Voo de demonstração do protótipo do eVTOL da Eve Air Mobility reúne autoridades e marca avanço na campanha de testes
GAVIÃO PEIXOTO, SÃO PAULO – 25 DE MARÇO DE 2026 – A Eve Air Mobility (“Eve”) (NYSE: EVEX, EVEXW; B3: EVEB31), líder no desenvolvimento de soluções para a mobilidade aérea avançada, recebeu autoridades do governo para a realização de um voo do seu protótipo de engenharia na unidade da Embraer em Gavião Peixoto (SP). O voo, realizado com sucesso, marca um novo avanço em sua campanha de testes em direção às etapas futuras de certificação de sua aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical (eVTOL, na sigla em inglês).
O evento contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, do presidente da ANAC, Tiago Chagas Faierstein, do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, além de jornalistas que acompanham o setor.
A Eve segue em campanha de testes com seu protótipo de engenharia, que já soma 35 voos realizados e quase uma hora e meia de tempo de voo acumulado desde seu primeiro voo em dezembro de 2025. A aeronave já atingiu 140 pés de altura, o equivalente a 43 metros, estabelecendo novos marcos para o programa e demonstrando comportamento consistente em voo, nas condições testadas até o momento, inclusive em manobras com entradas simultâneas em três eixos. Os resultados preliminares indicam ganhos de eficiência, com desempenho de propulsão e de bateria acima das hipóteses iniciais, enquanto os níveis de ruído permaneceram dentro das projeções, significativamente abaixo do ruído dos helicópteros.
Os voos realizados até o momento concentraram-se em operações de baixa velocidade (até 15 nós, o que equivale a aproximadamente 28 km/h), permitindo validar leis de controle, eficiência aerodinâmica dos rotores, comportamento térmico e o modelo de propulsão. A Eve segue avançando com a campanha, que inclui a expansão do envelope de voo e testes em velocidades mais elevadas.

“Estamos avançando com disciplina e consistência em nossa campanha de testes, reduzindo riscos e consolidando as bases para futuros voos para a certificação. Os resultados obtidos nesses primeiros meses de campanha pós-primeiro voo, em dezembro de 2025, reforçam nossa confiança na arquitetura da aeronave e na capacidade de entregar uma solução segura, eficiente e escalável para o mercado de mobilidade aérea urbana”, afirma Johann Bordais, CEO da Eve.
Além dos voos, a Eve concluiu testes e atividades no solo, incluindo a calibração dos sensores responsáveis pela medição das cargas aerodinâmicas existentes no veículo em voo. Essas etapas integram o processo de expansão do envelope de voo da aeronave, permitindo voos de até 30 nós (aproximadamente 56 km/h) nos próximos dias.
“A Embraer tem mais de cinco décadas de expertise comprovada no desenvolvimento e certificação de aeronaves e ver esse conhecimento aplicado ao programa da Eve reforça o nosso compromisso com a inovação e com o futuro da aviação sustentável. Acreditamos no grande potencial do mercado global de mobilidade aérea urbana e vemos a Eve posicionada para ser uma das líderes dessa indústria”, afirma Francisco Gomes Neto, presidente e CEO da Embraer.
A certificação da aeronave permanece sujeita à conclusão bem-sucedida das etapas técnicas e à aprovação das autoridades regulatórias competentes.
Em paralelo ao avanço técnico do programa, a Eve segue contribuindo para a construção do ambiente regulatório e institucional da mobilidade aérea urbana no Brasil. Na semana passada, a companhia participou do lançamento da tomada de subsídios — consulta pública que subsidiará a Política Nacional de Mobilidade Aérea Urbana — promovida pelo Ministério de Portos e Aeroportos. A empresa também conta com o apoio do BNDES, parceiro que já soma mais de R$ 1,4 bilhão em financiamentos à Eve desde 2022, além da Finep, que aprovou até R$ 90 milhões em subvenção econômica para acelerar iniciativas de inovação digital e aviação sustentável.
A Eve também segue avançando no desenvolvimento de seu portfólio de soluções para a mobilidade aérea avançada, incluindo o Eve Vector – software de gestão de tráfego aéreo urbano – e o Eve TechCare – soluções de serviços pós-venda e suporte operacional – além do engajamento com autoridades regulatórias e iniciativas público-privadas para o fomento e o desenvolvimento do ecossistema necessário para a entrada em serviço (EIS) e a escalabilidade do mercado.
Sobre a Eve Air Mobility
A Eve se dedica a acelerar o ecossistema de Mobilidade Aérea Urbana (UAM). Beneficiando-se de uma mentalidade de startup, apoiada por mais de 50 anos de experiência aeroespacial da Embraer e com foco singular, a Eve está adotando uma abordagem holística para o avanço do ecossistema de UAM, com um projeto avançado de eVTOL, uma rede global abrangente de serviços e suporte e uma solução exclusiva de gerenciamento de tráfego aéreo. A Eve está listada nas Bolsas de Valores de Nova York (EVEX; EVEXW) e de São Paulo (EVEB31), onde suas ações ordinárias e bônus públicos são negociados. Para obter mais informações, visite www.eveairmobility.com.■




Me chama aí pra pilotar essa máquina!!! 😁🇧🇷
Vão acabar tendo que usar a mesma infraestrutura dos heliportos. São máquinas grandes não?
O interessante é que caso haja demanda , a EVE poderá produzir versões menores com capacidades militares , principalmente navais !
Não vai demorar mesmo pois a EMBRAER está fazendo uma aposta madura para médio prazo, ainda mais agora com a questão dos combustíveis fósseis, estes veículos serão prioridade. O ponto bastante relevante será a infra estrutura urbana acolher este novo modelo de delocamento, uma vez que exigirá grandes intervenções, que envolverão a iniciativa privada e os poderes públicos, mas creio que a EMBRAER está de olho nisso tudo pois é, no momento, a maior interessada.
O apóstata certamente não vai curtir porque isto tem DNA privado Embraer !
Será pilotado pelo Ultron ,auxiliado pelo R2D2 !
“não vai curtir porque isto tem DNA privado Embraer !” O DNA da Embraer e um bocado de dinheiro público:
“Com financiamento no valor de R$ 1,2 bilhão do BNDES, a Eve Air Mobility vai desenvolver a unidade de produção do eVTOL que será instalada em Taubaté, também em São Paulo. Além das operações de crédito, em 2025, o Banco anunciou R$ 405,3 milhões em investimento direto na Eve, na estratégia de retomada da atuação da BNDESPAR em renda variável.”
Fonte:
https://agenciadenoticias.bndes.gov.br/industria/Com-apoio-do-BNDES-subsidiaria-da-Embraer-faz-voo-demonstrativo-de-carro-voador-no-interior-de-SP/
Não sei o cidadão aí é equivocado ou ignorante. A Embraer simplesmente não existiria mais se não fosse o Estado, ou seja, o dinheiro do BNDES.
É um tipo de empresa de gestão privada mas com dinheiro publico.
Por outro lado, o presidente anterior queria vender a própria Embraer.
Seja fanático mas tente se ater (ou ao menos conhecer) aos fatos.
Kkkkkkk, vcs falam m. demais , o BNDES cumpre com seu papel , empresta dinheiro fomentando a atividade industrial no país, não é doação cambada de pelegos , a EMBRAER paga com juros , com juros , a Gerdal, a Aracruz , a Votorantim , todas estas empresas pegam emprestados com o BNDES quando se faz necessário, meu deus …..a desonestidade intelectual da esquerda é algo patético.BNDS , Banco nacional de desenvolvimento social , é um banco meninas, banco sobrevivem emprestando dinheiro , as vezes quando emprestam para comunistas cubanos e venezuelanos ele toma cano ! Aliás quando emprestam para… Read more »
Até a minha pequena empresa “pegou” dinheiro no BNDES para eu financiar a troca de equipamentos e móveis. Logo mais acabo de pagar!
A Embraer é uma empresa privada de capital pulverizado, o que significa que não possui um único dono ou controlador, sendo suas ações negociadas na B3 e na NYSE.
Os maiores acionistas institucionais incluem fundos estrangeiros como Brandes Investment Partners (~15%) e BlackRock (~5%), além da BNDESPAR (~5%) representando o governo brasileiro
Ele queria vender ou a Embraer queria ser vendida? Não é a mesma coisa. Ainda que exista o golden share, o governo não pode vender o que não lhe pertence.
Tá aí um negócio que pode ajudar a dar escala e estabilidade para as receitas da Embraer se consolidar. E quem sabe até utilizar a geração de caixa deste ativo para avançar na aviação comercial.
Pode vir a ser extremamente lucrativo e fazer a Embraer crescer ainda mais.
Brasil na vanguarda deste seguimento !!
Bons voos a EVE!
Uma parte não discutida aqui é a infra que será necessária, quanto de energia cada voo gasta para reabastecer, se hj os carros elétricos tem pouca disponibilidade de pontos de recarga, esses EVE vão demandar ainda mais.
Esse é um ponto onde acredito mais no produto EVE/Embraer do que nos concorrentes, pois desde o começo a Embraer pensou em todo ecossistema, software de gerenciamento de voos e espaço aéreo/rotas, pós vendas etc., coisa que não vi em outros projetos e que apenas ofereciam o “veículo”. A Embraer inclusive simulou rotas utilizando helicópteros, conectando aeroportos aos pontos de interesse de grandes centros urbanos como aeroporto de Guarulhos-Faria Lima (São Paulo) e autódromo de Interlagos. Se a densidade energética das baterias permitirem o retorno a um aeroporto, parte do problema de infra estrutura estaria resolvido.
Absolutamente nada contra. Mas parece maior (que ocupa mais espaço) que um helicóptero e transporta a mesma quantidade de pessoas ou menos…
É apenas uma dúvida que me veio à mente agora.
Abraços
Mas não carrega piloto, pense neste ‘peso’ que será economizado.
Se não me engano terá uma versão pilotada e outra autônoma mas não tenho certeza. Eu não voaria em uma versão autônoma.
O grande trunfo dos eVTOL não é o espaço interno ou externo e sim o consumo baixíssimo de energia, o que faz com que a longo prazo se torne bem mais vantajoso e barato em relação ao helicóptero, além da questão de manutenção. Outro ponto a favor é que por associar o uso de motores elétricos a softers avançados a GPS, bússola, magnetrômetro, acelerômetro, giroscópio, sensores, etc em teoria basta indicar um ponto de aterrissagem que o aparelho irá se deslocar para o mesmo sem a intervenção humana. É o mesmo que ocorre hoje com os drones mais comuns
Caro Leonardo,
Tamanho e peso (baterias?) podem mesmo ser maiores, não sei. Mas as vantagens claras são: o silêncio, altíssimo nível de automação, reduzido custo de operação pela ausência de manutenção de motores, reduzido tempo de manutenção e, possivelmente, redução do custo por hora/voo. Quanto a não haver a necessidade de piloto (futuro), os custos podem ser reduzidos ainda mais, também incluindo uma posição de passageiro.
O conceito é novo e há muito o que ser testado e verificado. Quero pensar que a EMB está utilizando ao máximo as capacidades de AI para otimização e redução de processos e desenvolvimento.
EVE: Brevemente em alguma organização militar perto de você! Não no Brasil…