamento britânico de longo prazo para o GCAP.
O contrato deveria ter sido assinado no final de 2025, mas sofreu atrasos devido à demora na publicação do Plano de Investimento em Defesa do Reino Unido, que deveria definir o orçamento britânico de defesa para os próximos dez anos. A curta duração do contrato atual indica que os problemas de financiamento ainda não foram completamente resolvidos.
O Canadá como observador e o objetivo de 2035
Autoridades revelaram que o Canadá está analisando aderir ao GCAP como nação observadora, o que permitiria o compartilhamento de informações classificadas sobre a aeronave e abriria caminho para potenciais vendas futuras.
O GCAP é estruturado como um “sistema de sistemas” projetado para operar nos domínios aéreo, terrestre, marítimo, espacial e cibernético. A aeronave tripulada central funcionará como um nó de comando, coordenando sistemas não tripulados, incluindo drones wingman. O programa mantém uma data-alvo de entrada em serviço de 2035, substituindo o Eurofighter Typhoon no Reino Unido e na Itália e o caça F-2 no Japão.■

Vamos ver quanto tempo dura isso, europeus não conseguem se entender quando o assunto é fabricar aeronaves militares conjuntamente…
Se fosse a 10 anos atras concordaria consigo. Mas com instabilidade criada por Trump, os Europeus são obrigados a entenderem-se se quiserem sobreviver.
Não tendo a França já ajuda muito a esse projeto ir para frente.
Europeus, não conseguem???
Que me lembre, a grande maioria dos aviões militares, desenvolvidos em conjunto, são Europeus, tal como navios militares e outros.
Coisa que ás vezes, nem um só país consegue, quando quer que sejam 2 ou mais empresas desse país, mas concorrentes directas, a desenvolver esses projectos, mas pronto, são os Europeus, como de costume, fica bem.
Parece que os atritos entre eles foram resolvidos por enquanto, até hj não sei exatamente quem tá cuidando do que, só sei que como envolve tecnologias que ninguém gosta de repassar, deve ter algum grau de segredo nas tecnologias, nem tudo tá sendo compartihado
Claro que não, a Leonardo e a Mitsubishi, já acusaram a Bae Sistems de não compartilhar tudo, o mesmo que a Airbus Defence Germany acusa a Dassault.
“Autoridades revelaram que o Canadá está analisando aderir ao GCAP como nação observadora, o que permitiria o compartilhamento de informações classificadas sobre a aeronave e abriria caminho para potenciais vendas futuras”.
Aos poucos o Canadá vem demonstrando que há vida longe dos Estados unidos…
O Premier Carney vem se mostrando um grande jogador, fortalecendo laços econômicos com outros países, diversificando o comércio e revendo produtos que antes eram destinados aos EUA e que agora tem novos consumidores.