França assumirá sozinha custo de €5 bilhões do Rafale F5 após EAU retirarem-se do financiamento conjunto
Rafale e nEUROn
Paris, 2 de abril de 2026 — A França financiará sozinha o desenvolvimento da próxima geração do caça Rafale, a versão F5, após os Emirados Árabes Unidos (EAU) abandonarem um arranjo de cofinanciamento negociado ao longo de mais de um ano. A informação foi publicada pelo diário francês La Tribune e confirmada por múltiplas fontes da indústria de defesa. O revés representa um baque significativo para o Ministério das Forças Armadas francês, que terá de absorver um programa avaliado em mais de €5 bilhões — equivalente a US$ 5,7 bilhões — em um momento de pressões orçamentárias crescentes.
O colapso da parceria com Abu Dhabi
Paris havia inicialmente buscado a participação financeira de Abu Dhabi no programa avançado, estimado em cerca de €5 bilhões, com os EAU previstos para contribuir com até €3,5 bilhões.
Devido à falta de garantias quanto à transferência de tecnologia, os Emirados Árabes Unidos retiraram-se do projeto. Tendo fracassado em obter seu apoio durante sua visita em dezembro de 2025, Emmanuel Macron expressou sua decepção ao Ministério das Forças Armadas e à Direção-Geral de Armamentos (DGA).
A ruptura marca um revés tanto financeiro quanto diplomático, especialmente considerando que os EAU se tornaram o maior parceiro de exportação da França na região do Golfo, com o contrato histórico de 2021 para a compra de 80 Rafale F4 — avaliado em mais de €16 bilhões e descrito como o maior contrato de exportação de armamentos na história francesa.
A nova lei de programação militar
A partir de agora, o Ministério da Defesa da França assumirá o custo integral do programa Rafale F5 sob uma lei de programação militar atualizada, que deverá ser analisada pelo Conselho de Ministros em 8 de abril de 2026. A lei revisada acrescenta €36 bilhões ao envelope original de €413 bilhões, mas as autoridades admitem que não será suficiente.
Uma fonte nas Forças Armadas francesas descreveu a abordagem como o efetivo parcelamento dos custos ao longo do tempo — método comum para lidar com restrições orçamentárias — e a perda do financiamento emiradense poderá atrasar as atualizações e entregas vinculadas ao padrão F5.
O que é o Rafale F5
Frequentemente descrito como um “Super Rafale”, o padrão F5 incorporará o radar de nitreto de gálio Thales RBE2 XG, uma suite de guerra eletrônica SPECTRA renovada, novos sensores optrônicos e tanques de combustível conformais. A aeronave também será armada com o ASN4G, um míssil nuclear hipersônico, movido a scramjet, em desenvolvimento pela MBDA para as Forças Aéreas Estratégicas da França.
O Rafale F5 representa uma mudança tecnológica maior, planejada para entrar em serviço por volta de 2033, incorporando conectividade avançada e permitindo operar como parte de um sistema de sistemas com drones, satélites e outras plataformas. Um elemento central será a integração de drones de combate que atuarão como “wingmen leais”, capazes de reconhecimento, de guerra eletrônica e de missões de ataque.
Porta aberta para os EAU voltarem
Apesar do rompimento, as relações entre a França e os EAU melhoraram recentemente, com os caças Rafale da Força Aérea francesa envolvidos ativamente na proteção do espaço aéreo emiradense nas últimas semanas — em referência ao contexto da guerra no Irã.
Várias fontes não descartaram a possibilidade de Abu Dhabi retornar à mesa de financiamento do F5 após 2027, uma vez que a turbulência geopolítica se assentar e os termos de engajamento se tornarem mais claros. Por ora, a França está sozinha.
O revés com os EAU também pressionará outros programas que disputam os mesmos recursos orçamentários, incluindo o SCAF (Sistema de Combate Aéreo do Futuro), o programa de caça de próxima geração desenvolvido com Alemanha e Espanha — que se encontra em situação crítica, com Berlim e Paris enfrentando um prazo para resolução em meados de abril de 2026.■

Realidade: EAU se retirando do financiamento pela falta de apoio aos EUA na guerra contra o Irã. Trump avisou que a conta ficaria caro aos países europeus. 😉
Nossa, agora acabou a indústria militar da França, a partir de hoje Rafale F5 não existe mas, esses malvadões eau e eua (no diminutivo mesmo).
Nossa, agora acabou a indústria militar da França, a partir de hoje Rafale F5 não existe mas, esses malvadões eau e eua (no diminutivo mesmo).
Nossa, agora acabou a indústria militar da França, a partir de hoje Rafale F5 não existe mas, esses malvadões eau e eua (no diminutivo mesmo).
Transferência de tecnologia oferecida pelos frances são as mesma que outros paises oferece, construir asa ou construir parte da fuselagem.
Tecnologia de aviônica (recheio eletrônico) nada é oferecido e nada é transferido.
Pulo do gato ninguém ensina (transferi) sobe o risco de amanha ser um concorrente seu no mercado.
Tranferir tecnologia é tranferir mercado. Mercado não se transfere. Pode ser vendido.
Pouco provável que voltem ao F5 , acredito que vão se concentrar em algo mais moderno , o caça tri-nacional inglês ou quiça F35A dos EUA , acredito que após os Sauds comprarem seus F35 os EAU vão requerer o mesmo equipamento e assim o Pacto de Abraão fecha o ciclo entre os primos !
F35 vai demorar ainda, esses países estão se bicando ultimamente.
Transferência de tecnologia é um tema complicado, nem todo mundo quer fazer e quando o faz sempre vai ter algum tipo de restrição, recentemente os franceses negaram aos indianos acesso a alguns sistemas do Rafale, isso tem que ficar bem claro no contrato ou o fornecedor pode achar alguma brecha para limitar a transferência.
A França tá perdendo mais um cliente grande, os franceses não querem compartilhar a tecnologia e não buscam parceiros! Fiquem ligados que os franceses tem a mania de abandonar aliados em tudo…
Situação é clata, EAU não quer ser feito de otário, quer ser parceiro, e receber tecnologia que ele irá pagar em parte o desenvolvimento