Chefe do Estado-Maior alerta para riscos elevados em eventual ataque dos EUA ao Irã
O presidente do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, general Dan Caine, advertiu a Casa Branca de que eventuais operações militares contra o Irã poderão envolver riscos significativamente maiores para as forças americanas devido à escassez de munições críticas e à limitada disposição de aliados para apoiar a campanha.
Segundo fontes familiarizadas com as discussões internas, Caine apresentou as preocupações ao presidente Donald Trump e aos seus principais assessores durante uma reunião recente na Casa Branca. O general destacou que os estoques de armamentos de alta tecnologia foram substancialmente reduzidos devido ao apoio contínuo dos EUA à defesa de Israel e à guerra na Ucrânia, o que pode afetar a capacidade de sustentar uma operação de grande escala.
Mísseis de defesa aérea entre os mais pressionados
Entre os sistemas mais críticos apontados estão os interceptores do THAAD (Terminal High Altitude Area Defense) e os mísseis do sistema Patriot, considerados essenciais para proteger as tropas americanas contra eventuais ataques de mísseis balísticos iranianos. Ambos vêm sendo amplamente empregados no Oriente Médio e continuam entre os itens mais solicitados pela Ucrânia.
Analistas citados nas discussões afirmam que a indústria americana produz apenas algumas centenas dessas unidades por ano — um volume considerado insuficiente diante do ritmo de consumo operacional.
Estoques navais também sob tensão
A Marinha dos EUA enfrenta uma situação semelhante. Os mísseis da família Standard Missile (SM) — particularmente SM-2, SM-3 e SM-6 — vêm sendo consumidos rapidamente em missões de defesa de navios no Mar Vermelho contra forças apoiadas pelo Irã no Iêmen e na proteção de Israel contra ataques balísticos.
Especialistas ressaltam que a reposição desses armamentos é lenta e complexa, podendo levar dois anos ou mais por unidade, o que limita a capacidade de recompor rapidamente os estoques.
Campanha contra o Irã exigiria grande volume de munições
Segundo avaliações apresentadas ao governo, a escala de uma campanha contra o Irã pode variar amplamente conforme os objetivos. Uma operação focada no programa de mísseis iraniano exigiria ataques contra centenas de alvos espalhados por um país com área mais de três vezes maior do que a do Iraque.
Caso o objetivo fosse mais ambicioso — como atingir a liderança do regime — o conjunto de alvos poderia se expandir para milhares de pontos, incluindo nós de comando e controle, serviços de segurança e instalações estratégicas, o que demandaria volumes muito maiores de munições de precisão e prolongaria a campanha por semanas ou meses.
Falta de apoio aliado complica planejamento
Outro fator de risco apontado por Caine é a incerteza quanto ao apoio de aliados regionais. Autoridades do Golfo Pérsico teriam sinalizado a Washington que não pretendem permitir o uso de suas bases para ataques contra o Irã, especialmente diante das ameaças de retaliação de Teerã.
A possível restrição dos direitos de sobrevoo e de acesso a bases avançadas poderia complicar significativamente a condução de uma campanha aérea de grande escala.
Debate estratégico em Washington
Embora a Casa Branca tenha afirmado que o presidente ouve múltiplas opiniões antes de decidir, fontes indicam que a avaliação do chefe do Estado-Maior é considerada altamente relevante no governo.
Especialistas alertam que os níveis atuais de estoque já levaram o Departamento de Defesa a solicitar quase US$ 30 bilhões adicionais ao Congresso para recompor inventários de mísseis e interceptadores — pedido que foi apenas parcialmente atendido.
Para analistas, a situação evidencia um desafio estrutural crescente: os Estados Unidos enfrentam dificuldades para sustentar simultaneamente múltiplos teatros de alta intensidade, especialmente diante do consumo acelerado de munições sofisticadas.
À medida que a administração Trump avalia suas opções, o Pentágono continua a reforçar a presença militar no Oriente Médio, em um cenário altamente volátil e dependente tanto da disponibilidade de armamentos quanto do apoio político-militar de aliados.■


Resumindo…calma lá. Vamos acertar as arestas na mesa. On the table.
Não falarão que era Rússia que ia ficar sem munição? 🙂
Precisa estudar mais um pouquinho de português. Vou dar uma dica: conjugação verbal.
Futuro e pretérito imperfeito na msm conjugação sem o menor nexo. Alto padrão!
Sim, é o Futuro do Pretérito \Mais que Imperfeito!!!
Se “falarão” é porque não falaram, ainda… Vamos aguardar que falem…
Se eles não tem munição suficiente, imagina um certo país da América do Sul…
O medo bateu essa é a real.
Kkkkkkkk agora conta a do papagaio
Toda essa história de atacar o Irã é mais uma reprise da cagada americana feita em 2003, políticos que se importam mais com Tel Aviv e com empresas da Indústria de Defesa do que com o próprio país se atolando numa guerra no Oriente Médio, enquanto o real rival dos EUA, a China, fica lá bem tranquila só ficando cada vez mais poderosa, bom pros colegas de Pequim.
A máquina de guerra dos EUA foi desenvolvida para coação e ataque de países com reservas de petróleo que não dançam conforme a música. Os EUA estão metidos em algum conflito desde a sua independência. Esse é o core do sistema político americano. E isso se agravou mais ainda depois da segunda guerra mundial. O discurso do Eisenhower complexo industrial militar foi o prelúdio do que vemos e viemos hoje. Só que esse sistema tem mostrado sinais de fadiga nos últimos anos, prova disso são as notícias que vemos sobre a quebra na capacidade de produção e manutenção da máquina… Read more »
Há nessa realidade descrita por Dan Caine um fator oculto : A grande assimetria apresentada nos ultimos conflitos. Esta assimetria, ao contrário das antigas assimetrias, é orgânica. O uso de drones, milhares deles, com custos muito baixos, com ampla e rápida reposição por parte dos antagonistas do ocidente em geral, e dos EUA em particular estão levando os arsenais dos países do ocidente, que utilizam armamentos caros, sofisticados e de ” grife “, à exaustão. É sem dúvida, uma mudança de paradigma, uma profunda mudança de paradigma da guerra.
Ataques de drones em enxame contra um destroyer AEGIS não tem resposta eficaz. Há o esgotamento de misseis rapidamente, por parte do destroyer, até porque os sistemas de defesa são automatizados, quando há ondas e ondas de ataque em enxame. Canhões de tiro rápido, como segunda proteção, também sofreriam esgotamento de munição após várias ondas de ataque. Não adianta aumentar as dimensões dos navios para portar mais misseis. A contra partida serão enxames cada vez maiores de drones, e/ ou mais ondas. A única saída é mudar totalmente a tecnologia de defesa, e partir para algo quase de sci fi.… Read more »
Exemplos de sistemas PEM ( pulso eletromagnético por Microondas ) contra enxames de drones em desenvolvimento :
Sistema Leonidas ( Epirus ) – EUA
Sistema Hurricane 3000 – China .
Ambos são bastante similares com sistema de projetores planares de microondas, com detecção de enxames de drones assistidos por IA com potência na casa de 3,5 MWatts
Correção; potência nominal do Hurricane 3000 ; 2000 a 3500 MWatts
Uma alternativa seria/será miniaturizar pods de defesa baseado em micro-ondas em sistemas de drones, esses drones fariam a defesa perimetral da força tarefa.
As operações anteriores contra o Irã foram “arranjadas” entre os dois lados. Em todas elas os EUA evacuaram exatamente a base q seria atacada pelo Irã. A reciproca é tbm verdadeira, uma frota de caminhões foi fotografada por satelite saindo de uma base iraniana q seria atacada dias depois pelos B-2, os EUA avisaram os iranianos antes. Trump é um showman. Como o Irã nao aceitou outro teatro como os anteriores (pq nao podem mais, o Regime esta sendo questionado nas ruas), Trump nao atacou, pois a retaliação seria verdadeira. Creio q o nome “Promessa Verdadeira” das operações (I, II… Read more »
que vai ser ruim todos sabemos, mas resultado continua sendo o mesmo, o fim do regime iraniano
que nem Venezuela? pegaram maduro, liberaram uns presos, faciliytaram petróleo e o regime está lá
A realidade entrando na veia de Trump.
Huummm……sinto cheiro de demissão de um General!!! E só deixar os amigos de Tel Aviv resolver a questão (como sempre)!
Tel Aviv nao tem sistema de defesa,foram degradados,em 4 dias.
A tal ponto que o Irã escolhia alvos,so não demoliu mais Tel Aviv porque ficou na duvida se os EUA iria entrar na Guerra.
Vc utiliza um velho truque utilizado por crianças ; feche os olhos pense em coisas boas que o monstro some ! Sempre dá certo e o medo passa !
O Irã paga por sua retórica. Sempre disseram que iriam riscar Israel do mapa. Sempre alardearam que qualquer ataque contra o Irã seria respondido de forma devastadora e letal. Israel entrou lá, fez o que quis, foi até o limite da capacidade destrutiva, chamou os amigos que entraram na farra também fazendo o que queriam, não houve nenhuma perda após sabe-se lá quantas centenas de surtidas e retaliou o suficiente para aparecer nos jornais, mas com danos pequenos. E suspeito que o povo Iraniano descobriu da conversa fiada de seus líderes da pior maneira possível. Com o choque dos aviões… Read more »
Perfeito! Excelente análise! O problema é que os iranetes não pensam, só repetem papo furado ideológico. Três votos negativos, até o momento em que escrevo esse comentário, mas nenhum contra-argumento. Mestre Leandro, em alguns casos da preguiça desse pessoal. Nem fatos, como os que você citou, fazem eles pensarem.
Pois é. FATO. Acho que ninguém pensa em invadir o Irã com boots on the ground e ocupação territorial, etc. Entrar, fazer alguma coisa e sair é possível. Como fizeram na Venezuela. Venho falando isso desde o início do ataque de Israel. Mas provavelmente terão baixas. Se vão ser aceitáveis ou não, vai depender da avaliação dos Americanos e seus objetivos. Mas que anos antes até os ataques de Israel, havia uma aura de ‘não vamos mexer com os caras porque o buraco é mais embaixo,’ o que provou ser falso. Assim como as ilusões coletivas (e eu estou incluído… Read more »
Mes.a descricao da cnn.
Que bom. Significa que a CNN acertou em alguma coisa, pelo menos.
Quem sabe um dia me contratam e eu ganho uma graninha à mais? Sonhar (ainda) não paga imposto…
Leandro,
Você, o Bosco, Esteves, Bardinni, Santamariense e outros aqui seriam muito melhores comentarístas que os “jornalistas” da CNN e de várias outras emissoras e jornais.
Israel tambem recebeu uma resposta a altura,vai negar?
Irã quebrou o cessar fogo. Israel não quis encarar.
Com isso o irã tabem nao deu continuidade devido o recuo da IDF.
Como assim, negar? Tá brincando? O Irã lançou coisa de mais de MIL drones (com algo em torno de 99% deles interceptados) e mais de 500 mísseis balísticos contra Israel. Alguns deles com MIRV’s (mais de uma ogiva), e tiveram coisa de 60 impactos. A maioria em áreas civis residenciais onde causaram estragos. Teve uma ou duas ogivas que acertaram uma refinaria que causaram danos pequenos à moderados, algumas acertaram bases aéreas onde causaram danos pequenos. Fez com que a população Israelense se unisse ainda mais e não parou qualquer ataque Israelense. Tudo reparado e operando normalmente enquanto estão repondo… Read more »
É a choradeira de sempre, que falta estoque de munição, que os caças estão em idade avançada, que isso, que aquilo. No fundo é a instituição que manda nos EUA, o complexo militar de defesa, pedindo mais alguns bilhões de dólares.
Exatamente. Eles devem ter capacidade de fazer um estrago na infraestrutura iraniana, só que o apetite insaciável dos magnatas da indústria de armas, nunca acaba. Sempre querem mais, mais, mais… Se não tiverem mais inimigos, inventam ou até transformam aliados em inimigos se precisar. Eles podem transformar o Irã na faixa de Gaza pós-ataques de Israel que não será o bastante. Vão ir para a África, Ásia, América do Sul… Europa… Isso que os seus fanboys sem capacidade cognitiva não percebem. Não tem nada a ver com democracia, liberdade e nem essas palhaçadas que ficam espalhando por ai, e que… Read more »
trilhões
É muita frente aberta, lógico que vai dar ruim!! O doidão laranja acha que as fábricas produzem estilo 2GM……
A importância de um elemento dissuasório contra um agressor de maior potencial.
Ademais, já é cristalino que os EUA estão a prestes a entrar em conflito pelos interesses de Israel, mas será que vale a pena? Pelo andar da carruagem, estão repensando em Washington o estrago que os mísseis iranianos podem fazer agora que não há mais o fator surpresa.
Contudo, ainda creio que atacam. O lobby judeu é muito forte, especialmente para salvar a pele do Netanyahu da cadeia por corrupção, agora que a desculpa “Hamas” perdeu força.
De Israel? Claro que não! Se o petróleo e o gás natural não tivessem mais valor, já teriam jogado bombas em Israel em prol da “defesa das criancinhas de Gaza”. Os E.U.A lutam por interesses próprios e apenas isto. E não próprios da nação em si, mas de uma pequena parcela de endinheirados que financiam as campanhas políticas desses falastrões que ocupam a Casa Branca. Essa investida mais parece ser pelo petróleo, tentativa de enfraquecimento da China e Rússia e, principalmente, desviar a atenção do caso Epstein que já vem levando uma galera considerados intocáveis, para a cadeia. No dia… Read more »
Como sempre, os militares norte-americanos inflam a capacidade do inimigo para conseguir mais verbas.
Se você subestima o inimigo, você perde. E infelizmente com isso mais vidas se perdem. Aprenderam isso na marra.
Esses dias, após laranjudo falar que a Europa conseguiria sem os EUA, questionei no blog: e o que seria dos EUA sem seus aliados? Aí está a resposta. Sozinho ninguém consegue nada.