UAC e HAL firmam joint venture para produção na Índia do Superjet 100 ‘à prova de sanções’

40
Superjet 100

Superjet 100

Moscou / Nova Délhi — A United Aircraft Corporation (UAC), integrante do grupo estatal russo Rostec, e a Hindustan Aeronautics Limited (HAL) assinaram um acordo de joint venture para a produção do jato regional Superjet 100 (SJ-100) na Índia. O entendimento estabelece as bases para uma cooperação de longo prazo entre as duas empresas e abre caminho para a produção licenciada da aeronave em território indiano.

O acordo foi assinado por Vadim Badekha, diretor-executivo da PJSC UAC, e pelo Dr. D. K. Sunil, presidente da HAL. A cerimônia contou com a presença de autoridades russas, entre elas o vice-ministro da Indústria e Comércio da Federação Russa, Gennady Abramenkov; o embaixador da Rússia na Índia, Denis Alipov; o representante comercial russo na Índia, Andrey Sobolev; e o chefe do Departamento de Certificação Aeronáutica da Agência Federal de Transporte Aéreo, Dmitry Kopysov.

O documento formaliza a participação da HAL no processo de certificação e validação do Superjet 100 na Índia, etapa fundamental para a entrada da aeronave no mercado local. Pelo acordo, a HAL também receberá licença para fabricar e comercializar o SJ-100, além de produzir componentes, subconjuntos e peças de reposição necessárias à manutenção e ao reparo da aeronave.

Em contrapartida, a UAC apoiará a HAL na organização, modernização e reequipamento de suas instalações industriais destinadas à produção do Superjet 100, por meio de serviços de consultoria, apoio em engenharia e do envolvimento direto de especialistas russos.

Segundo as empresas, a assinatura do acordo representa um passo importante rumo à conclusão de um acordo-quadro mais abrangente, que deverá detalhar o cronograma do projeto, os prazos, os indicadores financeiros e a divisão precisa de responsabilidades entre as partes.

A iniciativa insere-se no contexto do fortalecimento da cooperação aeroespacial entre Rússia e Índia e reflete o interesse de Nova Délhi em ampliar a produção local de aeronaves civis, em linha com as políticas de industrialização e transferência de tecnologia do país.■


Subscribe
Notify of
guest

40 Comentários
oldest
newest most voted
Inline Feedbacks
View all comments
JuggerBR

Os indianos preferem o incerto pós-venda russo do que pagar mais caro num avião ocidental…

Renato B.

Uma adaptação esperada ao do uso de sanções e guerras comerciais.

Deadeye

Exato. Esperto é quem tem opções.

Esteves

Preferem a autonomia e a autoestima para tomarem decisões.

Glaucus

Mesmo que seja mais caro. Correto!

Marcelo

Os indianos de bobô só tem a cara.
Se a india entrar em guerra ela já sabe que a frota de aviões Boeing e Airbus será sancionadas e a aviação regional indiano entrara em colapso igual aconteceu na Rússia.
O avião russo para voo regional dentro da india é o melhor antídoto para problemas futuros .

André Bueno

Que eu me lembre os principais rivais da Índia são o Paquistão; inimigos mortais; e a China. Não imagino ela em guerra com um país ocidental a ponto ela sofrer sanções.

Joanderson

Também até pouco tem não imaginava o Canadá e Europa sendo ameaçados Pelo EUA, agora todo mundo correu para fazer acordo com a China.
Melhor a Índia prevenir do que depois remediar.

LUIZ

Os EUA vendo os indianos com sua própria indústria Aeronáutica civil a pleno vapor vai pensar 10 vezes pra aplicar sanções. Agora os russos vão aumentar a produção de aeronaves pra suprir tanto o mercado indiano e o russo também.

Marcelo

Não precisa de guerra para ser sancionado.
Basta a índia começar a tomar decisões que o ocidente ache que vai contra seus interesses.

Vitor botafogo

Exato

Pestana

A prova de sanções?
É só sancionar as super ligas já não produz mais nada.

Abymael

A ideia é fabricar o SJ100 na Índia, pelo que a notícia diz. Tendo uma fábrica, não precisarão lidar com pós-venda bom ou ruim.

Nilo

O fato de ter uma fábrica do SJ100 não significa que não terão problemas com o pós venda. Este avião tem histórico de fracasso, exemplo, uma empresa mexicana teve que se desfazer de seus aviões compradas. Uma aeronave se usa por década, o preço de manutenção, o índice de disponibilidade, o consumo de combustível é parte importante a ser considerado na composição final da vida útil da aeronave. Outros valores como segurança, conforto, nível de ruído, não são menos importantes para imagem de uma empresa aérea. Empresa aérea é empresário aventureiro que aceita alto risco no seu negócio, não é… Read more »

Last edited 7 dias atrás by Nilo
Abymael

Vou somente repetir o comentário do Maurício R. para outro comentarista:

“Do texto:
“…além de produzir componentes, subconjuntos e peças de reposição necessárias à manutenção e ao reparo da aeronave.”

Mais claro, impossível.

LUIZ

Esse modelo é de fabricação 100% russa. Não é o modelo anterior que tinha 70% de componentes ocidentais.

cipinha

Fabricar avião não significa produzir ele por inteiro, então podem sim sofrer com a falta de algumas peças

LUIZ

O principal é o motor PD-8 que é fabricado na Rússia e é o motor dessa aeronave que está em exposição na Índia.

Mauricio R.

Do texto:

“…além de produzir componentes, subconjuntos e peças de reposição necessárias à manutenção e ao reparo da aeronave.”

Qual “pós-vendas russo”, então?

JOAO VICTOR BUENO SOARES

O “pós-venda” russo sempre foi prejudicado pelo SWIFT, controlado pelos EUA, porém agora, com o surgimento de outros meios de pagamento, isso já não é uma questão. Segundo ponto, o SJ00 é mais seguro a sanções do que um E195 e2 da Embraer, que tem todos seus componentes críticos produzidos pelos EUA que sanciona. O mundo todo a seu bel-prazer.

Leandro Costa

O pós-venda Russo nunca foi prejudicado pelo SWIFT. Sempre foi ruim mesmo.

LUIZ

“Paralisação do Pós-Venda Tradicional: A exclusão dificulta o rastreio e a verificação automática de pagamentos, o que impacta o “pós-venda” — o comércio internacional de bens de alto valor (como máquinas, peças e serviços técnicos) — devido à incerteza sobre o recebimento de pagamentos.”

Carlos

Os indianos são clientes russos há anos. Pergunte a eles se o pós venda russo é ruim como dizem aqui.

Augusto

Off-topic: o Gripen FAB 4100 está desde o dia 19/01/2026 em Natal realizando voos de testes com emprego real bombas guiadas Lizard II (pod Litening G4) e de bomba de emprego geral MK.83.

Carlos Campos

Eu ainda acho o MS-21 um bom projeto para a EMbraer, teríamos que trocar os aviônicos, mudar o motor e abrir a linha de montagem, é caro, mas hj a fila de entrega da Boeing e da Airbus tá saturada, então estamos vivendo um momento em que a Embraer se agir rápido com ajuda do governo, podería abocanhar uma fatia do mercado dos Europeus e Americanos.

JHF

Mexer com a Boeing e a Airbus (só na teoria) daria em embargo, sansões veladas e problemas diplomáticos afins e nada a ver. Tudo, em tudo lugar, ao mesmo tempo….

Carlos Campos

a outra opção seria desenvolver o proprio dentro de casa, e não teria sanção, a EMBRAER compra muito dos EUA, até ficou fora do tarifaço

Mauricio R.

Se até aquele fantástico turbo hélice pra competir com o ATR, sequer apareceu direito; que dirá uma aeronave pra enfrentar o duopólio Airbus/Boeing?
Nem a China se deu bem nessa.

Sensato

Talvez você se surpreenda em breve.

Carlos Campos

China já se deu bem, e em breve estará na Europa também. eles vão aproveitar a oportunidade que a EMBRAER não está aproveitando

Sensato

Pra quê se já tem produto melhor que é o 190? Pra concorrer com Boeing e Airbus, tem que projetar e construir algo maior e a Embraer tem capacidade de sobra pra isso. Além disso, os EUA são o maior mercado da Embraer. Eles vão se associar com russos e colocar o maior mercado em jogo?

Carlos Campos

O projeto é russo, usaram técnicas e conhecimento soviético no F35B e estão usando de boa, o avião seria feito aqui, com aviônicos dos EUA, eles vão embargar a turbina da GE? Avionivoa da HoneyWell? Collins? Turbina da PW? Eles vão embargar aeroestrutura feita no brasil? Poderíamos colocar o dinheiro dos Royalties dos Russos em uma conta que só poderá ser acessada após um acordo de paz da guerra da ucrania, se eles quiserem……. E O 190 mesmo o 195, não leva tantos passageiros quanto o MS21, acho que confundiu o SJ100 com MS21

Sensato

De fato, como o texto fala do Superjet, achei que estivesse falando dele. Sobre embargos, tenho dúvidas enquanto durar o governo atual de lá e de cá mas sobre russos aceitarem dinheiro depositado em conta inacessível ou algo do tipo, acho muito difícil pra não dizer impossível. Seja como for, mesmo que fosse simplesmente comprar o projeto “de porteira fechada”, se fosse possível, ainda não me parece muito interessante. A Embraer tem plena capacidade de produzir algo igual ou provavelmente melhor.

JHF

Agora vai?

Cassini

Vai!

Mauricio R.

E eis que os indianos, alguns deles pelo menos, deram um jeito de colocar água no chopp da Embraer…
Parabéns!!!!

JOAO VICTOR BUENO SOARES

Com os EUA sancionando até suco de laranja, os indianos vão pensar 10x em comprar aviões que possuam componentes críticos produzidos pelos EUA e seus aliados vassalos, Acho que isso é um alerta para a Embraer desenvolver componentes críticos dos E195 em solo brasileiro, como o motor Pratt & Whitney PW1900G entre todos os avionicos produzidos nos EUA. 

Leandro Costa

Você não tem a menor noção do que envolve o desenvolvimento de um motor da classe dos P&W1900G.

Interessante que muitos dos ‘vassalos’ detém essa tecnologia e fabricam seus próprios motores e isso é um resultado de investimentos pesados desde antes de 1945.

E essa semana mesmo saiu uma notícia da Air India adquirindo mais 30 Boeing 737’s novos em folha.

João Pedro

A melhor época para plantar uma árvore foi há 10 anos, a segunda melhor época é agora.

A mentalidade de que estamos sempre atrasados e de que não adianta tentar, porque nunca alcançaremos a vanguarda tecnológica, é um raciocínio extremamente limitado e que mantém o país ancorado no atraso.

Se empresas como WEG, Petrobras e Embraer existem, isso prova que o desenvolvimento tecnológico e industrial é possível. Se elas foram capazes de surgir e se consolidar, muitas outras também podem.

Renato de Mello Machado

E tinha gente que zombava do Vladimir Putin por ter iniciado a operação especial contra a Ucrânia atrapalhando os negócios russos no exterior.Hoje sem comparação o Trump faz pior para o lado dos EUA.