EUA prosseguem com a vigilância eletrônica no Caribe próximo à Venezuela
Uma aeronave de reconhecimento RC-135W Rivet Joint da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) realizou uma extensa missão de inteligência eletrônica nos arredores do espaço aéreo venezuelano, conforme dados de rastreamento de voo e análises de observadores de atividades militares. A operação ocorreu sobre águas internacionais no Mar do Caribe em 6 de janeiro de 2026, em meio ao aumento das tensões e da vigilância na região.
O RC-135W, que decola regularmente de bases como a Homestead Air Reserve Base, na Flórida, foi observado realizando atividades prolongadas de coleta e análise de sinais eletrônicos e de comunicações enquanto operava na proximidade da costa venezuelana durante grande parte do dia, segundo dados de rastreamento de voos abertos.
Esse tipo de aeronave, da família Rivet Joint, é especializado em inteligência eletrônica e de sinais (SIGINT), com capacidade de interceptar, identificar e geolocalizar emissões de radares, redes de comunicação e outras fontes de sinal, fornecendo informações em tempo quase real aos comandantes operacionais e estratégicos.
Segundo fontes que monitoram a atividade da aviação militar, o RC-135W permaneceu na área até pelo menos às 21h50 UTC, reforçando um padrão de presença quase contínua dessas plataformas no entorno da Venezuela nas últimas semanas.
A missão ocorre em um momento em que os Estados Unidos têm ampliado operações de inteligência e vigilância no hemisfério, especialmente após a recente ofensiva militar que capturou o presidente venezuelano Nicolás Maduro e outros desenvolvimentos estratégicos na região.
Esse tipo de voo, embora conduzido em espaço aéreo internacional, faz parte de um esforço mais amplo de coleta de informações sobre sistemas de defesa, comunicações e movimentos militares, especialmente após a recente ofensiva militar que capturou o presidente venezuelano Nicolás Maduro, em áreas onde a situação de segurança é considerada volátil ou de interesse para Washington.■

Esse tipo de missão depende da linha de visada.
Uma arara não voa só. O RC-135 não atua sozinho.
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