China confirma retirada do caça J-7 do serviço de primeira linha após décadas de operação
A China confirmou a retirada do caça Chengdu J-7 do serviço ativo de primeira linha tanto na People’s Liberation Army Air Force (PLAAF) quanto na People’s Liberation Army Naval Air Force (PLANAF), encerrando a trajetória operacional de uma das aeronaves mais emblemáticas da aviação militar chinesa.
Embora a desativação do modelo já fosse esperada por analistas e observadores do setor, a confirmação marca oficialmente o fim de uma era. Derivado do MiG-21 soviético e produzido em grande escala desde a década de 1960, o J-7 foi, durante décadas, um dos pilares da defesa aérea chinesa.
O processo de retirada vinha sendo conduzido gradualmente ao longo dos últimos anos, à medida que aeronaves mais modernas, como caças de quarta e quinta geração, passaram a substituir modelos mais antigos.
Com a desativação, abre-se agora o caminho para as células remanescentes em boas condições. Entre as possibilidades avaliadas estão a exportação para países parceiros, a conversão para aeronaves de treinamento secundário ou ainda a adaptação para uso como drones remotamente pilotados — tendência crescente em forças aéreas que buscam reutilizar plataformas legadas.
O fim da operação do J-7 na linha de frente simboliza, assim, a transição definitiva da China para uma força aérea centrada em tecnologias de nova geração, alinhada às exigências dos cenários de guerra contemporâneos.■



Olha ae FAB, o substituto do A-1M 😀
Edit: Quase compramos uma versão desse caça (F-7M Airguard) antes dos EUA liberarem a venda de F-5 adicionais, inclusive um piloto da FAB foi pra China testar o avião, tem entrevista dele sobre isso em uma edição da revista Força Aérea.
A história esta aqui,surreal !!
https://www.cavok.com.br/historia-um-mig-chines-nas-maos-de-um-brasileiro
Sim, essa história é bem divulgada, e sinceramente, fizemos um péssimo negócio trocando aeronaves novas, por outras velhas e tortas, só pra não desagradar o “sinhozinho” do norte.
Perfeito, e ainda é assim. Por incrível que pareça.
Vão virar drones? Agora só resta o FTC-2000G ( Guizhou JL-9 ) descendente chinês do Mig-21 operacional?
Esse acredito que vai longe ainda…
Tem o J8 ainda, em operação.
E sim, já existem notícias que vão virar drones.
No War Thunder ainda tenho serviço pra ele (J-7E). Vai ter que remar todo o rank 8 (mas o foco é o Mirage 2000 de Taiwan).
Vc é main China? Estou jogando com a Alemanha e Rússia, com a Alemanha ainda estou travado no Fw 190 e com a Rússia no MiG-15 kkk mas acho que é porque meu foco são os tanques.
Eu meio que só jogo air realistic por enquanto. Tenho bom avanço em várias nações, menos Israel e França (Suécia começando agora, com o Mosquito premium do battlepass).
Adquiri um Sherman premium pra ver se deslancho nas batalhas de tanque.
Agora é só transformar tudo em mísseis de cruzeiro
Ironicamente seria um ´´míssil´´ com sistema de detecção de aproximação de míssil…
Mais conversões a drones para ficarem direcionados a Taiwan !
Se conseguiram converter o Mig-19 que era bem mais antigo esse deve ser bem mais tranquilo. Suponho que esse já entrou no fly-by-wire.
Até USAF usou esse avião. Tudo bem que por baixo dos panos, mas usou.
E sinceramente se eu tivesse montado na grana, comprada dois. Um monoplace e um biplace.
Usou tanto pra treinar táticas de combate, como para analisar a tecnologia e copiar/se inspirar no que fosse útil…
Matéria focada na experiência dos pilotos:
“Não sabíamos para que servia 90% dos interruptores.”
(O link demora um pouco para abrir, mas tá funcionando…)
Uma tradução melhor seria “Não sabíamos para o que servia 90% dos botões” hhehehehe
É um bom artigo. Eu tenho um bom livro sobre o 4477th. A USAF tem uma divisão inteira dedicada à estudar, avaliar e, se possível, coletar, tecnologias estrangeiras.
Tradução automática do Google, mas me parece adequada.
Porque o cockpit do Mig 21 não tinha só botões, mas também “palanquinhas” do tipo liga/desliga; e sejam botões ou “palanquinhas”, ambos funcionam como interruptores de corrente de energia (com graduação/interrupção parcial da corrente em alguns botões giratórios) .
Eu sei Hamon, mas o problema é o contexto. Quando se fala em interruptores em uma aeronave de combate, a coisa complica. Pode confundir. Outra opção seria ‘chaves’ mas acho melhor colocar botões como algo genérico ou uma descrição mais ampla como “90% do que havia na cabine” ou algo assim.
Mas eu entendi de boa.
E sim, sobre a matéria em si, o MiG-23 era extremamente perigoso. Não importa a nacionalidade do piloto. Todos reclamaram disso. Mas o bicho era muito rápido.
Lembram que foi cogitado pela FAB, com visita, vôo teste secreto, e tudo? Os pilotos da FAB até sugeriram melhorias, e os chineses fizeram. Quaaaaase… hehe. Aí pintou mais F5.
Imaginem se tivesse rolado? Hoje poderíamos estar operando o J10CE, e na fila pelo J35. Sendo pragmáticos,…seria ruim? Não posso cravar que sim.
Sendo pragmáticos? Seria uma aposta naquele momento. Não havia a menor possibilidade de na época se vislumbrar o que a China se tornou hoje. A única coisa que valeria à pena, na época, seria se por exemplo abríssemos uma fábrica desses motores por aqui, com ampla transferência de tecnologia para aprendermos como se faz ou algo assim. Mas isso envolveria muita grana. Coisa que na época tínhamos ainda menos do que temos hoje. Por mais que a compra dos F-5 tivesse sido uma furada devido ao estado das aeronaves, foi algo que conseguimos bancar e poderíamos manter e já tínhamos… Read more »
Sim, concordo contigo. Mas o que eu quis dizer foi pragmatismo no presente. E se tivéssemos feito essa aposta, hoje estaríamos descontentes? Sei não.
Luciano, você condicionou uma aquisição do F7 na época, para uma possível aquisição do J10/J35 hoje, como seguindo a linha de um único fornecedor. Na época, seria um péssimo negócio para o Brasil adquirir o F7. Lembre-se que era Guerra Fria e tínhamos acabado de voltar ao regime democrático. Estávamos quebrados e simplesmente não precisávamos de mais problemas. Não tinha como realmente dar um tiro no escuro e ir com algo inteiramente novo de um país em estado praticamente tão precário quanto o nosso, e ainda por cima uma ditadura comunista sanguinária. E sim, na época a China era isso… Read more »
Tu só esqueceste uma coisa: nessa época a China não era uma adversária em potencial dos EUA, pelo contrário, era beneficiada em contraposição a Cortina de Ferro. Lembra disso? Lembra que os chineses não se davam bem com os soviéticos? Inclusive a industria aeronáutica chinesa se beneficiou da relação com os EUA. Ou seja, talvez…e veja bem, talvez, não tivesse sido nenhum problema. E ao iniciar essa relação, talvez ela tivesse se mantido.
Não me esqueci. Também não esqueci que os Americanos estavam meio reticentes em nos vender equipamentos militares por causa da ditadura. Coisa do Carter. Quando o Reagan assumiu melhorou um pouco, mas ainda estavam resistentes. Tivemos que testar o Airguard para os Americanos liberarem mais F-5’s. E ainda assim liberaram os mais surrados mas à preços camaradas.
A FAB sabia muito bem que investir nos F7 seria um problema, principalmente logístico. Acho inclusive que seria mais provável que não fossemos querer mais nada Chinês.
Trocar aviões novos por outros tortos e surrados uma boa troca? Onde isso? Só aqui mesmo, e só fizemos isso por medo do “buana buana” ficar bravo com a gente e fechar a torneirinha do FMI, na época andávamos com pires na mão depois do desastre que foram os governos militares…
Silvio potengy que fez a missão na China em dezembro de 1986, comandante do 1 grupo de aviação de caça
Deveriam ter enviado um piloto de prova.
A FAB preferiu pagar caro nos F-5 todo torto surrado pela USAF.
A logística e o treinamento agradeceram essa escolha.
Na verdade compraram por serem bem baratos, se fosse caro – e na época estávamos quebrados, não podemos esquecer que na época quase demos um “calote argentino” no FMI – certeza que iríamos de F-7.
Os guerreiros estão descansando… Primeiro os Migs Indianos agora os J7 chineses. Merecido descanso!
Falando em caças chineses, eu comecei a achar o J-8 bonito. Acho que vou procurar um médico.
Se vc achar o J20 bonito, é caso de internação
Estamos falando do J-8A ou do J-8B e posteriores? pq o A é horroroso mas o B é com toda certeza bonito…
O J-8B. Se o médico for bom eu te indico.
Valeu, mas pra mim já é tarde eu acho o Draken bonito também kkkkkk…
O Draken é lindo!! Todo mundo concorda… Lightning que é caso médico rs
O Lightning, com as duas saídas da turbina uma em cima da outra, sendo rápido como má notícia em vila do interior e com pylons em cima das asas?? Ele é lindo sim! Biplace que não é lá essas coisas (caso raro, pois geralmente os biplaces são mais bonitos).
Rapaz, esse avião parece um bagre com aquela “barriga” embaixo dele, ele não é feio, é horroroso!
Pensa num caça feio esse tal de Mig-21.
Jesus amado.
Baita avião, o Mig 21/J7 se compararmos o tempo que esteve em operação e quantidade produzida acho que vai ser difícil um outro caça bater, o Mig 21 começou a produção em 1959 e a variante J7 foi produzida até 2013… cara é muito tempo de produção, claro que teve os upgrades mas mesmo assim é muito tempo.
Nossa queridíssima FAB poderia comprar 10 unidades semi-velhas, fazer um upgrade “tecnológico” que duraria uns 20 anos mais ou menos e, finalmente, ter 5 unidades operacionais com mais 5 fixadas no solo para serem usadas como fonte de peças. Lembrando que somente uma poderia voar brevemente em eventos solenes com presença de autoridades porque não há dinheiro para o combustível.
É o novo F-5! Taí a solução para a FAB!!!